segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Sinal certo do Fim do Mundo:
a manifestação do Anticristo (Pe. C.Arminjon)

Anticristo, detalhe de Luca-Signorelli  (1445 - 1523), basílica de Orvieto, estilizado por Stephen M. Miller
Anticristo, detalhe de Luca-Signorelli  (1445 - 1523),
basílica de Orvieto, estilizado por Stephen M. Miller
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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continuação do post: Eventos atuais prefiguram o Fim do Mundo? (Pe. C.Arminjon) 

 

Et tunc revelabitur ille iniquus, quem Dominus Jesus interficiet spiritu oris sui, et destruet illustratione adventus sui.

“Então, o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda”. (II Tessalonicenses, II, 8)

O mundo chegará ao fim. Esta é uma verdade demonstrada pela fé e pela razão.

O fim do mundo, e a última vinda do Filho de Deus que se seguirá, acontecerão de forma inesperada, com a velocidade de raios que rasgam as nuvens e disparam de leste a oeste.

Mas a data exata desse dia é um segredo escondido nas profundezas da orientação divina.

Não sabemos o dia ou a hora, e Jesus Cristo, Embaixador da Trindade na Terra, nos diz que recebeu ordem formal de não os revelar a nós.

Assim, todas as opiniões que pessoas eruditas e piedosas em vários momentos acreditaram que poderiam expressar sobre esta questão são apenas sentimentos pessoais e privados.

Trata-se de afirmações baseadas em dados puramente conjecturais, e das quais mais de uma vez os acontecimentos trouxeram à luz o erro e a futilidade.

Já no tempo de São Paulo, terrores tomavam conta das mentes.

São Cipriano, Tertuliano, considerando a fúria dos perseguidores e a violência desta guerra de extermínio perseguida excessivamente contra os cristãos, apontaram essas calamidades e todos esses horrores como prognóstico da proximidade do Juízo Final.

“O fim do mundo não está longe”, disse São João Crisóstomo; “Terremotos, o resfriamento da caridade, são como os precursores e presságios deste terrível evento”.

Todos sabem que na época da queda do Império Romano a dissolução social acompanhou esse grande cataclismo.

Mais tarde, no início do ano 1000 da era cristã, os povos acreditaram chegados os tempos preditos do colapso das instituições, e eles achavam ver o prelúdio da destruição final.

Os sectários iluminados e falsos interpretaram as palavras do Evangelho de São Mateus em um sentido bruto e literal.

Convencidos de que a ruína do mundo adviria perto da ruína de Jerusalém, eles se entregaram a predições desordenadas e excessivas, que encheram de terror as imaginações.

Desviavam os homens do cumprimento de seus deveres religiosos e civis, convidavam-nos a não se casar, a não construir, a se entregar a uma inércia surpreendente, enquanto aguardavam a catástrofe que os iria atingir.

O Anticristo sentado sobre a serpente Leviatã, Liber Floridus (por volta de 1120), p135
O Anticristo sentado sobre a serpente Leviatã,
Liber Floridus (por volta de 1120), p135
São Paulo considerou seu dever desiludir essas almas enganadas e desorientadas e disse-lhes:

“1. No que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos,

“2. não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar-vos, nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta tidas como procedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor.

“3. Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição,

“4. o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no Templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus.
(II Tessalonicenses, II, 1-4)

Eis, pois, um fato preciso, enunciado pelo Espírito Santo e que São Paulo anuncia com clareza, para dissipar os temores em que certas mentes se abandonaram e para ajudar os fiéis cristãos a acautelar-se contra os falsos sistemas e predições, incertos e perigosos.


continua no próximo post:


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Eventos atuais prefiguram o Fim do Mundo? (Pe. C.Arminjon)

Incêndio de Notre Dame de Paris, 19 de abril de 2019
Incêndio de Notre Dame de Paris, 19 de abril de 2019

Luis Dufaur
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continuação do post: “A data do Fim do Mundo é ignota mas terá sinais prenunciadores” (Pe. C.Arminjon)



É importante considerar que Jesus Cristo, em sua profecia (São Mateus, cap. XXIV), mistura em um único quadro os sinais que dizem respeito ao fim do mundo e aqueles que dizem respeito à ruína de Jerusalém.

