segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Por que Nossa Senhora apareceu
em La Salette, Lourdes e rue du Bac, sempre na França?
Predileção explicada por São Pio X

Nossa Senhora de Paris, catedral Notre Dame, Paris.
Nossa Senhora de Paris, catedral Notre Dame, Paris.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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Com relativa frequência ouvimos perguntar por que Nossa Senhora tem tanta complacência com a França e fala tantas vezes para e sobre ela.

Ela apareceu na Rue du Bac, em Paris, capital da França, entre julho e novembro de 1830 como Nossa Senhora das Graças e deu a Medalha Milagrosa a Santa Catarina Labouré.

Também na França, nos Alpes mais perto da Itália, apareceu em La Salette para transmitir sua mensagem em 19 de setembro de 1846.

E ainda em 1858 Nossa Senhora apareceu 18 vezes em Lourdes, no sudoeste da França, ao pé dos Pirineus perto da fronteira da Espanha, para Santa Bernadette Soubirous. E ali abriu um torrente de graças e milagres que não cessa de crescer até nossos dias.

Em todas essas aparições destinadas ao mundo a França aparece como tendo um lugar central nas preocupações, afetos e previsões da Santíssima Virgem.

Não falaremos de muitas outras manifestações da Mãe de Deus em solo francês mas de menor repercussão,

Muitos argumentos autorizados já foram apresentados para explicar essa predileção pela nação conhecida a justo título como “filha primogênita da Igreja”.

E aqui temos mais um.

Uma carta do Papa São Pio X endereçada ao bispo de Orléans por ocasião da publicação do decreto dos milagres reconhecidos de Santa Joana d'Arc, no dia 13 de dezembro de 1908.

Ela nos fornece uma explicação e um ensinamento superabundante que dispensa comentários. Reproduzimos a parte principal a continuação:

A coragem, de fato, não tem sua razão de ser, se não enquanto tem por fundamento uma convicção.

A vontade é uma potência cega quando não é iluminada pela inteligência; não se pode caminhar com pé firme em meio às trevas.

Mas, se a geração atual tem todas as incertezas e dúvidas do homem que marcha a tentas, é sinal evidente que não se tem em conta de tesouro a palavra de Deus, que é a lanterna que guia os nossos passos, é a luz que ilumina nossos sendeiros, lucerna pedibus meis verbum tuum et lumen semitis meis.

A coragem virá quando a Fé estará viva no coração, quando se praticarão todos os preceitos que são impostos pela Fé, porque é impossível a Fé sem obras, como é impossível imaginar um sol que não da luz.

São Pio X
São Pio X
E de esta verdade são testemunhas os mártires que temos comemorado, porque não é de se crer que o martírio seja um ato de simples entusiasmo, no qual se entrega a cabeça ao machado para ir direto ao Paraíso; mas supõe o exercício longo e penoso de todas as virtudes, omnimoda et immaculata munditia.

E para falar de aquela que é melhor conhecida por Vós, a donzela de Orléans, de ela que, da mesma maneira que na sua humilde aldeia natal, entre as licenças das armas se conservou pura como um anjo, soberba como um leão em todas as provações da guerra, e caridosa em relação aos miseráveis e infelizes.

Simples como uma menina no sossego dos campos e no tumulto da guerra, ela estava sempre recolhida em Deus, e era todo amor pela Ssma Virgem e pela Ssma Eucaristia como um Querubim ‒ vós o tendes dito bem, Venerável Irmão.

Chamada pelo Senhor a defender sua pátria, respondeu à vocação com uma empresa que todos, e ela mesma, acreditavam impossível; mas isto que é impossível para os homens é sempre possível com a ajuda de Deus.

Não se exagerem portanto as dificuldades para praticar quanto a Fé nos impõe, para cumprir nossos deveres, para exercitar o apostolado frutífero do exemplo, que o Senhor espera de cada um de nós, unicuique mandavit de proximo suo.

As dificuldades provêm de quem as cria e as exagera, de quem confia em si próprio sem as ajudas do Céu, de quem cede vilmente atemorizado ante os escárnios e burlas do mundo.

Pelo que é necessário concluir que, nos nossos dias mais do que nunca, a força principal dos maus é a vileza e a debilidade dos bons, e toda a medula do reino de Satanás consiste na fraqueza dos cristãos.

