segunda-feira, 10 de junho de 2019

De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Neste ano a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.

Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná.

O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.

Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada.

Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu.

E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.

Arranhando pedaços de latim, ou nada entendendo, o fiel percebia alguma coisa de uma superior beleza que excede em categoria todo o cerimonial humano.

Na igreja de São Bento, no centro de São Paulo, há uma belíssima capela do Santíssimo Sacramento.

É um dos lugares de São Paulo onde, fugindo da agitação da cidade, se pode comungar com mais agrado.

Ou, mais simplesmente, passar por lá durante o dia, e fazer visitas ainda que rápidas ao Santíssimo Sacramento.

Não há o que incite mais à piedade do que algo composto. E a capela, prima pela beleza, pela distinção e compostura.

Essa capela tem o teto baixo e é separada por alguns degraus da igreja.

O conjunto de circunstâncias arquitetônicas e artísticas ajuda a dar a impressão de estar ali Jesus prestando atenção em cada visitante.

Nossa Senhora tem um papel nisso. Ela não faz entre Deus e nós o papel de corpo opaco nem mesmo translúcido, mas o da lente.

A devoção a Maria representa o cristal que se coloca no ostensório diante da Hóstia: todo olhar deve passar por ele para se chegar a ver as Sagradas Espécies.

Ele não prejudica a visão; pelo contrário, necessariamente é preciso passar-se por ele para vê-lO de uma maneira mais nítida.

São Luís Grignion de Montfort explica muito bem o fundamento teológico disso: Nossa Senhora é como uma lente poderosa e pura, que concentra em nós as graças que vêm de Deus.

Como é lindo o operar discreto de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento!

Porque Ele tem pena de nós.

Todos nós de algum modo quando entramos num recinto sagrado onde está o Santíssimo Sacramento, o mais das vezes algo nos diz que Ele está lá.

Então Ele conversa conosco na noite dos nossos sentidos, mas de uma forma que é muito mais nobre do que o puro ver e o puro sentir material.

Ele nos diz: “Eu estou presente”.

O convívio eucarístico é inteiramente indescritível. Ele nos consola com uma esperança, que é um prenúncio de toda a alegria que vamos ter em vê-lO no Céu por toda a eternidade.

Há um jogo da misericórdia infinita dEle.

Porque Ele sustenta com condescendência a fraqueza do homem.

Um homem que tenha visto Nosso Senhor com os olhos carnais no tempo em que Ele estava nesta vida, vamos dizer por exemplo Pilatos ou Herodes, talvez não tivesse sentido nada do que cada um de nós sente aos pés do Sacrário ou do ostensório.

Nós, entrando na igreja, já vamos sentido a influência divina sabendo que a 20, 30 metros de nós, sozinho, numa sala com lamparina acesa e circundado de anjos numa quantidade inexprimível, está Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente.

Nosso Senhor fez uma coisa grandiosa, divina, quando instituiu a Eucaristia.

Ele pensou nessa magnífica influencia que Ele exerceria sobre todos os homens que se aproximariam até Ele durante milênios.

Santíssimo Sacramento adorado na igreja das Bernardinas, Cracóvia, Polônia
Santíssimo Sacramento
adorado na igreja das Bernardinas, Cracóvia, Polônia
Nós conhecemos por aí os aspectos diferentes da nossa própria vocação de católico que Nossa Senhora pôs em nós pela mediação que fez da graça que nos trouxe à Igreja.

Por isso podemos dizer com a alma cheia, como os judeus no deserto diziam do maná: Omne delectamentum in se habentem.

Quer dizer, o Santíssimo Sacramento tem em si toda espécie de deleites. Sobretudo quando as nossas almas se abrem para a beleza, a honra e a glória, o lumen – a luz divina – da vocação de católico.

Porque o maná era assim.

O nosso lado bom é assim, e só o conhecemos bem quando nós nos detemos a degustar esse convívio, sozinhos, ajoelhados, numa meia luz, no silêncio, diante do Monumento que conserva a Jesus vivo mas que nos fala no mais fundo da alma.

Assim, percebemos melhor como a balbúrdia e o caos em que o mundo afora afunda cada dia mais não é nada, e está condenado a passar e desaparecer.

E ao mesmo tempo podemos ouvir ao infinito no fundo das nossas almas o canticum novum do Reino de Maria que se regozija em cada um de nós.



Vídeo: “Adoro te devote” (“Adoro-Vos devotamente”) hino a Jesus Sacramentado




segunda-feira, 3 de junho de 2019

Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil


Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Primeiros milagres logo após a aparição


Enquanto que as graças ligadas à aceitação da aparição de Nossa Senhora em La Salette operavam uma verdadeira regeneração moral, os inimigos de La Salette, católicos liberais e anticatólicos, se mostravam cada vez mais incomodados.

De início, os jornais laicistas e anticlericais do tempo tentaram abafar o acontecimento. Mas, com tantas peregrinações e milagres, o silêncio ficou insustentável.

Em pouco tempo começaram a veicular versões deturpadas ou caricatas, e até virulentos ataques contra La Salette e contra a Igreja.

O “Patriote des Alpes” foi o primeiro jornal de Grenoble a dedicar algumas linhas ofensivas à aparição: “Estúpida invenção acolhida pela imbecilidade de alguns, explorada pelo charlatanismo descarado de outros”, escreveu com insolência.

Logo haveria de ser imitado por outros jornais de Paris e Lyon. Em geral essas mesmas publicações se recusavam a publicar retificações ou simples testemunhos da verdade dos fatos de La Salette enviados por leitores.

Faziam exceção os jornais católicos legitimistas, rotulados de ultramontanos ou contrarrevolucionários. Estes eram numerosos, mas não tinham a imensa tiragem dos anticlericais.

Os inimigos da religião, inspirados pela Revolução Francesa,
perceberam logo que Nossa Senhora em La Salette
veio a por coto a seus iníquos desígnios e ficaram furiosos
Em maio de 1847 o Ministério da Justiça elaborou um relatório ameaçadoramente contrário a La Salette.

O documento era endereçado ao chefe da pasta, o ministro Hébert, hostil à Religião e a La Salette.

Esse relatório resumia informes de polícia que descreviam a difusão da devoção a La Salette pelo país todo.

Para propor uma perseguição, ele tomava como pretexto o anúncio de Nossa Senhora de que, se a França não se convertesse, viria fome e mortalidade de crianças.

“Tais passagens, diz o pérfido relatório, são de molde a produzir efetivamente, e já tem produzido, funestas impressões sobre as populações ignorantes.

“Elas poderiam, neste tempo de fome, até comprometer a tranquilidade pública.

“Porém não se encontra no Código Penal, nem nas leis de imprensa, nem nas leis sobre os cereais, qualificação penal alguma que lhe seja imputável.

“Não há nem incitamento à desobediência das leis, nem tentativa de perturbação da paz pública excitando o menosprezo ou o ódio contra uma ou várias classes de pessoas, etc.”.

Em palavras mais simples, a polícia reconhecia que não havia nenhum mal na devoção a La Salette.

O relatório recolhia informações da imprensa hostil e recomendava que o ministro acionasse os bispos que apoiavam La Salette para que pusessem fim à difusão da aparição de Nossa Senhora.

Assim seria barrado o que o relatório qualificava de perigosos efeitos do aviso celestial.

O ministro Hébert agiu em consequência. Enviou carta aos bispos que apoiavam La Salette.

Mons. Philibert de Bruillard, bispo de Grenoble,
em cuja diocese está La Salette,
defendeu o caráter sobrenatural da aparição,
sofrendo a cólera e os ataques
de inimigos da religião e de católicos modernistas
Exigiu cinicamente ao bispo de Grenoble, Mons. Philibert de Bruillard:

“deter muita presteza o progresso do mal [a difusão da mensagem de La Salette], fazendo conhecer a verdade às populações e desbaratar as manobras culposas”.

Mons. Bruillard respondeu com a autoridade e a superioridade que corresponde a um bispo.

Fez saber ao ministro a inconsistência dos pedidos contidos na sua carta e a verdade inteira dos fatos acontecidos em La Salette.