Ele o faz primeiro por causa da analogia dos dois eventos ...

Ele o faz em segundo lugar, porque em Deus não há diferença ou sucessão de tempos.

Os fatos mais próximos e os fatos mais distantes estão claramente presentes em sua mente, ele os vê como se tivessem acontecido no mesmo momento ...

Além disso, Nosso Senhor Jesus Cristo sabia que os Apóstolos, antes do dia em que foram iluminados por o Espírito Santo, estavam imbuídos de ilusões e de todos os preconceitos judaicos.

Aos olhos deles, Jerusalém era todo o universo, e sua ruína foi, para eles, a queda do mundo.

Como resultado desse patriotismo estreito e exagerado que os dominava, os apóstolos perseveraram até a ruína de Jerusalém em uma espera vigilante e contínua.

Destruição do Templo de Jerusalém, Francesco Hayez, (1791 — 1882), Gallerie dell'Accademia, Veneza
Destruição do Templo de Jerusalém,
Francesco Hayez, (1791 — 1882), Gallerie dell'Accademia, Veneza
Esses arranjos foram a meta que Jesus Cristo se propôs a alcançar, procurando mais educá-los e separá-los das esperanças cruas da terra, do que despertar sua curiosidade, revelando-lhes os segredos ocultos do futuro.

Assim, em sua profecia, ele os mostra como duas perspectivas e dois horizontes com características semelhantes e que se assemelham em seus contornos, seus desenhos e suas cores.

Em São Mateus e São Marcos, os dois eventos, a ruína de Jerusalém e o fim do mundo, parecem antes se fundir.

Em São Lucas, a separação dos dois fatos aparece muito claramente: há características que se referem apenas ao fim do mundo, por exemplo estas:

“E haverá sinais no sol, na lua e na as estrelas.

“E na terra as nações estarão em desânimo e o mar fará um barulho terrível com a agitação de suas ondas ...

“E então eles verão o Filho do Homem vindo em uma nuvem com grande poder e grande majestade”.
O mundo existirá por mais cem anos? Isso terminará com nosso atual milênio?

Irá a humanidade, sob a lei da graça do Cristianismo, cobrir uma medida de anos correspondente ao que cobriu sob a lei da natureza ou sob a lei mosaica?

Estas são questões sobre as quais não são permitidas suposições ou conjecturas.

Todos os cálculos e investigações a que os intérpretes eruditos se empenharam são pesquisas inúteis, que não têm outro interesse senão a satisfação de vã curiosidade.

A Providência determinou que este dia seja desconhecido e que ninguém conseguirá descobri-lo até o momento de sua realização: De die illa nemo scit.

E que ninguém se oponha a nós que, se não podemos fixar o dia, podemos pelo menos determinar a época ou o ano.

Não; pois Santo Agostinho observa que a palavra dia, na Sagrada Escritura, deve ser interpretada no sentido de qualquer duração.

O testemunho do santo doutor concorda com o do profeta Malaquias, que nos diz:

“Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda?” (Malaquias, 3, 1) Ecce venit, dicit Dominus exercitum: Et quis poterit cogitare diem adventus ejus.

Zacharias é ainda mais preciso e explícito:

“Naquele dia, não haverá frio nem gelo. Será um dia contínuo conhecido somente do Senhor, e não haverá sucessão de dia e noite, e a noite será clara”. (Zacarias, 14, 6-7) Et erit in die illa: non erit lux, sed frigus et gelu, et erit dies una, quœ nota est Domino, non dies neque nox: et in tempore vesperi erit lux.

A razão é que o fim do mundo não será apenas efeito de uma causa natural, mas depende sobretudo da vontade de Deus, que não nos foi revelada.

