segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos, uma reflexão

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici), ou Cavaleiros Templários, Ordem do Templo, ou Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria que existiu na Idade Média entre 1118 e 1312.

Foi fundada em 1118 durante a Primeira Cruzada para proteger os peregrinos a Jerusalém. Os fundadores foram Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, que tiveram o apoio de André de Montbard, tio de São Bernardo de Claraval e do rei Balduíno II de Jerusalém.

Os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência, usavam mantos brancos com a cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.

Eles se estabeleceram no monte do Templo em Jerusalém, e de ali provém o nome. No local existira o Templo de Salomão.

O prédio foi usurpado pelos muçulmanos que o renomearam Mesquita de Al-Aqsa e se encontra em pé.

Em 1127, o Papa Honório II reconheceu a Ordem.

Na bula papal Omne datum optimum, de 29 de março de 1139, o papa Inocêncio II lhe outorgou isenções e privilégios, como construir seus oratórios e serem enterrados neles.

A regra da ordem dos Templários foi escrita por São Bernardo de Claraval
A ordem foi um modelo da caridade em toda a Cristandade, seus membros formaram as melhores unidades de combate nas Cruzadas, estabeleceram o embrião do sistema bancário, e ergueram muitas fortificações na Europa e Terra Santa.

A Ordem do Templo recebeu muitas doações de terras na Europa que usava para plantar trigo, cevada e criar animais. O lucro ia para financiar a guerra santa na Palestina.

Em 14 de outubro de 1229, o papa Gregório IX na bula Ipsa nos cogit pietas, os isentou de pagar o dízimo para as despesas da Terra Santa, atendendo “à guerra contínua que sustentavam contra os infiéis, arriscando a vida e a fazenda pela fé e amor de Cristo”

O contemporâneo Jacques de Vitry os descreve como “leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, e suavidade para com Seus amigos”. (Moeller, Charles, 1912. «The Knights Templars.». In: New Advent. The Catholic Encyclopedia. (em inglês). New York: Robert Appleton Company)

Os templários não temiam morrer para defender os peregrinos. Não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da Ordem mas eram o terror dos muçulmanos. Nas casas da Europa eram selecionados os que substituiriam os falecidos em Terra Santa.

O cavaleiro templário era destemido. Ele protegia a alma com a armadura da fé, e o corpo com a armadura de aço.

Ele é, portanto, duplamente armado sem ter medos de demônios nem de homens. (São Bernardo de Claraval, De Laude Novae Militae, in Stephen A. Dafoe. «In Praise of the New Knighthood». TemplarHistory.com)

A regra dessa ordem militar foi escrita por São Bernardo e sua divisa foi extraída do livro dos Salmos: “Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam” – “Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela glória de teu nome” (Sl. 115:1).

Em 25 de novembro de 1177, os Templários travam contra o exército de Saladino a batalha de Monte Gisardo, livremente abordada em filmes como Kingdom of Heaven.

O iníquo e excomungado rei Filipe IV de França, o Belo, aplicou sua influência sobre o papa Clemente V, sob a sua dependência, para lhes confiscar todos os bens.

Para isso, desferiu um estrondo de descrédito, acusando os Templários de heresia, imoralidade, sodomia e diversos outros crimes.

Entre os falsos crimes que lhes eram imputados estava o fato adorar uma cabeça, ao que tudo indica o Santo Sudário hoje em Turim.

A ordem de prisão foi redigida em 14 de setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e na sexta-feira 13 de outubro de 1307 todos os cavaleiros que estavam em território francês foram detidos.

O “Pergaminho de Chinon”: o Papa e o Concílio de Vienne reconhecem não haver heresia nos templários. Mas, a ordem já tinha sido dispersada, seus bens confiscados e nunca mais se reconstituiu.
O “Pergaminho de Chinon”: o Papa e o Concílio de Vienne
reconhecem não haver heresia nos templários.
Mas, a ordem já tinha sido dispersada,
seus bens confiscados e nunca mais se reconstituiu.
A partir de 1310, a Igreja institui sua própria investigação sobre a Ordem.

Nessa depuseram 573 cavaleiros, todos em defesa da Ordem e afirmando que as confissões foram arrancadas no tribunal francês por meio da tortura.