O regime – a monarquia ilegítima de Luís Felipe – caiu no ano seguinte, mas a ofensiva laicista contra La Salette não parou.

A imprensa continuou a bater na mesma tônica contra a “imoral predição propagada por alguns inventores de patranhas”, que só serviria para tirar o dinheiro dos fiéis que iam a La Salette procurar auxílio e perdão.

Nestes episódios pode-se apalpar a dureza dos corações afastados da Igreja.

E, também admirar a sabedoria de Nossa Senhora increpando com firmeza a maldade do século.


continua no próximo post:


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Primeiros milagres logo após a aparição

O local da aparição no século XIX
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes



Pouco tempo após a aparição se constataram os primeiros milagres.

Em 16 de abril de 1847, sete meses depois da aparição, verificou-se em Sauvignon a cura miraculosa da irmã Saint-Charles enquanto rezava uma novena a Nossa Senhora de La Salette.

Em 14 de maio do mesmo ano aconteceu a cura milagrosa de Sor Saint-Antoine Granet, religiosa do Santíssimo Sacramento, também em Avignon. Ela sofria diversas doenças constatadas por médicos diferentes.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes

Mélanie dois anos depois da aparição

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continuação do post anterior: Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor





Quando Nossa Senhora indicou aos videntes que as colheitas se estragariam em sinal do cumprimento da profecia, incluindo as batatas, Mélanie não entendeu a palavra batatas, pois Nossa Senhora falava em francês.

As crianças não o entendiam bem, pois no dia-a-dia usavam o “patois” da região, um dialeto do francês misturado com muitos particularismos regionais.

Nossa Senhora percebeu a dificuldade e disse:

“Ah! vocês não entendem o francês, meus filhos. Vou vos falar de outro modo”. 

E prosseguiu retomando em “patois” o que já tinha dito.

Então Maximin exclamou:

“Oh! não, minha senhora, isso não pode ser verdade!”.

“Sim, meu filho, você vai ver.”

terça-feira, 14 de maio de 2019

Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor

La Salette, Nossa Senhora ficou em pé e falou

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continuação do post anterior: As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette





Os videntes desceram logo a pouca distância que os separava da Dama.

Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.

Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:
“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

13 de maio: Fátima, a crise mundial e a solução

Luis Dufaur
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“Não há sobre a Terra uma só nação que não esteja a braços, em quase todos os campos, com crises gravíssimas.

“Se analisarmos a vida interna de cada país, notaremos nele um estado de agitação, de desordem, de desbragamento de apetites e ambições, de subversão de valores que, se já não é a anarquia franca, em todo o caso caminha para lá.

“Nenhum estadista de nossos dias soube ainda apresentar o remédio que corte o passo a esse processo mórbido, de envergadura universal.

“Mas, para a gravidade desta crise universal, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima abre os olhos dos homens, apresentando-lhes uma explicação à luz dos planos da Providência Divina, e também indicando-lhes os meios necessários para evitar a catástrofe.

“É a própria história de nossa época, e mais do que isto o seu futuro, que nos é ensinado por Nossa Senhora.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette

O pranto de Nossa Senhora em La Salette, mosteiro de Einsiedeln

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continuação do post anterior: A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais.

“Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição. O vestido da Virgem

O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
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continuação do post anterior: As correntes e o crucifixo no peito de Nossa Senhora. A Sagrada Escravidão de São Luis Grignon de Montfort




Nossa Senhora em La Salette apareceu envolta numa grande luz.

Intensíssima como a do astro solar, mas não queimava os olhos.

Ela tinha graus, ou como que círculos concêntricos de intensidade. Essa luz envolveu os videntes.

“A Santa Virgem – explicou Mélanie – estava envolta em duas claridades.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

La Salette, o incêndio de Notre Dame e o futuro da Cristandade:
ocaso ou restauração?

Santinho evoca a fabulosa ofensa ao Sagrado Coração de Jesus
feita pelos 'communards', comunistas de 1871,
E o pranto de Nossa Senhora, que em La Salette
falou que Paris desapareceria incendiada. Cfr.:
A destruição de grandes cidades pecadoras como Paris
Luis Dufaur
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No best-seller Ugly as Sin — Feias como o pecado (Sophia Institute Press, Manchester, NH, 2001) — Michael S. Rose, jovem arquiteto americano, doutor em Belas Artes pela Brown University (EUA) apresentou a catedral Notre Dame de Paris como a jóia-da-coroa da Cidade Luz, o verdadeiro epicentro, a alma da capital francesa.

Solene e maternal, ela irradia sua influência a partir da Île de la Cité, como uma grande dama a partir do palácio, no centro do seu feudo.

Ela é a representação do Cristianismo na sua totalidade: desde o império universal de Nosso Senhor Jesus Cristo até os sofrimentos dos precitos no inferno.

Nela, o peregrino percebe a luta entre o bem e o mal, entre o sagrado e o profano, entre o eterno e o passageiro.

Notre Dame, insiste Michel Rose, é arte no sentido mais nobre do termo, é arquitetura da mais alta classe, um “lugar sagrado” que espelha as realidades eternas.

Ela é, antes de tudo, a casa onde Deus habita na Terra. Assim a Idade Média via Deus.

Compreende-se à luz destas considerações, e de muitas mais que podem se fazer e foram feitas, o impacto mundial que provocou o incêndio do telhado de Notre Dame e da queda simbólica de sua agulha em chamas.

Incêndios dessa magnitude e simbolismo aconteceram na história medieval.

terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

segunda-feira, 8 de abril de 2019

As correntes e o crucifixo no peito de Nossa Senhora.
A Sagrada Escravidão de São Luis Grignon de Montfort

Corrente e Cruz de Nossa Senhora, Aparições de La Salette

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continuação do post anterior: Bons efeitos da aparição e mudanças de vida em outras regiões


Em La Salette, Nossa Senhora apareceu usando uma Cruz e uma corrente todas especiais.

Mélanie, ela própria nos contou como eram:

“A Santa Virgem tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço.

“Essa cruz parecia ser dourada, mas digo dourada para não dizer que era folheada a ouro (...). Sobre esta cruz brilhantíssima havia um crucificado.

“Era Nosso Senhor com os braços estendidos sobre a cruz. Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês.

“A cor da pele do crucificado era natural, mas brilhava com grande fulgor.

“E a luz que emanava de todo seu corpo parecia dardos brilhantíssimos que perpassavam meu coração de desejo de me fundir n’Ele.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Bons efeitos da aparição e mudanças de vida em outras regiões

Procissão no santuário de La Salette, vitral do santuário
Procissão no santuário de La Salette, vitral do santuário
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continuação do post anterior: A França tocada a fundo pela aparição




Os bons efeitos se sentiram logo nas dioceses vizinhas. Assim o testemunhou o bispo de Gap, Mons. Irineu Dépery, em 9 de fevereiro de 1847.
“Eu também tenho recolhido informações, e para mim o fato da aparição parece incontestável. Deus parece confirmá-la com prodígios. (...)

segunda-feira, 25 de março de 2019

A “fumaça de Satanás” dispersada e a Igreja restaurada.
Cardeal concorda com juízos do Pe. Palau

Satanás esmagado pelo arcanjo São Miguel. Vitral da igreja de Saint-Martin, Florac,  Lozère, França.
Satanás esmagado pelo arcanjo São Miguel.
Vitral da igreja de Saint-Martin, Florac, Lozère, França.
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Em recente livro (“Aproxima-se a tarde e já o dia quase terminou” [“Le soir approche et déjà le jour baisse”], Fayard, Paris, 2019, 448 págs) o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, descreveu com graves palavras a crise atual da Igreja.

“A Igreja, que deveria ser um lugar de Luz, tornou-se um antro de Trevas”, escreve o cardeal altamente posicionado para emitir juízos sobre o assunto .

“Os cristãos estão desorientados, escreve. Todos os dias, recebo de todos os lugares pedidos de ajuda de pessoas que já não sabem em que acreditar.

“Todos os dias, recebo em Roma sacerdotes feridos e desanimados.

