segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Nossa Senhora e o Beato Palau: maus sacerdotes são “cloacas de impureza”
que se tornaram servidores do demônio

Beato Francisco Palau y Quer, com 20 anos no seminário diocesano de Lérida.
Beato Francisco Palau y Quer, com 20 anos no seminário diocesano de Lérida.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O padre carmelita Francisco Palau y Quer OCD (29.12.1811 – 20.03.1872), beatificado em 24.4.1988 nasceu em Aitona, Catalunha, Espanha, e viveu um século atormentado pela revolução anticristã.

Mas, deixou profetizada uma próxima renovação da Igreja com a vinda de um Restaurador.

Postulou ardorosamente a instituição do Exorcistado durante o Concílio Vaticano I e em carta pessoal dirigida ao Papa Pio IX.

O santo carmelita pedia que a Igreja organizasse o clero da época em legião com o fim específico de exorcizar os demônios que infestam a Terra, as sociedades e a própria Igreja.

Só assim se conseguiria extirpar os males que a Revolução acometia contra a Igreja e a Cristandade e evitar os males que, aliás, nós hoje assistimos acabrunhados.

A petição não foi debatida na aula conciliar em virtude da invasão de Roma e a interrupção desse Concílio que foi, e poderia ter sido ainda mais benéfico para a Igreja.

O Concílio Vaticano II, segundo desejo formalizado pelo Papa João XXIII, não quis dar continuidade ao Vaticano I e adotou uma linha completamente nova.

A fervorosa atividade apostólica do bem-aventurado e suas advertências contra o socialismo e o comunismo, instrumentos de Satanás, as classes operárias em Barcelona aderiam à contrarrevolução. Por isso o governo anticlerical enviou o Pe. Palau para o na ilha de Ibiza.

Es Vedrà: “Aqui é aonde, por temporadas, me retiro para minha vida solitária”
Ali multiplicou sua pregação apostólica e fundou o primeiro santuário mariano, consagrado a Nossa Senhora do Carmo. Nos momentos livres divisava ao longe o rochedo inóspito e deserto conhecido como Vedrà.

Nessa sugestiva ilhota passava breves períodos para meditação, exame de consciência e atualização da correspondência. O próprio sacerdote conta como era a gruta que aproveitava como éremo e onde se refugiava nesses dias:

“Desterrado em 1854 “propter verbum Dei” para as ilhas Baleares, a providência me preparou nelas um deserto tal qual meu coração desejava.

“Temos a oeste da ilha de Ibiza uma gruta sobre a beira de precipícios que tocam os mares, e uma légua adentro das águas o mapa marca sob o nome de Vedrà uma ilhota que tem uma légua de circuito.

“Seus picos, situados sobre o mais profundo do Mediterrâneo, se elevam até os céus e, para que nada faltasse ao solitário, abriu Deus uma fonte sobre o cume deste monte; o qual dá hospitalidade a todas as aves que vêm durante as noites recolher-se entre as aberturas das rochas.

“Separado da ilha da Ibiza, ninguém pode aproximar-se dele senão por barco; e suas colunas se levantam tão íngreme sobre as águas que não pode escalá-lo senão os experientes.

“Aqui é aonde, por temporadas, me retiro para minha vida solitária.

“A gruta tem um bote, os ermitões são pescadores, me deixam sobre as pedras e eu fico só, solitário, certo de não ver nem ser visto por pessoa humana.

“O clima é magnífico e o lugar é tão pitoresco que pode apetecer um solitário”.

Quando estava em oração o Beato Palau nos fala de uma inspiração que ele pôs na boca de um Anjo da seguinte forma:

“Pelo ano 1864, havendo-me retirado para este monte, uma grande voz, que há 20 anos me falava nos desertos sobre os destinos de nossa Ordem, a qual não sabia de onde procedia, me disse com grande força o que segue:

“Eu sou o anjo de que fala o capítulo XX do Apocalipse; a mim está confiada a custódia do pendão do Carmelo e a direção dos filhos desta Ordem.

“Eu guardo o trono pontifício de Roma e os muros desta cidade, frente aos demônios e à Revolução que a circunda.

“Venho a ti enviado por Deus para instruir-te sobre o futuro da Ordem a que pertences para que saibas a missão que hás de cumprir e sua forma.

“Eu vou abandonar Roma. Tirarei dela o trono pontifício e a cidade será entregue ao poder dos demônios e da Revolução.

A crise moral no clero e Nossa Senhora em La Salette

“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza.

“Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças.

“Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!

“Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança.

“E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo.

“Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”.

(Pe. René Laurentin e Pe. Michel de Corteville, Découverte du secret de La Salette, Paris, Fayard, 2002, p.59. 

Ver mais em: O segredo de La Salette, texto completo em português
“Roma não será mais o centro da religião de Jesus; degolará a seus sacerdotes e religiosos e outra vez se constituirá inimiga de Cristo e de sua Igreja.

“O trono do Sumo Pontificado não voltará mais para ela, porque será trasladado para outro lugar”.

“Não podendo eu apenas crer o que via, acrescentou:

– Roma será severamente castigada e o dia está muito próximo, dia de pranto e de luto, de sangue e de fogo.

“E, para que vejas quão justas são as vinganças celestes, vem, sobe para o cume deste monte e de lá verás as abominações introduzidas no lugar santo, preditas por Daniel profeta”.

“Cheio de terror e espanto, eriçados os cabelos, horripiladas as minhas carnes, eu subi até o cume deste monte:

“Olha e observa bem o que há no santuário, observa, cala e guarda o segredo; o mistério da iniquidade está já consumado, eu vou a castigar aos culpados e o sangue dos justos aplacará a ira de Deus.

“As súplicas e orações pela Igreja santa são acolhidas aos ouvidos de Deus.

“Não rezes por Roma porque o decreto de Deus é irrevogável, o castigo dos culpados e a paciência dos mártires devolverá à Igreja santa sua liberdade, suas glórias e seu esplendor”.


(Todas as citações são de: Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D., “Obras Selectas”, Editorial Monte Carmelo, Burgos, 1988, 918 págs. Carta ao Pe. Pascual de Jesus Maria, Procurador Geral em Roma da Ordem do Carmo, págs. 851 ss.)


Continua no próximo post: Pe. Palau: o diabo corrompe a Igreja por dentro


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A França tocada a fundo pela aparição

Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem




Após a aparição: comoção no clero e no povo

Os dois videntes narraram o acontecido ao Pe. Jacques Perrin, pároco de La Salette. Este, ouvindo o relato, comoveu-se até o pranto.

Ele batia no peito, exclamando: “Meus filhos, estamos perdidos, Deus vai nos punir. Ah, meu Deus, foi a Santa Virgem que apareceu para vocês”.

Nessa hora o sino tocou para o início da missa. Ele então fez um sermão que emocionou vivamente os paroquianos.

Depois os videntes foram para suas famílias. Mélanie não o fez imediatamente, ficando ainda na casa dos patrões, mas sim Maximin. Separaram-se e não voltaram a se ver durante três meses.

Foi providencial, pois não puderam conversar entre si. Desse modo, familiares e conhecidos puderam comparar o que os dois diziam, independente um do outro, e comprovar que tudo concordava na perfeição, sem possibilidade de uma montagem das crianças.

Os patrões dos videntes os interrogaram no dia seguinte ao da aparição e lavraram um relato.

O mesmo fez com Maximin o prefeito de La Salette, Pierre Peytard, dois dias depois do acontecimento.

Estrada rumo a La Salette. A aldeia está já no morro. No local da aparição vê-se uma Cruz bem no alto
Estrada rumo a La Salette. A aldeia está já no centro. No local da aparição vê-se uma Cruz bem no alto
Estes inquéritos foram os primeiros de uma longa série, que os videntes atravessaram airosamente.

Uma comissão da cidade fez mais uma apuração em regra. Cada um dos membros redigiu um relatório do que os videntes disseram individualmente.

Esses relatórios iriam ter um papel imenso na divulgação inicial do ocorrido em La Salette.

A notícia espalhou-se como rastilho de pólvora por grande parte do país. Em pouco tempo toda a França já conhecia o fato sobrenatural e tomava posição a seu respeito. As pessoas disputavam cópias manuscritas dos interrogatórios, especialmente dos relatórios.

Cinco meses depois apareceu em Paris o primeiro livro sobre a aparição, e uma das publicações chegou a atingir 300.000 exemplares.

Maus católicos sentem-se denunciados pela mensagem de La Salette

Decapitação de Luis XVI: revolucionários e maus católicos estavam aliados
Decapitação de Luis XVI: revolucionários e maus católicos estavam aliados
Rapidamente cresceu o interesse nacional pela aparição, sob o bafejo da graça. Mas tinha também explicações naturais.

A França estava dividida do ponto de vista religioso e político. Havia católicos que se diziam liberais ou sociais.