Clemente V transferiu todos os bens Templários para os Hospitalários, exceto os de Portugal, de Castela, de Aragão e de Maiorca, os quais ficariam na posse dos monarcas.

Na Ile da Cité, em Paris, num cadafalso, em 18 de março de 1314 os cavaleiros Tiago de Molay, Hughes de Pairaud, Geoffroy de Charnay e Geoffroy de Gonneville bradaram inocência e a de todos os Templários, dos crimes e heresias. Mas foram queimados.

O chamado “Pergaminho de Chinon” declara que Clemente V pretendia absolver a ordem.

O Concílio de Vienne reconheceu que não se comprovou a heresia, mas disse que a Ordem devia ser suprimida ou remodelada.

Sete séculos após o processo, o “Pergaminho de Chinon” foi recordado em cerimônia realizada no Vaticano, a 25 de outubro de 2007, na Sala Vecchia do Sínodo. Cfr. também: Santa Sé absolveu os Templários, ordem que está nas origens do Brasil. E: "Os templários veneravam o Santo Sudário e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano"

Os Templários ficaram associados a lendas sobre segredos e mistérios.

Entre elas, uma quimérica ligação entre os Templários e a Maçonaria fundada em 1717, quatro séculos após o fim da ordem católica.

Nos documentos autênticos da inquisição dos Templários nunca houve uma única menção de qualquer coisa de semelhante.

Sede dos templários em Paris possuía quase 25% da urbe. Os monges secaram um pântano ligado ao rio Sena.
O bairro hoje conhecido como Marais repousa sobre suas ruínas e tem muitas ruas com o sufixo "du Temple".

Com últimos restos da Ordem dos Templários, o rei português Dom Dinis criou a Ordem de Cristo adotando por símbolo uma adaptação da cruz templária, que foi herdada pela heráldica brasileira.

Foi a Cruz das naus de Cabral, ainda presente em brasões oficiais brasileiros.

A “Terra da Santa Cruz” de uma maneira indireta foi a “Terra dos Templários”.


Uma reflexão: Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos


Com a Ordem dos Templários existente e fiel à sua vocação teria sido impossível a Revolução gnóstica e igualitária que nos trouxe até o precipício de caos em que estamos.

O rei Filipe o Belo, motor primeiro do fechamento, também mandou esbofetear o Papa, fato simbólico do início dessa Revolução.

O inquérito pontifício demorou, mas não deu em nada e os templários foram absolvidos de toda suspeita.

Mas, nesse momento eles já estavam dispersos e seus bens todos perdidos, e não se reconstituíram.

A única herdeira legítima de propriedades e privilégios da Ordem do Templo foi a portuguesa Ordem de Cristo, descobridora do Brasil.

Uma espécie de revide de Deus.

Mas essa tampouco existe mais enquanto ordem religiosa.

Hoje com esse nome há um prêmio concedido pelo governo português.

Nenhum outro grupo que usou ou usa o nome de templário tem continuidade legítima com a Ordem inicial.

As acusações de sociedade secreta, etc., visam essas associações. Portanto, não atingem os templários históricos.

Por que não se reconstituíram?

Acredito firmemente que a Providência Divina tem preparado algo que vai recolher a herança dos templários com um esplendor imensamente maior.

Será a Ordem dos Apóstolos dos Últimos Tempos anunciada profeticamente por santos da dimensão de São Luis Maria Grignon de Montfort e por Nossa Senhora na aparição de La Salette.


(Reflexões de Plinio Correa de Oliveira, livremente colhidas e adaptadas)


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pe. Amorth e exorcismo: como se defender do diabo

Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Luis Dufaur
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APONTAMENTOS COLHIDOS ENQUANTO ASSISTIA AO VÍDEO. NÃO SÃO AO PÉ DA LETRA, MAS TENTAM REGISTRAR OS CONSELHOS ESSENCIAIS.

Pergunta: O que é o diabo?

Pe. Gabriele Amorth: É um puro espírito criado por Deus. Foi submetido a uma prova porque Deus quis que todos os seres inteligentes chegassem à felicidade da visão beatifica com mérito pessoal, nunca pela força.

