segunda-feira, 21 de maio de 2018

Os três dias de trevas (segunda parte)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Os três dias de trevas (primeira parte)








O B. Palau comentou com certo pormenor a visão dos “três dias de trevas” atribuída à Beata Taigi, aproveitando a versão que havia chegado às suas mãos:

“O fato, escreveu, se anuncia da seguinte forma: enquanto num dia claro e sereno o sol estará em seu percurso, repentinamente se farão trevas tão densas que poderão ser apalpadas e tocadas, as quais cobrirão a face da terra.

“O céu se apresentará sob um aspecto tão espantoso que, vendo-o, as pessoas fugirão e se esconderão no mais recôndito de suas casas, fechando portas e janelas como no momento de uma tempestade arrepiadora.

“Espectros horripilantes aparecerão nos ares, dando uivos espantosos. Se por um momento a lua abrir caminho entre as trevas, apresentar-se-á vestida de sangue para quem tenha coragem de olhá-la.

“Esses serão dias de ira e de maldição, dias em que o anjo exterminador, como a morte montada em corcel acompanhado pelo inferno, visitará a casa do ímpio, do incrédulo, desse homem que cheio de arrogância desafia a onipotência de Deus, assim como visitou o Egito matando numa noite seus filhos varões primogênitos.

“Perecerão de espanto muitíssimas pessoas, que acreditarão ter chegado o mundo a seu fim, e sentir-se-ão envolvidas por uma noite eterna.

“Horrendas convulsões da natureza anunciarão que Deus seu autor está irritado, e à maneira como uma mulher energúmena se contorce quando o espírito de maldade é expulso de seu corpo, assim a natureza, no ato de expelir de seu seio esses anjos revolucionários, que unidos ao homem iníquo transtornam todas as leis, fará sentir que chegou a hora suprema da renovação.

“Entrando nas casas do ímpio, a morte passará velozmente e com seu alfanje segará anciãos, crianças, homens, mulheres.

“Quem ficar com vida, procurará luz para ver os cadáveres, e o relâmpago descobrirá o rosto amarelo da esposa, da filha, do irmão, do pai.

“Tentará auxiliar o moribundo, procurará fogo, e este se negará a dar luz e calor.

“O justo, aquele que acredita, acenderá a luz e esta arderá ante o Senhor, enquanto orará prostrado por terra, aguardando que o Deus das vinganças conclua sua visita e venha a sua misericórdia.

“Fechará portas e janelas, e recolhido no oratório com sua família, fazendo jejum, oração e penitência, humilhar-se-á ante o Juiz que castiga o delinquente, enquanto o ímpio perecerá com sua impiedade.

“Nesses três dias será Deus quem batalhará contra os insensatos que agora insultam a sua onipotência.

“O orbe inteiro acompanhá-lo-á montado, para confirmar a verdade católica.

“E retirando-se do campo de batalha, vencedor e triunfante sobre as trevas, jogará os espíritos que as produzem ao fogo eterno do inferno”. (“Tres días de tinieblas sobre el orbe entero”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).

E no número 155 de El Ermitaño, o bem-aventurado carmelita retomava o tema:
“Do processo da própria venerável Taigi foi tirada a predição dos dois grandes castigos, um do céu e outro da terra.

“Terminado este último, que consistirá em guerras, revoluções e outras calamidades, virá o do céu, que segundo outra profecia da mesma Taigi, se explica assim:

“Grandes trevas deverão vir e estender-se por todo o mundo durante três dias e três noites.

“Serão tão espessas, que não se verá absolutamente nada, sendo ao mesmo tempo pestilenciais, e ferirão sobretudo aos inimigos da Religião, sem que por isso se acredite que o açoite atacará somente a esses.

“Enquanto durar, luz alguma fornecerá claridade, fogo algum poderá brilhar e só as pessoas que tiverem velas bentas poderão ver.

Paris em ruínas. Conceito artístico
“Recomenda-se não tratar de penetrar na escuridão do céu durante as trevas, porque toda pessoa que se puser na janela ou sair de sua casa para tentar descobrir o que está acontecendo no firmamento, ficará fulminada no ato.

“Durante todo o tempo que durar a prova se deverá passar em oração, e sobretudo rezar o santo Rosário e aguardar, num estado de prova e de humilhações, que o Senhor nos conceda de novo a sua misericórdia.”

“O próprio diretor espiritual da venerável Taigi, Mons. Raffaele Natali, dizia, em agosto de 1864:

“É muito verdadeiro que a venerável Serva de Deus anunciou o açoite dos três dias de trevas espalhado sobre toda a terra...

“Nestas circunstâncias, as janelas deverão ficar fechadas, devendo-se evitar debruçar sobre elas, e será imperioso rezar o santo Rosário e fazer oração.”

“Ignoramos que caráter têm essas predições, porque não sabemos o que a Igreja, única autoridade na matéria, declarou sobre elas.