É pela fé que os destinos humanos serão fechados, quando a medida dos santos for preenchida, e o número dos eleitos consumado.

Agora, nenhum homem pode, não apenas por certos motivos, mas mesmo com base em conjecturas prováveis, saber qual é o número dos predestinados, e menos ainda depois de quanto tempo esse número estará completo.

Quem ousaria, por exemplo, afirmar que se salvarão mais ou menos homens nos séculos vindouros do que nos séculos anteriores?

E se os futuros santos estão em maior número ou são encontrados em menor número do que os santos do passado, como podemos prever por quanto tempo seu número será consumido?

Não é constante que, na vida da Igreja, haja tempos de esterilidade em que os santos são raros e tempos de fecundidade quando abundam?

Portanto, considerando a causa primordial do mundo, que nada mais é do que o mistério oculto da predestinação, ninguém pode concluir que o fim do mundo está próximo ou distante.

Porém, Jesus Cristo nos ensina que este grande dia é um segredo que Deus reservou para si nos conselhos de seu poder:

“Respondeu-lhes ele: ‘Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder’” (Atos dos Apóstolos, 1, 7)  tempora et momenta quœ Pater posuit in sua potestate.

Ele escapa a todas as nossas predições até a hora de sua realização, porém, a fim de nos proteger contra o descuido e a falsa segurança, nunca deixa de lembrar aos homens,

em primeiro lugar que o fim do mundo é certo;

em segundo lugar, que está relativamente próximo;

em terceiro lugar, que não acontecerá antes de terem sido produzidos, não sinais comuns e gerais como foi realizado em todos os tempos, mas sinais específicos e especiais que ele nos indicou claramente .

Esses sinais não são apenas calamidades e revoluções nas estrelas, mas acontecimentos de caráter público, relativos tanto à ordem religiosa quanto à social, e sobre os quais a humanidade não pode se enganar.


Continua no post: “Fim do mundo presente e mistérios da vida futura” (Pe. C.Arminjon)


(Fonte: “Fin du monde present et mysteres de la vie future”, Saint Remi éditions ESR, Chiré-en-Montreuil, 312 págs. Office Central de Lisieux. Em linha aqui).



segunda-feira, 16 de novembro de 2020

A data do Fim do Mundo é ignota
mas terá sinais prenunciadores
(Pe. C.Arminjon)

O peregrino no fim de sua jornada, Thomas Cole (1801 — 1848), Smithsonian American Art Museum
"O peregrino no fim de sua jornada"
Thomas Cole (1801 — 1848), Smithsonian American Art Museum
Luis Dufaur
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continuação do post: “O Fim do Mundo deve vir” (Pe. C.Arminjon)


A Sagrada Escritura não nos deixa na ignorância absoluta sobre [o momento em que o mundo terá fim].

Sem dúvida, Jesus Cristo nos disse, falando da data precisa: “Aquele dia ninguém o conhece, e ele é ignorado até pelos anjos que estão nos Céus” (São Mateus 24:36).

Mas, por outro lado, Ele quis nos deixar pistas e sinais específicos, com o objetivo de nos fazer saber que o advento das profecias está próximo e que o mundo está chegando ao fim.

Jesus Cristo procedeu em relação ao homem tomado coletivamente como em relação aos indivíduos: portanto, a nossa morte é certa, mas a hora nos é desconhecida.

Nenhum de nós pode dizer se estará vivo em uma semana, em um dia, e eu, que estou falando com vocês, não sei se vou terminar o discurso que comecei.

domingo, 8 de novembro de 2020

“O Ermitão tinha razão”!!! (Beato Palau)

“O Ermitão tinha razão”!
“O Ermitão tinha razão”!
Luis Dufaur
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No dia 7 de novembro a Igreja comemora a festa litúrgica do bem-aventurado Francisco Palau y Quer O.C.D.