Os anjos foram submetidos a uma prova de humildade e obediência. Satanás que era o mais esplendoroso deles se rebelou contra Deus e convenceu uma grande quantidade de anjos a se opor.

Foi um ato de orgulho e rebelião feito com uma inteligência e com uma consciência de tal maneira perfeita que dele não se volta atrás.

Pergunta: por que?

Pe. Gabriele Amorth: Uma vez perguntei a um demônio se eles são muitos. E respondeu: somos tantos que se fôssemos visíveis obscureceríamos o sol. Portanto a quantidade é enorme. A quantidade dos anjos é sem dúvida maior.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento


Luis Dufaur
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Neste ano a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.

Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná.

O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.

Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada.

Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu.

E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil


Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Primeiros milagres logo após a aparição


Enquanto que as graças ligadas à aceitação da aparição de Nossa Senhora em La Salette operavam uma verdadeira regeneração moral, os inimigos de La Salette, católicos liberais e anticatólicos, se mostravam cada vez mais incomodados.

De início, os jornais laicistas e anticlericais do tempo tentaram abafar o acontecimento. Mas, com tantas peregrinações e milagres, o silêncio ficou insustentável.

Em pouco tempo começaram a veicular versões deturpadas ou caricatas, e até virulentos ataques contra La Salette e contra a Igreja.

O “Patriote des Alpes” foi o primeiro jornal de Grenoble a dedicar algumas linhas ofensivas à aparição: “Estúpida invenção acolhida pela imbecilidade de alguns, explorada pelo charlatanismo descarado de outros”, escreveu com insolência.

Logo haveria de ser imitado por outros jornais de Paris e Lyon. Em geral essas mesmas publicações se recusavam a publicar retificações ou simples testemunhos da verdade dos fatos de La Salette enviados por leitores.

Faziam exceção os jornais católicos legitimistas, rotulados de ultramontanos ou contrarrevolucionários. Estes eram numerosos, mas não tinham a imensa tiragem dos anticlericais.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Primeiros milagres logo após a aparição

O local da aparição no século XIX
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes



Pouco tempo após a aparição se constataram os primeiros milagres.

Em 16 de abril de 1847, sete meses depois da aparição, verificou-se em Sauvignon a cura miraculosa da irmã Saint-Charles enquanto rezava uma novena a Nossa Senhora de La Salette.

Em 14 de maio do mesmo ano aconteceu a cura milagrosa de Sor Saint-Antoine Granet, religiosa do Santíssimo Sacramento, também em Avignon. Ela sofria diversas doenças constatadas por médicos diferentes.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes

Mélanie dois anos depois da aparição

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor





Quando Nossa Senhora indicou aos videntes que as colheitas se estragariam em sinal do cumprimento da profecia, incluindo as batatas, Mélanie não entendeu a palavra batatas, pois Nossa Senhora falava em francês.

As crianças não o entendiam bem, pois no dia-a-dia usavam o “patois” da região, um dialeto do francês misturado com muitos particularismos regionais.

Nossa Senhora percebeu a dificuldade e disse:

“Ah! vocês não entendem o francês, meus filhos. Vou vos falar de outro modo”. 

E prosseguiu retomando em “patois” o que já tinha dito.

Então Maximin exclamou:

“Oh! não, minha senhora, isso não pode ser verdade!”.

“Sim, meu filho, você vai ver.”

terça-feira, 14 de maio de 2019

Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor

La Salette, Nossa Senhora ficou em pé e falou

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette





Os videntes desceram logo a pouca distância que os separava da Dama.

Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.

Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:
“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear.

“Ele é tão pesado e tão grave, que não posso mais segurá-lo.

“Há muito que sofro por vossa causa. Se quero que meu Filho não vos abandone, estou obrigada a rezar a Ele sem cessar, por vossa causa.

“Mas vós não fazeis caso. Eu vos dei seis dias para trabalhar e reservei para mim o sétimo. Porém não o quereis consagrar-me. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho”.

