segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Nossa Senhora de Akita 1: a Fátima do Oriente e seus anúncios ‒ Primeira mensagem

A imagem milagrosa de Akita
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O extraordinário interesse que naturalmente inspiraram os terríveis acontecimentos do Japão (tsunami) e a misericordiosa intervenção preventiva de Nossa Senhora, levou-nos a coletar informações sobre as aparições de Akita.

As palavras de Nossa Senhora ficam mais válidas e candentes do que nunca. Por isso optamos por reproduzi-las novamente.

Devido à extensão da matéria, a dividiremos em quatro posts sucessivos.


Inês (Agnes) Katsuko Sasagawa, 42, ingressou no Instituto das Servas do Santíssimo Sacramento em Yuzawadai, apenas fora de Akita, em 12 de maio de 1973. Inês vinha de se converter do budismo, mas estava totalmente surda, incurável.

Primeiros fenômenos sobrenaturais

O primeiro evento milagroso ocorreu em 12 de junho de 1973, apenas um mês após a entrada de Inês no convento: uma luz resplandeceu diante do Tabernáculo. Isso aconteceu várias vezes junto com algo parecido com fumaça que pairava em volta do altar.

Durante uma dessas iluminações a Irmã Inês viu “uma multidão de seres semelhantes a anjos que cercavam o altar em adoração diante do Santíssimo Sacramento”.

Dom João Ito, bispo ordinário da diocese de Niigata, na qual fica Akita, estava hospedado no convento para realizar uma semana de devoções.

A irmã Inês confidenciou-lhe as circunstâncias dessas visões, bem como todos os eventos e aparições que se seguiram. Dom Ito e o diretor espiritual do convento, Pe. Teiji Yasuda, foram testemunhas de muitos dos fenômenos.

Sóror Inês também foi favorecida com visitas do seu anjo da guarda. Instada a descrever o Anjo, a religiosa disse que tinha “um rosto redondo, uma expressão de doçura e parecia uma pessoa coberta por uma brancura brilhante como a neve...”

O Anjo da Guarda confidenciou várias mensagens para a irmã e, muitas vezes orou com ela, além de orientá-la e aconselhá-la.

Na noite de 28 de junho de 1973, a Irmã Inês descobriu na palma da sua mão esquerda uma ferida em forma de cruz, que era extremamente dolorosa.

Em 5 de julho de 1973, uma pequena abertura apareceu no centro da ferida e o sangue começou a fluir. Depois, a dor diminuía durante a maior parte da semana, exceto nas noites de quinta e sexta-feira toda, quando a dor se tornava quase insuportável.

Primeira mensagem

Em 6 de julho de 1973, o anjo da guarda apareceu, dizendo à Irmã: “as feridas de Maria são muito mais profundas e dolorosas do que a tua. Vamos rezar juntos na capela”.

Depois de entrar na capela, o Anjo desapareceu. Então, a Irmã Inês, voltou-se para a estátua de Maria situada no lado direito do altar.

A estátua, que é de aproximadamente 90 centímetros de altura foi esculpida na madeira dura de “árvore da Judéia” [N.: “Cercis siliquastrum”, árvore originária da Palestina onde é muito presente).

Ela representa Nossa Senhora de pé diante de uma cruz, com os braços ao seu lado e as palmas das mãos voltadas para frente. Sob seus pés há um globo que representa o mundo.

A Irmã Inês aproximou-se da estátua:

‒ “De repente, disse, senti que a estátua de madeira tomou vida e estava prestes a falar comigo... Ela estava imersa numa luz brilhante... No mesmo instante uma voz de beleza indescritível soou em meus ouvidos totalmente surdos.”

Nossa Senhora disse-lhe: “tua surdez será curada...” Ela recitou com a Irmã Inês a oração da comunidade que tinha sido composta pelo bispo Ito.

Nas palavras “Jesus presente na Eucaristia” Maria instruiu-a:

“De agora em diante, você irá adicionar “verdadeiramente”.

Juntamente com o anjo que apareceu novamente, as três vozes recitaram uma consagração ao Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Eucaristia.

A oração diz:

“Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, eu consagro meu corpo e minha alma para ser inteiramente um com Vosso Coração, sendo sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvor ao Pai implorando pela vinda do Seu Reino.

“Por favor receba este humilde oferecimento de mim mesma. Use-me como Vós desejais para a glória do Pai e a salvação das almas.

“Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixe ficar separada de Vosso Divino Filho. Por favor defendei-me e protegei-me como Vossa Especial Filha. Amém.”

Antes de desaparecer, Nossa Senhora pediu à Irmã Inês “rezar muito pelo Papa, pelos bispos e os padres...”


Sangue na imagem

Na manhã seguinte, quando as irmãs se reuniram para a recitação de Laudes, eles encontraram sangue na mão direita da estátua e duas linhas que a atravessavam e no meio uma abertura de onde o sangue fluía.

A ferida era igual à da mão da Irmã Inês, exceto que, posto que a mão da estátua era menor, a ferida era menor. Sangrou nas sextas-feiras de julho, durante o ano de 1973, como fez na ferida na mão da Irmã Inês.

Uma das irmãs escreveu: “A ferida estava realmente a cortar a carne. A borda da cruz tinha o aspecto de carne humana e uma religiosa até julgou ver as relevâncias da pele como numa impressão digital. Eu falei para mim mesma nesse momento que a ferida era real...”

Merece ser notado que as gotas de sangue corriam ao longo da mão da estátua, que tinha os braços abertos e apontando para baixo, mas nunca as gotas caíam das mãos.

A ferida na mão da Irmã Inês apareceu na quinta-feira 28 de junho de 1973. E, como predito pelo anjo da guarda, desapareceu na sexta-feira 27 de julho sem deixar rastro.


Continua no próximo post


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Período de paz depois dos castigos e antes do fim do mundo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Ressurreição moral e social das nações 





O estudo e a meditação do Apocalipse comunicaram ao B. Palau a certeza de que após a plena realização da missão do Restaurador não viria o encerramento da História, mas se inauguraria uma época de paz.

A duração desta feliz era não está predeterminada, mas será variável em função da fidelidade dos homens à Lei de Deus.

Derrotada a Revolução e encadeado Satanás nos abismos eternos, a Igreja vitoriosa e as nações purificadas pelo castigo universal conhecerão um período de esplendor inigualado:

“Pois bem — argumentava —, ou Deus acaba com o mundo, ou o redime.

“Redimi-lo-á. Antes que o Juiz Supremo chame a juízo os homens no vale de Josafá, antes que a sociedade humana conclua sua existência sobre a terra, terá tempo para se preparar para receber o Juiz Supremo de vivos e mortos.

“Terá paz, e para que tenha paz, encadeará Satanás, que perturba a terra, e o encerrará nos infernos” (“La Revolução se hunde”, El Ermitaño, Nº 106, 17-11-1870).

Numa outra ocasião, explicou:

“8.º Acreditamos que tendo a Igreja vencido o Anticristo, virá uma época de paz, na qual todas as nações com todos seus reis A servirão reconhecendo-a como rainha e mãe de todos os viventes.

“9.º Esta época pode ser mais ou menos longa: pode disfrutar das glorias de seu triunfo 100, 50, 20, 10 anos; até que, esquecendo-se mais uma vez de Deus, os homens serão surpreendidos pelo Juiz Supremo de vivos e mortos, cuja vinda terá sido anunciada muito proximamente pelo Tesbites” (“Tres días de tinieblas sobre el orbe entero”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).

Estátua de São Luis IX rei da França. Fundo: Sainte-Chapelle, Paris.
Estátua de São Luis IX rei da França. Fundo: Sainte-Chapelle, Paris.
A vida da Igreja brilhará com renovado fulgor, particularmente em suas manifestações mais desprezadas pela Revolução.

O eremitismo — tão amado pelo bem-aventurado e tão odiado pela Revolução — lhe serviu para ilustrar a amplitude dessa colossal mudança.

Num diálogo figurado, explicava:

“esses homens [n.r.: os anacoretas ou ermitões] consagrados a Deus eram ouvidos nas grandes cidades como oráculos do céu.

“Deus, no momento de criar o mundo, ditou leis às quais Ele próprio quis se sujeitar, e era segurado à oração desses homens, e não podia castigar, mas tinha que perdoar o culpado.

“Passou essa época. Foi substituída por outra, e nesta outra época, que é a presente, visitei minhas ermidas, contemplei, espalhados pelos morros, os tijolos que formavam o oratório uns, outros uma estreita cela.

“Encontrei as paredes arrancadas em parte até os fundamentos, em parte ainda em pé, mas com rachaduras ruinosas. Porém, o local estava intacto, permanente, fixo.

”Chamei o Espírito que havia embelezado aquele morro, colocando sobre seu topo um edifício que pregava penitência, isolamento, oração, silêncio, menosprezo pelas vanglorias do mundo.

“E me respondeu de dentro daquelas ruínas, e me disse com voz triste: aqui moro.