‒ Oh! se me fosse permitido, como o fazia em espírito o profeta Zacarias, de perguntar ao Redentor divino: o quê são essas chagas no meio de tuas mãos? Quid sunt plagae istae in medio manuum tuarum?

A resposta não deixaria muita dúvida: estas me têm sido feitas na casa de aqueles que me amavam: His plagatus sum in medio eorum qui diligebant me: por meus amigos, que não têm feito nada para me defender e que em cada encontro se fizeram cúmplices dos meus adversários.

E de esta repreensão, feita aos cristãos indolentes e covardes de todos os países, não se podem eximir muitos cristãos da França, a qual, embora fora por meu predecessor, como vós, Venerável Irmão o tendes recordado, chamada a nobilíssima nação missionária, generosa, cavalheiresca.

São Luís rei, na batalha de Taillebourg, 21-07-1242. Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix 1798-1863, Galerie des Batailles, Versailles.
São Luís rei, na batalha de Taillebourg, 21-07-1242.
Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix 1798-1863, Galerie des Batailles, Versailles.
Eu acrescentaria à sua glória quanto escrevia ao rei São Luíz o Papa Gregório IX:

“O Deus ao qual obedecem as legiões celestes, tendo estabelecido aqui embaixo reinos diferentes de acordo com as diversidades de lugar e de climas, tem conferido a muitos governos missões especiais para o cumprimento dos seus desígnios.

“E como outrora preferiu a tribo de Judá de entre os outros filhos de Jacó, e a dotou de bênçãos especiais, assim elegeu a França, preferindo-a de entre todas as outras nações da terra, para a proteção da Fé católica e para a defesa da liberdade religiosa.

Por isto, a França é o reino do próprio Deus, e os inimigos da França são os inimigos de Cristo.

Por isto, Deus ama a França, porque ama a Igreja, que atravessa os séculos e recruta as legiões para a eternidade.

Deus ama a França que nenhum esforço tem podido jamais separar inteiramente da causa de Deus.

Deus ama a França, onde em nenhum tempo a Fé tem perdido seu vigor, onde os reis e soldados jamais hesitaram em enfrentar os perigos e em dar seu sangue pela conservação da Fé e da liberdade religiosa”.

Até aqui Gregório IX.

Portanto, vós, Venerável Irmão, no vosso retorno eis de dizer aos vossos connacionais que, se amam a França, devem amar a Deus, amar a Fé, amar a Igreja, a qual é mãe estremosíssima de todos, como de vossos pais.

Santa Joana d'Arc. Catedral de Reims, França.
Santa Joana d'Arc. Catedral de Reims, França.
Eis de dizer que tenham em conta de tesouro os testamentos de São Remígio, de Carlos Magno e de São Luiz, que se compendiam nas palavras tantas vezes repetidas por vossa heroína de Orléans: Viva Cristo, que é o rei dos Francos.

A França é grande entre as nações somente a este título, neste pacto Deus a protegerá tornando-a livre e gloriosa.

Sob esta condição poder-se-á lhe aplicar quanto nos livros Santos é dito de Israel: “que não se encontrou ninguém que insultasse este povo, a não ser quando se afastou de Deus”, et non fuit qui insultaret populo isti, nisiquando recessit a cultu Domini Dei sui.

Não é, pois um sonho o vosso, Venerável Irmão, mas uma realidade, nem em mim há somente a esperança, mas a certeza do piedoso triunfo.

Morria o Papa, em Valence, quando a França, desconhecida e esmagada a autoridade, proscrita a religião, abatidos os templos e os altares, exilados, perseguidos e dizimados os sacerdotes, tinha caído na mais detestável abominação.

Não passam dois anos da morte de quem deveria ser o ultimo Papa e a França ré de tantos delitos, encharcada ainda com o sangue de tantos inocentes, voltou piedosa os olhos em direção a quem, elegido prodigiosamente Papa, longe de Roma, em Roma foi entronizado, e a França implora com o perdão o exercício de aquele divino poder que, no Papa, tinha tantas vezes contestado: e a França foi salva.