Sinal da veracidade da visão: as colheitas se estragarão

Nossa Senhora em La Salette deu uma prova para constatar a autenticidade da aparição e da seriedade de seus anúncios:

“Também os carreteiros – continuou Nossa Senhora – não sabem fazer outra coisa senão blasfemar envolvendo o nome do meu Filho. São duas coisas que tornam tão pesado o seu braço.

As colheitas acabaram se estragando: sinal que dera Nossa Senhora para provar a veracidade da aparição
As colheitas acabaram se estragando: sinal que dera Nossa Senhora para provar a veracidade da aparição
“Se a colheita se estragar, será por vossa causa. Eu vos fiz ver isso no ano passado com as batatas. Mas vós não tendes prestado atenção.

“Pelo contrário, quando as encontrais estragadas, jurais e blasfemais o nome de meu Filho.

“Elas vão continuar a se estragar, até que no Natal já não as haverá mais”.

Nestas palavras Nossa Senhora se referia a acontecimentos conhecidos pelas crianças.

De fato, na região e na França houvera uma quebra de safra, que até serviu de pretexto para motins populares.

Nossa Senhora esclarecia aos videntes que a verdadeira causa dessa desgraça eram dois pecados especiais.

Em primeiro lugar, a violação do mandamento que manda repousar e não trabalhar aos domingos.

Em segundo lugar, pelo vício generalizado da blasfêmia. E se os homens não cessassem essas ofensas, a situação continuaria piorando até o fim do ano.


continua no próximo post: Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes


segunda-feira, 13 de maio de 2019

13 de maio: Fátima, a crise mundial e a solução

Luis Dufaur
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“Não há sobre a Terra uma só nação que não esteja a braços, em quase todos os campos, com crises gravíssimas.

“Se analisarmos a vida interna de cada país, notaremos nele um estado de agitação, de desordem, de desbragamento de apetites e ambições, de subversão de valores que, se já não é a anarquia franca, em todo o caso caminha para lá.

“Nenhum estadista de nossos dias soube ainda apresentar o remédio que corte o passo a esse processo mórbido, de envergadura universal.

“Mas, para a gravidade desta crise universal, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima abre os olhos dos homens, apresentando-lhes uma explicação à luz dos planos da Providência Divina, e também indicando-lhes os meios necessários para evitar a catástrofe.

“É a própria história de nossa época, e mais do que isto o seu futuro, que nos é ensinado por Nossa Senhora.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette

O pranto de Nossa Senhora em La Salette, mosteiro de Einsiedeln

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continuação do post anterior: A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais.

“Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição. O vestido da Virgem

O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: As correntes e o crucifixo no peito de Nossa Senhora. A Sagrada Escravidão de São Luis Grignon de Montfort




Nossa Senhora em La Salette apareceu envolta numa grande luz.

Intensíssima como a do astro solar, mas não queimava os olhos.

Ela tinha graus, ou como que círculos concêntricos de intensidade. Essa luz envolveu os videntes.

“A Santa Virgem – explicou Mélanie – estava envolta em duas claridades.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

La Salette, o incêndio de Notre Dame e o futuro da Cristandade:
ocaso ou restauração?

Santinho evoca a fabulosa ofensa ao Sagrado Coração de Jesus
feita pelos 'communards', comunistas de 1871,
E o pranto de Nossa Senhora, que em La Salette
falou que Paris desapareceria incendiada. Cfr.:
A destruição de grandes cidades pecadoras como Paris
Luis Dufaur
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No best-seller Ugly as Sin — Feias como o pecado (Sophia Institute Press, Manchester, NH, 2001) — Michael S. Rose, jovem arquiteto americano, doutor em Belas Artes pela Brown University (EUA) apresentou a catedral Notre Dame de Paris como a jóia-da-coroa da Cidade Luz, o verdadeiro epicentro, a alma da capital francesa.

Solene e maternal, ela irradia sua influência a partir da Île de la Cité, como uma grande dama a partir do palácio, no centro do seu feudo.

Ela é a representação do Cristianismo na sua totalidade: desde o império universal de Nosso Senhor Jesus Cristo até os sofrimentos dos precitos no inferno.

Nela, o peregrino percebe a luta entre o bem e o mal, entre o sagrado e o profano, entre o eterno e o passageiro.

