segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições – 2

Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições
Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A História pode ser comparada a uma imensa encenação, difícil de excogitar. O cenário é a própria Criação.

No centro do cenário, os homens se movem, falam, fazem e desfazem, enquanto Deus, na sua infinita sabedoria, atua nos bastidores, no Céu, oculto aos olhos dos homens de pouca fé.

Ele vai modelando, como um diretor soberano, o desenrolar dessa peça suprema, através das causas segundas – como é o caso dos espíritos angélicos, dos homens e da natureza – e, em certas circunstâncias peculiares, mediante sua intervenção direta.

No fim da História, verificar-se-á que o longo enredo de séculos de lutas, vitórias e tragédias da humanidade não foi uma sucessão confusa de fatos, mas a realização de um superior plano divino.

No Juízo Final a História aparecer-nos-á, não como um amontoado de acontecimentos, segundo a visão de certos manuais escolares.

Mas mostrar-se-á com a ordem reluzente de uma fabulosa catedral, em que ao esplendor das linhas arquitetônicas somar-se-á a riqueza e a magnificência dos pormenores, formando o conjunto uma obra-prima de perfeição insuperável.

Cristandade: simbolizada por imponente edifício

Nesta Terra, precisamos nos esforçar para entrever tal arquitetonia final. Os fatos imediatos distraem nossa visão, como os andaimes escondem o prédio que está sendo construído. O movimento dos operários, frequentemente confuso, perturba a percepção do plano do arquiteto.

Entretanto, em certas oportunidades, focalizando certo ângulo ou descobrindo fortuitamente um elemento, podemos intuir parte do vulto desse edifício majestoso.

É lícito supor que, quando o prédio estiver concluído, no final dos tempos, todos – anjos e bem-aventurados, demônios e precitos – descobrirão que ele ostenta em seu centro a Nosso Senhor Jesus Cristo, e a seu lado a Rainha dos Céus e da Terra, talvez sob a invocação do Coração Imaculado de Maria.

As imagens de Nossa Senhora no cerne da rosácea, como nas fachadas de catedrais góticas, a exemplo de Notre Dame de Paris, dão-nos uma certa ideia disso.

A vida de Soror Filipina pertence à categoria dos fatos que, à maneira de um clarão, nos fornecem uma antevisão, ainda que pálida, da arquitetonia da obra que Deus está construindo ao longo dos milênios de História.

Para entender melhor, retrocedamos um pouco no tempo.

A dominicana Soror Filipina, de alta nobreza

Beato Umberto III de Saboia
Beato Umberto III de Saboia
Soror Filipina era de estirpe principesca. Seu pai, Felipe II de Saboia, Príncipe de Acaia, nascera em 1344, e desde jovem teve que defender militarmente seus direitos sobre o feudo paterno.

Acabou sendo deserdado pela madrasta, traído e entregue à morte. Foi amarrado com correntes e lançado nas águas gélidas do lago Avigliana, perto da abadia de San Michele delle Chiuse, entre o Piemonte e a Saboia, em 20 de dezembro de 1368.

Nesse mesmo ano nascia sua filha única, Umberta Felipa, no castelo de Sarre. Ela nunca conheceu o pai. Mas, conhecendo seu terrível destino, tornou-se religiosa, com o fim de obter-lhe a graça da salvação eterna.

E para que seu holocausto fosse mais perfeito, entrou em religião sob o nome de Filipina dei Storgi, para não ser objeto de preferências, ocultando seu nome principesco.

Na hora da execução, o Príncipe Felipe havia posto no pescoço uma medalha. Era esta do Bem-aventurado Umberto III (+ 1189), conde soberano da Saboia e herói na defesa do Papado contra as injustas pretensões do Imperador Frederico Barbarroxa. Um antepassado seu, portanto.

Quando o corpo de Felipe desapareceu sob as águas, os assassinos fugiram. Porém, por inverossímil que pareça, o príncipe não morrera. Por um milagre – que ele atribuía à medalha do Beato Umberto –, voltou à tona sem ser visto por ninguém.

Partiu então para o exílio, levando desde então vida de penitente. Usando um pseudônimo, peregrinou pelos santuários da França, Suíça e Espanha. Até que chegou... a Fátima, em Portugal.

Por que Fátima? O que havia lá?

Fátima: terra mariana e de Cruzada

Os documentos agora publicados mencionam “uma igreja numa cidadezinha que se chama Fátima, edificada por uma antepassada de nossa Santa Fundadora Margarida de Saboia, Mafalda rainha de Portugal”. (documento 2)

Dom Afonso Henriques e o milagre de Ourique
Dom Afonso Henriques e o milagre de Ourique
A rainha Mafalda (+ 1157) foi esposa de D. Afonso Henriques (1128 – 1185), fundador do reino português. Ela era filha de Amadeu III da Saboia (+ 1148), Conde do Sacro Império Romano Alemão, falecido na 2ª Cruzada, e irmã do Beato Umberto, a quem o príncipe devia a vida. Era também uma antepassada do príncipe em desgraça.

A região de Fátima e vizinhanças fora conquistada aos mouros pela espada do rei D. Afonso.

A seguir, este rei precisou garantir o povoamento e o controle da área conquistada, porque as incursões maometanas eram contínuas.

Por isso D. Afonso, com a participação de Da. Mafalda, concedeu grandes extensões dessas terras a duas ordens religiosas de escol, além de outorgar castelos a nobres portugueses, paladinos da Reconquista.

Uma foi a Ordem de Cister (cistercienses), fundada por São Bernardo de Claraval, o grande apóstolo marial da Idade Média e primo do rei. Os cistercienses erigiram a célebre abadia de Santa Maria de Alcobaça, berço da cultura lusitana, a menos de 40 quilômetros a oeste de Fátima.

A outra foi a Ordem do Templo (templários), ordem militar de cavalaria constituída também sob o influxo de São Bernardo, para defender a Terra Santa.

Após polêmica proibição, os templários foram expulsos da Europa e se refugiaram em Portugal. Seu quartel-general estava localizado em Tomar, aproximadamente a 30 km a leste de Fátima.

Em 1318, sob o reinado de D. Diniz, transformou-se no quartel-general da Ordem de Cristo. A cruz dos Templários-Ordem de Cristo figurava nas velas das naus de Pedro Álvares Cabral, o descobridor de nosso País.

Essa cruz foi a insígnia que tremulou, durante os primeiros anos de nossa história, nos estandartes e bandeiras da Terra de Santa Cruz.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Prenúncio do triunfo de Fátima quase cinco séculos antes das aparições – 1

Prenúncio do triunfo de Fátima cinco séculos antes das aparições
Prenúncio do triunfo de Fátima cinco séculos antes das aparições
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No século XV,
o Céu revelou a esplêndida vitória de Nossa Senhora de Fátima.
Assim como a investida do Islã foi esmagada
em terras lusas na época da fundação de Fátima,
os “erros da Rússia” serão vencidos em nossa época.

No remoto dia 16 de outubro de 1454, no Mosteiro de Santa Maria Madalena das religiosas dominicanas de Alba, no sul de Turim, Itália, Soror Filipina agonizava.

Em torno do leito dessa dominicana de santa vida, tinha-se reunido toda a comunidade religiosa, acompanhando-a com as orações pelos moribundos.

Estavam presentes a abadessa e fundadora do mosteiro, Bem-aventurada Margarida de Saboia, e o confessor das religiosas, Pe. Bellini.

A Beata Margarida de Saboia, abadessa, foi testemunha
A Beata Margarida de Saboia, abadessa, foi testemunha
Todos eles foram testemunhas do fato extraordinário que então se passou.

Os presentes lavraram um documento que, através de diversas vicissitudes históricas, chegou até nossos dias, endereçado “àquelas pessoas que nos anos futuros lerão estas folhas”. (Il Cervo della Beata Margherita di Savoia, nº 2, 2000, Ano XLVIII, Alba)

No ano 2000, as próprias dominicanas de Alba publicaram os documentos relativos ao caso.

Os documentos históricos do Convento de Alba são três. Eles fornecem o fundamento deste artigo.

O documento 1 é uma nota manuscrita, acrescentada a um livro de autoria do Pe. Jacinto Baresio, de 1640. Ocupa quatro páginas não numeradas. É datada de 7 de outubro de 1640. Nela se encontra o essencial da revelação.