“É certo que Deus não precisa de meios extraordinários para dar o triunfo à Igreja, mas também é verdadeiro que em seus inescrutáveis desígnios pode querer confundir com prodígios a soberba e a maldade de seus inimigos.” (“Tres dias de tinieblas”, El Ermitaño, Nº 155, 26-10-1871)

Primeiros “três dias de trevas”: a nona praga do Egito (capítulo X do Êxodo)

Indagava o santo carmelita: “Isto prega a venerável Taigi. Acontecerá? Poderá ser? Quando? Se vai suceder, em que época se dará?

“Responderemos expondo simplesmente a nossa opinião, filha de profundas meditações.

“1º) Isso aconteceu uma vez, logo pode vir a ser em outra época em que convenha à gloria de Deus. Lê-se no cap. X do Êxodo: Disse Deus a Moisés, estende tua mão ao céu e desçam trevas tão densas que possam ser apalpadas.

“Estendeu Moisés sua mão em direção ao céu, e apareceram horripilantes trevas sobre todas as regiões do Egito, e duraram três dias, de maneira que cada um ficou imóvel onde se encontrava.

“Um homem não via o outro. Só havia luz onde moravam os filhos de Israel”. (“Tres dias de tinieblas sobre el orbe entero”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).
21. O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão para o céu, e que se formem sobre todo o Egito trevas (tão espessas) que se possam apalpar.”

22. Moisés estendeu a mão para o céu, e durante três dias espessas trevas cobriram todo o Egito.

23. Durante esses três dias, não se via um ao outro, e ninguém se levantou do lugar onde estava. Ao passo que todos os israelitas tinham luz nos lugares onde habitavam.

24. O faraó mandou chamar Moisés e disse-lhe: “Ide fazer vossas devoções ao Senhor. Somente vossas ovelhas e vossos bois ficarão neste lugar; podeis levar convosco vossos filhinhos.”

25. Moisés respondeu: “Tu mesmo nos porás nas mãos o que precisamos para oferecermos sacrifícios e holocaustos ao Senhor, nosso Deus.

26. Além disso, nossos animais virão conosco; nem uma unha ficará, porque é deles que devemos tomar o que precisamos para fazer nosso culto ao Senhor, nosso Deus. Enquanto não tivermos chegado lá, não sabemos de que nos serviremos para prestar nosso culto ao Senhor.”

27. Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não quis deixá-los partir. (Êxodo, 10, 21-27)

Moisés estende os braços e o Egito se enche de trevas durante três dias e três noites
infestadas de espectros enlouquecedores.
Gustave Doré (1832 — 1883) , gravura para o Antigo Testamento
No capítulo 17, o Livro da Sabedoria descreve com pormenor o que aconteceu durante os três dias de trevas com que Deus flagelou os egípcios por meio de Moisés:

Sabedoria, 17

1. Em verdade, grandes e impenetráveis são vossos juízos, Senhor; por isso as almas grosseiras caíram no erro.

2. Por terem acreditado que podiam oprimir a santa nação, os ímpios, prisioneiros das trevas e encarcerados por uma longa noite, jaziam encerrados nas suas casas, tentando escapar à vossa incessante vigilância.

3. Depois de terem imaginado que, com seus secretos pecados, ficariam escondidos sob o sombrio véu do esquecimento, eles se viram dispersados, como presa de um terrível espanto, e amedrontados por alucinações.

4. Mesmo o canto mais afastado em que se abrigavam não os punha ao abrigo do terror: ruídos aterradores ressoavam em torno deles, e taciturnos espectros de lúgubre aspecto lhes apareciam.

5. Nenhuma chama, por intensa que fosse, chegava a iluminar. E a luz brilhante dos astros era impotente para alumiar esta noite sombria.

6. Mas aparecia-lhes de súbito nada mais que uma chama aterradora, e, tomados de terror por esta visão fugitiva, julgavam essas aparições mais terríveis ainda.

7. A arte dos mágicos se mostrou ilusória, e esta sabedoria, a que eles pretendiam, evidenciou-se vergonhosamente como falsidade.

8. Aqueles que se jactavam de banir das almas doentes o terror e a perturbação, eram eles mesmos atormentados por um ridículo temor.

9. Mesmo quando nada de mais grave os aterrorizava, a passagem dos animais e o silvo das serpentes punham-nos fora de si, e eles morriam de medo. Recusavam até mesmo contemplar essa atmosfera à qual nada podia escapar;

10. porque a maldade, condenada por seu próprio testemunho, é medrosa, e, sob o peso da consciência, supõe sempre o pior,

11. pois o temor não é outra coisa que a privação dos socorros trazidos pela reflexão,

12. porque, quanto menor for em sua alma a esperança de auxílio, tanto mais penosa é a ignorância daquilo de que se tem medo.

13. Eles, durante essa noite de impotência, saída dos recantos do Hades impotente, dormiam num mesmo sono,

14. agitados, de um lado, pelo terror dos espectros, e paralisados, de outro, pelo desfalecimento da alma; pois era um pavor repentino e inesperado o que se abatera sobre eles.