É possível a Deus tudo o que parece impossível aos homens. E em esta certeza me confirma a proteção dos mártires que deram o sangue pela Fé, e a intercessão de Joana d'Arc, que, assim como vive no coração dos Franceses, assim repete continuamente no céu a oração:

“Grande Deus, salvai a França!”

 
(Fonte: PII X PONTIFICIS MAXIMI ACTA, Vol. IV, Romae, ex Typographia Polyglotta Vaticana, 1914, págs. 309-313).


segunda-feira, 27 de julho de 2020

Mais santos e beatos que elogiaram
e recomendaram a aparição de La Salette

São João Maria Vianney: “Monsenhor, há poucos sacerdotes em vossa diocese que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”
S. João Maria Vianney: “há poucos sacerdotes em vossa diocese
que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”
Luis Dufaur
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São João Maria Vianney

O célebre Cura de Ars, São João Maria Vianney (1786-1859), foi ordenado sacerdote na catedral de Grenoble, diocese da maravilhosa aparição. Ele foi acusado pelas maledicências de ser contra La Salette, sofrendo também análogas difamações.

Certa feita Maximin foi-lhe apresentado às pressas, e ocorreu um mal entendido que foi aproveitado contra os dois.

Tendo em vista desfazer essa confusão, Mons. de Bruillard, bispo de Grenoble, enviou carta ao santo sacerdote pedindo que desmentisse as murmurações.

Assim o fez São João Maria Vianney numa resposta onde podemos avaliar toda sua devoção à aparição:

“Ars, 5 de dezembro de 1850

“Monsenhor,

“Tenho uma grande confiança em Nossa Senhora de La Salette. Faço vir água da fonte. Abençoo e distribuo grande quantidade de medalhas e imagens representando esse fato.

“Distribuo pedacinhos da pedra sobre a qual a Santa Virgem teria sentado. Levo um pedaço continuamente comigo e até o fiz colocar num relicário.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

São João Bosco e São João Maria Vianney: propagandistas de La Salette

São João Bosco
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Papas São Pio X e Beato Pio IX promoveram La Salette



São João Bosco (1815-1888) publicou um livro sobre a aparição de La Salette e seu bom efeito sobre os católicos. Nele escreveu:
“Um fato certo e maravilhoso confirmado por milhares de pessoas que, todas elas, podem certificá-lo ainda hoje, é a aparição da Santa Virgem em 19 de setembro de 1846.

“Esta Mãe cheia de amor mostrou-se sob a forma de uma bela dama a duas crianças. [...]

“Ela revelou-se sobre uma montanha da cadeia dos Alpes, [...] pelo bem da França [...] e do mundo inteiro.

“Fez isso para advertir que a cólera de seu Divino Filho está acesa contra os homens, especialmente por três pecados: a blasfêmia, a profanação do domingo e dos dias de santo de guarda e a transgressão das leis da abstinência.

“Fatos prodigiosos vieram confirmar esta aparição, registrados em documentos públicos ou atestados por pessoas cuja sinceridade e fé excluem toda possibilidade de dúvida sobre o caso.

“Esses fatos são preciosos para confirmar a adesão dos bons à Religião e para refutar aqueles que, talvez por ignorância, pretendem limitar o poder e a misericórdia de Deus, dizendo que já não é mais tempo de milagres.

“Jesus prometeu que na sua Igreja haveria milagres maiores que os que Ele próprio operou.

“Ele não limitou o número nem os tempos em que esses milagres seriam praticados, de maneira que, enquanto existir a Igreja, veremos sempre a mão do Senhor manifestando seu poder, através de fatos prodigiosos (...).

“Mas esses sinais sensíveis da onipotência divina são sempre presságio de fatos graves que manifestam, seja a misericórdia e a bondade de Deus, seja sua justiça e sua indignação. Tudo isso sempre para sua maior glória e para o maior bem das almas.

“Procedamos então de maneira que eles sejam para nós uma fonte de graças e bênçãos, contribuindo a excitar em nós uma fé viva, ativa, que nos leve a fazer o bem e a evitar o mal, a fim de nos tornarmos dignos da infinita misericórdia durante o tempo e na eternidade”.

São João Maria Vianney

O célebre Cura de Ars, São João Maria Vianney (1786-1859), foi ordenado sacerdote na catedral de Grenoble, diocese da maravilhosa aparição.