O religioso nasceu no dia 29 de dezembro de 1811 em Aitona, na província espanhola de Lérida, e faleceu em 20 de março de 1872 em Tarragona esgotado pelo socorro prestado às vítimas de uma epidemia.

A missão do Beato Palau perpassa os séculos, porém é muito menos conhecida do que merece.

Sua Aitona natal é uma minúscula cidade. A casa onde nasceu se conserva como um pequeno museu-relicário penetrada de imponderáveis católicos e de tradições espanholas.

Chamado ao sacerdócio ingressou no seminário diocesano de Lérida. Nessa cidade havia uma igreja do Carmo que passou a frequentar porque sentia uma atração profunda.

Quis ingressar no Carmo, mas os religiosos julgavam que não tinha vocação. Até que certo dia, enquanto os frades rezavam no coro e o seminarista Palau assistia nos bancos dos fiéis, Santo Elias, o profeta fundador do Carmelo teria descido do altar principal e lhe imposto a capa branca carmelitana.

Foi então enviado a principal casa carmelitana da Catalunha, o convento de São José em Barcelona. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

O Fim do Mundo deve vir
(Pe. C.Arminjon)

Na festa de Balthasar, rei da Babilônia, uma mão misteriosa escreveu 'Teus dias estão contados', Rembrandt van Rijn (1606 — 1669), National Gallery, Londres
Na festa de Baltazar, rei da Babilônia,
uma mão misteriosa escreveu 'Teus dias estão contados',
Rembrandt van Rijn (1606 — 1669), National Gallery, Londres.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: “Fim do mundo presente e mistérios da vida futura” (Pe. C.Arminjon)




No post anterior “Fim do mundo presente e mistérios da vida futura” contendo um excerto do preclaro missionário apostólico Charles-Marie-Antoine Arminjon (1824-1885), membro Academia de Ciência, Letras e Artes da Saboya teve uma excepcional acolhida por parte dos nossos leitores.

E com sobradas razões pois, além da ciência nas Sagradas Escrituras e da consagrada oratória do autor citado, Santa Teresinha o recomendou escrevendo “Essa leitura foi uma das maiores graças da minha vida. Eu já senti o que Deus tem reservado para aqueles que o amam”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

“Fim do mundo presente e mistérios da vida futura”
(Pe. C.Arminjon)

Pe. Charles-Marie-Antoine Arminjon S.J.
Pe. Charles-Marie-Antoine Arminjon
Luis Dufaur
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O Pe. Charles-Marie-Antoine Arminjon (1824-1885), nascido em Chambéry, França, recebeu do Beato Papa Pio IX o título de missionário apostólico e em 26 de janeiro de 1865, foi eleito membro titular da Academia de Ciência, Letras e Artes da Saboya.

Professor de eloquência no seminário maior de Chambéry foi autor de famosas coleções de pregações feitas na catedral da diocese.

Santa Teresinha professava uma especial admiração pela coleção editada em 1881 no livro “Fim do mundo presente e mistérios da vida futura”.

“Essa leitura foi uma das maiores graças da minha vida”
“Esse livro havia sido emprestado ao papai pelas minhas queridas carmelitas.

“Pedi para lê-lo, embora fosse algo muito contrário ao meu hábito (porque não lia os livros do papai).

“Essa leitura foi uma das maiores graças da minha vida, e a fiz na janela da minha sala de estudos.

“Ler esta obra mergulhou minha alma em uma felicidade que não é da terra.

“Eu já senti o que Deus tem reservado para aqueles que o amam”.

Essa recomendação da Santa de Lisieux continua tal vez mais válida hoje do que no século XIX.

No texto que selecionamos e traduzimos a continuação, o brilhante sacerdote trata de uma indagação cada vez mais atual: chegamos ao Fim do Mundo?

E ele nos mostra com argumentos teológicos sapienciais aquilo que temos publicado em outros posts: Não estamos na véspera do Fim do Mundo, mas no prelúdio de uma era em que o Evangelho triunfará e será praticado por todos os povos da Terra.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Falsas “profecias” sobre o iminente “fim do mundo” são alarmismo danoso

Luis Dufaur
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Estaríamos nas vésperas do início do fim do mundo?