15. E todo aquele que caía sem força, ficava como que preso e encerrado num cárcere sem ferros.

16. Fosse ele camponês ou pastor, ou o operário que se afadiga sozinho no seu trabalho, uma vez surpreendido, tinha de suportar a inevitável necessidade, porque todos estavam ligados por uma mesma cadeia de trevas.

17. O silvo do vento, o canto harmonioso dos passarinhos nos ramos espessos, o murmúrio da água correndo precipitadamente, o estrondo das rochas que se despenhavam,

18. a carreira invisível dos animais que saltavam, os urros dos animais selvagens, o eco que repercutia nas cavidades dos montes: tudo os paralisava de terror.

19. Enquanto o mundo inteiro era alumiado de uma brilhante luz, e sem obstáculo se entregava às suas ocupações,

20. somente sobre eles se estendia uma pesada noite, imagem das trevas que mais tarde os deviam acolher; e eram para si mesmos um peso mais insuportável que esta escuridão. (Livro da Sabedoria, 17, 1-20)



Os "três dias de trevas" que estão para vir segundo os profetas Isaías, Ezequiel e Joel


Isaías profeta. Vitral da catedral de Edinburgo, Escócia.
Isaías profeta. Vitral da catedral de Edinburgo, Escócia.
“Aquilo que Deus fez pelas mãos de Moisés no Egito pode agora renová-lo no mundo inteiro pelas mãos de um outro homem?, perguntou-se o Beato Palau. E respondeu:

“Sim, pode. Fá-lo-á? Sim. Como se sabe?

“Ouçamos os profetas.

Diz Isaías, cap. XIII: ‘Eis que vem o dia do Senhor, cruel, cheio de indignação, ira e furor. Reduzirá a terra a uma solidão, e exterminará dela os maus.

“As estrelas negarão sua luz, o sol no momento de nascer ficará nas trevas e a lua se vestirá de luto.

“Nesse dia visitarei a maldade do orbe inteiro e minha visita será contra a iniquidade do ímpio. Cessará a soberba dos infiéis, e humilharei a arrogância dos fortes’.

Ezequiel cap. XXXII, descrevendo o castigo do ímpio, diz: ‘o céu ficará encoberto e as estrelas encapotadas com um véu negro.

“A nuvem esconderá o sol e a lua não dará luz, desaparecerá a luz de todos os astros do céu e espalharei as trevas sobre tuas terras’.

Joel, cap. II: ‘haverá no céu prodígios grandes e a terra se encherá de sangue, fogo e vapor de fumaça.

“O sol se converterá em trevas, e a lua se vestirá de sangue, antes que venha o dia do Senhor grande e horrível” (“Tres dias de tinieblas sobre el orbe entero”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).

O B. Palau supunha que o demônio interviria de modo destacado no início dos castigos como instrumento dos mesmos.

Mas, na medida em que eles avançassem, a participação angélica e do próprio Deus se tornariam dominantes. Esses três dias de trevas acontecerão na parte final dos castigos.

E sua mais profunda razão de ser consistiria em confirmar a missão do enviado de Deus:

“De que serviriam os três dias de trevas tais como os prediz a venerável Taigi, se não fossem sinais para dar crédito a uma missão, como o foram as trevas que Moisés atraiu contra os egípcios?

“Sem a mão de um profeta produziriam o mesmo efeito que as epidemias e as guerras.

“Para que o ímpio não as atribua à pura obra da natureza, será necessária uma voz apostólica que as mande e as retire para dar crédito à onipotência do Deus dos católicos, e a verdade do poder da Igreja” (“La cruz”, El Ermitaño, Nº 159, 23-11-1871).

Nessa perspectiva, os três dias de trevas constituiriam o lance determinante da vitória final da Igreja.




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Os três dias de trevas (primeira parte)

Corpo da Beata Anna Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma.
Corpo da Beata Anna Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma.




Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Continuação do post anterior: Os apóstolos dos últimos tempos desmascararão a conjuração na Igreja 










O capitulo final do desfazimento da Revolução bem poderá culminar nos chamados “três dias de trevas”.

Eles têm um fundamento bíblico e foram objeto de comentários e/ou visiones de almas santas ou privilegiadas.

A revelação particular mais famosa sobre esses três dias de trevas é atribuída à Bem-aventurada Ana Maria Taigi (1769-1837). Veja: A contemplativa da luta entre a Luz e as Trevas

Nos tempos do Bem-aventurado essa visão já tinha notoriedade. Sua versão mais autorizada se lê no processo de beatificação da Beata Taigi.

Encontra-se no testemunho de Mons. Raffaele Natali, confidente da vidente e anotador de suas visões durante décadas, quem depôs nestes termos:

“No ano de 1818, a Serva de Deus me descreveu a revolução de Roma e tudo o que aconteceu, e em seguida me falou muitas vezes, de um modo muito mais espantoso, dizendo que havia sido mitigada em atenção às orações de muitas almas amadas por Deus, as quais se tinham oferecido a Ele para satisfazer a Justiça Divina.

