segunda-feira, 19 de agosto de 2019

La Salette recebe o reconhecimento oficial da Igreja

Casa onde os videntes ditaram o primeiro relato em 20-09-1846.
Casa onde os videntes ditaram o primeiro relato em 20-09-1846.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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continuação do post anterior: Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil



O bispo de Grenoble, Mons. de Bruillard, abriu um inquérito canônico sob a responsabilidade de uma comissão de 16 sacerdotes experientes da diocese.

A comissão interrogou videntes e vizinhos, clérigos e civis, autoridades e simples particulares. Pesquisou aspectos que poderiam desmerecer o evento sobrenatural.

Ouviu com atenção opiniões favoráveis e contrárias. Realizou sessões de debate, inclusive na presença do bispo. Por fim, todas as eventuais dúvidas, objeções ou discrepâncias das interpretações foram resolvidas.

Relato assinado por Maximino
Relato assinado por Maximino
A comissão pronunciou-se pela autenticidade da aparição.

Porém o Cardeal Luís de Bonald, arcebispo de Lyon e metropolitano do bispo de Grenoble, e também um dos chefes dos católicos liberais, se opôs ativamente a essa conclusão aprobatória, abusando inclusive dos seus poderes.

O diocesano ordenou então que os videntes, separadamente, redigissem de novo e com esmero os fatos e as palavras de Nossa Senhora, incluído o segredo.

Esse só seria lido pelo Papa felizmente reinante, o Bem-aventurado Pio IX. (na foto ao lado, o relato de Maximino).



O Papa Pio IX se emociona com a mensagem de La Salette


Beato Pio IX
O bispo de Grenoble, diocese onde fica La Salette, Mons. Philibert de Bruillard, lacrou os manuscritos com os relatos dos dois videntes.

Quando Mélanie entregou o seu segredo ao prelado, este retirou-se imediatamente a seu quarto para lê-lo.

“Ele voltou vermelho, em lágrimas, emocionado e o entregou para ser lacrado, sem dizer nada”, narraram testemunhas oculares.

O segredo foi levado ao Vaticano por uma comissão presidida pelo vigário geral honorário da diocese, cônego Pierre-Joseph Rousselot, e pelo cônego Gerin. Eles entregaram pessoalmente os documentos a Pio IX (quadro ao lado).

No Vaticano o Santo Padre discerniu a transcendência da mensagem. Abriu os lacres na presença dos portadores da correspondência.

Começou a ler, e disse: “Aqui há a candura e a simplicidade de uma criança”. Pôs-se de pé e se aproximou da janela, para ler com mais luz e atenção.

Seus lábios se contraíram, suas maçãs do rosto se incharam, visivelmente emocionado.
Terminada a leitura, o Papa disse aos presentes:

“Trata-se de flagelos dos quais a França está ameaçada. Mas ela não é a única culpada.

“A Alemanha, a Itália, a Europa toda também o são e merecem os castigos.

“Tenho menos a temer de Proudhon [teórico socialista] que da indiferença religiosa e do respeito humano.

“Vossos soldados se ajoelham quando me vêem, mas só após olhar à direita e à esquerda, para terem certeza de que não estão sendo vistos por alguém”.

Com o firme tom de voz que lhe era próprio, enquanto levava a mão ao peito, o Bem-aventurado Papa acrescentou:

“Não é sem razão que a Igreja é chamada militante, e que vós vedes aqui o seu Capitão”.

O Beato Pio IX (foto ao lado) encaminhou os documentos a Mons. Frattini, promotor da Fé, anexando a eles a opinião de que “estavam bem, que ele estava contente, e que eles exalavam a verdade” . Mons. Frattini pronunciou-se em favor da aparição.

O Cardeal Lambruschini, prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, julgou que os documentos “não deixavam nada a desejar” e aprovou o “edificante e inteiramente louvável rigor” com que agiu Mons. Bruillard.