Confusas e contraditórias “profecias” – misturando argumentos pseudocientíficos, exageros, superstições, Nova Era e Science fiction – dizem que sim e apontam para este ou aquele ano.

E sempre erram, como o fizeram calamitosamente em 2012.

Alguém poderia perguntar se, em meio a tanta charlatanice, não haveria algum conteúdo de verdade.

De fato, os tsunamis de desordem e imoralidade que assolam a Terra inteira não poderiam ser interpretados como o início dos formidáveis abalos morais e celestiais de que fala o Apocalipse?

“Um grande terremoto, o sol se escureceu como um tecido de crina, a lua tornou-se toda vermelha como sangue e as estrelas do céu caíram na terra, como frutos verdes que caem da figueira agitada por forte ventania.

“O céu desapareceu como um pedaço de papiro que se enrola e todos os montes e ilhas foram tirados dos seus lugares” (Ap. 6-12ss).

 As obscuras “profecias” sobre datas fixas, ou temores amalucados de iminências que depois não se efetivam apavoram e confundem os espíritos.

Entretanto, uma coisa é certa: o fato formidável e único do fim do mundo jamais aconteceria sem que antes Deus enviasse avisos e sinais inteligíveis aos homens de Fé.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Deus castiga?

Sonho de São João Bosco
Sonho de São João Bosco








Para alguns altos prelados, Deus jamais castiga. Dizer que o flagelo da atual pandemia possa ser um castigo divino seria, para eles, uma coisa pagã.

Foi o que declarou Dom Mario Delpini, atual arcebispo de Milão: “Essas são teorias sobre Deus, que eu não sei de onde veem, e que não compartilho. A oração agora não pretende pedir a Deus que remova um castigo que Ele mesmo enviou; nós não temos um Deus irado que deve ser acalmado. Para mim, isso parece uma concepção muito pagã”.1

O Cardeal Antônio Marto, bispo de Leiria-Fátima, Portugal, se pronunciou do mesmo modo. 2 O Cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, também parece dar pouco valor à oração durante a pandemia. 3

O Pe. Raniero Cantalamessa, OFMCap., Pregador da Casa Pontifícia desde 1980, também negou, em sermão na noite da Sexta-Feira Santa na Basílica de São Pedro que a atual pandemia pudesse ser um castigo de Deus:

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

A vitória dos apóstolos dos últimos tempos
anunciada em La Salette

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Chegou a hora de aparecerem os Apóstolos dos Últimos Tempos? – La Salette e São Luis Maria Grignion de Montfort



O mistério dos Apóstolos dos Últimos Tempos parece conter a solução dos problemas que afogam o mundo.

Não é um mistério ruim, mas bom, pois vem carregado de promessas de salvação e consolação.

São Luis Maria Grignion de Montfort antevia profeticamente que esses novos apóstolos seriam o instrumento por excelência de Nossa Senhora para tirar a humanidade da entalada de confusão e pecado em que vai se enroscando cada vez mais.

Por isso, tais apóstolos terão como sinal uma ardente e inigualada devoção à Mãe de Deus, de Quem serão perfeitos escravos de amor.

Por isso o grande santo fala especialmente deles em seu Tratado quando fala de: “A devoção à Santíssima Virgem será especialmente necessária nesses últimos tempos” e do “Papel especial de Maria nos últimos tempos”.

A devoção à Santíssima Virgem será especialmente necessária nesses últimos tempos

“54. Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem e a posteridade do demônio.

“Quer dizer, Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos do demônio.

“Não há entre eles a menor sombra de amor, nem correspondência íntima existe entre uns e outros.