“Mas [que viria um dia em que] a iniquidade iria marchar em triunfo e muitos crentes bons haveriam de tirar a máscara.

“Que o Senhor queria denunciar a cizânia, porque logo a seguir Ele saberia o que fazer com ela.

“Que as coisas chegarão a um ponto tal, que o homem não será mais capaz de pô-las em ordem, mas que o braço onipotente de Deus haveria de remediar tudo.

“Que as coisas chegarão a um ponto tal,
que o homem não será mais capaz de pô-las em ordem”.
Detalhe de Tentações de Santo Antão,
Jan Brueghel o Velho (1568 - 1625), Museu Nacional de Escultura, Valladolid
“Disse-me que o flagelo da terra havia sido mitigado, mas não o do Céu, que será horrível, espantoso e universal.

“Que Nosso Senhor não o tinha comunicado nem às suas almas mais amadas na terra. Que haveria de chegar inesperadamente e que os ímpios haveriam de ser destruídos.

“Mas que antes de dito castigo, todas as almas que na sua época gozavam de fama de santidade teriam sido sepultadas.

“Que numerosos milhões de homens haveriam de morrer por causa do ferro nas guerras, outra parte em conflitos e outros milhões em mortes imprevistas — entende-se que por todo o mundo.

“Que, em consequência, nações inteiras haveriam de retornar à unidade da Igreja Católica, muitos turcos, gentios e hebreus haveriam de se converter e que os cristãos haveriam de ficar estupefatos, confundidos e admirados vendo seu fervor e observância.

“Numa palavra, ela me disse que o Senhor queria purgar o mundo e Sua Igreja, para o qual preparava uma nova safra de almas que, desconhecidas, haveriam de realizar grandes obras e surpreendentes milagres.

“Disse-me que, depois de a terra ter sido purificada com guerras, revoluções e outras calamidades, começaria o castigo do Céu, o qual culminaria com uma convulsão geral de fenômenos meteorológicos dos mais espantosos trazendo grande mortalidade.

“A Serva de Deus me disse várias vezes que o Senhor lhe fez ver no misterioso Sol o triunfo universal da nova Igreja, tão grande e surpreendente que não podia explicá-lo”

(Proc. Ord. fol. 695-696 apud Mons. Carlo Salotti, “La Beata Anna Maria Taigi secondo la storia e la critica”, Libreria Editrice Religiosa, Roma, 1922, 423 págs., pp. 340-342).

Durante grande parte de sua vida, a bem-aventurada Taigi teve sempre presente diante de si um disco dourado, semelhante a um sol, no qual via representados acontecimentos presentes ou futuros.

(cfr. Mons. Carlo Salotti, “La Beata Anna Maria Taigi secondo la storia e la critica — Madre di famiglia e terziaria dell'Ordine della Ss. Trinità”, Libreria Editrice Religiosa, Roma — Scuola tipografica italo-orientale S. Nilo , Grottaferrata, 1922, 423 pp.).




segunda-feira, 7 de maio de 2018

Os apóstolos dos últimos tempos
desmascararão a conjuração na Igreja

O diabo sendo acorrentado. Nossa Senhora de Quito, col.part.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: A Igreja renovada pelo Espírito Santo contra-ataca



Em seu principal livro “Mis relaciones con la Iglesia”, o Beato Palau descreve outros sinais característicos dos chamados apóstolos dos últimos tempos:

“acorrentarão o príncipe tenebroso que corrompeu todos os reis da Terra; arrancarão dos falsos pastores a pele de ovelha e exibirão sua hipocrisia ante todo o rebanho” (in “Obras Selectas”, Editorial Monte Carmelo, Burgos, 1988, pp. 916, p. 583).


Dessa maneira, segundo o Beato cujo pensamento ora expomos, na derrubada da Revolução resplandecerá de modo incomparável o poder de Deus, que durante os dias da Revolução parecia estar de braços cruzados:

“A ira de Deus, que agora castiga invisível e espiritualmente a raça de Adão, permitindo o triunfo do erro, tornar-se-á visível e tão visível, que ninguém, absolutamente ninguém, poderá duvidar da onipotência do Deus que agora os católicos invocamos e que parece fazer-se de surdo. Esse dia virá quando ninguém acreditar nele” (“La noche”, El Ermitaño, Nº 169, 1-2-1872).

Os espíritos das trevas ficarão sobremaneira confundidos e desconjuntados. Procurarão fazer vingança em seus cúmplices humanos, que são seus instrumentos por permissão de Deus:

“Com ira, anátema e maldição — explicava — Deus visitará o incrédulo, e, entre os incrédulos, aquele que diz ser católico, (...)