Os cônegos Rousselot e Gerin foram prevenidos no Vaticano a respeito das manobras anti-La Salette dos católicos liberais, notadamente do Cardeal de Bonald.

Voltaram a Grenoble, satisfeitos por terem cumprido a missão e poderem levar a preciosa aprovação do Papa.


Documento oficial do bispo: a aparição é indubitável e certa


Mons. de Bruillard, bispo de Grenoble,
em Mandamento oficial: a aparição de La Salette
“traz todas as características da verdade
para crer nela como indubitável e certa”
Fortalecido pela acolhida favorável do Sumo Pontífice e da Cúria Romana, o bispo de Grenoble reconheceu oficialmente a apariçãode La Salette e fez publicamente seu elogio ao clero e aos fiéis.

Por isso La Salette é uma das raras aparições reconhecidas canonicamente pela Igreja.

No documento, chamado Mandamento, de proclamação da autenticidade da aparição, Mons. Bruillard, após fazer o histórico dos fatos e das indagações canônicas, diz:

“Art. 1: Nós julgamos que a aparição da Santa Virgem aos dois pastores, em 19 de setembro de 1846, sobre uma montanha da cadeia dos Alpes, situada na paróquia de La Salette do arciprestado de Corps, traz consigo todas as características da verdade, e que os fiéis têm fundamento para crer nela como indubitável e certa.

“Art. 2: Nós acreditamos que este fato adquire um novo grau de certeza em virtude do concurso imenso e espontâneo dos fiéis ao lugar da aparição, como também pela multidão de prodígios que têm dado continuidade ao dito acontecimento, prodígios dos quais é impossível pôr em dúvida um muito grande número sem violar as regras do testemunho humano.

“Art. 3: É por isso que, para testemunhar a Deus e à gloriosa Virgem Maria nosso vivo reconhecimento, nós autorizamos o culto de Nossa Senhora de La Salette. Nós permitimos pregá-lo e tirar dele as conseqüências práticas e morais que emanam desse grande acontecimento. (...)

“Art. 5: Nós proibimos expressamente aos fiéis e aos sacerdotes de nossa diocese sair a público, de viva voz ou por escrito, contra o fato que nós proclamamos hoje, e que desde agora exige o respeito de todos. (...)

“Nós vos conjuramos, meus bem-amados irmãos: tornai-vos dóceis à voz de Maria que vos chama à penitência, e que, da parte de seu Filho, vos ameaça com males espirituais e temporais se permanecerdes insensíveis às suas advertências maternais, e se endurecerdes vossos corações”.

Carta Pastoral exorta clero e fiéis a seguir La Salette

Em 1º de maio de 1852 o mesmo prelado publicou Carta Pastoral que retomava os temas essenciais da mensagem de La Salette:

“Não é em vão – escreveu – que a Mãe de Misericórdia dignou-se visitar os filhos dos homens.

Santuário de La Salette
Santuário de La Salette
“Não é em vão que diante das desordens que excitam a cólera de seu Filho, Ela veio de alguma maneira se refugiar nas nossas montanhas, derramar lágrimas, advertir-nos dos castigos que nos estão reservados se não nos convertermos, relembrar-nos do temor de Deus, do respeito pelo seu Santo Nome, da santificação do domingo, da observância de todos os Mandamentos de Deus e de sua Igreja.

“Palavras descidas do alto devem ter um imenso eco e ser ouvidas por todas as nações (...)

“Lembrai-vos da época em que Maria apareceu sobre a montanha de La Salette. Esta aparição, em 19 de setembro de 1846, não foi como o prefácio dos maiores acontecimentos? Vede as agitações populares, os tronos derrubados, a Europa abalada, a sociedade no despenhadeiro de sua ruína.

“Quem nos preservou, quem há de nos preservar ainda de maiores desgraças, senão Aquela que, vindo do alto, desceu em nossas montanhas para aqui fincar de alguma maneira um sinal de reunião e de salvação, um faro luminoso, uma serpente de bronze em relação à qual as almas piedosas têm elevado os olhos para afastar a ira celeste e nos curar de feridas incuráveis?”

Na mesma Carta Pastoral, Mons. de Bruillard ordenava a construção do Santuário que hoje se ergue no local.

continua no próximo post: 


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Assunção de Nossa Senhora:
prenúncio do Reino de Maria

Assunção de Nossa Senhora, iluminura s. XV.
Columbia University, UTS MS 049
Luis Dufaur
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“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A solene proclamação desse augusto dogma veio coroar séculos de devoção a Nossa Senhora enquanto tendo sido levada aos Céus em corpo ressurreto e alma.

Na difusão desta verdade e desta devoção a Idade Média deu um contributo fundamental.

A fé na Assunção vem dos tempos apostólicos. As primeiras referências escritas se encontram na liturgia oriental que no século IV já comemorava a subida ao Céu de Nossa Senhora na festa da “Lembrança de Maria”.

A festa passou a ser denominada “Dormição de Maria” no século VI e o imperador bizantino Maurício fixou a data de 15 de agosto, apenas confirmando um costume pré-existente.

Diversos Padres e Doutores da Igreja forneceram a justificação teológica. Mas, a doutrina da Assunção de Nossa Senhora foi verdadeiramente aprofundada nos tempos medievais.

No século XII o tratado Ad Interrogata, atribuído incorretamente a Santo Agostinho defendeu a assunção corporal da Mãe de Deus.

Santo Tomás de Aquino e outros grandes teólogos medievais declararam-se decisivamente em favor desta verdade.

Coroando estas aspirações, no século XVI, o Papa São Pio V reformou o Breviário e incluiu orações que defendiam essa verdade largamente espalhada nos séculos medievais precedentes.

Ouça: Maria subiu ao Céus (Assumpta est Maria in Coelo. Vésperas. Gregoriano)


In festo Assumptionis B M Virginis,
Columbia University, UTS MS 15.
Não espanta pois que quando o Papa Pio XII consultou o episcopado do mundo em 1946 na carta Deiparae Virginis Mariae, a resposta quase unanime é que deveria ser proclamada dogma.

“O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi ardentemente desejado pelas almas católicas do mundo inteiro, porque é mais uma das afirmações a respeito da Mãe de Deus que A coloca completamente fora de paralelo com qualquer outra mera criatura e justifica o culto de hiperdulia que a Igreja lhe tributa.

“Nossa Senhora teve uma morte suavíssima, tão suave que é qualificada pelos autores, com uma propriedade de linguagem muito bonita, a “Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Dormitio Beatae Mariae Virgine), indicando que Ela teve uma morte tão suave, tão próxima da ressurreição que, apesar de constituir verdadeira morte, entretanto é mais parecida a um simples sono.

“Nossa Senhora, depois da morte, ressuscitou como Nosso Senhor Jesus Cristo, foi chamada à vida por Deus e subiu aos Céus na presença de todos os Apóstolos ali reunidos, e de muitos fiéis.

“Essa Assunção representa para a Virgem Santíssima uma verdadeira glorificação aos olhos dos homens e de toda a humanidade até o fim do mundo, bem como proêmio da glorificação que Ela deveria receber no Céu.

Assumpta est Maria, col. De Ricci, MS 090, f. 1.
“A Igreja triunfante inteira vai recebê-la, com todos os coros de anjos; Nosso Senhor Jesus Cristo a acolhe; São José assiste à cena; depois Ela é coroada pela Santíssima Trindade.

“É a glorificação de Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de toda a Igreja militante.

“Com certeza, nesse dia, a Igreja padecente também recebeu uma efusão de graças extraordinárias.

“E não é temerário pensar que quase todas as almas que estavam no Purgatório foram então libertadas por Nossa Senhora nesse dia, de maneira que ali houve igualmente uma alegria enorme. Assim podemos imaginar como foi a glória de nossa Rainha.

“Algo disso repetir-se-á, creio, quando for instaurado o Reino de Maria, quando virmos o mundo todo transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a Terra”.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, agosto de 2001)


Vídeo: Assunção da imagem de Nossa Senhora em Cantillana, Espanha, 2017





O mesmo ato da assunção, completo, em 2013



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

As aparições de Kibeho: o aviso e o castigo.
Levaremos a sério?

Nossa Senhora de Kibeho, imagem em Ruanda
Luis Dufaur
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São 12:35 h do dia 28 de novembro de 1981, na localidade de Kibeho, em Ruanda, pequeno Estado localizado bem no coração da África.

No refeitório da escola religiosa que frequenta, Alphonsine Mumureke, de 17 anos, ouve uma voz: “Minha filha!”.

Julgando estranho esse chamado, a adolescente dirige-se ao corredor do edifício e encontra uma linda Senhora.

Esta aparece toda vestida de branco, com um véu em torno do pescoço, as mãos juntas sobre o peito como em oração.

Alphonsine pergunta-lhe: “Quem é a Senhora?”.

— “Sou a Mãe do Verbo”.

E continua: “Vim para te acalmar, porque tenho escutado tuas orações. Quisera que tuas amigas tivessem muita fé, porque elas não creem com fé suficiente

Inicia-se a extraordinária história de uma das poucas aparições do século XX reconhecidas até agora pela Igreja.

Com efeito, das cerca de 400 aparições marianas registradas no século XX, cerca de 12 têm reconhecimento do Vaticano ou dos bispos com jurisdição no local da aparição.

Este reconhecimento deu-se em 29 de junho de 2001 pelo bispo Augustine Misago, numa missa na catedral de Gikongoro, na qual estavam presentes os outros bispos do país e o núncio apostólico em Kigali, Mons. Salvatore Pennacchio.

No mesmo dia o Vaticano publicou a notícia da aprovação, dando assim respaldo à declaração episcopal (Cfr. “Radio Vaticana”, 30-6-01).

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos, uma reflexão

Luis Dufaur
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A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici), ou Cavaleiros Templários, Ordem do Templo, ou Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria que existiu na Idade Média entre 1118 e 1312.

Foi fundada em 1118 durante a Primeira Cruzada para proteger os peregrinos a Jerusalém. Os fundadores foram Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, que tiveram o apoio de André de Montbard, tio de São Bernardo de Claraval e do rei Balduíno II de Jerusalém.

Os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência, usavam mantos brancos com a cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.

Eles se estabeleceram no monte do Templo em Jerusalém, e de ali provém o nome. No local existira o Templo de Salomão.

O prédio foi usurpado pelos muçulmanos que o renomearam Mesquita de Al-Aqsa e se encontra em pé.

Em 1127, o Papa Honório II reconheceu a Ordem.

Na bula papal Omne datum optimum, de 29 de março de 1139, o papa Inocêncio II lhe outorgou isenções e privilégios, como construir seus oratórios e serem enterrados neles.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pe. Amorth e exorcismo: como se defender do diabo

Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Luis Dufaur
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APONTAMENTOS COLHIDOS ENQUANTO ASSISTIA AO VÍDEO. NÃO SÃO AO PÉ DA LETRA, MAS TENTAM REGISTRAR OS CONSELHOS ESSENCIAIS.

Pergunta: O que é o diabo?

Pe. Gabriele Amorth: É um puro espírito criado por Deus. Foi submetido a uma prova porque Deus quis que todos os seres inteligentes chegassem à felicidade da visão beatifica com mérito pessoal, nunca pela força.

Os anjos foram submetidos a uma prova de humildade e obediência. Satanás que era o mais esplendoroso deles se rebelou contra Deus e convenceu uma grande quantidade de anjos a se opor.

Foi um ato de orgulho e rebelião feito com uma inteligência e com uma consciência de tal maneira perfeita que dele não se volta atrás.

Pergunta: por que?

Pe. Gabriele Amorth: Uma vez perguntei a um demônio se eles são muitos. E respondeu: somos tantos que se fôssemos visíveis obscureceríamos o sol. Portanto a quantidade é enorme. A quantidade dos anjos é sem dúvida maior.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O profeta Elias virá com seus discípulos quando o demônio parecer triunfante

Santo Elias arrebatado num carro de fogo.
1. Eis o que se passou no dia em que o Senhor arrebatou Elias ao céu num turbilhão:
Elias e Eliseu partiram de Gálgala.

11
.
Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que de repente
um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro e Elias subiu ao céu num turbilhão.

12. Vendo isso, Eliseu exclamou: “Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel!”.
E não o viu mais. (II Reis, 2).

(Domenico Fetti, 1589 - 1623. Buckingham Palace, Royal Collection Trust UK)
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: O B. Palau estudado em Roma: “a Igreja esmagará a cabeça da Revolução que é o diabo”




Tal vez em época alguma da História o mal se exibiu tão triunfante. Basta olharmos em torno de nós.

As leis iníquas e até irracionais que são aprovadas, os costumes morais desfeitos, a família perseguida, a propriedade corroída por normas ou governos socialistas, a corrupção dentro e fora da Igreja, etc. etc.

O Pe. Palau já via isso e entrevia a tremenda piora universal que adviria. Via também a paralisia da maior parte do clero, bispos e cardeais incluídos, em face do inimigo de Deus e do gênero humano.

Mas, para o santo carmelita não estava tudo perdido. Pelo contrário quanto maior a degringolada social e religiosa mais próxima via a grande hora da intervenção salvadora de Deus.

Mas, como?

Deus agiria diretamente?

Por meio de seus santos e anjos?

Por meio de enviados especiais?

A muitos santos, Deus mostrou, em visão, a futura vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos para restaurar a Igreja e a ordem das nações.

O profético carmelita vasculhava os Livros Sagrados e os ensinamentos de Padres e Doutores da Igreja a respeito.

Via algo disso?

Sim, e concluiu que a intervenção divina se faria pela mão do profeta Elias e de seus discípulos.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

O B.Palau estudado em Roma:
“a Igreja esmagará a cabeça da Revolução que é o diabo”

Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Congresso em Roma: o beato Palau e o imperativo da guerra ao demônio





Soror Josefa Pastor CMT, em conferência no Congresso Francisco Palau, Pontifícia Faculdade Teológica Teresianum, Roma, focou a “denuncia profética” dos escândalos do mal feita pelo Beato Palau para alertar o mundo:

“Os argumentos palautianos encabeçados pelo brado “Glória a Deus! Quem como Deus?” do arcanjo São Miguel foram denúncia profética dos escândalos de seu momento histórico, aproveitados pelo demônio para estender o reino do mal”.

Por isso mesmo o inspirado religioso pedia com urgência um esforço de guerra espiritual e sacerdotal contra as legiões infernais e contra suas conspirações em que tomavam parte muitos homens.

Guerra essa que pedia a organização em ordem de combate do ministério do Exorcistado comandado pelo Papa e os bispos e secundado pelo clero universal com o encargo específico de enxotar os espíritos imundos espalhados pela Igreja e pelas nações.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Congresso em Roma: o beato Palau e
o imperativo da guerra ao demônio

Congresso Francisco Palau, na Pontifícia Faculdade Teológica Teresianum, Roma. Com a palavra Soror Josefa Pastor CMT
Congresso Francisco Palau, na Pontifícia Faculdade Teológica
Teresianum, Roma. Com a palavra Soror Josefa Pastor CMT
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Quando iniciamos a série de posts sobre o Beato Francisco Palau y Quer O.C.D., sabíamos que ele não era conhecido no Brasil como mereceria.

A série esta reunida numa só página: “Um profeta de ontem, para hoje, para amanhã e para o fim dos tempos”

Desde então, graças a Deus, constatamos nas repercussões e comentários recebidos que essa ausência de notoriedade diminuiu notoriamente.

Seu nome e seu rosto vão se tornando frequentes, sobretudo nas redes sociais

A ponto que uma dificuldade começou a ser mais sensível, em verdade sem muita força de convicção: não poderia haver da nossa parte um certo exagero na interpretação dos escritos do profético frade espanhol, especialmente de seus polêmicos artigos no “El Ermitaño”?

Para dissipá-la, vieram a ser publicados felizmente em Youtube os vídeos do Congresso Francisco Palau, celebrado entre 26 e 28 de novembro de 2018, no Teresianum, Pontifícia Faculdade Teológica, Pontifício Instituto de Espiritualidade, em Roma, a sé dos Papas.

Desses três dias de palestras dedicadas à vida e à obra do bem-aventurado carmelitano, destacamos a conferência de Soror Josefa Pastor Miralles CMT, intitulada “O exorcistado segundo Francisco Palau”. Cfr. Youtube “O exorcistado segundo Francisco Palau”.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Origem, história e signficado da festa de Corpus Christi

No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento

Luis Dufaur
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Neste ano a festa de Corpus Christi cai no dia 20 de junho. Nela se comemora a presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.



Na Idade Média, os homens tinham uma devoção enlevada pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para libertar seu túmulo dos pagãos muçulmanos fizeram cruzadas.

A história da festa de Corpus Christi tem origem nessa devoção.

Pelo fim do século XIII, na Abadia de Cornillon, em Lieja, Bélgica, nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos na elevação na Missa e a própria festa do Corpus Christi.

A abadessa Santa Juliana de Mont Cornillon ardia em desejos de que o Santíssimo Sacramento tivesse uma festa especial.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento


Luis Dufaur
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Neste ano a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.

Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná.

O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.

Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada.

Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu.

E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil


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continuação do post anterior: Primeiros milagres logo após a aparição


Enquanto que as graças ligadas à aceitação da aparição de Nossa Senhora em La Salette operavam uma verdadeira regeneração moral, os inimigos de La Salette, católicos liberais e anticatólicos, se mostravam cada vez mais incomodados.

De início, os jornais laicistas e anticlericais do tempo tentaram abafar o acontecimento. Mas, com tantas peregrinações e milagres, o silêncio ficou insustentável.

Em pouco tempo começaram a veicular versões deturpadas ou caricatas, e até virulentos ataques contra La Salette e contra a Igreja.

O “Patriote des Alpes” foi o primeiro jornal de Grenoble a dedicar algumas linhas ofensivas à aparição: “Estúpida invenção acolhida pela imbecilidade de alguns, explorada pelo charlatanismo descarado de outros”, escreveu com insolência.

Logo haveria de ser imitado por outros jornais de Paris e Lyon. Em geral essas mesmas publicações se recusavam a publicar retificações ou simples testemunhos da verdade dos fatos de La Salette enviados por leitores.

Faziam exceção os jornais católicos legitimistas, rotulados de ultramontanos ou contrarrevolucionários. Estes eram numerosos, mas não tinham a imensa tiragem dos anticlericais.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Primeiros milagres logo após a aparição

O local da aparição no século XIX
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continuação do post anterior: Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes



Pouco tempo após a aparição se constataram os primeiros milagres.

Em 16 de abril de 1847, sete meses depois da aparição, verificou-se em Sauvignon a cura miraculosa da irmã Saint-Charles enquanto rezava uma novena a Nossa Senhora de La Salette.

Em 14 de maio do mesmo ano aconteceu a cura milagrosa de Sor Saint-Antoine Granet, religiosa do Santíssimo Sacramento, também em Avignon. Ela sofria diversas doenças constatadas por médicos diferentes.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes

Mélanie dois anos depois da aparição

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continuação do post anterior: Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor





Quando Nossa Senhora indicou aos videntes que as colheitas se estragariam em sinal do cumprimento da profecia, incluindo as batatas, Mélanie não entendeu a palavra batatas, pois Nossa Senhora falava em francês.

As crianças não o entendiam bem, pois no dia-a-dia usavam o “patois” da região, um dialeto do francês misturado com muitos particularismos regionais.

Nossa Senhora percebeu a dificuldade e disse:

“Ah! vocês não entendem o francês, meus filhos. Vou vos falar de outro modo”. 

E prosseguiu retomando em “patois” o que já tinha dito.

Então Maximin exclamou:

“Oh! não, minha senhora, isso não pode ser verdade!”.

“Sim, meu filho, você vai ver.”

terça-feira, 14 de maio de 2019

Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor

La Salette, Nossa Senhora ficou em pé e falou

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette





Os videntes desceram logo a pouca distância que os separava da Dama.

Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.

Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:
“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

13 de maio: Fátima, a crise mundial e a solução

Luis Dufaur
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“Não há sobre a Terra uma só nação que não esteja a braços, em quase todos os campos, com crises gravíssimas.

“Se analisarmos a vida interna de cada país, notaremos nele um estado de agitação, de desordem, de desbragamento de apetites e ambições, de subversão de valores que, se já não é a anarquia franca, em todo o caso caminha para lá.

“Nenhum estadista de nossos dias soube ainda apresentar o remédio que corte o passo a esse processo mórbido, de envergadura universal.

“Mas, para a gravidade desta crise universal, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima abre os olhos dos homens, apresentando-lhes uma explicação à luz dos planos da Providência Divina, e também indicando-lhes os meios necessários para evitar a catástrofe.

“É a própria história de nossa época, e mais do que isto o seu futuro, que nos é ensinado por Nossa Senhora.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette

O pranto de Nossa Senhora em La Salette, mosteiro de Einsiedeln

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais.

“Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição. O vestido da Virgem

O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
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continuação do post anterior: As correntes e o crucifixo no peito de Nossa Senhora. A Sagrada Escravidão de São Luis Grignon de Montfort




Nossa Senhora em La Salette apareceu envolta numa grande luz.

Intensíssima como a do astro solar, mas não queimava os olhos.

Ela tinha graus, ou como que círculos concêntricos de intensidade. Essa luz envolveu os videntes.

“A Santa Virgem – explicou Mélanie – estava envolta em duas claridades.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

La Salette, o incêndio de Notre Dame e o futuro da Cristandade:
ocaso ou restauração?

Santinho evoca a fabulosa ofensa ao Sagrado Coração de Jesus
feita pelos 'communards', comunistas de 1871,
E o pranto de Nossa Senhora, que em La Salette
falou que Paris desapareceria incendiada. Cfr.:
A destruição de grandes cidades pecadoras como Paris
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








No best-seller Ugly as Sin — Feias como o pecado (Sophia Institute Press, Manchester, NH, 2001) — Michael S. Rose, jovem arquiteto americano, doutor em Belas Artes pela Brown University (EUA) apresentou a catedral Notre Dame de Paris como a jóia-da-coroa da Cidade Luz, o verdadeiro epicentro, a alma da capital francesa.

Solene e maternal, ela irradia sua influência a partir da Île de la Cité, como uma grande dama a partir do palácio, no centro do seu feudo.

Ela é a representação do Cristianismo na sua totalidade: desde o império universal de Nosso Senhor Jesus Cristo até os sofrimentos dos precitos no inferno.

Nela, o peregrino percebe a luta entre o bem e o mal, entre o sagrado e o profano, entre o eterno e o passageiro.

Notre Dame, insiste Michel Rose, é arte no sentido mais nobre do termo, é arquitetura da mais alta classe, um “lugar sagrado” que espelha as realidades eternas.

Ela é, antes de tudo, a casa onde Deus habita na Terra. Assim a Idade Média via Deus.

Compreende-se à luz destas considerações, e de muitas mais que podem se fazer e foram feitas, o impacto mundial que provocou o incêndio do telhado de Notre Dame e da queda simbólica de sua agulha em chamas.

Incêndios dessa magnitude e simbolismo aconteceram na história medieval.