Ele foi acusado pelas maledicências de ser contra La Salette, sofrendo também injustificadas críticas ou insinceros elogios.

Certa feita Maximin foi-lhe apresentado às pressas, e ocorreu um mal entendido que foi aproveitado contra os dois.

Tendo em vista desfazer essa confusão, Mons. de Bruillard, bispo de Grenoble, enviou carta ao santo sacerdote pedindo que desmentisse as murmurações.

Assim o fez São João Maria Vianney numa resposta onde podemos avaliar toda sua devoção à aparição:

“Ars, 5 de dezembro de 1850

“Monsenhor,

“Tenho uma grande confiança em Nossa Senhora de La Salette. Faço vir água da fonte.

“Abençoo e distribuo grande quantidade de medalhas e imagens representando esse fato. Distribuo pedacinhos da pedra sobre a qual a Santa Virgem teria sentado.

“Levo um pedaço continuamente comigo e até o fiz colocar num relicário. Falo muito frequentemente do fato na igreja

“Parece-me, Monsenhor, que há poucos sacerdotes em vossa diocese que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”.


continua no próximo post: Mais santos e beatos que elogiaram e recomendaram a aparição de La Salette


quinta-feira, 16 de julho de 2020

Nossa Senhora do Carmo vitoriosa até o Fim dos Tempos

Nossa Senhora do Carmo. Espanha
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Continuamos com a história dos carmelitanos “filhos dos profetas” no Novo Testamento, como anunciamos no post anterior.


Na segunda metade do século XII, um grupo de cruzados adotou a vida eremita no Monte Carmelo, ao redor da “fonte de Elias” se consagrando a Nossa Senhora à imitação do grande profeta do Antigo Testamento.

O primeiro superior geral no Novo Testamento foi São Bertoldo de Malefaida. O segundo, São Brocardo († 1220), inspirou a Regra Carmelita aprovada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, no início do século XIII.

Mas, os carmelitanos só têm como fundador a Santo Elias. Na Basílica de San Pedro, entre as estátuas dos santos fundadores, está a de Santo Elias como pai e chefe do Carmo.

Sete papas – Sisto IV, João XXII, Júlio III, São Pio V, Gregório XIII, Sisto V e Clemente VIII – em respectivas Bulas, dizem que os Carmelitas “preservam a sucessão hereditária dos santos profetas Elias e Eliseu e dos outros pais que moravam perto da fonte de Elias no santo monte Carmelo”.

Sisto V autorizou o culto de Elias e Eliseu como patronos da Ordem, dias de festa em sua honra e Ofícios em sua memória (cf. RP Cornelio a Lapide SJ, Commentaria in Scripturam Sacram, In librum III Regum - cap. XVIII, Ludovicus Vivès Bibliopola Editor, Paris).

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Nossa Senhora do Carmo, guia da luta dos profetas

Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
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No 16 de julho a Igreja comemora a festa de Nossa Senhora do Carmo.

Sua invocação Virgem Flor do Carmo é a mais antiga e remonta a oito séculos antes de seu feliz natalício.

Como pode ser que a Mãe de Deus fosse venerada oitocentos anos antes de nascer?

A história é maravilhosa e intimamente ligada à montanha do Carmelo em Terra Santa.

Para aparentemente complicar mais as coisas, arqueólogos e historiadores registram que civilizações pagãs também cultuavam uma virgem que daria à luz o salvador do mundo.

Na elevação onde fica a cidade de Chartres, França, sede de uma das mais belas catedrais de Nossa Senhora, em tempos pré-cristãos, os bruxos dos pagãos druidas, ditos charnuts, tinham essa crença e a chamavam “Virgo Paritura” (“A virgem que dará a luz”).

De onde viera essa noção e quem a levou?

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Papas São Pio X e Beato Pio IX promoveram La Salette

Beato Pio IX
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continuação do post anterior: Santo Aníbal Di Francia: testemunha excepcional



Beato Pio IX

O Beato Pio IX deu uma categórica e comovida acolhida à mensagem de La Salette em 1851. Ele a defendeu contra os piores vagalhões.

Este decidido apoio do Bem-aventurado Pontífice a La Salette patenteou-se em 30 de agosto de 1854.

Nessa data, enviou carta a Mons. Ginoulhiac, então bispo de Grenoble e ativo opositor da mensagem, exortando-o a defender a devoção a Nossa Senhora de La Salette e a mensagem:
“É coisa manifesta que, por palavras e escritos de homens desconhecidos, eleva-se hoje uma suspeita de falsidade contra o fato de La Salette, e que o próprio culto praticado sobre essa montanha à Santíssima Mãe de Deus é posto em controvérsia. (...)

“Desdobrai todo vosso zelo, venerável irmão, para que a piedade e a devoção filial à Rainha do Céu e Soberana do mundo, que floresce tão felizmente na vossa diocese, se mantenha e ganhe cada dia novos acréscimos.

“E se necessidade houver, é um dever de vosso cargo e de vossa solicitude pastoral informar vosso rebanho sobre os perigos que rodeiam esta devoção, e de premuni-lo contra eles”.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Santo Aníbal Di Francia: testemunha excepcional

Santo Aníbal Maria Di Francia
Santo Aníbal Maria Di Francia
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continuação do post anterior: O Calvário de Mélanie



Santo Aníbal Maria Di Francia (1851-1927), apóstolo da oração pelas vocações sacerdotais, considerava Mélanie como co-fundadora de suas religiosas, as Filhas do Divino Zelo do Coração de Jesus, conhecidas como rogacionistas.

O santo teve o desejo de que as orações e sacrifícios destas religiosas pelas vocações sacerdotais preparasse a vinda dos apóstolos dos últimos tempos.

Santo Aníbal pronunciou o elogio fúnebre da vidente nas catedrais de Altamura e Messina, na Itália, por ocasião do enterro.

Também abriu uma casa das Filhas do Divino Zelo em Altamura, para guardar os restos de Mélanie numa capela da ordem.

Ele preparou o processo diocesano de beatificação da vidente, mas não pôde introduzi-lo, pois foi chamado ao Céu.

O testemunho de Santo Aníbal Di Francia é excepcional, pois foi diretor espiritual e confessor da vidente durante os últimos anos da sua vida.

Conheceu muitos segredos de consciência e pôde analisar as qualidades de sua alma.

Santo Aníbal pronunciou um histórico sermão, em 19 de setembro de 1920.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

O calvário de Mélanie

Mélanie com 70 anos de idade
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continuação do post anterior: O calvário de Maximin



Mélanie ingressou nas Irmãs da Providência em Corenc, hoje periferia de Grenoble.

Não quis fazer-se religiosa de clausura, pois queria ter toda a liberdade para divulgar o segredo de La Salette.

A comunidade da Providência ficou edificada com suas virtudes e dons sobrenaturais.

Mélanie recebera os estigmas quando tinha quatro anos.

E o Menino Jesus, a quem ela chamava “meu irmãozinho”, aparecia-lhe regularmente para aconselhá-la.

As religiosas decidiram aceitar a sua profissão solene.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

O calvário de Maximin

Maximin, vidente de La Salette
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continuação do post anterior: Resistência invicta às ondas contra o segredo de La Salette



Maximin entrou no seminário diocesano, onde primou por sua seriedade e piedade.

O novo bispo de Grenoble, Mons. Jacques Ginoulhiac (1806 - 1875), grande amigo do governo e acérrimo opositor da aparição, impôs-lhe não mais falar do caso e silenciar o segredo para sempre como condição para ser ordenado.

Maximin respondeu em carta:

“Se Sua Excelência Mons. Ginoulhiac tem a intenção de me paralisar antecipadamente, de não me deixar nem agir, nem falar nem escrever, quando a minha missão de apóstolo de La Salette tornar-me-ia obrigatório fazê-lo, pense antes de me dar sua opinião.

“Tal intenção, presente em meu superior, seria um sinal positivo de eu não ter vocação.

“Deus não iria me dar uma vocação sacerdotal diametralmente oposta à vocação que me vem de Maria: a de difundir em todo lugar e sempre, segundo as circunstâncias, suas advertências a seu povo”.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Resistência invicta
às ondas contra o segredo de La Salette

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continuação do post anterior: O calvário dos videntes após a aparição



Não faltaram incrédulos ou mal intencionados que tentaram pegar os jovens videntes em contradição, ou fazê-los violar dolosamente o dever de guardar o segredo.