“católico da raça daqueles que escarnecem de tudo quanto ensina o catolicismo sobre a justiça divina e sobre os demônios, que são seus executores.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A Igreja contra-ataca, renovada pelo Espírito Santo

A tempestade ameaçava afundar a barca de Pedro, mas Jesus dormia,
Rembrandt van Rijn (1606 – 1669), Isabella Stewart Gardner Museum.
“23. Subiu ele a uma barca com seus discípulos.
24. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande,
      que as ondas cobriam a barca.
      Ele, no entanto, dormia.
25. Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo:
      Senhor, salva-nos, nós perecemos!
26. E Jesus perguntou: Por que este medo, gente de pouca fé?
      Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar,
      e fez-se uma grande calmaria.
27. Admirados, diziam:
      Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?”
      São Mateus, 8, 23-27.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Proteção divina do Papado em meio a tentativa de demolição




O domínio acachapante da Revolução, segundo as clarividentes previsões do santo carmelita, irá se debilitando. O fato enlouquecerá o chefe do processo revolucionário, que desatará seu ódio.

Por ocasião dos desesperados furores persecutórios de Satanás, a Igreja buscará refugio em lugares menos ao alcance da tempestade. Ali resistirá aos assaltos agônicos do furor revolucionário.

Nesses momentos extremos de aparente esmagamento e risco de extinção, ponderava o bem-aventurado, o Espírito Santo enviará seu sopro regenerador sobre a Igreja perseguida.

E Ela, renovada por graças extraordinárias, empreenderá a contraofensiva:

“A Igreja mudará uma segunda vez a face do mundo, mas antes terá que descer ao silêncio dos sepulcros.

“Com seus templos arruinados, Ela se recolherá na solidão das montanhas. Ali receberá o Espírito Santo na plenitude dos dons que precisa para salvar a sociedade moderna” (“La Internacional”, El Ermitaño, Nº 147, 31-8-1871.).

Tal ação do Espírito Santo terá notável analogia com a descida do Paráclito sobre os Apóstolos no Cenáculo.

Mas desta vez aconteceria entre perseguições e martírios, em plena luta contra a Revolução desvairada. Condições bem opostas às festeiras comemorações “carismáticas” mais ou menos identificadas com irenismos relativistas interconfessionais:

Pentecostes, bordado pelas dominicanas de Stone, Staffordshire, Inglaterra.
“O Espírito Santo desceu sobre o Monte Sinai entre trovões, relâmpagos e tempestades para anunciar ao povo a lei do Decálogo que havia olvidado.

[Nota: “18. Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas; o fumo que subia do monte era como a fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia com violência”. (Êxodo, 19, 18)

“O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos numa tempestade [Nota: “2. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
“3. Apareceu-lhes então umas espécies de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles”. (Atos dos Apóstolos, 2, 2-3)].

“Em tempestade descerá mais uma vez, e jogará no abismo o espírito mau, ímpio, espírito tenebroso revolucionário, que possui o corpo moral da sociedade humana e que a agita a partir destes ares que respiramos, em horríveis convulsões políticas” (“La Tempestad”, El Ermitaño, Nº 149, 15-9-1871.).

A Igreja sob o impetuoso sopro renovador do Espírito Santo iniciará o contra-ataque.

Ela denunciará por todas as partes a Revolução, seus chefes e sequazes. Tal pregação terá um vigor irresistível:

“Após reconhecer como fato histórico que Satanás dirige a obra da Revolução, a sustenta, lhe confere força, poder e forma, a Igreja será consequente: atacá-lo-á em guerra ofensiva e o vencerá” (“Incendio de barracas en Barcelona”, El Ermitaño, Nº 170, 8-2-1872).

“A Igreja (...) sozinha se apresentará impávida no campo de batalha em guerra ofensiva, sozinha lutará, sozinha vencerá, e só a Ela suas filhas, as nações. darão glória e honra” (“Esclavitud de las naciones”, El Ermitaño, Nº 132, 18-5-1871).

“Não será a Revolução que se pronunciará oficialmente contra a Igreja, mas será Esta que acometerá contra aquela” (“Las tinieblas: eclipse total de sol en el mundo oficial”, El Ermitaño, Nº 145, 17-8-1871).

Diante do olhar atônito das multidões, os discípulos do Restaurador prometido — os apóstolos dos últimos tempos — expulsarão os verdadeiros mentores da Revolução, denunciando seus artifícios e seus verdadeiros objetivos.

Obrigá-los-ão a se reconhecerem como tais e lhes ordenarão inapelavelmente cessar de fazer mal aos homens e a abandonar a Terra:

Beato Palau. No fundo: o monte Vedrà
“Quando virdes uma ordem de apóstolos ou missionários que lançam os demônios e os põem a descoberto, (...)

“no ato, publicamente nas praças, ruas e casas; quando virdes que as enfermidades causadas nos corpos humanos ficam curadas na hora;

“quando virdes que os demônios já não mais resistem, mas fogem até de nossa sombra (...)

