segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Cardeal Pie: a ousadia do Anticristo
tentará os fiéis para a ‘religião nova’ do relativismo

“O Anticristo se fará conhecer nos homens malvados exultantes e reverdecidos”.
Os homens adorarão a besta da Terra e a Besta do mar, Museo Paul Getty
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Pois é preciso dizê-lo, na medida em que as sociedades irão se divorciando do cristianismo, o papel dos homens de bem, dos homens de fé, tornar-se-á cada vez mais impossível.

Ouvi ainda o nosso Santo Doutor [Santo Hilário de Poitiers]. Ele fala desses últimos tempos que Nosso Senhor anunciou que se aproximam e sinalizou seu caráter com a figura da figueira cujos galhos começam a amolecer.

“Com efeito, diz ele, se saberá que o Anticristo começa a despontar, a brotar: Antichristus autem frondescere noscetur; o desabrochar do Anticristo se fará conhecer vendo os homens malvados exultantes e como que reverdecidos: Antichristus autem frondescere quadam peccatorum exultantium viriditate noscetur.

“Pois haverá então uma nata de malvados, uma elite de perversos; e todas as vantagens, todos os favores e toda a consideração serão concedidos aos irreligiosos: Erit enim tum flos criminosorum, et honor facinorosorum, et gratia profanorum (Comment, in Matth., XXVI, 2)”.

Todo o texto que acabo de citar é digno de destaque; a última pincelada exprime ao vivo certas disposições, certas tendências que não são estranhas em nosso tempo: et gratia profanorum.

Em todos os povos do mundo, o sagrado foi colocado por cima do profano; e, em todas as nações cristãs, a ordem sacerdotal obteve a preeminência.

Naqueles tempos, pelo contrário, a suprema injúria para um homem do mundo, o motivo irremissível de exclusão, será ser reputado e qualificado de clerical; enquanto as melhores oportunidades, o título principal para um batizado obter favores e dignidades será o de ter-se conservado o mínimo possível preocupado com o seu batismo e se instalar na esfera do livre pensamento, da moral independente, a fim de ganhar uma posição entre os irreligiosos.

O que eu estou dizendo?

“Não olheis para nossos pecados. Não suportamos mais a Lei. Falai o que nós gostamos”
Ottheinrich-Bibel, Bayerische Staatsbibliothek, Cgm 8010, Folio300r_Rev17.
Será feito algo à maneira de uma religião nova, no seio da qual o irreligioso se tornará de alguma maneira sagrado e se arrogará uma missão transcendente.

O sinal típico dessa geração será ser anticlerical, de acordo com esta palavra do Senhor a seu profeta:

Populus enim tuus, sicut hi qui contradicunt sacerdoti (Ose. , IV, 4)

Contradizer, ridicularizar o sacerdote será a glória dessa época: glória tristemente ganha e duramente paga.

É por isso que eu quero vos dar a satisfação de ouvir uma segunda vez o texto de nosso doutor: Antichristus autem frondescere quadam peccatorum exultantium viriditate noscetur. Erit enim tum flos criminosorum, et honor facinorosorum, et gratia profanorum.

Ora, meus caríssimos filhos, qual será o dever da Igreja nesses tempos?

Não faltarão os filhos da mentira, os filhos que não querem ouvir a Lei de Deus: filii mendaces, filii nolentes audire legem Dei.

Tampouco faltarão os homens honestos, mas pusilânimes, que dirão aos que percebem as coisas: ‘Não olheis’: qui dicunt videntibus : Nolite videre; e àqueles que olham: ‘não olheis para nós no que se refere à boa ordem’: et aspicientibus : Nolite aspicere nobis quœ recta sunt. Não podemos mais carregar aquilo que é ordenado. Falai para nos dizer as coisas de que gostamos: Loquimini nobis placentia.

E se vós olhardes, que seja para ver junto conosco, como nós, para consagrar nossos erros: Loquimini nobis placentia, videte nobis errores (Joann., XVI, 13).



(Autor: Cardeal Louis-Édouard-François-Desiré Pie (1815 – 1880), “Discours prononcé à Rome, dans l'église de Saint André della Valle, 14janvier 1870, en la fête de l’évêque de Poitier et Docteur de l'Eglise”, in Oeuvres de monseigneur l'évêque de Poitiers, Tomo 6, Bibliothèque Nationale de France)

Notícia histórica do Cardeal Pie


O Cardeal Luis Eduardo Pie (1815 – 1880), foi bispo de Poitiers, França, elevado ao Cardinalato pela brilhante apologia da infalibilidade pontifícia no Concílio Vaticano I. Ele ficou famoso pelo seu “ultramontanismo” [literalmente = além das montanhas, apelativo dado aos franceses defensores do Papado] e pela sua ativa apologia do reinado social de Cristo Rei.

No Grande Seminário de Saint-Sulpice, em Paris, se destacou na polêmica contra os eclesiásticos “galicanos” [defensores de falsas prerrogativas do governo leigo francês, ou “galo”]. Ele foi ardido pregador contra o liberalismo, o relativismo e o livre pensamento condenado pelos Papas.

Em 12 de julho de 1843 escreveu uma carta que definia sua orientação autenticamente católica: “O partido neo-católico liberal é um filho da Revolução; e a Revolução é satânica na sua essência”.

Foi vigário da catedral e vigário geral da diocese de Chartres. Em 28 de setembro de 1849, o Papa Pio IX o nomeou bispo da diocese de Poitiers, ilustrada pelo ensinamento de Santo Hilário, Doutor da Igreja.

Ele resumia sua ação com a frase de São Paulo: instaurare omnia in Christo.

Exerceu grande influência sobre o conde de Chambord, pretendente legítimo ao trono da França. Foi muito hostilizado pelos bispos favoráveis a uma conciliação com o liberalismo positivista anticristão. Esses bispos defendiam um carunchado e insincero “cristianismo moderado”.

O bispo de Poitiers lhes respondia que “o diabo se chacoalha violentamente no seio do cristianismo moderado”, o qual segundo ele, era uma das mais danosas formas de subversão.

Ele tentou influenciar o imperador Napoleão III e lhe abrir os olhos diante do perigo que crescia contra a Igreja e contra a sociedade. Após infrutífera audiência em 15 de março de 1859, Mons. Pie anunciou profeticamente ao chefe de Estado o fracasso de seu reinado. O imperador foi deposto em setembro de 1870 após catastrófica derrota contra a Prússia protestante e iluminista.

Mons. Pie comparava o contrarrevolucionário Papa Pio IX ao próprio Cristo dizendo que o furor do inferno e do laicismo se desencadeou contra o Pontífice. Ele punha no boca do governo francês as insensíveis e cruéis palavras de Poncio Pilatos: Ecce homo !

Ele preveniu bispos e governantes para a vinda não remota do Anticristo preanunciada pela dissolução geral da sociedade cada vez mais liberal.

Mons. Pie foi perseguido e condenado pelo governo. Em 1863, denunciava a perseguição anticristã dizendo:

“O objetivo da Revolução [se referindo em primer lugar à Revolução Francesa de 1789 e seus sucedâneos] é o esmagamento do cristianismo na vida pública, a derrubada da ortodoxia social.

“Destruir os últimos restos do edifício antigo da Europa cristã. E, para que a demolição seja definitiva, abater a pedra angular em volta da qual ainda poderiam se articular os últimos restos subsistentes.

“Eis a obra na qual convergem abertamente as mil vozes da impiedade da nossa geração: a caotização à qual nos assistimos”.

Em 29 janeiro de 1879 foi elevado à dignidade de Cardeal pelo Papa Leão XIII. Roma quis premia-lo pelo seu brilhante atividade no Concílio Vaticano em favor do dogma da infalibilidade pontifícia, felizmente aprovado.

O cardeal Pie – “meu Mestre”, dizia São Pio X – profetizou, e eis aqui alguns textos que é bom redescobrir nestes dias.

A concordância com as mensagens de La Salette e Fátima se impõe por si mesma e dispensa comentários.

(Fonte: verbete Louis-Édouard Pie, Wikipedia, e idem).


domingo, 5 de janeiro de 2020

Os Reis Magos e a Estrela de Belém,
segundo o maior dos exegetas católicos

Adoração dos Reis Magos, igreja do Santíssmo Sacramento, Buenos Aires.









Os varões privilegiados

Os varões privilegiados, conhecidos pela Cristandade como Três Reis Magos, foram escolhidos para estar entre os primeiros — depois de Nossa Senhora, São José e os pastores — a adorar o Divino Infante na gruta de Belém.

Quem foram eles?

E o que foi propriamente a radiosa estrela que os conduziu pelas áridas montanhas da Judéia, para se colocarem junto ao Salvador?

Cornélio a Lapide (1567-1637) no-lo explica em seus comentários sobre o trecho do Evangelho de São Mateus onde o episódio é narrado:

“Tendo, pois, nascido Jesus em Belém de Judá, nos dias do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, dizendo:

‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo’”(Mt 21, 12).

Judá significa aqui a tribo de Judá, à qual a tribo de Benjamim aderiu após o cisma das dez tribos, provocado pelo rei Jeroboão. Essas duas tribos formaram o reino de Judá.

São Mateus acrescenta a referência a Judá para distinguir Belém da cidade de mesmo nome situada na tribo de Zebulão, na Galileia (cf. Josué, 19, 15).

Assim também comenta São Jerônimo.

Este Herodes, aqui citado por São Mateus, era o Antipas, filho de Herodes o Grande, idumeu de raça, que o Senado estabeleceu, por recomendação de Antônio, como primeiro rei da Judéia conquistada pelos romanos (cf. Flávio Josefo, livro 14, Ant. cap. 18).

São Mateus faz menção a Herodes para deixar claro que o cetro fora transferido de Judá para um alienígena, como o era Herodes.

Portanto havia chegado o tempo do Messias ou Cristo, pois o patriarca Jacó havia predito que esse deveria ser o sinal de seu advento (Gen. 49, 10).

Assim comentam São João Crisóstomo e Teofilato.

Herodes o Magno ordena a massacre dos inocentes de Belém
Herodes Arquelau ordenou a massacre dos inocentes de Belém
era edomita, descendente de Esaú, detestado pelo povo.
Herodes, o Grande, ciente dessa profecia, aplicou o oráculo a si mesmo para fortalecer seu reino.

Queria ser aceito como Messias, e por isso construiu um templo magnífico para os judeus e o dedicou no aniversário do dia em que iniciou seu reinado (Cf. Josefo, livro 15, Ant. c. 14 e livro 20, c. 8). Seu filho Herodes Arquelau mandou matar os Santos Inocentes de Belém.

Herodes Antipas, meio irmão do anterior e filho de Herodes o Grande, foi quem mandou decapitar São João Batista e revestiu Nosso Senhor com a túnica branca e zombou d’Ele em sua paixão.

Seu filho, Herodes Agripa, matou São Tiago, irmão de São João, e morreu ferido por um anjo.

E o filho deste Agripa foi Herodes Agripa II, diante de quem pleiteou São Paulo quando prisioneiro (Atos 25, 23). Sobre os crimes dos Herodes e seu funesto fim, veja: Achada uma civilização perdida: o reino maldito de Esaú

Magos vieram do Oriente a Jerusalém

A palavra magos era comum entre os persas, donde a tradução persa de São Mateus trazer aqui magusan — magos ou sábios, astrólogos ou filósofos.

A palavra parece derivar do hebraico, oriunda do radical haga, meditar; daí magim, aqueles que meditam.

Com efeito, a meditação é a chave da sabedoria, como diz Ptolomeu. Portanto, aqueles que meditam são ou se tornam sábios.

De acordo com São Jerônimo, os caldeus chamavam seus filósofos de magos, seguindo os hebreus.

Daí os árabes, sírios, persas, etíopes e outros orientais — cujas línguas são derivadas do hebraico, ou a ele semelhantes — chamarem seus sábios e astrólogos de magos, segundo asseveram Plinio e Tertuliano.

A expressão correspondente em grego significa das partes orientais, indicando que esses Magos vieram de várias regiões ou províncias do leste.

A opinião comum dos fiéis é que eles eram reis, régulos ou príncipes.

Esta crença é claramente defendida por São Cipriano, São Basílio, São Crisóstomo, São Jerônimo, Santo Hilário, Santo Isidoro, São Beda e Tertuliano, todos citados por Maldonado, Barônio e Barradio.

No entanto, São Mateus não os chama de reis, e sim de magos, porque coube a eles reconhecer Cristo por meio da estrela.

Daí também que eles sejam chamados de reis de Tarsis e Reis da Arábia e de Sabá (Salmo 71, 10).

Como afirma São Leão, os Magos pensavam que o rei dos judeus deveria ser procurado em Jerusalém, pois na cidade real estavam os sumos sacerdotes, escribas e doutores da lei, os quais, pelos oráculos proféticos, provavelmente sabiam onde e quando Cristo deveria nascer.

E de fato eles informaram que o Messias nasceria em Belém.

Segundo São Mateus, os Reis Magos reconheceram o nascimento de Cristo numa estrela
Segundo São Mateus, os Reis Magos reconheceram o nascimento de Cristo numa estrela
Os magos foram homenagear o rei dos judeus que acabara de nascer

Os Magos, embora tivessem a orientação da estrela, prudentemente desejavam consultar também os intérpretes vivos da vontade de Deus.

E foi assim que a estrela se retirou por um tempo, como que obrigando-os a procurar os escribas.

Pois é vontade de Deus que os homens sejam ensinados a encontrar o caminho da salvação por meio dos homens e doutores que Ele próprio indica.

Seriam três, de acordo com as três espécies de presentes que ofereciam: ouro, incenso e mirra (Santo Agostinho, Serm. 29 e 33, de tempore).

A tradição piedosa dos fiéis favorece a mesma opinião, e a Igreja a introduz no ofício da Epifania. São Beda, no início de sua Collectanea, assim os nomeia e descreve:

“O primeiro foi Melchior, ancião de cabelos grisalhos, barba longa e abundante, que ofereceu ouro ao Rei Senhor.

“O segundo foi Gaspar, jovem, imberbe e rubicundo, que honrou a Deus pelo incenso, uma oblação digna da divindade.

“E o terceiro Baltasar, de pele escura e barba cerrada, que pela mirra significou que o Filho do Homem deveria morrer para a salvação dos homens”.

É preciso ressaltar a fé e a grandeza da alma dos Magos, que em uma cidade real procuravam outro rei, em vez do monarca reinante, sem temer a ira e o poder de Herodes, porque confiavam em Deus.

É provável que alguns outros, além dos Magos, tenham visto a estrela.

Pois, se ela era grande, brilhante e visível para eles, por que não o seria para outros?

Deus quis que Cristo fosse conhecido por todo o mundo.

Ainda assim, ninguém seguiu a estrela com os Magos, tanto por não lhe entenderem o mistério, quanto por causa dos cuidados mundanos.

Aprendemos assim quão necessária é a graça poderosa e eficaz para buscar a Cristo.

A respeito disso nos admoesta São João: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair” (Jo. 6, 44).

O eclipse do sol, que ocorreu durante a Paixão de Cristo, foi visto em Atenas por São Dionísio Areopagita, e ele se converteu posteriormente ao saber que o eclipse fora no mesmo dia e hora da crucifixão de Nosso Senhor.

Os Reis Magos, mártires de Cristo, ganharam a glória dos Céus

O autor da Obra imperfeita sobre São Mateus, citado por São João Crisóstomo, afirma que, depois da Ressurreição de Cristo, o Apóstolo São Tomé foi ao país desses Magos, batizou-os e os associou à obra da pregação do Evangelho.

Não poucos exegetas afirmam que esses Magos, enquanto pregavam a Cristo, foram mortos pelos idólatras e ganharam a coroa do martírio.

Eles se ofereceram a si mesmos em holocausto a Cristo, como ouro, incenso e mirra.

Em sua Crônica, L. Dexter diz que “na Arábia Feliz, na cidade de Sessânia, ocorreu o martírio dos três santos Reis Magos, Gaspar, Melchior e Baltasar”.

De Sessânia seus restos sagrados foram trazidos para Constantinopla, de lá para Milão, e de Milão para Colônia, onde são venerados por grande concurso de fiéis.

A estrela apontou o Rei dos judeus

A estrela era do Rei dos judeus, isto é, de Cristo ou Messias recém-nascido.

Parece que daí essa estrela estendeu seus raios com maior comprimento e brilho na direção de Judéia — da mesma maneira que os cometas alongam suas caudas em direção a tal ou tal país — para que os magos entendessem que deveriam ir em direção da Judéia, onde o Messias nasceria.

Sabiamente diz São Gregório:

“Todos os elementos testemunharam que seu Criador havia chegado. 

“Os céus O reconheceram como Deus, e assim enviaram sua estrela.

“O mar O reconheceu, sentindo-O andar sobre suas ondas.

“Quando de sua morte, a Terra O reconheceu pelos terremotos.

“O sol O reconheceu ocultando seus raios. E também as rochas e as pedras ao se romperem.

“O inferno O reconheceu, ejetando os mortos que continha.

Contudo, Aquele a quem os elementos inanimados sentiram ser o Senhor não foi reconhecido como Deus pelos corações dos judeus incrédulos” (Hom. 10).

Na estrela, os Magos viram que Cristo havia nascido

Reis Magos chegam até a gruta de Belém
Reis Magos chegam até a gruta de Belém
Balaão havia profetizado a respeito: “Nascerá uma estrela de Jacó” (Num. 24, 17).

Mas os Magos eram sucessores de Balaão, e também sabiam por meio da Sibila que essa estrela era precursora de Cristo.

Essa é a opinião de São Basílio, São Jerônimo, Orígenes, São Leão, Eusébio, Próspero, São Cipriano, Procópio e outros. Donde Suetônio (De vita Caesarum, Vespasianus) e Cícero (lib. 2, de Divinat., e Orosio, lib. 6, c. 6) dizerem que era então uma crença geral que um rei surgiria da Judéia e teria um domínio universal.

Provavelmente por um instinto e uma revelação divina, inspirados por um dom celestial,

eles ouviram uma língua do céu dizer-lhes que Cristo nascera na Judéia.

E assim seguiram a estrela até Belém e o berço de Cristo” (Santo Agostinho, Serm. 2 de Epiph.).

Com efeito, o brilho e a majestade da estrela de tal modo eram grandes, que os Magos entenderam que ela pressagiava algo divino, isto é, a vinda de Deus encarnado, como lhes inspirou o Espírito Santo.

O semblante divino de Cristo menino lançava um raio de luz celestial que iluminava os olhos, mas sobretudo a mente dos Magos, de modo que eles percebessem que aquele recém-nascido não era um mero homem, mas o Deus verdadeiro.

Pois, como diz São Jerônimo comentando o nono capítulo de São Mateus:

“O esplendor e a majestade da divindade oculta, que brilhava mesmo em seu rosto humano, foram capazes de atrair imediatamente aqueles que O contemplavam”.

A estrela de Belém seria um novo astro? Um anjo?

Nada mais apropriado do que uma estrela para conduzir os três Reis Magos a Cristo, o Rei dos reis, pois uma estrela tem a aparência de uma coroa real, com seus raios resplandecentes.

Portanto, uma estrela é um emblema de um rei e de um reino, donde Deus prometer a Abraão:

“Olha para o céu; e conta, se podes, as estrelas”.

Depois acrescentou: “Assim será a tua descendência” (Gen. 15, 5).

Aqui Deus designou os reis de Israel e Judá que deveriam brotar de Abraão, mas especialmente a Cristo Rei.

Por isso Deus diz a Abraão explicitamente: “E de ti sairão Reis” (Gen. 17, 6).

Assim diz São Fulgêncio: “Quem é esse Rei dos judeus? Pobre e rico, humilde e exaltado, carregado como um recém-nascido e adorado como um Deus; pequeno na manjedoura, imenso no céu, indigente entre panos, precioso entre as estrelas” (Serm. in Epiph. 5).

Pode-se perguntar de que tipo e quão grande foi essa estrela.

Era da mesma natureza das demais? Ou era peculiar e diversa delas?

O autor de De mirabil. S. Script. sustenta que essa estrela era o Espírito Santo, que desceu sobre Cristo como uma pomba, e por meio de uma estrela guiou os Magos (livro 3, c. 40).

Orígenes, Teofilato, São Crisóstomo e Maldonado pensam que se tratava de um anjo; porque, de fato, um anjo era motor e, por assim dizer, condutor da estrela.

Outros defendem que era um astro real semelhante ao que apareceu na Constelação de Cassiopeia no ano de 1572 d.C.

Estrela de Belém, tapeçaria Museu do Louvre, Paris
Estrela de Belém, tapeçaria Museu do Louvre, Paris
Ainda outros pensam que era um cometa.

Mas eu respondo que era uma estrela nova e desconhecida, inteiramente diferente de outras estrelas, formada pelos anjos para arrebatar a admiração dos Magos e levá-los à certeza do presságio de algo novo e divino.

Era superior às outras estrelas em nove privilégios e portentos:

1. Quanto à sua criação, esta estrela superou todas as demais, que foram produzidas no quarto dia da Criação (Gen. 1, 14), enquanto aquela foi produzida na própria noite da Natividade de Cristo.

Era, portanto, uma nova estrela, nunca vista antes nem depois desse período. Assim comenta Santo Agostinho (liv. 2, Contra Faustum, c. 5).

2. Quanto à matéria, os anjos formaram-na a partir do ar condensado, infundindo-lhe seu esplendor.

3. Quanto ao local, as demais estrelas estão no firmamento, mas essa estava na atmosfera. E precedeu os três Reis Magos em sua viagem da Arábia à Judéia.

4. Quanto ao movimento, as estrelas se movem em círculos, mas essa de modo linear. Com efeito, ela procedeu em uma linha reta do Oriente para o Ocidente.

5. Quanto ao tempo, as estrelas brilham apenas à noite, e a luz do sol as obscurece durante o dia. Mas essa era claríssima, tanto de dia quando brilha o sol, quanto de noite.

6. Quanto à duração, as estrelas brilham continuamente, mas essa brilhou de modo temporário, apenas durante o período da viagem dos Magos, desaparecendo depois.

7. Quanto ao tamanho, as estrelas são maiores que a Terra e a Lua, mas essa foi menor. No entanto, parecia maior porque estava mais próxima da Terra. Assim como a Lua parece maior que as estrelas fixas, porque está mais próxima de nós, embora na realidade seja muito menor.

8. Quanto à mobilidade, essa estrela às vezes se escondia, como em Jerusalém, outras vezes se mostrava visível e era guia da viagem.

Estrela de Belém, igreja de Santa Maria em New Haven, CT, EUA
Estrela de Belém, igreja de Santa Maria em New Haven, CT, EUA
Quando os Magos avançavam, ela avançava; quando descansavam, ela descansava. Por fim, pairou sobre a casa onde estava o Menino Jesus.

Realizada sua missão, ela desapareceu. As outras estrelas não têm essa propriedade.

9. Quanto ao esplendor, ela superou todas as demais estrelas. Santo Inácio, que viveu pouco tempo depois de Cristo, assim escreveu em sua Epístola aos Efésios:

“A estrela brilhou para superar em brilho tudo o que havia antes. Sua luz era indescritível e impressionou a todos que a viram”.

E Prudêncio, em seu hino para a Epifania: “Aquela estrela que ultrapassa o sol em beleza e esplendor”.

São João Crisóstomo diz a mesma coisa. Donde São Leão dizer no Sermão de Epiphania:

“Uma nova estrela apareceu na região do Oriente aos três Reis Magos.

“Era mais brilhante e mais bela que todas as outras estrelas.

“Atraiu para si os olhos e a mente dos que a contemplavam, de modo que se percebeu imediatamente que essa visão estranha não era sem propósito”.

Vimos sua estrela no Oriente

Suárez acrescenta que a estrela só brilhava durante o dia em locais próximos aos Reis Magos, mas estava mais alta durante a noite e era menos visível.

Os Magos eram astrônomos, e foram chamados de modo muito adequado por uma estrela.

Por isso mesmo sabiam que essa não era uma estrela comum, mas um prodígio que anunciava um acontecimento divino.

Assim entenderam que havia nascido o Criador e Senhor das estrelas, a Quem todas as demais obedecem.

Por isso a Igreja celebra com tanta solenidade a Festa da Epifania, na qual os Magos foram chamados a adorar Cristo, porque neles e por eles começou o chamado e a salvação dos gentios.

No sermão de Epiphania, diz São Leão: “Diletíssimos irmãos, reconheçamos nos Magos, que adoraram Cristo, as primícias de nossa vocação e de nossa fé.

“E com a alma exultante celebremos o início da bem-aventurada esperança, pois começamos a entrar na posse de nossa herança eterna”.

E Santo Agostinho confirma: “Os Magos foram as primícias dos gentios, e nós somos o povo dos gentios.

“Isso nos foi anunciado pela língua dos apóstolos, mas aos Magos o foi pela estrela, como uma língua do céu. E os apóstolos, como outros céus, nos narraram a glória de Deus” (Serm. 2 de Epiph.).

______________

(Autor): Cornelius a Lapide, Commentaria in Scripturam Sacram, in Matthaeum, Cap. II, Ludovicus Vives, Paris, 1860, vol. 15, pp. 70-78.

Tradução: Renato Murta de Vasconcelos

Sobre o autor Pe. Cornélio a Lapide S.J.

Exegeta belga, nasceu em Bocholt, no Limburgo flamengo, no dia 18 de dezembro de 1567; morreu em Roma, a 12 de março de 1637. Estudou humanidades e filosofia nos colégios jesuítas de Maastricht e Colônia. Cursou teologia durante um semestre na Universidade de Douai, e depois, por quatro anos, em Louvain.

Entrou para a Companhia de Jesus em 11 de junho de 1592. Após dois anos de noviciado, e mais um de teologia, foi ordenado sacerdote em 24 de dezembro de 1595.

Ensinou filosofia durante seis meses, e em 1596 foi nomeado professor de Sagrada Escritura em Louvain; no ano seguinte, professor de hebraico. Vinte anos depois, na mesma qualidade de professor, seus superiores o enviaram a Roma, onde granjeou grande fama no exercício do magistério.

Nos últimos anos de sua vida, devotou-se exclusivamente a terminar e corrigir seus famosos comentários.


sábado, 7 de dezembro de 2019

Imaculada Conceição: “um cavaleiro vai entronizá-la no topo do Kremlin”, previu São Maximiliano Kolbe

Imaculada Conceição, Sevilha. No fundo: o Kremlin na noite
Luis Dufaur
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No segredo de La Salette encontramos uma descrição que parece se aplicar a nossos dias onde campeia o pecado, o crime, a desordem e a impiedade.

Em consequência desse estado de revolução profunda contra a ordem da Criação adviriam imensas calamidades regeneradoras e purificadoras da Igreja e da ordem temporal.

Mensagem de todo análoga encontramos em Fátima, onde Nossa Senhora acrescentou profeticamente que a Rússia espalharia seus erros – quer dizer o comunismo – e se transformaria no flagelo do mundo.

Porém, após colossais eventos que incluiriam a desaparição de nações, a Rússia haveria de se converter e o Imaculado Coração de Nossa Senhora triunfará, e a humanidade será restaurada.

Uma confirmação colateral mas preciosa a estas grandes profecias foi feita pelo Padre Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941). Ele nasceu na Polônia, país onde exerceu o principal de seu apostolado, e foi canonizado em 1982.

Em Roma, no dia 11 de fevereiro de 1937, São Maximiliano Kolbe, durante solene encerramento da Academia da Imaculada, na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas fez profecia que impressionou profundamente aos presentes:

“Aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

São Francisco de Assis e um falso Papa vindouro

São Francisco, Verona
São Francisco, Verona
Luis Dufaur
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Pouco antes da morte do Pai santo (São Francisco), ele convocou os seus Filhos e alertou-os sobre os problemas que haviam de vir, dizendo:

“Ajam com bravura, meus irmãos; ganhem coragem e confiem no Senhor.

“Em breve se aproxima o tempo no qual haverão grandes provas e aflições; perplexidades e discórdias, tanto espirituais como temporais, virão em abundância; a caridade de muitos esfriará, enquanto a malícia dos ímpios aumentará.

Os diabos terão um poder fora do usual; a imaculada pureza de nossa Ordem, e de outras, será tão obscurecida, que haverá bem poucos Cristãos que obedecerão ao verdadeiro Soberano Pontífice e à Igreja Romana com corações leais e caridade perfeita.

“Nos tempos dessa tribulação, um homem não canonicamente eleito será elevado ao Pontificado, que, com sua astúcia, empenhar-se-á em levar muitos ao erro e à morte.

“Então escândalos se multiplicarão, a nossa Ordem será dividida, e muitas outras serão totalmente destruídas, porque consentirão o erro em vez de o combater.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Em Akita o Céu volta a urgir a penitência …
como fez Nínive?

Com voz de anjo, o Céu veio a apresentar mais uma vez o cálice da penitência
Com voz de anjo, o Céu veio a apresentar mais uma vez o cálice da penitência
Luis Dufaur
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Lavrou como pólvora acessa a comunicação que a Irmã Agnes Sasagawa, vidente de Akita, recebeu do Céu no recente 6 de outubro (2019).

A mensagem celeste chegou no mesmo dia em que estava se iniciando o Sínodo Pan-Amazônico.

A coincidência não soou casual considerando o ambiente de ruptura que propiciou a reunião sinodal e as gravíssimas sequelas que deixou.

Supunha-se que as mensagens celestes em Akita e aprovadas pela Igreja se tinham encerrado. A última acontecera há 46 anos!

Precisamente no dia 13 de outubro de 1973, aniversário do Milagre do Sol em Fátima, sugestivo dos castigos que viriam se a humanidade não fazia penitência.

Em Akita, Nossa Senhora também pediu penitência e advertiu para o castigo da impenitência dizendo:

“Fogo irá cair do céu e vai eliminar uma grande parte da humanidade; os bons assim como os maus, sem poupar nem sacerdotes nem fiéis.

“Os sobreviventes irão ver-se tão desolados que irão invejar os mortos.”. Cfr.: Akita 3: Anúncio dos castigos

Em 15 de setembro de 1981, Festa de Nossa Senhora das Dores, foi verificado o último dos 101 prantos da imagem contabilizados.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Num 27 de novembro há dois séculos Nossa Senhora deu a Medalha Milagrosa para proteger nas tragédias vindouras

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.

sábado, 23 de novembro de 2019

Nosso Senhor mostra a Santa Maria de Jesus Crucificado a conjuração para aniquilar Roma e Paris

Paris em chamas. O movimento comunista dito "Commune"
mandou incendiar os principais monumentos igrejas e palácios
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Deus revela a santa carmelita a vindoura punição e conversão da França em consonância com La Salette



Em 6 de julho de 1870, Nosso Senhor mostrou a Santa Maria de Jesus Crucificado O.C.D. a conjuração das forças secretas que querem aniquilar Roma enquanto cabeça da Cristandade e destruir a Igreja.


“Eu estava sozinha num jardim, subitamente ouvi uma voz que me dizia: Reza, reza e faz rezar.

“Eu vi imediatamente soldados que saiam como de um jardim fechado; eram muitos e passavam diante meu.

“Eu vi outros soldados sair de um outro jardim, eles vinham combater contra os primeiros.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Deus revela a santa carmelita a vindoura punição e conversão da França em consonância com La Salette

Santa Maria de Jesus Crucificado OCD (1846-1878)
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A destruição de grandes cidades pecadoras como Paris




Santa Maria de Jesus Crucificado OCD (1846-1878), carmelita de Pau e fundadora dos Carmelos de Nazareth e Belém em Terra Santa foi agraciada com numerosas graças místicas.

Uma dela aconteceu na primeira semana da Quaresma de 1876.

Nela, a santa carmelita teve uma visão que concorda com os horizontes históricos futuros desvendados por Nossa Senhora em La Salette.

A Mãe de Deus insiste mais uma vez no pedido de penitência implorado também em Lourdes e Fátima:

“Nosso Senhor tinha em suas mãos um monte de fogo; relata a santa.

“Ele olhava para a França com uma espécie de compaixão e amor; o fogo escorria e caía entre seus dedos, estava prestes a cair por inteiro, mas o Senhor dizia e repetia: “Pede perdão, pede perdão!”

“Pobre França, acrescentava ela, pobre França, se ela soubesse, se ela compreendesse, e sobretudo, se ela quisesse! Deus a ama tanto!“ (Pe. Estrate, Mariam, santa palestina - A vida de Maria de Jesus Crucificado, Téqui éditeur, Paris, 1999, 399 págs., p. 291)

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

A advertência não atendida de Nossa Senhora de Akita
e os terremotos no Japão e na Igreja


Luis Dufaur
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Em 1973, Nossa Senhora se manifestou no Japão à Irmã Agnes Katsuko Sasagawa, que então tinha 42 anos de idade, no convento das Servas da Ssma. Eucaristia na localidade de Yuzawadai, perto de Akita, província de Tohoku.

Quer dizer na região mais atingida pelo terremoto que acaba de causar formidáveis danos no Japão.

Akita fica na mesma latitude do epicentro do colossal abalo sísmico, porém do lado ocidental da ilha, a uma distância de 150 kms de Sendai, a cidade mais atingida, e que fica do outro lado do arquipélago do Sol Nascente.

As fotos das pavorosas ruínas da cidade de Sendai e vizinhanças estão em todos os jornais, TVs e em sites da Internet.


Akita foi atingida pelo terremoto, mas não pelo devastador tsunami. O santuário de Akita não sofreu danos relevantes.

O terremoto e o tsunami trouxeram de volta à memória as solenes advertências de Nossa Senhora ao clero e ao mundo em 1973.

Desde aquela data, a imagem de Nossa Senhora chorou lágrimas, segundo testemunhas, mais de uma centena de vezes e verteu sangue em outras ocasiões, inclusive na presença do diocesano Mons. João Shojiro Ito, Bispo de Niihata.

O fenômeno místico foi analisado pela hierarquia eclesiástica e declarado de procedência sobrenatural pelo bispo diocesano, máxima autoridade na matéria. O Vaticano confirmou a decisão.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A destruição de grandes cidades pecadoras como Paris

Grande incêndio de Londres, 4 setembro de 1666, anônimo. Yale Center for British Art
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A abominação nos lugares santos. Prossegue o Segredo




Mélanie foi interrogada pelo engenheiro Benjamin Dausse no dia em que ela entregou o segredo ao bispo de Grenoble para ser enviado ao Beato Pio IX.

Depois de ter pintado o quadro de pecado e maldade dos homens em nossa época histórica, Nossa Senhora passou a mostrar a futura conversão da humanidade:
“Ao primeiro golpe de sua espada fulgurante [refere-se a Deus], as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque as desordens e os crimes dos homens transpassarão a abóbada celeste.

“Paris será queimada, e Marselha engolida [pelas águas].

“Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido.

“Só se verão homicídios, e se ouvirão apenas ruídos de armas e blasfêmias”.

Sobre a destruição de Paris

A referência à destruição de Paris, capital francesa, obviamente fez sensação.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A abominação nos lugares santos.
Prossegue o Segredo

Expulsão dos religiosos contemplativos da França, 1903
Governo laicista francês fecha conventos de contemplativos.
Na foto: expulsão dos padres cartuxos, Grenoble
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Crise fragmentadora da Igreja. Caos e anarquia universal



Prosseguindo, o segredo de La Salette diz:
“Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios.

“No ano 1865 ver-se-á a abominação nos lugares santos.

“Nos conventos as flores da Igreja serão apodrecidas, e o demônio tornar-se-á como que o rei dos corações.

“Que os dirigentes das comunidades religiosas estejam atentos em relação às pessoas que devem receber,

“porque o demônio usará toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais estarão espalhados por toda a Terra.

“A França, a Itália, a Espanha e a Inglaterra estarão em guerra.

“O sangue correrá nas ruas, o francês combaterá contra o francês, o italiano contra o italiano.

“A seguir haverá uma guerra geral, que será horrorosa.

“Durante certo tempo Deus não se lembrará mais da França nem da Itália, porque o Evangelho de Jesus Cristo não será mais conhecido.

“Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente”.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Jesus também previu
que o Anticristo usurparia o trono de Roma

Jesus prega aos Apóstolos (Carl Heinrich Bloch 1834 – 1890), Museu Frederiksborg Hillerod, Dinamarca
Jesus prega aos Apóstolos (Carl Heinrich Bloch 1834 – 1890),
Museu Frederiksborg Hillerod, Dinamarca
Luis Dufaur
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A respeito da mesma temática veja post anterior: Sobre o Anticristo e a frase de Nossa Senhora em La Salette: "Roma perderá a fé"



Recebemos um comentário anônimo ao qual desejamos – como a todos, aliás – responder do modo mais satisfatório que nos seja possível.

A razão do privilégio é que a comentarista apresenta um questão que interessa a fundo a inúmeros leitores.

Apresentamos já a resposta a esta pergunta ao pé do próprio comentário na página do SEGREDO COMPLETO DE LA SALETTE.

Mas o fizemos de modo resumido porque os automatismos virtuais restringem os comentários a um número limitado de caracteres (4.096). Aqui apresentamos nossa resposta completa.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Sobre o Anticristo e a frase de Nossa Senhora
em La Salette: "Roma perderá a fé"

Pranto de Nossa Senhora em La Salette

Luis Dufaur
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Recebemos de L.M. um e-mail em que destacamos uma preocupação frequente entre nossos leitores e os católicos em geral:
hoje alguns "católicos" usam profecias ou outras teses contra o romano pontífice", um absurdo"!

encontrei o site e gostei bastante, pois além de terem como objetivo pregar a veneração a Santíssima Virgem também levam ao "mundo" as mensagens de nossa senhora.

como vocês "interpretam" a profecia do anti cristo?

o que a Santíssima Virgem quis dizer com Roma perdera sua fé?

e a cátedra de Pedro como vai ficar?

a igreja de Roma vai sumir completamente?

e por favor explique- me a seguinte frase postada no site:

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Crise fragmentadora da Igreja. Caos e anarquia universal – Continua La Salette

Beato Pio IX, foto que perteneceu a Don Bosco
Beato Pio IX, foto que pertenceu a São João Bosco
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Falsos prodígios sobre a Terra: auge das punições universais



Prossegue o segredo de La Salette, acenando para horizontes que fazem lembrar as advertências de Nossa Senhora em Fátima:
“O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições.

“Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa.

“Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos.

“Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.


“O Santo Padre sofrerá muito. Eu estarei com ele até o fim, para receber o seu sacrifício.

“Os maus atentarão várias vezes contra sua vida sem poder abreviar seus dias, mas nem ele nem seu sucessor ... verão o triunfo da Igreja de Deus”.

Sonho de São João Bosco sobre um Papa abandonando Roma num contexto trágico

A gravidade destes anúncios é realçada pelas semelhanças com o sonho de São João Bosco, que se parece referir à mesma conjuntura histórica.