“A Igreja atravessa a experiência da noite escura. O mistério da iniquidade envolve-a e cega-a. (...)

“Como disse Paulo VI, o fumo de Satanás invadiu-nos.

A Igreja, que deveria ser um lugar de luz, tornou-se um antro de trevas.

“Esta deve ser uma casa de família segura e pacífica, mas tornou-se um covil de ladrões!

“Como podemos suportar que os predadores se tenham introduzido nas nossas fileiras?

“(...) certos homens de Deus converteram-se em agentes do Maligno. (...) Eles humilharam a imagem de Cristo em cada criança. (...)

segunda-feira, 18 de março de 2019

A esperança de salvação se avizinha

Sonho de São João Bosco
Sonho de São João Bosco
Luis Dufaur
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Como pudemos expor em post anteriores, o bem-aventurado Palau contemplava com horror o horizonte de caos e de avançada infernal que se avolumava sobre a terra e sobre a Igreja.

Entretanto, previa cheio de fé a vitória do catolicismo e da cristandade.

Como isso poderia acontecer? Não é uma contradição?

Sem dúvida, respondia, aconteceria por uma intervenção do poder de Deus.

Após muito raciocinar sobre os modos de Deus fazer grandes intervenções na História como nos refere a Bíblia, ele chegou à conclusão de que Deus apelaria a um instrumento humano para restaurar todas as coisas.

Aliás, isso aconteceu muitas vezes no Antigo e no Novo Testamento, notadamente por mão de profetas.

Ninguém, observava o carmelita dotado de dons proféticos, está aguardando esse personagem.

Mas ele virá enviado por Deus e terá uma dimensão nos planos históricos divinos que poderia ser comparável à de Moisés libertando o povo eleito da escravidão dos egípcios pagãos.

O beato voltou muitas e muitas vezes ao tema. Eis alguns textos característicos de seu pensamento profético a respeito:

segunda-feira, 11 de março de 2019

Anjo: “quero saiba o mundo até onde chegam as trevas”

São Miguel Arcanjo, estátua no topo do Castel Sant'Angelo, Vaticano
São Miguel Arcanjo, estátua no topo do Castel Sant'Angelo, Vaticano
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continuação do post: Pe. Palau: o diabo corrompeu a Igreja por dentro



Após a manifestação atribuída didaticamente a um anjo e citada em post anterior, o Beato Palau endereçou uma segunda carta ao Pe. Pascual de Jesus Maria, Procurador Geral em Roma da Ordem do Carmo.

Na primeira carta, em linguagem figurada, imaginava o anjo do capítulo XX do Apocalipse que guarda o trono pontifício de Roma.

Esse lhe anuncia que a Cidade dos Papas ia ser castigada, e por essa via purificada.

Na segunda carta, o santo carmelita põe em boca desse anjo a instrução de visitar o Bispo de Barcelona e o Papa Pio IX para falar sobre a missão que recebera de Deus:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Pe. Palau: o diabo corrompeu a Igreja por dentro

Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Beato Palau: maus sacerdotes são “cloacas de impureza” entregues ao demônio

“Eu rezava com grandes instâncias pela Igreja e [o anjo] contestou:

“Elias, grande profeta, e os filhos de sua Ordem sois, e adiante sereis meu dedo de Deus e meu braço nas batalhas contra os demônios e contra a Revolução.

“E para que a vossa fé no dia das batalhas não falte, Deus me enviou a ti que vives nos desertos, atento à minha voz para instruir-te sobre a matéria e objeto do exorcistado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Nossa Senhora e o Beato Palau: maus sacerdotes são “cloacas de impureza”
que se tornaram servidores do demônio

Beato Francisco Palau y Quer, com 20 anos no seminário diocesano de Lérida.
Beato Francisco Palau y Quer, com 20 anos no seminário diocesano de Lérida.
Luis Dufaur
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O padre carmelita Francisco Palau y Quer OCD (29.12.1811 – 20.03.1872), beatificado em 24.4.1988 nasceu em Aitona, Catalunha, Espanha, e viveu um século atormentado pela revolução anticristã.

Mas, deixou profetizada uma próxima renovação da Igreja com a vinda de um Restaurador.

Postulou ardorosamente a instituição do Exorcistado durante o Concílio Vaticano I e em carta pessoal dirigida ao Papa Pio IX.

O santo carmelita pedia que a Igreja organizasse o clero da época em legião com o fim específico de exorcizar os demônios que infestam a Terra, as sociedades e a própria Igreja.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A França tocada a fundo pela aparição

Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
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continuação do post anterior: Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem




Após a aparição: comoção no clero e no povo

Os dois videntes narraram o acontecido ao Pe. Jacques Perrin, pároco de La Salette. Este, ouvindo o relato, comoveu-se até o pranto.

Ele batia no peito, exclamando: “Meus filhos, estamos perdidos, Deus vai nos punir. Ah, meu Deus, foi a Santa Virgem que apareceu para vocês”.

Nessa hora o sino tocou para o início da missa. Ele então fez um sermão que emocionou vivamente os paroquianos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora: a rainha destronada querendo salvar o mundo que a destronou




Maximin conta que Nossa Senhora continuou dizendo:

“Se eles se converterem, as pedras dos rochedos transformar-se-ão em trigo e as batatas serão encontradas já plantadas na terra.

Depois Ela nos perguntou:

– Meus filhos, vocês fazem bem as orações?

Nós dois respondemos:

– Não, minha senhora, não muito.

– Ah, meus filhos, é preciso rezá-las direito no fim do dia e pela manhã. Quando não tiverem tempo, rezem só um Pai Nosso e uma Ave-Maria. Quando tiverem tempo, é preciso rezar mais ainda. Só vão algumas mulheres idosas à missa, as outras trabalham o verão todo e vão à missa no inverno, mas só para não levar a sério a Religião. Na Quaresma eles vão ao açougue como cães.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Nossa Senhora: a rainha destronada querendo salvar o mundo que a destronou

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora desvenda um imenso cenário




Uma dama, ou uma bela dama. Assim ficou gravada nos meninos a imagem da Santíssima Virgem. Uma grande senhora.

Mélanie prestou muita atenção nas roupas e símbolos que Ela usava.

Daí foi possível aos artistas elaborar as imagens de Nossa Senhora no local da aparição. Elas serviram de modelo para as outras em todo o mundo.

Era uma senhora coroada de flores, que Mélanie e Maximin encontraram sentada sobre o paraíso, chorando com o rosto nas mãos.

Nossa Senhora, embora merecendo todos os tronos da Terra, parecia só ter encontrado aquele florido banquinho de pedra para se sentar.

Estava como uma rainha destronada, que percorre seu reino em prantos, à procura de quem queira lhe ser fiel.

Os pastorzinhos se aproximaram com entusiasmo e candura. Não tinham ideia do que ouviriam. Muito do que Nossa Senhora tratou nem sequer tinha passado pela suas infantis inteligências até aquele momento.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Nossa Senhora desvenda um imenso cenário

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: As lágrimas da Rainha destronada




As palavras de Nossa Senhora tinham um efeito saliente: produziam o que significavam.

As crianças viam com os olhos o que elas queriam dizer.

Como se o imponente anfiteatro do local celeste tivesse se desvanecido, e em seu lugar houvesse um imenso telão onde os pastores viam acontecer o que Nossa Senhora dizia.

Aí contemplavam desde as menores coisas até o próprio Deus.

Mélanie explicou:

“A Santa Virgem pronunciava todas as palavras, seja dos segredos, seja das regras.

“Eu só teria podido adivinhar ou penetrar no resto do que Ela dizia com palavras, porque um grande véu tinha sido levantado.

“Os acontecimentos se desvendavam ante meus olhos e minha imaginação, è medida que Ela pronunciava cada palavra.

“E uma grande cena acontecia diante de mim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

As lágrimas da Rainha destronada

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O olhar dos santos e o de Nossa Senhora em La Salette




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais. Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis!

“Quero vos amar por todos os homens da terra. Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora.

“Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.

“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.

A luz e a voz de Nossa Senhora

“A Santa Virgem – continua Mélanie – estava envolta em duas claridades.