“Enxotado o princeps hujus mundi do santuário, expulso o rei das trevas do convívio dos filhos e filhas do povo de Deus; vencido esse em seu próprio terreno, que é o da força eclesiástica puramente espiritual,

“esse triunfo trará como resultado infalível o da Igreja no campo da política e da força material; a revolução do mundo vai cair” (“Elías y el Anticristo”, El Ermitaño, Nº 22, 1-4-1869).





segunda-feira, 16 de abril de 2018

O sonho das duas colunas de Don Bosco:
a crise, a morte do Papa, o novo Papa e o triunfo à luz de La Salette

O sonho das duas colunas, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
Luis Dufaur
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Em 26 de maio de 1862 São João Bosco tinha prometido a seus jovens que lhes narraria algo muito agradável nos últimos dias do mês.

Em 30 de maio, pois, de noite contou-lhes uma parábola ou sonho segundo ele quis denominá-la.

Eis suas palavras:

“Quero-lhes contar um sonho. É certo que o que sonha não raciocina; contudo, eu que contaria a Vós até meus pecados se não temesse que saíssem fugindo assustados, ou que caísse a casa, este o vou contar para seu bem espiritual. Este sonho o tive faz alguns dias.

“Figurem-se que estão comigo junto à praia, ou melhor, sobre um escolho isolado, do qual não veem mais terra que a que têm debaixo dos pés.

“Em toda aquela vasta superfície líquida via-se uma multidão incontável de naves dispostas em ordem de batalha, cujas proas terminavam em um afiado esporão de ferro em forma de lança que fere e transpassa todo aquilo contra o qual arremete.

“Estas naves estão armadas de canhões, carregadas de fuzis e de armas de diferentes classes; de material incendiário e também de livros, e dirigem-se contra outra nave muito maior e mais alta, tentando cravar-lhe o esporão, incendiá-la ou ao menos fazer-lhe o maior dano possível.

“A esta majestosa nave, provida de tudo, fazem escolta numerosas navezinhas que dela recebiam as ordens, realizando as oportunas manobras para defender-se da frota inimiga. O vento lhes era adverso e a agitação do mar parece favorecer aos inimigos.

“Em meio da imensidão do mar levantam-se, sobre as ondas, duas robustas colunas, muito altas, pouco distantes a uma da outra.

“Sobre uma delas está a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés vê-se um amplo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum. (Auxilio dos Cristãos)

“Sobre a outra coluna, que é muito mais alta e mais grossa, há uma Hóstia de tamanho proporcionado ao pedestal e debaixo dela outro cartaz com estas palavras: Salus credentium. (Salvação dos crentes)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Carta de São João Bosco ao imperador Francisco José:
“Minha ira está para estalar sobre a Terra”

Luis Dufaur
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No Segredo de La Salette Nossa Senhora considera que o futuro da Igreja e o futuro da ordem temporal estão intimamente ligados.

E Ela fala especialmente dos castigos que podem cair sobre as nações católicas mais amadas: a Itália e a França, se essas não ouvem sua voz.

Esses castigos virão também sobre as demais nações e sobre a própria Igreja, se não mostrarem arrependimento e não fizerem penitência.

Na carta a seguir de São João Bosco ao imperador da Áustria-Hungria - naquele tempo o maior chefe de Estado da Europa - encontramos a mesma percepção dessa interrelação.

São João Bosco prenuncia que tempos tempestuosos se avizinham para a Igreja e para as nações.

Esses dias difíceis adviriam como castigo pelo abandono da prática da Lei de Deus.

O santo, então, comunica da parte de Deus ao imperador católico toda uma estratégia de ação política internacional, visando o bem da Igreja e da Cristandade.

Convida-o até a ser o braço armado de Deus Ele próprio: a "vara de Seu poder" e o "benfeitor da humanidade".

São João Bosco
São João Bosco
Infelizmente, o imperador Francisco José não ouviu a voz do Santo dotado de luzes proféticas e não executou o plano político de Deus.

Francisco José se aliou com a Prússia, país protestante com quem Deus lhe dissera de não se aliar.

A Prússia arrastrou o império Austro-Húngaro a uma derrota espantosa na I Guerra Mundial.

Francisco José morreu em 1916 em plena guerra.

Seu império foi dissolvido poucos anos depois.

Eis a carta de São João Bosco:

  
Ao Imperador da Áustria

segunda-feira, 2 de abril de 2018

São João Bosco insiste em outra carta a Pio IX:
o Papa perseguido sairá de Roma

Luis Dufaur
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Turim, 10 de março 1861

Beatíssimo Padre,

Aproveito a oportunidade favorável de que um zeloso cooperador do jornal “L'Armonia” vai a Roma para dirigir duas palavras a Vossa Santidade.

Quantas coisas um pobre sacerdote quereria dizer ao chefe da Cristandade! Reduzamos tudo à máxima brevidade.

Eu direi, entretanto, que após muitos distúrbios, no momento presente estamos em paz, fato que me permite trabalhar livremente em favor de meus jovens e pela impressão das “Leituras Católicas”.

De um ano para cá, nossas escolas cresceram ao quádruplo. Atualmente, na nossa casa temos perto de quinhentos jovens, que dão boas esperanças e se preparam para o estado eclesiástico.