“Os filhos de Belial, os escravos de Satã, os amigos do mundo (pois é a mesma coisa) sempre perseguiram até hoje e perseguirão no futuro aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú, seu irmão Jacob, figurando os réprobos e os predestinados.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

São Miguel Arcanjo: Príncipe da Milícia celeste,
poderoso escudo contra a ação diabólica

Luis Dufaur
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Comemora-se a 29 de setembro a festa do glorioso São Miguel, cuja invicta combatividade em defesa do Deus onipotente é assim descrita no Apocalipse:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão.

“O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

A devoção ao Príncipe das Milícias Celestes atingiu um desenvolvimento extraordinário na Idade Média. Essa forma de devoção marca ainda todas as modalidades de culto ao chefe das legiões angélicas.

Entre os inúmeros santuários a ele dedicados destaca-se o do Monte Saint-Michel uma das maravilhas do mundo.

Entretanto, ele já era reverenciado no Antigo Testamento.

O Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Chegou a hora dos Apóstolos dos Últimos Tempos?
La Salette e São Luis Maria Grignion de Montfort

Luis Dufaur
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Na parte final do Segredo de La Salette, após descrever as grandes linhas da História e da intervenção divina nela contra os poderes crescentes do mal e de seus chefes o Anticristo e Satanás, Nossa Senhora faz um premente apelo àqueles que denomina “Apóstolos dos Últimos Tempos”.

“Eu dirijo – disse Nossa Senhora – um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus.

“Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito.

“Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo.

“É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados.

“Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças.

“Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins”.

Quem serão estes Apóstolos dos Últimos Tempos? Mélanie julgou ser sua missão rezar, sofrer e trabalhar para sua vinda. E assim o fez até o fim da vida.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Apóstolos dos Últimos Tempos, La Salette
e a Perfeita Devoção a Nossa Senhora

O profeta Santo Elias, estátua no Monte Carmelo em Terra Santa.  Ele pelos seu zelo por Deus bem pode ser considerado um modelo  para os Apóstolos dos Últimos Tempos
O profeta Santo Elias, estátua no Monte Carmelo em Terra Santa.
Ele pelos seu zelo por Deus bem pode ser considerado um modelo
para os Apóstolos dos Últimos Tempos
Luis Dufaur
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No histórico dia de 19 de setembro de 1846 em que Nossa Senhora apareceu em La Salette, Ela fez também o anúncio do fator que haveria de mudar a decadência do mundo.

Ela fez nessa ocasião um apelo premente aos Apóstolos dos Últimos Tempos.

Até ditou a Mélanie a Regra que deveriam seguir esses Apóstolos dos Últimos Tempos.

Mas, quem são eles?, onde estão? quando vão se manifestar?

O que sabemos deles é por meio de intuições, inspirações e visões proféticas de diversos santos e doutores, entre os quais não podemos deixar de citar Santa Teresa de Jesus. Veja o que disse a grande santa carmelita sobre eles.

No contexto de La Salette, esses apóstolos, êmulos dos grandes e insuperáveis Apóstolos chamados por Nosso Senhor Jesus Cristo durante sua pregação, terão um papel fundamental na derrocada dos males que afligem a humanidade, a Cristandade e a Igreja.

Porém, ninguém falou sobre esses enviados futuros de Deus com tanta convicção, lógica e ardor quanto São Luís Maria Grignion de Montfort, o incansável pregador da Sagrada Escravidão de amor a Nossa Senhora.

Apóstolos dos Últimos Tempos e realização dos anúncios de Nossa Senhora em La Salette -- como também na rue du Bac e em Fátima -- parecem ser realidades intrinsecamente ligadas.

Porém, quando Nossa Senhora falou em La Salette pouco se sabia sobre o insigne Doutor Mariano francês. Naquela data se procuravam seus escritos para tocar adiante o processo de canonização que, como é bem sabido, chegou a bom termo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

174º aniversário da aparição
de Nossa Senhora em La Salette

Há 174 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Há 174 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Luis Dufaur
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Num 19 de setembro, há exatamente 174 anos, Nossa Senhora apareceu em La Salette.

Ela deixou uma mensagem da mais alta importância. Essa mensagem, mais conhecida como o Segredo de La Salette, encontra-se transcrita na integridade e em diversas línguas neste blog.

Enquanto Nossa Senhora falava, o magnífico panorama alpino do local se transformou. E as crianças viram nele a efetivação do que Nossa Senhora dizia.

Mas, Nossa Senhora falou também pelo olhar. E disse coisas que as palavras são insuficientes para transmitir.

Mélanie descreveu assim esse olhar de Nossa Senhora:

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

La Salette e Padre Pio:
lamentações e advertências do Céu para o mau clero

“Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças.
Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus,
que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!”
Luis Dufaur
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O Segredo de La Salette – hoje inteiramente tornado público – contém advertências para o clero relaxado no cumprimento de seus deveres.

Naquele remoto ano de 1846, falando do clero de má conduta da época e dos tempos vindouros, Nossa Senhora não poupou expressões severas.

Mas nem por isso suas palavras foram menos verdadeiras. Não poderia, aliás, ser de outro modo, uma vez que provindas da Mãe de Deus:

“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza.

“Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!

“Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima imaculada ao [Padre] Eterno em favor do mundo”.

“Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir de tantos males acumulados.

“Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências.

“Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer”. Cfr. Texto completo do Segredo

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Cumprem-se os sinais dos castigos
que Nossa Senhora queria evitar

La Salette, surto de penitentes
Surto de peregrinações penitenciais marcou a primeira época de La Salette
Luis Dufaur
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Romarias penitenciais e conversões quando a sociedade se tinha afastado de Deus


O que aconteceu quando se espalhou a notícia da aparição de Nossa Senhora em La Salette?

Nos costumes, a população da região não era muito diferente do povo em geral da França. O século anterior foi muito libertino e a família e o vínculo conjugal estavam no chão.

O período da Revolução Francesa trouxe um auge de ateísmo igualitário. Depois, as guerras napoleônicas com seus imensos morticínios desarticularam a sociedade.

O palavrão de caserna napoleônica se espalhou e deu naturalmente em blasfêmia generalizada contra Deus, a Virgem, a Igreja, os santos e os anjos.

A perseguição religiosa da Revolução Francesa e a brutalidade dos costumes de caserna desfizeram a moral do clero.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Como se mostrou Nossa Senhora em La Salette
e como era seu pranto

Do conjunto de imagens doadas pelo conde Narciso de Peñalver, no local da aparição
Do conjunto de imagens doadas pelo conde Narciso de Peñalver, 
no local da aparição
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Consideremos ponto por ponto a descrição de Nossa Senhora em La Salette feita pela vidente Mélanie:

“A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada”.

A altura é um apanágio da majestade. Tanto é que aos príncipes que não são reis, se diz Vossa Alteza.

É evidente que não é altura física. Mas a altura física é uma imagem física da altura nos outros sentidos.

Portanto, não era necessário, mas convinha a Nossa Senhora uma altura bem proporcionada.

Porque a altura bem proporcionada é o contrário da altura esmagadora. É o que torna a altura acessível é a perfeição de suas proporções.

É o encaixe de várias coisas pequenas nEla, com graça e harmonia, que tornam essa altura variegada. É uma unidade na variedade.

Então, essa perfeição das proporções dEla.

Depois, Mélanie continua:
“Ela parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La.

Realmente, um ente inteiramente espiritual, no qual o corpo era apenas uma dependência dominada pelo espírito; e não sujeita, portanto à lei da gravidade e à atração de terra. O sobrenatural nEla estava na sua plenitude.

E ainda:

“Ela impunha um temor respeitoso, ao mesmo tempo que Sua majestade impunha respeito entremeado de amor.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Nossa Senhora de La Salette descrita pela vidente Mélanie

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No livro de Pie Regamey, “Les plus beaux textes sur la Vierge” (Livre De Poche Chrétien, 1962), vem um depoimento feito por Mélanie Calvat que é a menina que viu Nossa Senhora.

Façamos a leitura e depois alguns comentários.
Aparência: A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada. Parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La, Entretanto, Ela permanecia imóvel e inalterável.

“Sua fisionomia era majestosa, imponente, mas não imponente como são as grandes da terra. Ela impunha um temor respeitoso, ao mesmo tempo que Sua majestade impunha respeito entremeado de amor. Ela atraía.

“Ao seu redor, como em Sua pessoa, tudo inspirava majestade, esplendor, magnificência de uma rainha incomparável. Ela parecia bela, clara, imaculada, cristalina, celeste.

“Parecia-me também como uma boa mãe cheia de bondade, amabilidade, amor para conosco, compaixão e misericórdia”.

Era o caso de dizer que essa pastorinha analfabeta merecia entrar na Academia Francesa de Letras por esta descrição. Porque é uma descrição admirável.

Lágrimas: A Santa Virgem chorava durante quase todo tempo que me falou.

“Suas lágrimas corriam lentamente, uma a uma, até seus joelhos, depois, como fagulhas de luz, elas desapareciam. Eram brilhantes e cheias de amor.

“Eu quisera consolá-la e que Ela não chorasse. Mas parecia-me que precisava mostrar suas lágrimas para melhor mostrar seu amor esquecido pelos homens.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Assunção de Nossa Senhora: o momento de maior glória dEla na Terra

Assunção de Nossa Senhora. Beato Angélico (1395 – 1455). Google Cultural Institute
Assunção de Nossa Senhora. Beato Angélico (1395 – 1455). Google Cultural Institute
Luis Dufaur
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“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A solene proclamação desse augusto dogma veio coroar séculos de devoção a Nossa Senhora enquanto tendo sido levada aos Céus em corpo ressurreto e alma.

Na difusão desta verdade e desta devoção a Idade Média deu um contributo fundamental.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Nossa Senhora desvendou um imenso cenário enquanto falava

La Salette: vista panorâmica desde o local da aparição
La Salette: vista panorâmica desde o local da aparição
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto Nossa Senhora falava em La Salette, suas palavras tinham um efeito saliente: produziam o que significavam.

As crianças viam com os olhos o que elas queriam dizer. Como se o imponente anfiteatro do local celeste tivesse se desvanecido, e em seu lugar houvesse um imenso telão onde os pastores viam acontecer o que Nossa Senhora dizia.

Aí contemplavam desde as menores coisas até o próprio Deus.

Mélanie explicou:
“A Santa Virgem pronunciava todas as palavras, seja dos segredos, seja das regras.

“Eu só teria podido adivinhar ou penetrar no resto do que Ela dizia com palavras, porque um grande véu tinha sido levantado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Por que Nossa Senhora apareceu
em La Salette, Lourdes e rue du Bac, sempre na França?
Predileção explicada por São Pio X

Nossa Senhora de Paris, catedral Notre Dame, Paris.
Nossa Senhora de Paris, catedral Notre Dame, Paris.
Luis Dufaur
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Com relativa frequência ouvimos perguntar por que Nossa Senhora tem tanta complacência com a França e fala tantas vezes para e sobre ela.

Ela apareceu na Rue du Bac, em Paris, capital da França, entre julho e novembro de 1830 como Nossa Senhora das Graças e deu a Medalha Milagrosa a Santa Catarina Labouré.

Também na França, nos Alpes mais perto da Itália, apareceu em La Salette para transmitir sua mensagem em 19 de setembro de 1846.

E ainda em 1858 Nossa Senhora apareceu 18 vezes em Lourdes, no sudoeste da França, ao pé dos Pirineus perto da fronteira da Espanha, para Santa Bernadette Soubirous. E ali abriu um torrente de graças e milagres que não cessa de crescer até nossos dias.

Em todas essas aparições destinadas ao mundo a França aparece como tendo um lugar central nas preocupações, afetos e previsões da Santíssima Virgem.

Não falaremos de muitas outras manifestações da Mãe de Deus em solo francês mas de menor repercussão,