Eram os precursores do movimento que hoje semeia a desordem na Igreja, conhecido também como progressismo.

Estavam conluiados com os propagandistas do igualitarismo libertino, laicista e anticatólico da Revolução Francesa de 1789.

Eles exploravam e favoreciam atritos sociais e queriam subverter a Igreja por dentro. Tornavam relativa sua moral e insistiam nas questões sociais que eles distorciam bastante.

Neste ponto ecoavam os argumentos dos socialistas, comunistas ou marxistas, dizendo por vezes se opor a eles. E outras vezes nem isso.

Em política faziam uma convergência com uma democracia revolucionária, laicista, igualitária, imoral e visceralmente anticristã. Era a democracia revolucionária imoral e anticristã, filha da Revolução Francesa.

São Pio X condenou depois os erros desses maus católicos na Encíclica Pascendi Dominici Gregis, e especialmente na Carta Apostólica Notre Charge Apostolique.

Napoleão III: Nossa Senhora advirtiu contra sua falsidade
Napoleão III: Nossa Senhora advirtiu contra sua falsidade
Tais católicos liberais sentiram-se apanhados e denunciados pela mensagem de La Salette, no que eles tinham de mais oculto e revolucionário.

De outro lado, havia os católicos piedosos e autênticos, defensores de todas as formas de legitimidade.

Estes, ao saberem da mensagem de La Salette, tiveram uma confirmação de tudo o que a fé e a fidelidade à Igreja lhes inspirava.

Os governos da época – monarquia ilegítima de Luís Felipe, segunda e terceira repúblicas, bem como o império de Napoleão III – eram considerados com horror pelos melhores representantes do catolicismo francês.

Tais governos não ocultaram seu ódio contra La Salette.

Sobretudo Napoleão III, cujo jogo falso ficara desvendado na aparição.

Assim a mensagem de Nossa Senhora incidiu na carne viva dos problemas religiosos, políticos e ideológicos da França. Mutatis mutandi, esses problemas eram análogos aos do mundo católico ocidental daquela época.


continuará no próximo post: 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Nossa Senhora revela a parte pública da mensagem

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora: a rainha destronada querendo salvar o mundo que a destronou




Maximin conta que Nossa Senhora continuou dizendo:

“Se eles se converterem, as pedras dos rochedos transformar-se-ão em trigo e as batatas serão encontradas já plantadas na terra.

Depois Ela nos perguntou:

– Meus filhos, vocês fazem bem as orações?

Nós dois respondemos:

– Não, minha senhora, não muito.

– Ah, meus filhos, é preciso rezá-las direito no fim do dia e pela manhã. Quando não tiverem tempo, rezem só um Pai Nosso e uma Ave-Maria. Quando tiverem tempo, é preciso rezar mais ainda. Só vão algumas mulheres idosas à missa, as outras trabalham o verão todo e vão à missa no inverno, mas só para não levar a sério a Religião. Na Quaresma eles vão ao açougue como cães.

Depois indagou:

– “Meus filhos, vocês não viram o trigo estragado?

Eu respondi:

– Não minha senhora, nunca vi.

Então a bela dama replicou:

– Mas tu, meu filho, deves ter visto que uma vez perto de Coin, junto com teu pai, o homem disse a teu pai: vem ver meu trigo como se estraga. Vós fostes, e teu pai pegou duas ou três espigas de trigo nas suas mãos, esfregou-as e elas caíram reduzidas a pó. Depois retornastes, e estavas a meia hora de Corps, quando teu pai te deu um pedaço de pão, dizendo: pega meu filho, come este ano, pois não sei quem terá para comer no ano próximo, se o trigo continuar se estragando deste jeito.

Eu respondi:

– É bem verdade, minha senhora, mas eu não me lembrava.

Ela terminou seu arrazoado em francês, com estas palavras:

– Pois bem, meus filhos, vós o fareis passar a todo o meu povo”.

A despedida

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Nossa Senhora: a rainha destronada querendo salvar o mundo que a destronou

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora desvenda um imenso cenário




Uma dama, ou uma bela dama. Assim ficou gravada nos meninos a imagem da Santíssima Virgem. Uma grande senhora.

Mélanie prestou muita atenção nas roupas e símbolos que Ela usava.

Daí foi possível aos artistas elaborar as imagens de Nossa Senhora no local da aparição. Elas serviram de modelo para as outras em todo o mundo.

Era uma senhora coroada de flores, que Mélanie e Maximin encontraram sentada sobre o paraíso, chorando com o rosto nas mãos.