“Quando eu dei forma a esses materiais que vedes aqui acumulados, a fé se ergueu, e desde o topo desta montanha, minha ermida e o ermitão pregávamos a oração, a penitência, a fé, quando a ermida estava constituída como deve, eu dizia aos que me visitavam: “estou aqui...”

“E agora que contestas? (...)

“Eu aguardo a restauração.

“Mais uma vez minhas ermidas serão reedificadas, mais uma vez se levantarão mosteiros de homens, e mais uma vez eles, desde os desertos, aplacarão a ira de Deus com a oração e a penitência” (“Las ruinas de mi ermita”, El Ermitaño, Nº 98, 22-9-1870).

São Luis, rei da França, é recebido pelo Papa Inocencio IV em Lyon. Louis-Jean-Francois Lagrenée (1724 - 1805)
São Luis, rei da França, é recebido pelo Papa Inocencio IV em Lyon.
Louis-Jean-Francois Lagrenée (1724 - 1805)

Renascerá a cultura e a civilização cristã, e se poderá parafrasear a Encíclica Inmortale Dei de S.S. Leão XIII a respeito da Cristandade medieval:

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados.

“Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.

“Então a religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados.

“Então o sacerdócio e o império estavam ligados em si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios.

“Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer.”

(S.S. Leão XIII, Encíclica Inmortale Dei, 1-11-1885, Bonne Presse, Paris, vol. II, p. 39).

“Sobre as ruínas do império anticristão — acrescenta o B. Palau — os reis católicos reerguerão seus tronos, e se estabelecerá no mundo universo o império da paz. Esta paz não será perturbada senão pelo fim do mundo” (“Cálculos del Ermitaño”, El Ermitaño, Nº 163, 21-12-1871).

Esta perspectiva coincide admiravelmente com o Reino de Maria previsto por São Luís Maria Grignion de Montfort e com a promessa de Nossa Senhora em Fátima: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará”.

Nessa época, os apóstolos dos últimos tempos ficarão como carcereiros do demônio, encarregados do que o profético carmelita qualificou de “ministério da guerra da Religião” (“El dogma católico con referencia a la redención de la sociedad actual”, El Ermitaño, Nº 170, 8-2-1872).

Vigiarão para evitar que o príncipe das trevas recomece com a Revolução que acarretou tantos males e desgraças aos homens.

Mas quando esse Reino de Cristo em Maria entrar em ocaso, o fim do mundo virá:

“A paz do mundo será perturbada pelo fim dos séculos, tendo concluído os dias de peregrinação da Igreja sobre a terra, condenada a maldade de todos os operários da revolução, encerrada nos infernos a maldade de todos seus operários,

”a Esposa de Cristo ascenderá cheia de imensa glória aos Céus, procedente do vale de Josafá” (“Elías y Henoch”, El Ermitaño, Nº 6, 9-12-1868).

Naquelas tremendas jornadas se consumará quanto foi exposto nas páginas anteriores em relação a Elias profeta e a seu companheiro Henoc.

Eles terão retornado em pessoa à terra para preceder imediatamente a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

E o Rei dos Céus e da Terra descendo em pompa e majestade liquidará o Anticristo com a “espada que lhe sai da boca” (Ap, XIX, 21).

Cristo em Majestade no Juízo Final. Fra Angelico (1395-1455). Catedral de Orvieto, Itália
Cristo em Majestade no Juízo Final. Fra Angelico (1395-1455). Catedral de Orvieto, Itália


Vídeo: Beato Palau: o mundo voltará a ter paz? SIM! Mas, como?





Há esperança para nós?
Num diálogo figurado, o bem-aventurado carmelita Francisco Palau y Quer pondera um fator pouco falado mas essencial para o mundo não acabar e ter um período de paz.
A oração e a penitência dos religiosos e ermitões que intercediam por nós ante Deus.
Isso foi banido na crise da Igreja de hoje.
Mas o santo carmelitano de luzes proféticas prevé que essa realidade fundamental será restaurada.
Então o mundo terá uma época de paz antes de comparecer ante o Juiz Supremo.


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Beato Palau: a vindoura ressurreição moral e social das nações

Detalhe da catedral de York, Inglaterra.
Detalhe da catedral de York, Inglaterra.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Deus enviará um recurso extraordinário que agora está na sua presença








O mesmo sopro do Espírito Santo que renovará a Igreja dará nova vida às nações. Estas se reordenarão segundo seus princípios básicos e a ordem hierárquica que corresponde a cada uma de acordo com a Fé e suas tradições:

“O mesmo Espírito do Senhor soprará sobre as nações. Elas se levantarão como uma mulher sã e robusta.

“O pecado do deicídio terá sido expiado, o império turco terá sido aniquilado.

“A Palestina voltará a Deus com todas suas tribos.

“Desde o Gólgota, a Santa Cruz será o sinal dessa regeneração social, e a partir desse monte Deus Homem regerá todas as nações e seus reis” (“El tiempo en Jerusalén, Roma, Babilonia”, El Ermitaño, Nº 62, 6-1-1870).

“O Espírito de Deus soprará sobre esse corpo social que já fora cadáver em dissolução e ele retornará à vida.

“Assim acreditamos que será, assim aguardamos que seja, assim pedimos que aconteça logo” (“Cataclismo social”, El Ermitaño, Nº 148, 7-9-1871).

O bem-aventurado via esse renascer das nações prefigurado na gesta de Josué.

Assim como depois da missão profética de Moisés foi necessária a campanha de Josué, da mesma maneira logo depois da “missão eliática” reerguer-se-ão as nações guiadas por seus príncipes e líderes legítimos:

Josué atravessa o Jordão com a Arca da Aliança. Benjamin West (1738-1820), Art Gallery of New South Wales.
Josué atravessa o Jordão com a Arca da Aliança.
Benjamin West (1738-1820), Art Gallery of New South Wales.
“Por trás de Moisés veio Josué, por trás de Pedro, Constantino Imperador.

“Por trás do restaurador virão os reis católicos.

“Eles não vencerão nem ascenderão a seus tronos até que o restaurador, com a força de Deus, tenha confundido a força material do homem mau e de seu iníquo rei” (“El triunfo de la Iglesia”, El Ermitaño, Nº 160, 30-11-1871).

Representantes das elites legítimas se porão à testa dos povos católicos ou recém-convertidos e trabalharão estreitamente unidos aos apóstolos dos últimos tempos.

Certos trechos do bem-aventurado fazem pensar em um monarca único, como o Grande Monarca de que falam outras revelações.

Outros evocam o renascer de um número indefinido de líderes naturais. Na realidade, ambas as possibilidades não se opõem.

“Derrotado o Anticristo, e com ele todo o poder dos reis do mundo (...)

“enquanto se reerguem à uma e num mesmo momento os reis católicos tendo à frente um Josué, um Gedeão, um guerreiro suscitado pela mão de Deus, e com a força daquela ordem de crucíferos de que nos fala São Francisco de Paula em suas cartas...

“acabam rapidamente com os restos do império anticristão, levantando seus tronos sobre as ruinas do reino de Satanás” (“Tres dias de tinieblas sobre el orbe entero”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871.).

O B. Palau se refere a profecias atribuídas a São Francisco de Paula e contidas em supostas cartas do Santo a Simão de Limena, publicadas no século XVII. No dia 10 de junho de 1659, a Santa Sé mandou retirar de circulação o volume com esse carteio.

Verificou-se que haviam sido introduzidas coisas apócrifas, falsas e inventadas. Entre a publicação e a retirada das bibliotecas, tais cartas foram lidas por pessoas da mais alta autoridade.

Entre elas podemos citar o célebre intérprete das Sagradas Escrituras Pe. Cornelio a Lapide SJ. Tais pessoas reproduziram alusões relativas aos “crucíferos”, futura ordem de cavalaria que restauraria a Igreja, ao que tudo indica os apóstolos dos últimos tempos.

São Jorge, catedral de Estocolmo
São Jorge, catedral de Estocolmo
Almas santas como São Luís Maria Grignion de Montfort fizeram sua a aspiração pelos “crucíferos”. Foi assim que se difundiram ditas profecias, de origem até hoje não esclarecida, mas referendadas pela autoridade de santos e autores eruditos.

(cfr. P. L. Joseph Célestin Cloquet, “Histoire révélée de l'avenir de la France, de l'Europe, du monde et de l'Église Catholique, d'après l'Écriture Sainte, les Saints-Pères, les Docteurs de l'Église, les Révélations modernes ou contemporaines, et de récentes prophéties inédites”, Bertin Éditeur, Paris, 1880, pp. 117-118).

A restauração das nações começaria pelo reerguimento de seus representantes naturais, ou herdeiros de antigas estirpes ou fundadores de novas.

Esses homens de destacada nobreza teriam um porte tal, que o Beato aludia a eles com figuras do Antigo Testamento e de reis santos como São Fernando III de Castela ou São Luís IX de França:

“Com o novo Moisés se levantarão de seus sepulcros Josué, Débora, Gedeão, S. Fernando, São Luís, esses grandes príncipes que a Providência conserva escondidos, e que se preparam para entrar na luta a um sinal que o céu lhes dará” (“El rey de España”, El Ermitaño, Nº 111, 22-12-1870).




segunda-feira, 9 de julho de 2018

Deus enviará um recurso extraordinário que já está em sua presença

Chegará um momento em que o homem não será mais capaz de por ordem.
E Deus deverá recorrer a um recurso extraordinário.
Detalhe de tentações de Santo Antão, Jan Brueghel o Velho (1568 - 1625),
Museu Nacional de Escultura, Valladolid.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: O Exorcistado na vitória da Igreja








Antevendo que esse ideal não se concretizaria e que o demônio acabaria triunfante, como que desmentindo a promessa divina de que “as portas do inferno no prevalecerão contra a Igreja”, o grande carmelita deduziu que Deus haveria de enviar um auxilio fora do habitual.

Esse auxílio extraordinário só viria quando se tivessem esgotado os recursos ordinários:

“Os meios ordinários que a Providência tem para prender e encadear a Satanás encontram obstáculos insuperáveis, é verdade.

“Mas também é verdade que Deus, na sua Providência para salvar sua Igreja da voracidade do lobo infernal, estenderá seu braço onipotente, e o expelirá do próprio interior do santuário junto com toda a incredulidade dos católicos incrédulos” (“La acción inmediata de Dios”, El Ermitaño, Nº 116, 26-1-1871).

Ele imaginava que esses meios extraordinários seriam concedidos à missão de Elias, e que seriam partilhados por seus discípulos.

Revestidos de poderes exorcísticos que não se encaixam nas formas canônicas, os apóstolos dos últimos tempos esmagarão a Revolução na terra, secundados pela ação do Arcanjo São Miguel e das legiões angélicas.

“A Revolução — dizia — na terra vai morrer pela mesma mão que a degolou no céu (...) pelo ministério dos anjos e dos homens não revolucionários” (“Venció la Reina?”, El Ermitaño, Nº 152, 5-10-1871).

O Exorcistado jogará então um papel decisivo na vitória da Igreja:

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O exorcismo na vitória da Igreja

Jesus Cristo exorciza o demônio. Detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Jesus Cristo exorciza o demônio. Detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Os três dias de trevas (segunda parte)








A Revolução – repetia o Beato – assanhou-se como um imenso malefício sobre os povos. Sob seus efeitos, a humanidade decaída foi arrebatada e possuída por Satanás e os anjos rebeldes.

Quanto mais a marcha revolucionária progride, mais o demônio se assenhoreia da sociedade e a empurra para maiores pecados e desgraças. Estes, por sua vez, aceleram a pressa da Revolução, como num círculo vicioso.

À medida que os dias do aparente triunfo final da Revolução se tornem realidade, essa possessão vai se intensificar. O Anticristo, ele próprio, ostentará o máximo poder de maleficiar.

Por isso, o bem-aventurado julgava imperiosa uma ação que envolvesse a utilização sistemática e generalizada do poder conferido por Nosso Senhor Jesus Cristo aos apóstolos: o ministério do Exorcistado.

O ideal do B. Palau era que, sob as ordens do sucessor de Pedro, os sacerdotes se lançassem em sistemática cruzada contra os demônios que infestam o mundo:

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Fátima dará morte à tribulação da humanidade:
revelação cinco séculos antes das aparições! (4 e fim)

Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições
Luis Dufaur
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No século XIX, nova visão confirma o anúncio


Mas também estes outros manuscritos caíram no esquecimento. Em boa parte devido às perseguições religiosas, que por duas vezes fecharam o convento das dominicanas de Alba.

E assim transcorreram mais dois séculos. Até que em 1855 (No original, ora consta 1885, ora 1855) a então Abadessa Benedita Deogratias Ghibellini,

 “recebeu a revelação, de uma alma santa, do conteúdo daquela crônica desaparecida e o confiou verbalmente à sua sucessora, com a obrigação de transmiti-la, sempre em segredo e não publicamente, até que se tenha verificado cada coisa”. (Documento 3)

Em 22 de maio de 1923, a Priora Madre Stefana Mattei comunicou o segredo a Soror Lúcia Mantello. Esta fez um breve estágio nas dominicanas antes de se tornar religiosa salesiana.

Ela não teve em mãos os antigos documentos, e apenas transcreveu esta outra revelação transmitida por cada abadessa à sua sucessora, e que fazia referência às crônicas que estavam desaparecidas.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Vitória de Fátima após 'guerra terrível'
profetizada quinhentos anos antes das aparições! (3)

Nossa Senhora de Fátima. Fundo da montagem: capela octogonal de Tomar
Luis Dufaur
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Fátima e circunvizinhanças estavam profundamente impregnadas pela irradiação marial cisterciense e pelo espírito de cruzada templário. Esses emanavam de dois grandes polos abaciais: Alcobaça e Tomar.

Tal irradiação redundou na construção de múltiplas fortalezas da Ordem do Templo e abadias, igrejas e capelas dedicadas a Nossa Senhora, em plena época de cruzadas.

“A luta contra o Islã – confirma o Cônego Barthas – continuou ao longo de todo o século XII.

“Vários dos belos feitos de armas que fizeram de Portugal o cavaleiro da Cruz contra o Crescente se desenrolaram na região que circunda Fátima”. (Cônego C. Barthas e Pe. G. da Fonseca SJ, Fatima, merveille inouïe, Fátima, Ed. Toulouse, 1943, p. 20)

Fátima estava localizada num cruzamento das rotas que ligavam os castelos de Leiria, Tomar, Santarém, Ourém e Porto de Mós, percorridas por reis, nobres e cavaleiros templários.

Uma velha tradição, ainda viva em 1917, contava que, passando o Beato Nun'Álvares Pereira por Fátima em 1385, seu cavalo “teria ajoelhado e, à vista disso, D. Nuno teria dito: 'aqui há de dar-se um grande milagre'”. (Pe. Luciano Coelho Cristino, Descobrir o passado, preservar o futuro, Ajefatima, 1999, p. 12.)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Plano providencial com Fátima anunciado
cinco séculos antes das aparições! (2)

Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições
Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições
Luis Dufaur
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A História pode ser comparada a uma imensa encenação, difícil de excogitar. O cenário é a própria Criação.

No centro do cenário, os homens se movem, falam, fazem e desfazem, enquanto Deus, na sua infinita sabedoria, atua nos bastidores, no Céu, oculto aos olhos dos homens de pouca fé.

Ele vai modelando, como um diretor soberano, o desenrolar dessa peça suprema, através das causas segundas – como é o caso dos espíritos angélicos, dos homens e da natureza – e, em certas circunstâncias peculiares, mediante sua intervenção direta.

No fim da História, verificar-se-á que o longo enredo de séculos de lutas, vitórias e tragédias da humanidade não foi uma sucessão confusa de fatos, mas a realização de um superior plano divino.

No Juízo Final a História aparecer-nos-á, não como um amontoado de acontecimentos, segundo a visão de certos manuais escolares.

Mas mostrar-se-á com a ordem reluzente de uma fabulosa catedral, em que ao esplendor das linhas arquitetônicas somar-se-á a riqueza e a magnificência dos pormenores, formando o conjunto uma obra-prima de perfeição insuperável.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O monstro do Oriente preanunciado em Fátima
cinco séculos antes das aparições! (1)

Prenúncio do triunfo de Fátima cinco séculos antes das aparições
Prenúncio do triunfo de Fátima cinco séculos antes das aparições
Luis Dufaur
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No século XV,
o Céu revelou a esplêndida vitória de Nossa Senhora de Fátima.

Assim como a investida do Islã foi esmagada
em terras lusas na época da fundação de Fátima,
os “erros da Rússia” serão vencidos em nossa época.


No remoto dia 16 de outubro de 1454, no Mosteiro de Santa Maria Madalena das religiosas dominicanas de Alba, no sul de Turim, Itália, Soror Filipina agonizava.

Em torno do leito dessa dominicana de santa vida, tinha-se reunido toda a comunidade religiosa, acompanhando-a com as orações pelos moribundos.

Estavam presentes a abadessa e fundadora do mosteiro, Bem-aventurada Margarida de Saboia, e o confessor das religiosas, Pe. Bellini.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Os três dias de trevas (segunda parte)

Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Os três dias de trevas (primeira parte)








O B. Palau comentou com certo pormenor a visão dos “três dias de trevas” atribuída à Beata Taigi, aproveitando a versão que havia chegado às suas mãos:

“O fato, escreveu, se anuncia da seguinte forma: enquanto num dia claro e sereno o sol estará em seu percurso, repentinamente se farão trevas tão densas que poderão ser apalpadas e tocadas, as quais cobrirão a face da terra.

“O céu se apresentará sob um aspecto tão espantoso que, vendo-o, as pessoas fugirão e se esconderão no mais recôndito de suas casas, fechando portas e janelas como no momento de uma tempestade arrepiadora.

“Espectros horripilantes aparecerão nos ares, dando uivos espantosos. Se por um momento a lua abrir caminho entre as trevas, apresentar-se-á vestida de sangue para quem tenha coragem de olhá-la.

“Esses serão dias de ira e de maldição, dias em que o anjo exterminador, como a morte montada em corcel acompanhado pelo inferno, visitará a casa do ímpio, do incrédulo, desse homem que cheio de arrogância desafia a onipotência de Deus, assim como visitou o Egito matando numa noite seus filhos varões primogênitos.

“Perecerão de espanto muitíssimas pessoas, que acreditarão ter chegado o mundo a seu fim, e sentir-se-ão envolvidas por uma noite eterna.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Os três dias de trevas (primeira parte)

Corpo da Beata Anna Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma.
Corpo da Beata Anna Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma.




Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Os apóstolos dos últimos tempos desmascararão a conjuração na Igreja 










O capitulo final do desfazimento da Revolução bem poderá culminar nos chamados “três dias de trevas”.

Eles têm um fundamento bíblico e foram objeto de comentários e/ou visiones de almas santas ou privilegiadas.

A revelação particular mais famosa sobre esses três dias de trevas é atribuída à Bem-aventurada Ana Maria Taigi (1769-1837). Veja: A contemplativa da luta entre a Luz e as Trevas

Nos tempos do Bem-aventurado essa visão já tinha notoriedade. Sua versão mais autorizada se lê no processo de beatificação da Beata Taigi.

Encontra-se no testemunho de Mons. Raffaele Natali, confidente da vidente e anotador de suas visões durante décadas, quem depôs nestes termos:

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Os apóstolos dos últimos tempos
desmascararão a conjuração na Igreja

O diabo sendo acorrentado. Nossa Senhora de Quito, col.part.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: A Igreja renovada pelo Espírito Santo contra-ataca



Em seu principal livro “Mis relaciones con la Iglesia”, o Beato Palau descreve outros sinais característicos dos chamados apóstolos dos últimos tempos:

“acorrentarão o príncipe tenebroso que corrompeu todos os reis da Terra; arrancarão dos falsos pastores a pele de ovelha e exibirão sua hipocrisia ante todo o rebanho” (in “Obras Selectas”, Editorial Monte Carmelo, Burgos, 1988, pp. 916, p. 583).


Dessa maneira, segundo o Beato cujo pensamento ora expomos, na derrubada da Revolução resplandecerá de modo incomparável o poder de Deus, que durante os dias da Revolução parecia estar de braços cruzados:

“A ira de Deus, que agora castiga invisível e espiritualmente a raça de Adão, permitindo o triunfo do erro, tornar-se-á visível e tão visível, que ninguém, absolutamente ninguém, poderá duvidar da onipotência do Deus que agora os católicos invocamos e que parece fazer-se de surdo. Esse dia virá quando ninguém acreditar nele” (“La noche”, El Ermitaño, Nº 169, 1-2-1872).

Os espíritos das trevas ficarão sobremaneira confundidos e desconjuntados. Procurarão fazer vingança em seus cúmplices humanos, que são seus instrumentos por permissão de Deus:

“Com ira, anátema e maldição — explicava — Deus visitará o incrédulo, e, entre os incrédulos, aquele que diz ser católico, (...)

“católico da raça daqueles que escarnecem de tudo quanto ensina o catolicismo sobre a justiça divina e sobre os demônios, que são seus executores.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

O sonho das duas colunas de Don Bosco:
a crise, a morte do Papa, o novo Papa e o triunfo à luz de La Salette

O sonho das duas colunas, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 26 de maio de 1862 São João Bosco tinha prometido a seus jovens que lhes narraria algo muito agradável nos últimos dias do mês.

Em 30 de maio, pois, de noite contou-lhes uma parábola ou sonho segundo ele quis denominá-la.

Eis suas palavras:

“Quero-lhes contar um sonho. É certo que o que sonha não raciocina; contudo, eu que contaria a Vós até meus pecados se não temesse que saíssem fugindo assustados, ou que caísse a casa, este o vou contar para seu bem espiritual. Este sonho o tive faz alguns dias.

“Figurem-se que estão comigo junto à praia, ou melhor, sobre um escolho isolado, do qual não veem mais terra que a que têm debaixo dos pés.

“Em toda aquela vasta superfície líquida via-se uma multidão incontável de naves dispostas em ordem de batalha, cujas proas terminavam em um afiado esporão de ferro em forma de lança que fere e transpassa todo aquilo contra o qual arremete.

“Estas naves estão armadas de canhões, carregadas de fuzis e de armas de diferentes classes; de material incendiário e também de livros, e dirigem-se contra outra nave muito maior e mais alta, tentando cravar-lhe o esporão, incendiá-la ou ao menos fazer-lhe o maior dano possível.

“A esta majestosa nave, provida de tudo, fazem escolta numerosas navezinhas que dela recebiam as ordens, realizando as oportunas manobras para defender-se da frota inimiga. O vento lhes era adverso e a agitação do mar parece favorecer aos inimigos.

“Em meio da imensidão do mar levantam-se, sobre as ondas, duas robustas colunas, muito altas, pouco distantes a uma da outra.

“Sobre uma delas está a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés vê-se um amplo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum. (Auxilio dos Cristãos)

“Sobre a outra coluna, que é muito mais alta e mais grossa, há uma Hóstia de tamanho proporcionado ao pedestal e debaixo dela outro cartaz com estas palavras: Salus credentium. (Salvação dos crentes)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Carta de São João Bosco ao imperador Francisco José:
“Minha ira está para estalar sobre a Terra”

Luis Dufaur
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No Segredo de La Salette Nossa Senhora considera que o futuro da Igreja e o futuro da ordem temporal estão intimamente ligados.

E Ela fala especialmente dos castigos que podem cair sobre as nações católicas mais amadas: a Itália e a França, se essas não ouvem sua voz.

Esses castigos virão também sobre as demais nações e sobre a própria Igreja, se não mostrarem arrependimento e não fizerem penitência.

Na carta a seguir de São João Bosco ao imperador da Áustria-Hungria - naquele tempo o maior chefe de Estado da Europa - encontramos a mesma percepção dessa interrelação.

São João Bosco prenuncia que tempos tempestuosos se avizinham para a Igreja e para as nações.

Esses dias difíceis adviriam como castigo pelo abandono da prática da Lei de Deus.

O santo, então, comunica da parte de Deus ao imperador católico toda uma estratégia de ação política internacional, visando o bem da Igreja e da Cristandade.

Convida-o até a ser o braço armado de Deus Ele próprio: a "vara de Seu poder" e o "benfeitor da humanidade".

São João Bosco
São João Bosco
Infelizmente, o imperador Francisco José não ouviu a voz do Santo dotado de luzes proféticas e não executou o plano político de Deus.

Francisco José se aliou com a Prússia, país protestante com quem Deus lhe dissera de não se aliar.

A Prússia arrastrou o império Austro-Húngaro a uma derrota espantosa na I Guerra Mundial.

Francisco José morreu em 1916 em plena guerra.

Seu império foi dissolvido poucos anos depois.

Eis a carta de São João Bosco:

  
Ao Imperador da Áustria

segunda-feira, 2 de abril de 2018

São João Bosco insiste em outra carta a Pio IX:
o Papa perseguido sairá de Roma

Luis Dufaur
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Turim, 10 de março 1861

Beatíssimo Padre,

Aproveito a oportunidade favorável de que um zeloso cooperador do jornal “L'Armonia” vai a Roma para dirigir duas palavras a Vossa Santidade.

Quantas coisas um pobre sacerdote quereria dizer ao chefe da Cristandade! Reduzamos tudo à máxima brevidade.

Eu direi, entretanto, que após muitos distúrbios, no momento presente estamos em paz, fato que me permite trabalhar livremente em favor de meus jovens e pela impressão das “Leituras Católicas”.

De um ano para cá, nossas escolas cresceram ao quádruplo. Atualmente, na nossa casa temos perto de quinhentos jovens, que dão boas esperanças e se preparam para o estado eclesiástico.

Nosso clero até agora se mantém corajosamente firme; mas aproximam-se grandes provações, e se o Senhor não nos fortificar com sua graça eu temo algum naufrágio.

Promessas, ameaças, pressões são os três inimigos que nos têm atacado; mas agora se avizinha o tempo da perseguição.

Os fiéis são fervorosos; mas a cada dia um grande número passa da tibieza para um indiferentismo apático, que é a maior praga do catolicismo em nossos países.

sábado, 31 de março de 2018

Domingo de Páscoa: Ressurreição triunfal de Nosso Senhor.
Que venha o triunfo da Igreja!

Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta. Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta.
Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Luis Dufaur
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Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso,

Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém.

O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.