Nas respostas das crianças transparecia de tal maneira o sobrenatural, que até os adversários ficavam dominados por um misto de desconcerto e admiração.

Um caso arquetípico deu-se com o Pe. Dupanloup, líder liberal francês.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O calvário dos videntes após a aparição

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continuação do post anterior: Fim da aparição em La Salette. Nossa Senhora sobe ao Céu



Por vezes pode-se julgar que a vida de quem viu Nossa Senhora seja um Céu na Terra, despojada de lutas e provações.

No caso de Mélanie e Maximin, suas vidas foram cheias de manifestações de predileção divina, sem dúvida.

Mas também padeceram muito, perseguidos pelo ódio diabólico e pela atuação de associações anticatólicas revolucionárias.

É doloroso constatá-lo, igualmente por sacerdotes, bispos e até cardeais adeptos das ideias que confluiriam para o perturbador progressismo hodierno, as quais a Santíssima Virgem apontou como uma das causas da cólera de Deus.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Fim da aparição em La Salette.
Nossa Senhora sobe ao Céu

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continuação do post anterior: Santo Elias e Santo Henoc à testa dos Apóstolos dos Últimos Tempos




Sobre o fim do Anticristo, como vimos no post anterior, Mélanie disse ao Pe. E. Combe que, numa ocasião, em que ele tentará ascender ao céu,

“São Miguel Arcanjo aparecerá com um exército de anjos de um esplendor sem igual, bradando: “Quem é como Deus? Quis ut Deus?”.

“Imediatamente os demônios perderão seu luzimento e sua força e se afastarão do Anticristo, que eles sustentavam com seu poder.

“Um fogo imenso sairá da terra entreaberta sob os pés dos espectadores da primeira fileira, dispostos segundo sua dignidade e opulência.

“Eles serão engolidos junto com o Anticristo e os demônios, por vasta cratera que se fechará depois sobre eles”.

Após pronunciar as palavras que encerram o segredo, Nossa Senhora comunicou a Mélanie a regra dos Apóstolos dos Últimos Tempos e continuou com a parte pública da revelação.

Por fim, antes de desaparecer, a Santíssima Virgem confirmou os videntes na missão de divulgar o segredo:
“Pois bem, meus filhos, comunicareis isto tudo a meu povo”.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Irmã Lúcia: “o demônio está travando
uma batalha decisiva contra a Santíssima Virgem”

A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
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Continuação do post anterior: Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”




A missão da Irmã Lúcia

“Senhor Padre, eis porque a minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que certamente virão se antes o mundo não rezar e se sacrificar.

“Não! A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder as nossas almas para toda a eternidade, se nos obstinarmos no pecado.”

A urgência da conversão

A Irmã Lúcia também me disse:

“Senhor Padre, não devemos esperar que venha de Roma, da parte do Santo Padre, um apelo ao mundo para que faça penitência.

“Nem devemos esperar que esse apelo à penitência venha dos nossos Bispos, nas nossas Dioceses, nem das congregações religiosas.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”

A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
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Em 26 de Dezembro de 1957 o Padre Agustín Fuentes, que estava a preparar-se para ser postulador das causas da beatificação de Francisco e Jacinta Marto.

Avistou-se com a Irmã Lúcia no seu convento em Coimbra, Portugal; e ali pôde conversar amplamente com a vidente de Fátima.

Ao voltar ao México, o seu país natal, fez uma conferência sobre esse encontro, em que se referiu às palavras da Irmã Lúcia.

O Padre Alonso, que seria mais tarde arquivista oficial de Fátima durante 16 anos, sublinhou que o relato da conferência foi publicado;

“Com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima.”

O Padre Fuentes afirmou que a mensagem vinha “da própria boca da principal vidente.”

O relatório do Padre Fuentes

“Quero falar-lhes da última conversa que tive com a Irmã Lúcia em 26 de Dezembro (de 1956). Encontrei-a no seu convento. Estava muito triste, muito pálida e abatida. Ela disse-me”:

“Ninguém fez caso”

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Pe. Amorth: Nossa Senhora pediu consagrar a Rússia. Não foi feito e a punição está em andamento

Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Amorth avisa: a consagração da Rússia não foi feita e a punição pode estar perto
Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma avisa:
a consagração da Rússia não foi feita, por isso a punição pode estar perto
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LifeSite (edição impressa) entrevistou o Padre Gabriele Amorth, o principal exorcista de Roma, a cidade dos Papas, antes do falecimento do venerado sacerdote.

Ele foi autor de diversos livros sobre o delicado tema. Entre eles: Um Exorcista Conta Sua História e Um Exorcista: Mais histórias.

O Pe. Amorth fundou e liderou a Associação Internacional de Exorcistas, tendo praticado centenas de exorcismos em seus mais de 30 anos nessa função apostólica.

Ele é toda uma autoridade na matéria e conhece de perto as insídias e os artifícios do príncipe das trevas.

Também discerne com acuidade o que o pai da mentira trama contra a Igreja e a Cristandade, para a perdição do maior número de almas.

Nossa Senhora em Fátima advertiu os videntes a respeito dos artifícios de Satanás para a perdição do mundo.

Também fez uma referência explícita e insistente aos males que, inspirados por Satanás, homicida por excelência, viriam por meio da Rússia se esta não fosse consagrada ao seu Imaculado Coração.

Desde 1917 foram feitas várias consagrações por diferentes Papas. A mais solene foi a de 25 de março de 1984, por João Paulo II e todos os bispos do mundo.

Entretanto, explicou o Padre Gabriele Amorth, essas consagrações não preencheram as condições pedidas por Nossa Senhora e não podem ser consideradas como atendendo ao pedido d’Ela em 1917.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Silencia-se a voz de Nossa Senhora em Fátima
Só fala o pai da mentira e a Terra treme

Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse
que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
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Enquanto a humanidade padece as mortes, os sofrimentos e as incertezas decorrentes da epidemia do coronavírus, no “anel de fogo do Pacífico”, o vulcão Anak Krakatoa entrou mais uma vez em aterradora explosão, observou o jornal argentino “La Voz” de Córdoba.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Fátima 13 de maio, e a epidemia em “muitos matrimônios que não são de Deus”

Santa Jacinta Marto: “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”,
Santa Jacinta Marto: “muitos matrimônios não são bons,
não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”
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Luis Dufaur
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Quando em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora em Fátima veio a alertar o mundo para a necessidade de reverter a decadência dos costumes por meio da penitência, sob pena de grandes castigos, sem dúvida ninguém pensou no coronavírus ou em algo parecido.

Dois anos depois, Jacinta – a mais nova dos videntes, hoje canonizada – disse que “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”, segundo registraram seus historiadores Pe. João de Marchi e William Thomas Walsh. Tampouco havia condições de perceber o que hoje está acontecendo.

Agora há uma coincidência da pandemia com as explosões vulcânicas no “anel de fogo do Pacífico”, onde o vulcão Anak Krakatoa entrou em aterradora convulsão acompanhado por mais 13 vulcões menores da Indonésia e pelos gigantes Popocatéptl do México e o Volcán de Fuego, da Guatemala.

Somou-se as passagens, uma remota outra muito próxima, de inquietantes asteroides e a multiplicação das ameaças recíprocas de usar armas atômicas por parte de Putin e Trump.

Isso fez a algum leitor achar que o contexto universal parece com a abertura dos sete selos de que fala o Apocalipse.

Não ousamos ir tão longe. Mas sim pensamos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima na primeira de suas aparições:

“Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”

E ainda: “Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Santo Elias e Santo Henoc à testa dos Apóstolos dos Últimos Tempos

O profeta Santo Elias
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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continuação do post anterior: Nossa Senhora e os Apóstolos dos Últimos Tempos



Imediatamente após a conclamação dos apóstolos dos últimos tempos, o Segredo de La Salette destaca o papel que desempenharão Henoc e o profeta Elias nos horizontes proféticos acenados por Nossa Senhora no local da aparição.

O Apocalipse ensina que no fim dos tempos Deus enviará duas testemunhas a combater o Anticristo (Ap, XI,3-ss.).

Segundo uma interpretação defendida por santos e exegetas tradicionais, essas testemunhas seriam o profeta Elias e o patriarca Henoc.

Eles estariam conservados num local ignoto e seriam enviados à Terra para uma pregação derradeira antes do fim do mundo.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Beato Palau: revide divino ao surto revolucionário

São João Evangelista: “Satanás será solto da prisão. Sairá dela para seduzir as nações” De Ricci MS 044,  f 13. Columbia University, New York.
São João Evangelista: “Satanás será solto da prisão.
Sairá para seduzir as nações”
De Ricci MS 044, f 13. Columbia University, New York.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Pânico: a conjura revolucionária manipula a epidemia



Contrariamente a muita coisa que se diz, o Beato Palau sublinhava que catástrofe alguma pegaria a Igreja de surpresa.

E isto porque, nas Sagradas Escrituras e nas profecias particulares, Deus revelou os acontecimentos muito graves e gravíssimos que afetarão a Igreja e a sociedade humana até o fim dos tempos.

Se lermos com fé as Escrituras e os mensagens das almas dotadas do dom de profecia, descobriremos que muito do que nos está acontecendo já foi anunciado e alertado nos livros divinos e nas advertências particulares.

Mas quais desses muitos textos se aplicam aos nossos dias?

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Pânico: a conjura revolucionária manipula a epidemia

"A festa das bruxas" ilustra o conúbio de espíritos malignos e homens perversos.
Francisco de Goya y Lucientes (1746 -1828) Museu Lázaro Galdiano, Madri
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do  post anterior: Pe. Palau: Satanás age na epidemia com os dias contados



No dia 25 setembro de 1870, o Beato Palau descrevia o pitoresco panorama do vale de Vallcarca, entre Barcelona e a montanha do Tibidabo, ponto de referência da cidade.

Todo ele estava cheio de barracas dos fugitivos do pânico – nunca concretizado – da epidemia em Barcelona.

Para lá iam, empurrados pelo pânico de não se sabe o que, os populares que não possuíam chácaras nem sítios.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Pe. Palau: Satanás age na epidemia com os dias contados

O pânico, ou O colosso, atribuído a um seguidor de Francisco Goya (1746-1828), Museo del Prado, Madri
O pânico, ou O colosso, atribuído a um seguidor
de Francisco Goya (1746-1828), Museo del Prado, Madri
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do  post anterior: Beato Palau: a maldição da epidemia se afasta com as bênçãos da Igreja!



O bem-aventurado Palau sublinhava que as epidemias permitidas por Deus tinham uma dimensão religiosa ditada pela justiça divina para punir os maus costumes e os desvios sociais dos povos.

Mas também do ponto de vista da Misericórdia Divina são grande ocasião para os homens se voltarem a Deus esquecido e obterem a remissão das culpas e o fim dos males.

“Insistimos que esta epidemia não é senão o fogo da ira de Deus materialmente transmitido aos corpos humanos pelos agentes de sua justiça.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Beato Palau: a maldição da epidemia
se afasta com as bênçãos da Igreja!

Triunfo da morte, detalhe. Pieter Bruegel o Velho (1525-1530 – 1569) . Museu do Prado, Madri
Triunfo da morte, detalhe. Pieter Bruegel o Velho (1525-1530 – 1569).
Museu do Prado, Madri
Luis Dufaur
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O Bem-aventurado Francisco Palau O.C.D. enfrentou epidemias quase rotineiras que atingiram sua região natal, a Catalunha — onde exercia seu apostolado —, e inclusive sua capital, Barcelona.

Diversamente da falta de fé hodierna, o Beato – como, aliás, boa parte do clero – agia corajosamente no fulcro do drama para atender espiritualmente os doentes com Sacramentos, bênçãos, sacramentais, procissões, adorações e conselhos espirituais em igrejas, ruas, casas e hospitais.

Esse cumprimento heroico da ordem dada por Jesus Cristo aos Apóstolos de curar os doentes acabou apressando sua morte, acontecida no dia 20 de março de 1872 em Tarragona, extenuado em decorrência de seu intenso esforço e do contágio da febre amarela, que estava quase debelada.

“Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demô­nios. Recebestes de graça, de graça dai!” (São Mateus, 10, 8)