Nosso clero até agora se mantém corajosamente firme; mas aproximam-se grandes provações, e se o Senhor não nos fortificar com sua graça eu temo algum naufrágio.

Promessas, ameaças, pressões são os três inimigos que nos têm atacado; mas agora se avizinha o tempo da perseguição.

Os fiéis são fervorosos; mas a cada dia um grande número passa da tibieza para um indiferentismo apático, que é a maior praga do catolicismo em nossos países.

sábado, 31 de março de 2018

Domingo de Páscoa: Ressurreição triunfal de Nosso Senhor.
Que venha o triunfo da Igreja!

Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta. Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta.
Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso,

Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém.

O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A Santa Ceia: o dom infinito da Eucaristia e o drama

Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Santa Ceia, Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício da Missa.

Para os judeus era a festividade da Páscoa.

Quer dizer da saída do Egito, da libertação da escravidão.

O inicio do caminho para a Terra Prometida.

No centro da refeição estava o cordeiro pascal.

Em lembrança do cordeiro que Moisés mandou sacrificar e comer antes de partir.

Em prefigura do Cordeiro de Deus que viria remir os homens.

E eis que o Cordeiro de Deus estava ai oferecendo Seu próprio Corpo!

Mas Ele estava profundamente triste.

Ele sabia que um dos Apóstolos O tinha traído.

Jesus descobriu a João o sinal do traidor:

o primeiro a pôr a mão no pão consagrado: Judas Iscariotes!

Ele fugiu para praticar o crime combinado com o Sinédrio.

Que situação tristíssima!

Os Apóstolos estavam em decadência espiritual na hora da Paixão.

sábado, 24 de março de 2018

Domingo de Ramos, ontem e hoje

Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Luis Dufaur
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Te aplaudiam, meu Senhor! Te aplaudimos também nós…

Te reconheciam rei de Israel, Hosana Filho de Davi!

Te reconhecemos também nós…

Estendiam suas capas e tapetes no chão em Teu passo.

Fizemos o mesmo também nós...

Agitavam ramos de oliveira e palmas em sinal de alegria!

Nos Domingos de Ramos, agitamos também nós...

segunda-feira, 19 de março de 2018

Don Bosco: o sonho do cavalo vermelho (1862):
a ‘democracia sectária’?, ou o comunismo?

O cavalo vermelho do Apocalipse.
Ottheinrich-Bibel, Bayerische Staatsbibliothek, Cgm 8010
Luis Dufaur
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Don Bosco teve vários sonhos proféticos. Temos citado no nosso blog alguns deles. Um dos mais conhecidos é o do "cavalo vermelho" de que fala o Apocalipse capítulo VI, versículo IV.

Don Bosco viu em sonho esse cavalo simbólico avançar sobre o mundo contemporâneo.

O que simbolizava esse cavalo? Na abalizada edição das "Memorie Biografiche" (volume 7, capítulo 22) vemos que os companheiros do Santo o interpretaram como um símbolo da "democracia sectária" que hostilizava a obra salesiana.

Nada de mais normal, a "democracia sectária" que se espraiava pela Itália no século XIX era filha da Revolução Francesa.

Aliás, poderia se falar que hoje também sobrevive essa mesma "democracia sectária". Ela tem os mesmos objetivos e métodos anticristãos mas apela a argumentos como o "laicismo", a "ideologia de gênero", etc.

Porém, alguns interpretaram - e com fundamento - que o "cavalo vermelho" é também símbolo do comunismo que já produzia seus péssimos efeitos no tempo de Don Bosco.

Na perspectiva da mensagem de La Salette, as duas interpretações têm procedência, pois o comunismo é o filho criminoso da Revolução Francesa. 

E o "cavalo vermelho" do Apocalipse pode significar os dois, ou um ou outro, pois os dois promoveram perseguições sangrentas contra a Igreja, um na continuidade do outro.

A discussão não está encerrada. Apresentamos a nossos leitores, o texto completo de dito sonho segundo a abalizada edição das Memorie Biografiche, para que cada um possa formar sua opinião.

Eis o sono, acompanhado dos comentários dos companheiros do grande Santo italiano:

segunda-feira, 12 de março de 2018

São João Bosco ao Beato Pio IX:
flagelos que virão sobre a Itália, a França e a Igreja

Sonho de São João Bosco comunicado ao Papa Beato Pio IX
Sonho de São João Bosco comunicado ao Papa Beato Pio IX
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 5 de janeiro 1870 São João Bosco redigiu uma carta profética endereçada ao Papa reinante, o Beato Pio IX, que foi entregue em 12 de fevereiro de 1870.

Esta carta vai no mesmo sentido daquela que reproduzimos em post anterior: São João Bosco profetiza para o Beato Pio IX: um Papa abandona Roma em ruínas, mas percebe que deve retornar

No dia 6 de janeiro de 1870, festa da Epifania ou dos Reis Magos, se reuniu a segunda Sessão do Concílio Vaticano I.

Nela, os padres conciliares fizeram, um por um a começar pelo Sumo Pontífice, a solene profissão de fé que prescreve o ritual.

Na véspera daquela histórica cerimônia, don Bosco viu num sonho o que segue.

 O próprio Santo escreveu aquilo que viu e ouviu. Trata-se do sonho 75:

segunda-feira, 5 de março de 2018

São João Bosco anuncia a Pio IX:
um Papa abandonará Roma em ruínas, mas voltará

A queda de Roma, Thomas Cole (1801 – 1848). New-York Historical Society.
A queda de Roma, Thomas Cole (1801 – 1848). New-York Historical Society.
Luis Dufaur
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No Segredo de La Salette, Nossa Senhora anunciou um histórico castigo proximamente vindouro sobre a cidade de Roma, com sanguinária perseguição do clero, apostasias inclusive de bispos e destruição de igrejas e conventos.

Entre o 24 de maio e o 24 junho de 1873, São João Bosco escreveu uma carta profética ao bem-aventurado Papa Pio IX, então felizmente reinante em meio a tempestades temíveis suscitadas pelos inimigos da Igreja, internos e externos.

A semelhança de certos aspectos da profecia do grande santo italiano com a previsão de Nossa Senhora em La Salette se patenteia nos termos em que está redigida a carta:

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Nossa Senhora Aparecida sai indene da trituração:
sinal do que está vindo?

Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas praticamente intacta, novembro 2017
Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas
praticamente intacta, novembro 2017
Luis Dufaur
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Em Patos de Minas, a 400 km de Belo Horizonte, uma imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida de cerca de 60 centímetros foi encontrada intacta no Aterro Sanitário após resistir ao truculento processo de compactação de lixo.

Com grande surpresa os funcionários encontraram intacta a imagem da Santa Mãe de Deus, apenas suja. Os primeiros a localizar e imagem de Nossa Senhora foram o supervisor do local Amarildo Ribeiro Silva e o operador de roçadeira Osmar Pio. O fato se deu no dia 7 de novembro (2017).

Os funcionários acharam a imagem junto a destroços que passaram pelo processo de compactação no caminhão de coleta de lixo.

O lixo é todo desfeito e esmagado já nos próprios caminhões, de forma que o que chega ao aterro sanitário é uma grande mistura para a fase final de esmagamento.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A “fumaça de Satanás” na Igreja
e o silêncio do Vaticano II sobre os “erros da Rússia”

O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima
e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Os apóstolos de Fátima resistem diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”



A “guerra dos profetas” gerou nos cinco continentes acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial, revoluções e conflitos civis que encheram a história do século XX e cujo enunciado exigiria uma obra enciclopédica. Seja-nos permitido citar apenas dois episódios-auge desse confronto.

O primeiro é relativo ao Concílio Vaticano II. A Irmã Lúcia, a rogos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, implorou às mais altas autoridades eclesiásticas a publicação da terceira parte do Segredo de Fátima em 1960, portanto antes do evento conciliar.

Ainda se discute apaixonadamente por que esse pedido não foi atendido e as consequências catastróficas que se derivaram dessa omissão.

Mas o fato é que, no clima de otimismo instalado no mundo e na Igreja nas décadas pós-Segunda Guerra Mundial, as vozes dos santos, dos mensageiros divinos e de espíritos de fé clarividentes foram tidas como as de “profetas de desgraças” que não compreendiam a felicidade especial do tempo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os apóstolos de Fátima resistem
diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”

A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: A essência dos males que afligem o mundo está nos “erros da Rússia”



Duas escolas de profetas: a da “alienação” e a da “desalienação”

Os profetas dos “erros da Rússia” implantaram-nos no mundo inteiro.

Eles visam acabar com toda desigualdade entre os homens que eles odeiam e chamam de “alienação”. E instalar o socialismo e o comunismo, regimes despóticos onde reina a igualdade total ou “desalienação”. Um eco fiel do brado de revolta de Satanás no Céu: “não servirei” (Jer 2,20).

Além dos líderes russos como Stalin, Kruschev e Brezhnev, destacaram-se o chinês Mao Tsé-Tung; os italianos Antonio Gramsci, Palmiro Togliatti e Enrico Berlinguer; os franceses Maurice Thorez e Georges Marchais; os espanhóis Dolores Ibarruri, la Pasionaria, e Santiago Carrillo; o brasileiro Luís Carlos Prestes; o cubano Fidel Castro; o argentino Che Guevara, e ainda muitos outros que a exiguidade de espaço não nos permite elencar.

Em sentido contrário, Maria Santíssima inspirou almas seletas que falaram ao mundo com acentos proféticos no sentido da Mensagem de Fátima.

Um exemplo foi São Maximiliano Kolbe O.F.M., alma de fogo e fundador da “Milícia da Imaculada”, de imensa difusão, sobretudo na Europa Oriental.

Em 11 de fevereiro de 1937, durante um Congresso sobre Nossa Senhora de Lourdes, em Roma na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas, ele afirmou: