segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Crise fragmentadora da Igreja. Caos e anarquia universal – Continua La Salette

Beato Pio IX, foto que perteneceu a Don Bosco
Beato Pio IX, foto que pertenceu a São João Bosco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





continuação do post anterior: Falsos prodígios sobre a Terra: auge das punições universais



Prossegue o segredo de La Salette, acenando para horizontes que fazem lembrar as advertências de Nossa Senhora em Fátima:
“O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições.

“Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa.

“Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos.

“Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.


“O Santo Padre sofrerá muito. Eu estarei com ele até o fim, para receber o seu sacrifício.

“Os maus atentarão várias vezes contra sua vida sem poder abreviar seus dias, mas nem ele nem seu sucessor ... verão o triunfo da Igreja de Deus”.

Sonho de São João Bosco sobre um Papa abandonando Roma num contexto trágico

A gravidade destes anúncios é realçada pelas semelhanças com o sonho de São João Bosco, que se parece referir à mesma conjuntura histórica.

São João Bosco
São João Bosco viu o Papa saindo de Roma
O próprio santo comunicou ao Beato Papa Pio IX em 1873 um sonho profético que, mais uma fez evocam os horizontes terríveis apontados por Nossa Senhora em Fátima:

“Era uma noite obscura, os homens não podiam mais discernir qual fosse a via a seguir para voltar a seus países, quando apareceu no céu uma luz esplendorosíssima que clareava os passos dos viajantes como no meio dia.

“Naquele momento foi vista uma multidão de homens, mulheres, velhos, jovens, monges, monjas e sacerdotes, tendo à cabeça o Pontífice, sair do Vaticano enfileirando-se em forma de procissão.

“Mas um furioso temporal, obscurecendo um tanto aquela luz, parecia se engajar na batalha entre a luz e as trevas. No meio tempo cheguei a uma pequena praça coberta de mortos e feridos, muitos dos quais pediam auxílio em altas vozes.

“As filas da procissão rarefizeram-se bastante. Depois de ter caminhado por um período de tempo que corresponde a duzentos amanheceres, cada um se deu conta que não estavam mais em Roma.

Imagem de Maria Auxiliadora, em Turim, que Don Bosco mandou pintar até os mínimos detalhes.
Imagem de Maria Auxiliadora, em Turim,
que Don Bosco mandou pintar até os mínimos detalhes.
“O desânimo apoderou-se do espírito de todos e cada um se reuniu em volta do Pontífice para proteger sua pessoa e assisti-lo nas suas necessidades.

“Naquele momento foram vistos dois anjos, que traziam um estandarte e foram entregá-lo ao Pontífice dizendo: Recebe o pendão d’Aquele que combate e dispersa os mais fortes exércitos da terra.

“Teus inimigos desapareceram, teus filhos imploram teu retorno com lágrimas e suspiros.

“Levando o olhar para o estandarte, via-se escrito num lado: Rainha concebida sem mancha. E no outro: Auxílio dos Cristãos.

“O Pontífice tomou com alegria o estandarte, mas vendo o pequeno número dos que tinham ficado em volta dele, ficou aflitíssimo.

“Os dois anjos acrescentaram: Vai logo para consolar teus filhos.

“Escreve a teus irmãos dispersos nas várias partes do mundo, que é necessária uma reforma dos costumes dos homens.

“Isto só se pode obter distribuindo aos povos o pão da palavra divina. Catequizai as crianças, pregai o desapego das coisas da Terra.

“É chegado o tempo, concluíram os dois anjos, de que os pobres serão evangelizadores dos povos.

“Os levitas serão rodeados pela enxada, a pá e o martelo, para que se cumpram as palavras de David: Deus ergueu o pobre da terra para colocá-lo sobre o trono dos príncipes de teu povo.

“Tendo ouvido isto, o Pontífice se pôs em movimento e as filas da procissão começaram a engrossar.

Ruínas romanas na noite
Ruínas romanas
“Quando mais tarde colocou os pés na Cidade Santa, se pôs a chorar pela desolação na qual estavam os habitantes, muitos dos quais já não mais existiam.

“Reentrado em São Pedro, entoou o Te Deum, e um coro de anjos respondeu cantando: Gloria in Excelsis Deo et in terra pax hominibus bonae voluntatis.

“Terminado o canto, cessou de fato toda obscuridade e se mostrou um sol fulgidíssimo.

“Nas cidades, nas aldeias, nos campos, a população estava bastante diminuída.

“A terra parecia açoitada por um furacão, por enxurrada e granizo. E as pessoas iam uma para outra comovida, dizendo: Há Deus em Israel”.

(Archivio Salesiano Centrale, Roma, (AS S132 Sogni 1). Também em: P. Giovanni Battista Lemoyne S.D.B., Memorie Biografiche del Venerabile Don Giovanni Bosco, Tipografia S.A I.D. Buona Stampa, Torino, 1917, vol. IX. (Apêndice “B”, p. 999-1000).

São João Bosco: um Papa fugitivo deverá deixar Roma

Não foi a primeira vez que o grande santo do Piemonte avisou ao Bem-aventurado Papa de uma visão sobre um Papa que deverá deixar sua Sede romana para fugir da perseguição.

Em Turim, 10 de março 1861, escreveu ao Papa:

aproximam-se grandes provações, e se o Senhor não nos fortificar com sua graça eu temo algum naufrágio.

“Promessas, ameaças, pressões são os três inimigos que nos têm atacado; mas agora se avizinha o tempo da perseguição.

“Os fiéis são fervorosos; mas a cada dia um grande número passa da tibieza para um indiferentismo apático, que é a maior praga do catolicismo em nossos países. (...)

Vossa Santidade deverá mais uma vez abandonar Roma, (...)

Em suma, aproximam-se acontecimentos espantosos, talvez inauditos na história das nações;

“mas Vossa Santidade obterá o mais glorioso triunfo sobre tudo e, após conflitos extremamente sanguinários,

“voltará a ser o dono tranquilo de seus Estados, acolhido pelo amor de seus povos, abençoado pelos Reis e pelas nações”.

(Fonte: SCRITTI EDITI E INEDITI, Vol. VI - ESPITOLARIO, Vol. I, pp. 440-442, Libreria Ateneo Salesiano - LAS, Roma, 1991.)

Mais uma carta profética de don Bosco: Roma punida e o Papa derrubado

Em 5 de janeiro 1870 São João Bosco redigiu mais uma carta profética endereçada ao Papa reinante, o Beato Pio IX, que foi entregue em 12 de fevereiro de 1870.

Nela destacamos por sua afinidade com as anteriores, as advertências de Nossa Senhora em La Salette e Fátima:

‘E de ti, Roma, que será? Roma ingrata, Roma efeminada, Roma soberba.

‘Tu chegaste a tal ponto que não procuras outra coisa, nem nada mais admiras em teu soberano senão o luxo, esquecendo que tua e sua glória está sobre o Gólgota.

‘Agora ele está velho, caduco, inerme, despido, entretanto com a palavra que é sua serva faz estremecer o mundo todo.

‘Roma! Eu te visitarei quatro vezes.

‘Na primeira golpearei as tuas terras e os seus habitantes.

‘Na segunda, levarei a destruição e o extermínio até os teus muros. Não abres ainda os olhos?

‘Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os defensores e o comando do Pai será substituído pelo reino do terror, do medo e da desolação.

‘Mas os meus sábios fogem. A minha lei continua sendo pisada.

‘Por isso farei a quarta visita. Ai de ti se minha lei ainda for uma palavra vã para ti!

‘Acontecerão prevaricações de sábios e de ignorantes. O teu sangue e o sangue de teus filhos lavarão as manchas feitas por ti à lei do teu Deus.

‘A guerra, a peste e a fome são flagelos com os quais serão castigadas a soberba e a malícia dos homens.

‘Onde estão, ó ricos, vossas grandezas, vossas mansões, vossos palácios? Tornaram-se o lixo das praças e das ruas.

‘E vós, ó sacerdotes, por que não correis a chorar, entre o vestíbulo e o altar, invocando a suspensão dos flagelos?

‘Por que não tomais o escudo da fé e subis aos telhados, vais ás casas, às ruas, às praças, a todos os lugares, mesmo os inacessíveis, para levar a semente da minha palavra?

‘Ignorais que essa é a terrível espada de dois gumes que abate os meus inimigos, que rompe a ira de Deus e dos homens?

Por fim, Nossa Senhora triunfará

‘Esses fatos ocorrerão inexoravelmente, um após o outro.

‘Os fatos se sucedem de forma lenta demais.

‘Mas a Augusta Rainha dos Céus está presente.

‘A potência do Senhor está em suas mãos. Dispersa como a neblina os seus inimigos. Reveste novamente o Velho Venerável com todas os seus antigos paramentos.

‘Ocorrerá ainda um furacão violento.

‘Consumada a iniquidade, o pecado terá fim e antes que se passem dois plenilúnios no mês das flores, o arco-íris da paz aparecerá sobre a Terra.

‘O grande Ministro verá a esposa de seu rei vestida para festa.

‘Em todo o mundo aparecerá um sol tão luminoso como não o foi jamais, desde as chamas do Cenáculo até hoje, nem jamais será visto até o último dos dias”.

FONTES
1) Archivio Salesiano Centrale, Roma, (AS S132 Sogni 1). Fotocopia del manoscritto di Don Gioacchino Berto segretario, con postille marginali autografe di San Giovanni Bosco, descritto e trascritto da Don Angelo Amadei nel vol. X delle Memorie Biografiche.
2) P. Giovanni Battista Lemoyne S.D.B., “Memorie Biografiche del Venerabile Don Giovanni Bosco”, Tipografia S.A.I.D. “Buona Stampa”, Torino, 1917, volume IX. (Appendice “B”, pp. 999-1000).
3) Cecilia Romero, “I sogni di Don Bosco – edizione critica”, Elle Di Ci, Leumann (Torino), 1978, pp. 27-32).


continua no próximo post:


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

13 de outubro de 1917: última aparição em Fátima.
O milagre do sol

Luis Dufaur
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Como das outras aparições, os videntes notaram o reflexo de uma luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira:

Lúcia: “Que é que Vossemecê me quer?”

Nossa Senhora: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.

Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...”

Nossa Senhora: “Uns sim, outros não (14). É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”. E tomando um aspecto triste: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido” (15).

14. Em carta de 18 de maio de 1941 ao Pe. José Bernardo Gonçalves SJ, a Irmã Lúcia esclarece que, neste ponto, Nossa Senhora disse que concederia algumas dessas graças dentro de um ano, e outras não (cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, p. 442).

15. De Marchi conclui esta aparição da seguinte maneira:

Lúcia: “Não quer mais nada de mim”.
Nossa Senhora: “Não quero mais nada”.
Lúcia: “E eu também não quero mais nada”.
Esse pitoresco colóquio não aparece nas Memórias da Irmã Lúcia. Entretanto, o Pároco de Fátima, em seu interrogatório à vidente logo no dia 16 de outubro, anotou as duas primeiras frases deste diálogo, com pequenas variantes (cfr. Documentação Crítica de Fátima, vol. I, p. 24).

Em seguida, abrindo as mãos, Nossa Senhora fê-las refletir no sol, e enquanto Se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol.

Lúcia, nesse momento, exclamou: “Olhem para o sol!”

Três quadros simbólicos dos mistérios do Rosário

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos (apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro):

Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família.

A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul.

São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro.

São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz.

O Menino Jesus fez o mesmo.

Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.

Nosso Senhor traçou um sinal da Cruz para abençoar o povo.

Nossa Senhora não tinha a espada no peito.

Lúcia via apenas a parte superior do Corpo de Nosso Senhor.

Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.

O milagre do sol

Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espectadores assistia ao milagre do sol.

Chovera durante toda a aparição.

O milagre do sol relatado pela imprensa da época
O milagre do sol relatado pela imprensa da época
Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava “Olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.

Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava.

Isto durou apenas um instante.

A imensa bola começou a “bailar”.

Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente.

Parou por certo tempo, para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo, vertiginosamente.

Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo.

Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.

Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.

O milagre do sol noticiado pela imprensa da época
O milagre do sol noticiado pela imprensa da época
Durou tudo uns dez minutos.

Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranquilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.

O ciclo das aparições havia terminado.

Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.

O milagre do sol foi observado também por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.

(Fontes: Cfr. II Memória, p. 162; IV Memória, pp. 348 e 350; De Marchi, pp. 165-166; Walsh, pp. 129-131; Ayres da Fonseca, pp. 91-93; Galamba de Oliveira, pp. 95-97).


Fala Da. Romana de Souza Marques, testemunha ocular do milagre do sol


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Falsos prodígios no auge das punições universais

Personagem de Harry Potter
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Salette: castigos sobre as nações impenitentes. Concordância com Fátima



Prossegue ainda o segredo de La Salette:
Estátua de Satanás instalada em praça pública dos EUA. O culto da Igreja de Satanás foi reconhecido pela Justiça americana
Estátua de Satanás instalada em praça pública dos EUA.
O culto da Igreja de Satanás foi reconhecido pela Justiça americana
“Que o Papa esteja em alerta contra os fautores de milagres. Pois chegou o tempo em que os prodígios mais inesperados terão lugar sobre a Terra e nos ares.

“No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno.

“Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus.

“Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos.

“Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

La Salette e o castigo das nações impenitentes. Concordância com Fátima

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Pecados dos líderes religiosos e civis excitam a cólera divina



Continuemos com o segredo de La Salette:
“A Itália será punida, pela ambição de querer sacudir o jugo do Senhor dos Senhores.

“Será também entregue à guerra, o sangue correrá por todo lado. As igrejas serão fechadas ou profanadas. Os sacerdotes e os religiosos serão expulsos.

“Serão entregues à morte, e morte cruel. Vários abandonarão a fé, e o número dos sacerdotes e religiosos que se afastarão da verdadeira Religião será grande.

“Entre essas pessoas encontrar-se-ão até bispos”.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Pecados dos líderes religiosos e civis
excitam a cólera divina

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Início do Segredo: corrupção do clero atrai a ira divina



Nossa Senhora continuou a revelação do Segredo dizendo:
“Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados.

“Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

173 anos depois: é a ressurreição de La Salette?

Vitral na Basílica de Lourdes
Vitral na Basílica de Lourdes
Luis Dufaur
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Cumprem-se hoje 173 anos do anúncio solene feito por Nossa Senhora em La Salette em 19 de setembro de 1846.

Ela falou de uma grande e terrível purificação que adviria sobre o mundo, se esse antes não se arrependia e fazia penitência.

“Vinde meus filhos, disse Ela, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia”.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear: não posso mais segurá-lo”.

Nossa Senhora apontou como mais necessitada de emenda aquela parte do clero que afundava em assustadora decadência moral e periclitava na fé. Dessa parte da qual chovem dolorosamente cada vez mais escândalos:

Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza”.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Início do Segredo de La Salette:
corrupção do clero atrai a ira divina

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: “Morte” e “ressurreição” de La Salette foi profetizada por Mélanie



Dificuldades na transcrição da visão

Maximin e Mélanie foram beneficiados por um privilegiado e manifesto auxílio sobrenatural para serem fiéis a tudo que tinham visto ou ouvido.

Este fato não evitou que a complexidade da visão e as limitadas forças intelectuais dos videntes criassem dificuldades para verter a aparição no papel.

Maximin era pouco hábil em redação. Em 1851 foi necessário que reescrevesse tudo, devido às manchas de tinta do seu escrito. Sua escassez de recursos reflete-se na redação.

O modo como se deu a revelação também contribui para um certo vai e vem na ordem cronológica do relato dos videntes.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

As promessas de Nossa Senhora, visões de santos e a conversão dos anglicanos

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Cardiff, outubro de 2009
Luis Dufaur
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Quando Maximin, vidente de La Salette, redigiu o Segredo que lhe confiou Nossa Senhora em 1851 escreveu: “um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

Na redação de seu Segredo feita em 1853 Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.

Dita conversão seria um dos sinais da proximidade dos terríveis castigos que purificariam o mundo preparando o advento do Reino de Maria.

Esta previsão adquiriu cogente atualidade após a notícia oficial que a Igreja Católica se apresta a receber grandes blocos de anglicanos ‒ sobre tudo ingleses ‒ agastados com a nomeação de “sacerdotisas”, “bispos” e “bispas” homossexuais.

As notícias da mídia inglesa especulam que poderiam ser milhões. Entre eles tal vez 30-50 “bispos” e 1.000 “sacerdotes” (os anglicanos não têm o sacramento da Ordem, e esses títulos não têm o significado que têm no Catolicismo).

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

“Morte” e “ressurreição” de La Salette
foi preanunciada por Mélanie

Mélanie previu a morte e resurreição da mensagem de La Salette
Mélanie, vidente de La Salette
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continuação do post anterior: Segredo de La Salette desaparece e é redescoberto inesperadamente



O segredo de La Salette ‒ primeiro aprovado, depois caluniado, logo proibido, a seguir esquecido, depois assombrosamente redescoberto ‒ tem uma história toda especial que desabrocha nos nossos dias.

Antes de 1858 fez-se de tudo para que os videntes não o revelassem. Depois de 1858 quando Mélanie o tornou público foi uma verdadeira tempestade para abafá-lo.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Segredo de La Salette desaparece
e é redescoberto inesperadamente

Beato Pio IX
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Salette recebe o reconhecimento oficial da Igreja




A longa e complicada história do Segredo de La Salette


O Bem-aventurado Papa Pio IX aprovou enfaticamente a mensagem de La Salette.

Se a mensagem de Nossa Senhora fosse de pouca transcendência, a decisão do Santo Padre e o solene e excepcional reconhecimento da aparição por parte do bispo diocesano teria posto fim às polêmicas.

Porém a tempestade, longe de amainar, recrudesceu ao máximo.

Vendo que a obra de Nossa Senhora progredia com a bênção do Papa, tais maus católicos, eclesiásticos e leigos, passaram à contestação e à difamação aberta, com intrigas e escritos desabonadores.

Eles eram uma minoria, mas muito ativa e com fortes cumplicidades no governo e nos antros anticlericais.

Novo bispo de Grenoble se volta contra La Salette

Mons. de Bruillard defendeu a autenticidade da aparição e a difusão da mensagem. Mas, sendo já muito idoso, teve que renunciar à diocese.

O imperador Napoleão III e o Cardeal Jacques Mathieu, líder dos bispos galicanos que contestavam prerrogativas irrevogáveis da Santa Sé, impingiram seu candidato para a sucessão: Mons. Jacques Ginoulhiac.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

La Salette recebe o reconhecimento oficial da Igreja

Casa onde os videntes ditaram o primeiro relato em 20-09-1846.
Casa onde os videntes ditaram o primeiro relato em 20-09-1846.
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continuação do post anterior: Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil



O bispo de Grenoble, Mons. de Bruillard, abriu um inquérito canônico sob a responsabilidade de uma comissão de 16 sacerdotes experientes da diocese.


A comissão interrogou videntes e vizinhos, clérigos e civis, autoridades e simples particulares. Pesquisou aspectos que poderiam desmerecer o evento sobrenatural.

Ouviu com atenção opiniões favoráveis e contrárias. Realizou sessões de debate, inclusive na presença do bispo. Por fim, todas as eventuais dúvidas, objeções ou discrepâncias das interpretações foram resolvidas.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Assunção de Nossa Senhora:
prenúncio do Reino de Maria

Assunção de Nossa Senhora, iluminura s. XV.
Columbia University, UTS MS 049
Luis Dufaur
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“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A solene proclamação desse augusto dogma veio coroar séculos de devoção a Nossa Senhora enquanto tendo sido levada aos Céus em corpo ressurreto e alma.

Na difusão desta verdade e desta devoção a Idade Média deu um contributo fundamental.

A fé na Assunção vem dos tempos apostólicos. As primeiras referências escritas se encontram na liturgia oriental que no século IV já comemorava a subida ao Céu de Nossa Senhora na festa da “Lembrança de Maria”.

A festa passou a ser denominada “Dormição de Maria” no século VI e o imperador bizantino Maurício fixou a data de 15 de agosto, apenas confirmando um costume pré-existente.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

As aparições de Kibeho: o aviso e o castigo.
Levaremos a sério?

Nossa Senhora de Kibeho, imagem em Ruanda
Luis Dufaur
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São 12:35 h do dia 28 de novembro de 1981, na localidade de Kibeho, em Ruanda, pequeno Estado localizado bem no coração da África.

No refeitório da escola religiosa que frequenta, Alphonsine Mumureke, de 17 anos, ouve uma voz: “Minha filha!”.

Julgando estranho esse chamado, a adolescente dirige-se ao corredor do edifício e encontra uma linda Senhora.

Esta aparece toda vestida de branco, com um véu em torno do pescoço, as mãos juntas sobre o peito como em oração.

Alphonsine pergunta-lhe: “Quem é a Senhora?”.

— “Sou a Mãe do Verbo”.

E continua: “Vim para te acalmar, porque tenho escutado tuas orações. Quisera que tuas amigas tivessem muita fé, porque elas não creem com fé suficiente

Inicia-se a extraordinária história de uma das poucas aparições do século XX reconhecidas até agora pela Igreja.

Com efeito, das cerca de 400 aparições marianas registradas no século XX, cerca de 12 têm reconhecimento do Vaticano ou dos bispos com jurisdição no local da aparição.

Este reconhecimento deu-se em 29 de junho de 2001 pelo bispo Augustine Misago, numa missa na catedral de Gikongoro, na qual estavam presentes os outros bispos do país e o núncio apostólico em Kigali, Mons. Salvatore Pennacchio.

No mesmo dia o Vaticano publicou a notícia da aprovação, dando assim respaldo à declaração episcopal (Cfr. “Radio Vaticana”, 30-6-01).

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos, uma reflexão

Luis Dufaur
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A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici), ou Cavaleiros Templários, Ordem do Templo, ou Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria que existiu na Idade Média entre 1118 e 1312.

Foi fundada em 1118 durante a Primeira Cruzada para proteger os peregrinos a Jerusalém. Os fundadores foram Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, que tiveram o apoio de André de Montbard, tio de São Bernardo de Claraval e do rei Balduíno II de Jerusalém.

Os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência, usavam mantos brancos com a cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.

Eles se estabeleceram no monte do Templo em Jerusalém, e de ali provém o nome. No local existira o Templo de Salomão.

O prédio foi usurpado pelos muçulmanos que o renomearam Mesquita de Al-Aqsa e se encontra em pé.

Em 1127, o Papa Honório II reconheceu a Ordem.

Na bula papal Omne datum optimum, de 29 de março de 1139, o papa Inocêncio II lhe outorgou isenções e privilégios, como construir seus oratórios e serem enterrados neles.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pe. Amorth e exorcismo: como se defender do diabo

Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Luis Dufaur
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APONTAMENTOS COLHIDOS ENQUANTO ASSISTIA AO VÍDEO. NÃO SÃO AO PÉ DA LETRA, MAS TENTAM REGISTRAR OS CONSELHOS ESSENCIAIS.

Pergunta: O que é o diabo?

Pe. Gabriele Amorth: É um puro espírito criado por Deus. Foi submetido a uma prova porque Deus quis que todos os seres inteligentes chegassem à felicidade da visão beatifica com mérito pessoal, nunca pela força.

Os anjos foram submetidos a uma prova de humildade e obediência. Satanás que era o mais esplendoroso deles se rebelou contra Deus e convenceu uma grande quantidade de anjos a se opor.

Foi um ato de orgulho e rebelião feito com uma inteligência e com uma consciência de tal maneira perfeita que dele não se volta atrás.

Pergunta: por que?

Pe. Gabriele Amorth: Uma vez perguntei a um demônio se eles são muitos. E respondeu: somos tantos que se fôssemos visíveis obscureceríamos o sol. Portanto a quantidade é enorme. A quantidade dos anjos é sem dúvida maior.