Nossa Senhora, embora merecendo todos os tronos da Terra, parecia só ter encontrado aquele florido banquinho de pedra para se sentar.

Estava como uma rainha destronada, que percorre seu reino em prantos, à procura de quem queira lhe ser fiel.

Os pastorzinhos se aproximaram com entusiasmo e candura. Não tinham ideia do que ouviriam. Muito do que Nossa Senhora tratou nem sequer tinha passado pela suas infantis inteligências até aquele momento.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Nossa Senhora desvenda um imenso cenário

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: As lágrimas da Rainha destronada




As palavras de Nossa Senhora tinham um efeito saliente: produziam o que significavam.

As crianças viam com os olhos o que elas queriam dizer.

Como se o imponente anfiteatro do local celeste tivesse se desvanecido, e em seu lugar houvesse um imenso telão onde os pastores viam acontecer o que Nossa Senhora dizia.

Aí contemplavam desde as menores coisas até o próprio Deus.

Mélanie explicou:

“A Santa Virgem pronunciava todas as palavras, seja dos segredos, seja das regras.

“Eu só teria podido adivinhar ou penetrar no resto do que Ela dizia com palavras, porque um grande véu tinha sido levantado.

“Os acontecimentos se desvendavam ante meus olhos e minha imaginação, è medida que Ela pronunciava cada palavra.

“E uma grande cena acontecia diante de mim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

As lágrimas da Rainha destronada

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continuação do post anterior: O olhar dos santos e o de Nossa Senhora em La Salette




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais. Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis!

“Quero vos amar por todos os homens da terra. Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora.

“Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.

“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.

A luz e a voz de Nossa Senhora

“A Santa Virgem – continua Mélanie – estava envolta em duas claridades.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O olhar dos santos e o de Nossa Senhora em La Salette

Há 166 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Em 1846, num 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
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continuação do post anterior: Um comentário sobre o olhar irreproduzível de Nossa Senhora de La Salette



Num 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette.

Ela deixou uma mensagem da mais alta importância. Essa mensagem, mais conhecida como o Segredo de La Salette, encontra-se transcrita na integridade e em diversas línguas neste blog.

Enquanto Nossa Senhora falava, o magnífico panorama alpino do local se transformou. E as crianças viram nele a efetivação do que Nossa Senhora dizia.

Mas, Nossa Senhora falou também pelo olhar. E disse coisas que as palavras são insuficientes para transmitir.

Mélanie descreveu assim esse olhar de Nossa Senhora:

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Um comentário sobre o olhar irreproduzível de Nossa Senhora de La Salette

Nossa Senhora de La Salette, San Gennaro, Avellino, Itália
Nossa Senhora de La Salette, San Gennaro, Avellino, Itália
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continuação do post anterior: Nossa Senhora de La Salette e seu indescritível olhar durante a aparição




Os olhos são o resumo da face e a quintessência de toda a expressão do corpo. Como é que se exprimiria a alma de Nossa Senhora na parte de seu corpo santíssimo que é a mais expressiva?

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por uma língua humana.

“Para deles falar, seria preciso um serafim, seria preciso a própria linguagem de Deus, de Deus que formou a Virgem Imaculada, obra prima de seu poder.

Realmente, é o sublime. O próprio do sublime é não poder ser descrito por língua humana.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos do que os brilhantes, os diamantes e as pedras preciosas.

Mais uma vez ela compara não só as lágrimas de Nossa Senhora, mas também os olhos dEla com cristais, com pedrarias.

“Eram como a porta de Deus de onde se podia ver tudo aquilo que pode encantar a alma.

A expressão é magnífica. Porque na Ladainha se diz: Nossa Senhora Janua caeli, porta do Céu.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Nossa Senhora de La Salette e seu indescritível olhar durante a aparição


Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Como se apresentou Nossa Senhora em La Salette


Mélanie descreveu assim o olhar de Nossa Senhora, como ela viu na aparição:

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por língua humana.

“Seria preciso um serafim, seria preciso a linguagem do próprio Deus, desse Deus que criou a Virgem Imaculada, obra-prima de sua onipotência.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes, as pedras preciosas mais procuradas.

“Eles brilhavam como sóis. Eram doces, feitos da própria doçura, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraíam a Ela.

“Ela parecia querer dar-se e atrair. Quanto mais eu a olhava, mais a queria ver. Quanto mais a via, mais a amava com todas minhas forças.

“Os olhos da bela Imaculada eram como a porta de Deus, de onde se via tudo que pode inebriar a alma.

“Quando meus olhos se encontravam com os da Mãe de Deus e minha, sentia dentro de mim uma feliz revolução de amor, uma promessa de amá-la e de me desfazer de amor.

“Quando nos olhávamos, nossos olhos conversavam à sua maneira. Eu a amava tanto, que teria querido osculá-la entre os olhos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Como se apresentou Nossa Senhora em La Salette

Mélanie e Maximin foram descendo até a Senhora que irradiava luz como um sol
Mélanie e Maximin foram descendo até a Senhora que irradiava luz como um sol
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Subindo a montanha de La Salette rumo a Nossa Senhora, mas sem sabe-lo!





Mélanie e Maximin se encontravam nesse momento num local mais alto, e foram descendo, de início intrigados e depois maravilhados. Maximin continua:

“Embora estivéssemos a uma distância de uns vinte metros, ouvimos uma voz doce, como se saísse de uma boca próxima de nossos ouvidos, que dizia:

– Avançai meus filhos, não tenhais medo. Estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

O temor respeitoso que nos tinha contido desvaneceu-se. Corremos até ela, como indo a uma boa e excelente mãe”.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Subindo a montanha de La Salette rumo a Nossa Senhora, mas sem sabe-lo!

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Salette: como começou tudo numa aldeia esquecida dos Alpes





Na manhã do dia seguinte, 19 de setembro de 1846, data em que Nossa Senhora apareceu, Maximin voltou a acompanhar Mélanie.

Era um dia bonito, o céu estava sem nuvens e o sol brilhava intensamente.

Subiram o morro de La Salette até uma altura de 1.800 metros, sem poderem imaginar o evento sobrenatural que haveriam de testemunhar.

Maximin queria brincar. Ela lhe propôs seu entretenimento preferido: fazer o que ela chamava de paraíso, isto é, uma casinha de pedras toda recoberta de ramalhetes feitos com flores silvestres, que desabrocham naturalmente nas alturas.

Chegando a uma curva do terreno protegida dos ventos, começaram a levantar o paraíso. No local há muita ardósia, pedra que forma placas e se prestava para o brinquedo.

Ali corre um regato chamado Sézia, formado pelo degelo das neves, e que empresta seu nome ao local da aparição. Também surgia uma fonte de água de vez em quando.

Os pastores costumavam levar o gado para beber água dessa fonte, mas desde a aparição, ela vem jorrando sem interrupção. Pode-se beber dela e, por causa disso, muita gente tem recebido graças. Até mesmo milagres têm acontecido.

O paraíso tinha um térreo, que seria a habitação, e um sobrado fechado por uma pedra mais larga.

Eles colheram maços de flores, fizeram coroas floridas e as distribuíram sobre o paraíso. Após muito trabalho nessa construção, o paraíso ficou pronto e todo florido.

Os dois admiraram a obra, mas sentiram sono. Afastaram-se um pouco, deitaram na relva e dormiram.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

La Salette: como começou tudo numa aldeia esquecida dos Alpes

La Salette-Fallavaux: pequena aldeia nos contrafortes dos Alpes, na diocese de Grenoble (França)
La Salette-Fallavaux: pequena aldeia nos contrafortes dos
Alpes, na diocese de Grenoble (França)
Luis Dufaur
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La Salette-Fallavaux é uma pequena aldeia nos contrafortes dos Alpes, na diocese de Grenoble (França).

Sua pacata igreja, rodeada por um certo número de casas, lembra o fato de Nosso Senhor ter chamado a atenção para a galinha que protege os pintainhos sob suas asas.

Um pouco acima na montanha há outra aldeia, menor que a anterior. Seu nome é Les Ablandens e depende de La Salette.

Panorama austero e grandioso deslumbra pela beleza.

Os Alpes rodeiam o vale. Suas partes mais altas cobrem-se de neve no inverno e brilham iluminadas pelo sol.

Na parte inferior das montanhas a neve se derrete na primavera, aparecendo novamente os prados naturais.

Os habitantes de La Salette há muito tempo levam os seus rebanhos para ali pastar.

E contratam servidores para vigiar o gado.

Foi esta a razão pela qual Mélanie Calvat, de 14 anos, e Maximin Giraud, de 11, subiram o morro de La Salette, conhecido como Sous-les-Baises, no dia 19 de setembro de 1846.

Os dois não eram de La Salette. Suas famílias moravam em Corps, pequena cidade localizada na parte mais quente e acessível do vale.