Notre Dame, insiste Michel Rose, é arte no sentido mais nobre do termo, é arquitetura da mais alta classe, um “lugar sagrado” que espelha as realidades eternas.

Ela é, antes de tudo, a casa onde Deus habita na Terra. Assim a Idade Média via Deus.

Compreende-se à luz destas considerações, e de muitas mais que podem se fazer e foram feitas, o impacto mundial que provocou o incêndio do telhado de Notre Dame e da queda simbólica de sua agulha em chamas.

Incêndios dessa magnitude e simbolismo aconteceram na história medieval.

terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

segunda-feira, 8 de abril de 2019

As correntes e o crucifixo no peito de Nossa Senhora.
A Sagrada Escravidão de São Luis Grignon de Montfort

Corrente e Cruz de Nossa Senhora, Aparições de La Salette

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continuação do post anterior: Bons efeitos da aparição e mudanças de vida em outras regiões


Em La Salette, Nossa Senhora apareceu usando uma Cruz e uma corrente todas especiais.

Mélanie, ela própria nos contou como eram:

“A Santa Virgem tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço.

“Essa cruz parecia ser dourada, mas digo dourada para não dizer que era folheada a ouro (...). Sobre esta cruz brilhantíssima havia um crucificado.

“Era Nosso Senhor com os braços estendidos sobre a cruz. Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês.

“A cor da pele do crucificado era natural, mas brilhava com grande fulgor.

“E a luz que emanava de todo seu corpo parecia dardos brilhantíssimos que perpassavam meu coração de desejo de me fundir n’Ele.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Bons efeitos da aparição e mudanças de vida em outras regiões

Procissão no santuário de La Salette, vitral do santuário
Procissão no santuário de La Salette, vitral do santuário
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continuação do post anterior: A França tocada a fundo pela aparição




Os bons efeitos se sentiram logo nas dioceses vizinhas. Assim o testemunhou o bispo de Gap, Mons. Irineu Dépery, em 9 de fevereiro de 1847.
“Eu também tenho recolhido informações, e para mim o fato da aparição parece incontestável. Deus parece confirmá-la com prodígios. (...)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A França tocada a fundo pela aparição

Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
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continuação do post anterior: Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem




Após a aparição: comoção no clero e no povo

Os dois videntes narraram o acontecido ao Pe. Jacques Perrin, pároco de La Salette. Este, ouvindo o relato, comoveu-se até o pranto.

Ele batia no peito, exclamando: “Meus filhos, estamos perdidos, Deus vai nos punir. Ah, meu Deus, foi a Santa Virgem que apareceu para vocês”.

Nessa hora o sino tocou para o início da missa. Ele então fez um sermão que emocionou vivamente os paroquianos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora: a rainha destronada querendo salvar o mundo que a destronou




Maximin conta que Nossa Senhora continuou dizendo:

“Se eles se converterem, as pedras dos rochedos transformar-se-ão em trigo e as batatas serão encontradas já plantadas na terra.

Depois Ela nos perguntou:

– Meus filhos, vocês fazem bem as orações?

Nós dois respondemos:

– Não, minha senhora, não muito.

– Ah, meus filhos, é preciso rezá-las direito no fim do dia e pela manhã. Quando não tiverem tempo, rezem só um Pai Nosso e uma Ave-Maria. Quando tiverem tempo, é preciso rezar mais ainda. Só vão algumas mulheres idosas à missa, as outras trabalham o verão todo e vão à missa no inverno, mas só para não levar a sério a Religião. Na Quaresma eles vão ao açougue como cães.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Nossa Senhora: a rainha destronada querendo salvar o mundo que a destronou

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora desvenda um imenso cenário




Uma dama, ou uma bela dama. Assim ficou gravada nos meninos a imagem da Santíssima Virgem. Uma grande senhora.

Mélanie prestou muita atenção nas roupas e símbolos que Ela usava.

Daí foi possível aos artistas elaborar as imagens de Nossa Senhora no local da aparição. Elas serviram de modelo para as outras em todo o mundo.

Era uma senhora coroada de flores, que Mélanie e Maximin encontraram sentada sobre o paraíso, chorando com o rosto nas mãos.

Nossa Senhora, embora merecendo todos os tronos da Terra, parecia só ter encontrado aquele florido banquinho de pedra para se sentar.

Estava como uma rainha destronada, que percorre seu reino em prantos, à procura de quem queira lhe ser fiel.

Os pastorzinhos se aproximaram com entusiasmo e candura. Não tinham ideia do que ouviriam. Muito do que Nossa Senhora tratou nem sequer tinha passado pela suas infantis inteligências até aquele momento.


Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor

Eles desceram logo a pouca distância que os separava da Dama. Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.

Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:

“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear. Ele é tão pesado e tão grave, que não posso mais segurá-lo.

Há muito que sofro por vossa causa. Se quero que meu Filho não vos abandone, estou obrigada a rezar a Ele sem cessar, por vossa causa.

“as vós não fazeis caso. Eu vos dei seis dias para trabalhar e reservei para mim o sétimo.

“Porém não o quereis consagrar-me. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho”.


Sinal da veracidade da visão: as colheitas se estragarão

Nossa Senhora em La Salette deu uma prova para constatar a autenticidade da aparição e da seriedade de seus anúncios:

“Também os carreteiros – continuou Nossa Senhora – não sabem fazer outra coisa senão blasfemar envolvendo o nome do meu Filho. São duas coisas que tornam tão pesado o seu braço.

“Se a colheita se estragar, será por vossa causa. Eu vos fiz ver isso no ano passado com as batatas.

“Mas vós não tendes prestado atenção. Pelo contrário, quando as encontrais estragadas, jurais e blasfemais o nome de meu Filho. Elas vão continuar a se estragar, até que no Natal já não as haverá mais”.

Nestas palavras Nossa Senhora se referia a acontecimentos conhecidos pelas crianças.

De fato, na região e na França houvera uma quebra de safra, que até serviu de pretexto para motins populares.

Nossa Senhora esclarecia aos videntes que a verdadeira causa dessa desgraça eram dois pecados especiais.

Em primeiro lugar, a violação do mandamento que manda repousar e não trabalhar aos domingos. Em segundo lugar, pelo vício generalizado da blasfêmia.

E se os homens não cessassem essas ofensas, a situação continuaria piorando até o fim do ano.

Nossa Senhora muda de idioma para ser melhor entendida

Nesse momento Mélanie não entendeu a palavra batatas, pois Nossa Senhora falava em francês. As crianças não o entendiam bem, pois no dia-a-dia usavam o “patois” da região, um dialeto do francês misturado com muitos particularismos regionais.

Nossa Senhora percebeu a dificuldade e disse:

“Ah! vocês não entendem o francês, meus filhos. Vou vos falar de outro modo”.

E seguiu retomando em “patois” o que já tinha dito.

E Maximin exclamou:

“Oh! não, minha senhora, isso não pode ser verdade!”.

“Sim, meu filho, você vai ver.”

“Que aquele que tem trigo não o semeie, senão os animais vão comê-lo. E se ainda brotarem alguns pés, na hora de batê-lo ele vai se desfazer em pó.

“Virá uma grande fome. Antes que venha, as criancinhas de menos de sete anos apresentarão um tremor e morrerão nos braços das pessoas que as cuidam. Os maiores farão penitência com a fome.

“As uvas se estragarão e as nozes se arruinarão”.

Enquanto fazia estes dolorosos anúncios, Nossa Senhora não cessava de derramar abundantes lágrimas.


Como Nossa Senhora passou o Segredo

Estes anúncios cumpriram-se fielmente e serviram como prova da autenticidade da aparição de Nossa Senhora e do segredo que Ela comunicou na referida aparição.

Foi nesta visão que Nossa Senhora transmitiu a cada um dos pastores uma mensagem que só deveria ser revelada doze anos depois, em 1858.

Maximin explicou como a bela dama passou o segredo. Embora conservasse o mesmo tom de voz “quando falava a Mélanie, eu não ouvia nada. E quando Ela me confiava seu segredo, Mélanie ficava completamente surda”.

Cada um viu que Nossa Senhora movia os lábios falando ao outro, mas nada entendeu.

Após confiar um segredo a cada um, os dois voltaram a ouvir tudo.



continua no próximo post: Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem