segunda-feira, 29 de junho de 2020

O calvário de Mélanie

Mélanie com 70 anos de idade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: O calvário de Maximin



Mélanie ingressou nas Irmãs da Providência em Corenc, hoje periferia de Grenoble.

Não quis fazer-se religiosa de clausura, pois queria ter toda a liberdade para divulgar o segredo de La Salette.

A comunidade da Providência ficou edificada com suas virtudes e dons sobrenaturais.

Mélanie recebera os estigmas quando tinha quatro anos.

E o Menino Jesus, a quem ela chamava “meu irmãozinho”, aparecia-lhe regularmente para aconselhá-la.

As religiosas decidiram aceitar a sua profissão solene.

O novo bispo de Grenoble, Mons. Jacques Ginoulhiac (1806 - 1875), porém, exigia-lhe que silenciasse para sempre a mensagem de La Salette e não divulgasse o segredo quando chegasse a data determinada pela Virgem Santíssima.

Como Mélanie não aceitasse essa imposição, no dia de sua profissão o bispo a enviou para visitar a abadia da Grande Chartreuse.

Na volta, a vidente percebeu que suas companheiras tinham feito os votos e ela ficara de fora.

Mons. Ginoulhiac aconselhou-a a ingressar no Carmelo de Darlington, na Inglaterra. Era um exílio, mas Mélanie aceitou em espírito de obediência.

Mélanie, 1898, Messina, Itália
Em Darlington as carmelitas ficaram admiradas pelos dons sobrenaturais incomuns de Mélanie, bem como pelo assédio que sofria por parte do demônio.

Ela fez os votos com as ressalvas indispensáveis para garantir a divulgação do segredo.

Mélanie não sabia, mas Mons. Ginoulhiac ordenara ao diretor espiritual dela, sob pena de interdito, entregar-lhe as cartas da religiosa contendo matéria de consciência.

Quando se aproximava a data de 1858, ela sentiu-se numa espécie de cárcere e enviou cartas às autoridades, até jogando-as por cima do muro da clausura.

O fato foi muito explorado por seus inimigos, mas o bispo de Exham outorgou-lhe as devidas licenças e o Papa Pio IX confirmou a saída do claustro.

Voltou à França, mas nunca encontrou sossego, estando sempre submetida a pressões para não divulgar a mensagem.

Em 1858, como ordenara Nossa Senhora, ela enviou o texto integral do segredo ao Bem-aventurado Papa Pio IX. Além disso, providenciou sua publicação em Marselha em 1860.

E em Lecce (Itália) ele foi publicado com imprimatur do bispo diocesano Servo de Deus Mons. Salvatore Luigi Zola, em 1879.

Ameaçada de excomunhão por um bispo adversário de La Salette, Mélanie instalou-se no sul da Itália, onde alguns bispos a protegeram.

As incessantes mudanças de diocese, a que foi forçada a fazer, deram pretexto para maiores difamações.

Dizia-se que ela era orgulhosa, egocêntrica, masoquista e antisemita histérica, giróvaga, mistificadora, amaciada com padres, e que fora surpreendida num prostíbulo!

Na Itália Mélanie foi co-fundadora das religiosas do Divino Zelo junto com seu diretor espiritual São Aníbal de Francia.

O Instituto tem entre suas finalidades rezar pela vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos.

São Aníbal de Francia e as primeiras religiosas dessa Ordem atestaram ter ela feito milagres portentosos, multiplicação dos panes incluída, e ter os estigmas que ela dissimulava para não atrair a atenção sobre si.

Faleceu em Altamura, província de Bari (Itália), sozinha num quarto, como tinha predito, na noite de 14 para 15 de dezembro de 1904, com 72 anos de idade.

Os vizinhos ouviram naquela noite um cântico angélico que ecoava em seu apartamento.


* * *


Contraditados, antipatizados, difamados e perseguidos por alguns, mas apreciados, defendidos e protegidos por pessoas virtuosas e mesmo santos canonizados, Mélanie e Maximin ficaram para sempre aos pés de Nossa Senhora, nas inúmeras imagens de La Salette que se veneram em toda a Terra.


continua no próximo post:


segunda-feira, 22 de junho de 2020

O calvário de Maximin

Maximin, vidente de La Salette
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





continuação do post anterior: Resistência invicta às ondas contra o segredo de La Salette



Maximin entrou no seminário diocesano, onde primou por sua seriedade e piedade.

O novo bispo de Grenoble, Mons. Jacques Ginoulhiac (1806 - 1875), grande amigo do governo e acérrimo opositor da aparição, impôs-lhe não mais falar do caso e silenciar o segredo para sempre como condição para ser ordenado.

Maximin respondeu em carta:

“Se Sua Excelência Mons. Ginoulhiac tem a intenção de me paralisar antecipadamente, de não me deixar nem agir, nem falar nem escrever, quando a minha missão de apóstolo de La Salette tornar-me-ia obrigatório fazê-lo, pense antes de me dar sua opinião.

“Tal intenção, presente em meu superior, seria um sinal positivo de eu não ter vocação.

“Deus não iria me dar uma vocação sacerdotal diametralmente oposta à vocação que me vem de Maria: a de difundir em todo lugar e sempre, segundo as circunstâncias, suas advertências a seu povo”.

Maximin, em foto de 1861
O bispo então expulsou-o do seminário. Maximin procurou estudar e trabalhar em Paris e Le Havre.

Mas onde ia, seguia-o uma série de maledicências e hostilidades de origem anticatólica ou eclesiástica liberal.

Tal murmuração espalhou ser ele inculto, estúpido, instável, bêbado e dissoluto.

Mons. Ginoulhiac não hesitou em escrever ao Ministro de Instrução Pública, anticatólico, acusando o vidente de “dizer um conjunto de mentiras voluntárias”.

O prelado se gabou de tê-lo banido do seminário como “ato de justa severidade” que o fez “cessar suas fantasias proféticas”.

O vigário de Saint Germain l’Auxerrois, famosa paróquia de Paris, escreveu um livreto acusando-o de viver em concubinato com sua mãe adotiva, piedosa mulher que por sinal, fora dirigida espiritualmente por São Pedro Julião Eymard!

Mensagens pessoais a políticos e eclesiásticos influentes

Maximin transmitiu mensagens pessoais para personagens importantes do tempo.

Ao conde de Chambord, pretendente legitimista à coroa da França, no sentido de dissuadi-lo de reinar.

Ao arcebispo de Paris, Mons. Darboy, a quem predisse que morreria fuzilado, como de fato o foi, pelos revolucionários comunistas da Comuna de Paris.

A Napoleão III, advertindo-o de sua próxima queda caso abandonasse o Papa, como acabou acontecendo.

Maximin alistou-se no corpo dos zuavos pontifícios, regimento de voluntários a serviço do Papa, mas a vida de caserna não correspondia ao seu ideal.

Túmulo de Maximin, no cemitério de Corps
Em seus últimos anos de vida foi acolhido por uma família de Paris, até que esta perdeu a casa na revolução comunista da Comuna de 1871.

Ele acabou dormindo ao relento, tendo, por isso contraído a doença que lhe provocou a morte.

Na mais extrema indigência, Maximin pediu a Mons. Ginoulhiac um albergue onde pudesse morrer dignamente.

O prelado recusou o pedido.

O bispo, “turiferário do regime”, tinha sido recompensado por Napoleão III com a Sé primacial de Lyon, que ocupou de 1871 a 1875.

Para agradar os governos maçônicos da época adotou e espalhou a contestada teoria segundo a qual que “a missão (dos videntes) tinha terminado”.

Dolorosamente no fim da vida ele perdeu a razão. O Bem-aventurado Pio IX nunca lhe concedeu a honra do cardinalato, que é outorgada a todos os arcebispos de Lyon.

Na miséria, Maximin entregou sua alma a Deus em sua cidade natal de Corps, em 1º de março de 1875, aos 39 anos de idade.

Deixou o exemplo de uma vida moral íntegra e uma indomável determinação em fazer a vontade de Nossa Senhora, acima da vontade dos homens.

Seu coração foi depositado na basílica de La Salette, e seu corpo no pequeno cemitério de Corps, onde jaz atualmente.


continua no próximo post: O calvário de Mélanie


segunda-feira, 15 de junho de 2020

Resistência invicta
às ondas contra o segredo de La Salette

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: O calvário dos videntes após a aparição



Não faltaram incrédulos ou mal intencionados que tentaram pegar os jovens videntes em contradição, ou fazê-los violar dolosamente o dever de guardar o segredo.

Nas respostas das crianças transparecia de tal maneira o sobrenatural, que até os adversários ficavam dominados por um misto de desconcerto e admiração.

Um caso arquetípico deu-se com o Pe. Dupanloup, líder liberal francês.

Mons Dupanloup tentou subornar a Maximin
O eclesiástico posteriormente, como bispo de Orleans, foi um dos chefes da oposição à proclamação do dogma da infalibilidade papal, durante o Concílio Vaticano I.

O Pe. Dupanloup passou alguns dias com Maximin, tentando que o menino lhe confidenciasse o segredo.

Até colocou sobre a mesa uma pilha de moedas de ouro – coisa que deslumbrou a Maximin, pois sendo de família miserável, jamais vira algo assim – e lhas ofereceu em troca da violação do compromisso com Nossa Senhora.

O pretexto foi tirar da indigência a ele e sua família.

A reação de Maximin foi de uma tal integridade, que o Pe. Dupanloup saiu confundido:

Melanie não temeu ameaça de prisão
“Eu senti que a dignidade da criança era maior que a minha”, escreveu ele.

Outro caso deu-se com o juiz da cidade. Ele interrogou as duas crianças separadamente.

Ofereceu-lhes dinheiro para que delatassem o segredo e desmentissem de público o acontecido.

“Guarde seu dinheiro – respondeu Mélanie –, eu não me retrato em nada e eu não quero desvendar o meu segredo”.

Então o juiz ameaçou colocá-la na prisão.

“Eu entrarei na prisão – respondeu Mélanie – mas meu segredo entrará comigo”.

O juiz então insinuou qualquer coisa que soava como ameaça de morte, e ela retrucou: “Sr. juiz, não se morre mais de uma vez”.

O êmulo de Pilatos desistiu da tentativa.


continua no próximo post: o Calvário de Maximin


Vídeo: Uma visita ao local da aparição
Clique na foto



segunda-feira, 8 de junho de 2020

O calvário dos videntes após a aparição

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Fim da aparição em La Salette. Nossa Senhora sobe ao Céu



Por vezes pode-se julgar que a vida de quem viu Nossa Senhora seja um Céu na Terra, despojada de lutas e provações.

No caso de Mélanie e Maximin, suas vidas foram cheias de manifestações de predileção divina, sem dúvida.

Mas também padeceram muito, perseguidos pelo ódio diabólico e pela atuação de associações anticatólicas revolucionárias.

É doloroso constatá-lo, igualmente por sacerdotes, bispos e até cardeais adeptos das ideias que confluiriam para o perturbador progressismo hodierno, as quais a Santíssima Virgem apontou como uma das causas da cólera de Deus.

Eis alguns exemplos. Em 1853 o Pe. C. J. Déléon, sacerdote em interdito, publicou sem autorização eclesiástica dois volumes atribuindo a aparição a uma montagem de uma piedosa senhorita, Constance Saint-Ferréol de Lamerlière, que teria ludibriado as crianças.

O mirabolante livro foi condenado pela Igreja, e Constance pediu à Justiça que seu nome fosse tirado do escrito.

A aparição segundo uma gravura da época
O pedido foi recusado sem explicações em todas as instâncias judiciárias. Por isso, para o Judiciário francês, La Salette foi uma fraude religiosa.

O Cardeal Luís de Bonald, primaz da França e líder liberal, chegou a escrever que a aparição fora uma falcatrua, porque visaria explorar comercialmente a água da fonte que começou a fluir ininterruptamente no local da aparição.

Tendo sido flagrado fornecendo à Santa Sé informações falsas sobre o caso, para dizer pouco, o Cardeal silenciou, mas suas insinuações e negações envenenaram o ambiente católico contra a aparição e os videntes.

Melania e Maximino: fiéis narradores da visão de La Salette

Nos anos subsequentes à aparição as duas crianças repetiram infatigavelmente a mensagem pública de Nossa Senhora aos peregrinos que iam a La Salette.

Aqueles que os conheceram contaram que eles tinham as reações típicas da idade, mas se transformavam na hora de falar da aparição.

Dois meses depois da aparição, já somavam mais de duzentos os eclesiásticos que tinham interrogado os videntes no próprio local do celeste acontecimento.

A naturalidade e a humildade dos videntes deixou muito bem impressionados os observadores prudentes.

O cônego Rousselot, vigário geral honorário da diocese de Grenoble, foi encarregado pelo bispo de presidir as investigações oficiais.

Ele analisou longamente a figura e o caráter de Maximin e destacou sua despretensão:

“Numa palavra, esta criança em nada parece perceber que há dez meses é o objeto da curiosidade, da solicitude, da atenção, dos afagos de um público numeroso.

“Ele nem se põe a questão de ser causa primeira do concurso prodigioso de pessoas que tem lugar todo dia em La Salette”.

Bispo: “só Deus pode dar tal linguagem às crianças”

O Pe. Félix Repelin, professor de retórica no seminário menor de Embrun, durante três horas tentou ver se os pequenos videntes relaxavam e contavam algo do segredo.

Para esse efeito ele sugeriu a Mélanie que a figura que tinha aparecido fosse talvez um mau espírito que queria semear a desordem na Igreja.

Mélanie respondeu no ato: “Mas senhor, o demônio não usa uma cruz!”

O douto eclesiástico insistiu, lembrando que o demônio levou Nosso Senhor sobre o templo durante a tentação no deserto.

“Não senhor – respondeu Mélanie – o bom Deus não deixaria levar sua cruz desse modo. Foi pela cruz que Ele salvou o mundo”.

O Pe. Félix depois escreveu:

“A segurança desta criança, a profundidade desta resposta, da qual ela talvez não percebia toda a beleza, me fecharam a boca”.

Mas o Pe. Félix voltou à carga, e perguntou:

– Mélanie, teu anjo da guarda sabe teu segredo?

– Sim senhor.

Videntes de La Salette
– Portanto, tem alguém que o sabe...

– Mas meu anjo da guarda não pertence ao povo.

– Mas se os anjos da guarda o sabem, nós acabaremos um dia por sabe-lo também...

– Então faça que ele lhe conte – respondeu Mélanie sorrindo.

O mesmo sacerdote soube que Maximin ficara muito tocado por uma representação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; e que nos dias seguintes, três ou quatro vezes deixou escapar: “Eu vi qualquer coisa de meu segredo”.

O Pe. Félix relembrou essas palavras a Maximin, que confirmou:

– Sim senhor, eu disse isso.

– Então teu segredo se refere à Paixão de Nosso Senhor!

– Ah! Refere-se a isso ou a outra coisa!

– Mas deve ter relação com o que você viu...

– Mas o senhor não sabe o que eu vi antes, durante ou depois!

– Eu poderia sabê-lo, recolhendo informações das pessoas...

– Faça o possível.

“Diante desta resposta precisa e rápida – escreveu o cônego Repelin ao bispo – nós não soubemos mais o que acrescentar.

“Nós compreendemos que era impossível reunir todas as circunstâncias e separar as que poderiam ter relação com qualquer coisa do seu segredo.

“Pareceu-nos que só Deus podia dar uma tal linguagem às crianças”.

No mesmo sentido depôs o reitor do seminário menor de Grenoble, Pe. Pierre Chambon, em novembro de 1846:

“Até o presente, estas pobres crianças têm sido admiravelmente fiéis ao segredo.

“Nós temos ficado verdadeiramente impressionados pelos recursos surpreendentes que eles tiram para se defender quando se os aperta, não obstante sua candura e simplicidade.

“Eles fugiram facilmente de todos nossos ardis e de nossas artimanhas. Foi-nos impossível dar a volta neles”.


continua no próximo post: Resistência invicta às ondas contra o segredo de La Salette


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Fim da aparição em La Salette.
Nossa Senhora sobe ao Céu

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Santo Elias e Santo Henoc à testa dos Apóstolos dos Últimos Tempos




Sobre o fim do Anticristo, como vimos no post anterior, Mélanie disse ao Pe. E. Combe que, numa ocasião, em que ele tentará ascender ao céu,

“São Miguel Arcanjo aparecerá com um exército de anjos de um esplendor sem igual, bradando: “Quem é como Deus? Quis ut Deus?”.

“Imediatamente os demônios perderão seu luzimento e sua força e se afastarão do Anticristo, que eles sustentavam com seu poder.

“Um fogo imenso sairá da terra entreaberta sob os pés dos espectadores da primeira fileira, dispostos segundo sua dignidade e opulência.

“Eles serão engolidos junto com o Anticristo e os demônios, por vasta cratera que se fechará depois sobre eles”.

Após pronunciar as palavras que encerram o segredo, Nossa Senhora comunicou a Mélanie a regra dos Apóstolos dos Últimos Tempos e continuou com a parte pública da revelação.

Por fim, antes de desaparecer, a Santíssima Virgem confirmou os videntes na missão de divulgar o segredo:
“Pois bem, meus filhos, comunicareis isto tudo a meu povo”.

O que pensar?

La Salette, Nossa Senhora rainha destronada
Uma dama, ou uma bela dama. Assim ficou gravada nos meninos a imagem da Santíssima Virgem.

Uma grande senhora. Mélanie prestou muita atenção nas roupas e símbolos que Ela usava.

Daí foi possível aos artistas elaborar as imagens de Nossa Senhora no local da aparição.

Elas serviram de modelo para as outras em todo o mundo.

Era uma senhora coroada de flores, que Mélanie e Maximin encontraram sentada sobre o paraíso, chorando com o rosto nas mãos.

Nossa Senhora, embora merecendo todos os tronos da Terra, parecia só ter encontrado aquele florido banquinho de pedra para se sentar.

Estava como uma rainha destronada, que percorre seu reino em prantos, à procura de quem queira lhe ser fiel.

Os pastorinhos se aproximaram com entusiasmo e candura. Não tinham ideia do que ouviriam.

Muito do que Nossa Senhora tratou nem sequer tinha passado pela suas infantis inteligências até aquele momento.

Nossa Senhora é a verdadeira Rainha do universo, coroada no alto dos Céus por Nosso Senhor Jesus Cristo.

O caráter de Rainha não é apenas simbólico, não se reduz a uma coroa de ouro para ficar bonita na cabeça das Suas imagens.

A coroa simboliza o governo efetivo de tudo quanto se passa abaixo de Deus.

Nossa Senhora da Consolação coroada,  igreja de Santa Catarina, Cracóvia, Polônia.
Nossa Senhora da Consolação Rainha coroada,
igreja de Santa Catarina, Cracóvia, Polônia.
E no Segredo de La Salette, Nossa Senhora patenteou seu conhecimento e domínio da História da humanidade até os fins dos tempos como verdadeira Rainha que é, intercessora onipotente ante Seu Divino Filho

Na perspectiva de La Salette podemos considerar que o Reinado de Nossa Senhora na Terra se realiza antes de tudo pela conformidade das almas dos homens com o que Ela quer.

Portanto, com a conformidade dos costumes, da Civilização, das Leis da vida pública, no Estado e na Igreja, com o que Ela quer para a maior glória de Seu Filho.

Infelizmente, nós podemos dizer que na imensíssima maioria dos homens Nossa Senhora tem apenas restos de influência.

Seria exagerado dizer que não tem influência nenhuma, Ela tem restos de influência. Mas são apenas pequenos restos.

Restos tão pequenos que, se desaparecerem, desaparece tudo. É como um sorvete que está no sol.

São, portanto, restos que estão engajados num processo de destruição que torna inevitável o desaparecimento deles.

Por isso, Ela veio em La Salette, em Lourdes, em Fátima, para avisar, implorar, chamar aos filhos que se perdem.

O que fizeram esses filhos desses apelos maternais tão pungentes e tão apertantes?

O fato é Nossa Senhora ficou como uma Rainha que está sentada no Seu trono numa sala que está cheia de inimigos.

Nossa Senhora ficou como uma Rainha sentada no Seu trono rodeada de inimigos

Os inimigos já arrancaram o dossel. Já tiraram da fronte veneranda d'Ela a coroa de glória a que Ela tem direito. Já Lhe arrancaram das mãos o cetro. Ela está amarrada para ser morta.

Ela nunca será morta, mas seus inimigos quereriam matar a lembrança dEla nos corações, nas instituições públicas, arrancar suas imagens dos logradouros públicos e até das igrejas, esvaziar ruas e praças de fiéis, construir um mundo cabeça para abaixo, tudo o contrário à ordem católica, a Cristandade.

Basta vermos a esplanada de Fátima inteiramente vazia de povo no último 13 de maio (2020).

E até mesmo a Praça de São Pedro na Semana Santa absolutamente desolada, a ponto de muito terem chegado a se perguntar se não chegaram os dias do sinal dado por Nosso Senhor:

“Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) (...)

“então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será”. (São Mateus, 24, 15-21)

E por isso, Nossa Senhora chora.

Este é, pois, um momento especial para nós voltarmos para Ela em espírito de penitência e oração, cheios de confiança na sua maternal misericórdia e no triunfo dEla anunciado em La Salette, Lourdes e Fátima.


continua no próximo post: O calvário dos videntes após a aparição


quinta-feira, 28 de maio de 2020

Irmã Lúcia: “o demônio está travando
uma batalha decisiva contra a Santíssima Virgem”

A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”




A missão da Irmã Lúcia

“Senhor Padre, eis porque a minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que certamente virão se antes o mundo não rezar e se sacrificar.

“Não! A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder as nossas almas para toda a eternidade, se nos obstinarmos no pecado.”

A urgência da conversão

A Irmã Lúcia também me disse:

“Senhor Padre, não devemos esperar que venha de Roma, da parte do Santo Padre, um apelo ao mundo para que faça penitência.

“Nem devemos esperar que esse apelo à penitência venha dos nossos Bispos, nas nossas Dioceses, nem das congregações religiosas.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”

A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Em 26 de Dezembro de 1957 o Padre Agustín Fuentes, que estava a preparar-se para ser postulador das causas da beatificação de Francisco e Jacinta Marto.

Avistou-se com a Irmã Lúcia no seu convento em Coimbra, Portugal; e ali pôde conversar amplamente com a vidente de Fátima.

Ao voltar ao México, o seu país natal, fez uma conferência sobre esse encontro, em que se referiu às palavras da Irmã Lúcia.

O Padre Alonso, que seria mais tarde arquivista oficial de Fátima durante 16 anos, sublinhou que o relato da conferência foi publicado;

“Com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima.”

O Padre Fuentes afirmou que a mensagem vinha “da própria boca da principal vidente.”

O relatório do Padre Fuentes

“Quero falar-lhes da última conversa que tive com a Irmã Lúcia em 26 de Dezembro (de 1956). Encontrei-a no seu convento. Estava muito triste, muito pálida e abatida. Ela disse-me”:

“Ninguém fez caso”

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Pe. Amorth: Nossa Senhora pediu consagrar a Rússia. Não foi feito e a punição está em andamento

Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Amorth avisa: a consagração da Rússia não foi feita e a punição pode estar perto
Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma avisa:
a consagração da Rússia não foi feita, por isso a punição pode estar perto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



LifeSite (edição impressa) entrevistou o Padre Gabriele Amorth, o principal exorcista de Roma, a cidade dos Papas, antes do falecimento do venerado sacerdote.

Ele foi autor de diversos livros sobre o delicado tema. Entre eles: Um Exorcista Conta Sua História e Um Exorcista: Mais histórias.

O Pe. Amorth fundou e liderou a Associação Internacional de Exorcistas, tendo praticado centenas de exorcismos em seus mais de 30 anos nessa função apostólica.

Ele é toda uma autoridade na matéria e conhece de perto as insídias e os artifícios do príncipe das trevas.

Também discerne com acuidade o que o pai da mentira trama contra a Igreja e a Cristandade, para a perdição do maior número de almas.

Nossa Senhora em Fátima advertiu os videntes a respeito dos artifícios de Satanás para a perdição do mundo.

Também fez uma referência explícita e insistente aos males que, inspirados por Satanás, homicida por excelência, viriam por meio da Rússia se esta não fosse consagrada ao seu Imaculado Coração.

Desde 1917 foram feitas várias consagrações por diferentes Papas. A mais solene foi a de 25 de março de 1984, por João Paulo II e todos os bispos do mundo.

Entretanto, explicou o Padre Gabriele Amorth, essas consagrações não preencheram as condições pedidas por Nossa Senhora e não podem ser consideradas como atendendo ao pedido d’Ela em 1917.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Silencia-se a voz de Nossa Senhora em Fátima
Só fala o pai da mentira e a Terra treme

Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse
que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Enquanto a humanidade padece as mortes, os sofrimentos e as incertezas decorrentes da epidemia do coronavírus, no “anel de fogo do Pacífico”, o vulcão Anak Krakatoa entrou mais uma vez em aterradora explosão, observou o jornal argentino “La Voz” de Córdoba.

A voz de Fátima chegará a nós: ainda que o inferno se oponha

Construíram uma paz sem Cristo, uma paz contra Cristo.

O mundo se afundou ainda mais no pecado, a despeito da mensagem de Nossa Senhora.

Em Fátima, os milagres se multiplicavam às dezenas, às centenas, aos milhares.

E tudo isto não obstante, ninguém dava ouvidos a Fátima.

Passaram-se mais de vinte anos.

Um belo dia, sinais estranhos se viram no céu... era uma aurora boreal, noticiada por todas as agências telegráficas da terra.

Dentro em breve a guerra viria.

A guerra veio dentro em breve.

“Se hoje ouvirdes Sua voz, não endureçais vossos corações”, diz a Escritura.

No dia de sua festa, mais uma vez a voz de Fátima devia chegar a nós.

E foi silenciada pelos que deviam faze-la ecoar no mundo.

Na sua festa reprimida, escreveu em manchete o jornal português “Observador”:

“Fátima foi ‘deserto escuro’ num santuário vazio, em noite de velas sem luz”

Poderia se tentar um abafamento pior da voz de Fátima?

Em 2018 esse vulcão explodiu, gerando um tsunami que matou mais de 400 pessoas. O Anak Krakatoa está emergindo pela pressão de uma imensa caldeira de lava acumulada sob o nível do mar.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Fátima 13 de maio, e a epidemia em “muitos matrimônios que não são de Deus”

Santa Jacinta Marto: “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”,
Santa Jacinta Marto: “muitos matrimônios não são bons,
não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”
,
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Quando em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora em Fátima veio a alertar o mundo para a necessidade de reverter a decadência dos costumes por meio da penitência, sob pena de grandes castigos, sem dúvida ninguém pensou no coronavírus ou em algo parecido.

Dois anos depois, Jacinta – a mais nova dos videntes, hoje canonizada – disse que “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”, segundo registraram seus historiadores Pe. João de Marchi e William Thomas Walsh. Tampouco havia condições de perceber o que hoje está acontecendo.

Agora há uma coincidência da pandemia com as explosões vulcânicas no “anel de fogo do Pacífico”, onde o vulcão Anak Krakatoa entrou em aterradora convulsão acompanhado por mais 13 vulcões menores da Indonésia e pelos gigantes Popocatéptl do México e o Volcán de Fuego, da Guatemala.

Somou-se as passagens, uma remota outra muito próxima, de inquietantes asteroides e a multiplicação das ameaças recíprocas de usar armas atômicas por parte de Putin e Trump.

Isso fez a algum leitor achar que o contexto universal parece com a abertura dos sete selos de que fala o Apocalipse.

Não ousamos ir tão longe. Mas sim pensamos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima na primeira de suas aparições:

“Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”

E ainda: “Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Santo Elias e Santo Henoc à testa dos Apóstolos dos Últimos Tempos

O profeta Santo Elias
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: Nossa Senhora e os Apóstolos dos Últimos Tempos



Imediatamente após a conclamação dos apóstolos dos últimos tempos, o Segredo de La Salette destaca o papel que desempenharão Henoc e o profeta Elias nos horizontes proféticos acenados por Nossa Senhora no local da aparição.

O Apocalipse ensina que no fim dos tempos Deus enviará duas testemunhas a combater o Anticristo (Ap, XI,3-ss.).

Segundo uma interpretação defendida por santos e exegetas tradicionais, essas testemunhas seriam o profeta Elias e o patriarca Henoc.

Eles estariam conservados num local ignoto e seriam enviados à Terra para uma pregação derradeira antes do fim do mundo.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Beato Palau: revide divino ao surto revolucionário

São João Evangelista: “Satanás será solto da prisão. Sairá dela para seduzir as nações” De Ricci MS 044,  f 13. Columbia University, New York.
São João Evangelista: “Satanás será solto da prisão.
Sairá para seduzir as nações”
De Ricci MS 044, f 13. Columbia University, New York.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: Pânico: a conjura revolucionária manipula a epidemia



Contrariamente a muita coisa que se diz, o Beato Palau sublinhava que catástrofe alguma pegaria a Igreja de surpresa.

E isto porque, nas Sagradas Escrituras e nas profecias particulares, Deus revelou os acontecimentos muito graves e gravíssimos que afetarão a Igreja e a sociedade humana até o fim dos tempos.

Se lermos com fé as Escrituras e os mensagens das almas dotadas do dom de profecia, descobriremos que muito do que nos está acontecendo já foi anunciado e alertado nos livros divinos e nas advertências particulares.

Mas quais desses muitos textos se aplicam aos nossos dias?

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Pânico: a conjura revolucionária manipula a epidemia

"A festa das bruxas" ilustra o conúbio de espíritos malignos e homens perversos.
Francisco de Goya y Lucientes (1746 -1828) Museu Lázaro Galdiano, Madri
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





continuação do  post anterior: Pe. Palau: Satanás age na epidemia com os dias contados



No dia 25 setembro de 1870, o Beato Palau descrevia o pitoresco panorama do vale de Vallcarca, entre Barcelona e a montanha do Tibidabo, ponto de referência da cidade.

Todo ele estava cheio de barracas dos fugitivos do pânico – nunca concretizado – da epidemia em Barcelona.

Para lá iam, empurrados pelo pânico de não se sabe o que, os populares que não possuíam chácaras nem sítios.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Pe. Palau: Satanás age na epidemia com os dias contados

O pânico, ou O colosso, atribuído a um seguidor de Francisco Goya (1746-1828), Museo del Prado, Madri
O pânico, ou O colosso, atribuído a um seguidor
de Francisco Goya (1746-1828), Museo del Prado, Madri
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do  post anterior: Beato Palau: a maldição da epidemia se afasta com as bênçãos da Igreja!



O bem-aventurado Palau sublinhava que as epidemias permitidas por Deus tinham uma dimensão religiosa ditada pela justiça divina para punir os maus costumes e os desvios sociais dos povos.

Mas também do ponto de vista da Misericórdia Divina são grande ocasião para os homens se voltarem a Deus esquecido e obterem a remissão das culpas e o fim dos males.

“Insistimos que esta epidemia não é senão o fogo da ira de Deus materialmente transmitido aos corpos humanos pelos agentes de sua justiça.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Beato Palau: a maldição da epidemia
se afasta com as bênçãos da Igreja!

Triunfo da morte, detalhe. Pieter Bruegel o Velho (1525-1530 – 1569) . Museu do Prado, Madri
Triunfo da morte, detalhe. Pieter Bruegel o Velho (1525-1530 – 1569).
Museu do Prado, Madri
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O Bem-aventurado Francisco Palau O.C.D. enfrentou epidemias quase rotineiras que atingiram sua região natal, a Catalunha — onde exercia seu apostolado —, e inclusive sua capital, Barcelona.

Diversamente da falta de fé hodierna, o Beato – como, aliás, boa parte do clero – agia corajosamente no fulcro do drama para atender espiritualmente os doentes com Sacramentos, bênçãos, sacramentais, procissões, adorações e conselhos espirituais em igrejas, ruas, casas e hospitais.

Esse cumprimento heroico da ordem dada por Jesus Cristo aos Apóstolos de curar os doentes acabou apressando sua morte, acontecida no dia 20 de março de 1872 em Tarragona, extenuado em decorrência de seu intenso esforço e do contágio da febre amarela, que estava quase debelada.

“Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demô­nios. Recebestes de graça, de graça dai!” (São Mateus, 10, 8)

segunda-feira, 30 de março de 2020

Nossa Senhora e os Apóstolos dos Últimos Tempos

Santa Joana d'Arco na batalha de Patay.  Franck Craig (1874-1918), Musée d'Orsay, Paris.
Santa Joana d'Arco na batalha de Patay.
Franck Craig (1874-1918), Musée d'Orsay, Paris.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs










continuação do post anterior: Desgraças nos tempos do Anticristo e heroísmo dos fiéis perseverantes


Após descrever as linhas mestras do acontecer humano até o encerramento da história, Nossa Senhora introduziu no segredo um elemento novo.

Ela conclamou o aparecimento dos Apóstolos dos Últimos Tempos, uma legião de santos – ou uma ordem religiosa original – que há de ser suscitada pela Providência Divina para combater e derrotar a iniquidade revolucionária e sustentar o futuro Reino de Maria.

terça-feira, 24 de março de 2020

Anunciação: a festa dos escravos de Maria segundo o método de São Luis Grignon de Montfort

Corrente e Cruz de Nossa Senhora, Aparições de La Salette

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em La Salette, Nossa Senhora apareceu usando uma Cruz e uma corrente todas especiais.

Mélanie, ela própria nos contou como eram:

“A Santa Virgem tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço.

“Essa cruz parecia ser dourada, mas digo dourada para não dizer que era folheada a ouro (...). Sobre esta cruz brilhantíssima havia um crucificado.

“Era Nosso Senhor com os braços estendidos sobre a cruz. Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês.

“A cor da pele do crucificado era natural, mas brilhava com grande fulgor.

“E a luz que emanava de todo seu corpo parecia dardos brilhantíssimos que perpassavam meu coração de desejo de me fundir n’Ele.