Sor Filipina Storgi Primeira e última página do segundo documento
Primeira e última página do segundo documento
O documento 2 consiste num acréscimo ao caderno, que leva a inscrição: 1624 – Livro no qual se anotam as Missas, Milagres, ex-votos que acontecem diariamente à Beata Margarita de Sabóia em Alba.

É datado de 1655. Começa a partir da página 52, e é escrito com “uma caligrafia alta e clara” por uma religiosa que assina Soror C.R.M. Descreve a mesma revelação.

O documento 3 consiste em apontamentos da Irmã Lúcia Mantello em 1855. Esta passou brevemente pelo convento e depois tornou-se religiosa salesiana. Ela não conheceu os dois documentos anteriores. Todos os três foram “reencontrados casualmente em 19 de agosto do ano passado [1999]” e publicados em 2000. Cfr. “Il Cervo della Beata Margherita di Savoia”, nº 2, 2000, Ano XLVIII, Alba, Itália.

Prenúncio dos “erros da Rússia” de 1917

“Aconteceu – diz o documento 1 – que durante a agonia ela [Soror Filipina] recebeu do Céu uma magnificíssima visão ou revelação, durante a qual, diante do Padre Bellini, da Abadessa Fundadora e de todas as monjas, manifestou em alta voz coisas ocultas. [...]

“Raptada por uma alegria celeste, voltando o seu olhar para o alto, saudou nominalmente e em alta voz os celícolas (habitantes do Céu) que lhe vinham ao encontro, ou seja: a Santíssima Senhora do Rosário, Santa Catarina de Siena, o Beato Umberto, o abade Guilherme de Sabóia.

Falava de acontecimentos futuros, prósperos e funestos para a Casa Sabauda, até um tempo, não precisado, de terríveis guerras, do exílio de Umberto de Sabóia em Portugal, de um certo monstro do Oriente, tribulação da humanidade, mas que seria morto por Nossa Senhora do Santo Rosário de Fátima, se todos os homens a tivessem invocado com grande penitência. Depois do que, expirou nos braços da prima, a santa nossa Madre Margarida de Sabóia”.

Surpreendente advertência em consonância com Fátima

Sim, em 1454, pouco mais de quatro séculos e meio antes das aparições da Cova da Iria, o Céu desvendou a uma alma de elite o castigo que significaria para o mundo pecador um “monstro do Oriente, tribulação da humanidade”, figura que parece bem encarnar os “erros da Rússia” contra os quais Nossa Senhora advertiu os homens em 1917.

Além do mais, indicou um sinal da época em que ocorreria a “tribulação”: por ocasião do exílio do rei Umberto II da Itália.

Este verificou-se depois da II Guerra Mundial, poucos anos após a Irmã Lúcia tornar público o conteúdo da mensagem revelada em Fátima!

No século XV, a revelação também sublinhava a condição posta por Nossa Senhora em 1917: uma “grande penitência” para o mundo livrar-se do flagelo da “tribulação da humanidade” vinda do Oriente.

Em 1454, como em 1917, o Céu anunciou o triunfo final da Santíssima Virgem. Um dos documentos agora publicados diz que o “monstro do Oriente, tribulação da humanidade”, [...]”seria morto por Nossa Senhora do Santo Rosário de Fátima”.(documento 1)

Encontramos também a mesma asserção, nos seguintes termos: “Satanás fará uma guerra terrível, porém perderá, porque a Virgem Santíssima Mãe de Deus e do Santíssimo Rosário de Fátima, 'mais forte que um exército em ordem de batalha', vencê-lo-á para sempre”.

Ponte prodigiosa entre o passado e o futuro

Considerando essa visão, inúmeras perguntas afloram ao espírito. Elas são até perplexitantes.

Cidade de Alba
Que relação haveria entre o mosteiro das dominicanas, na pequena cidade de Alba, e a então desconhecida aldeia de Fátima, numa época de escassas e incertas comunicações?

Como explicar o fato de a Providência ter comunicado com tanta anterioridade o anúncio da intervenção de Nossa Senhora em Fátima, e, entretanto, ter permitido que só se viesse a conhecê-lo no terceiro milênio?

Lendo com atenção os documentos publicados em 2000, encontramos respostas a essas e outras interrogações.

Mais ainda. Desponta uma série de acontecimentos históricos, humanos e celestes, que lançam ponte por cima dos séculos.

Uma ponte que liga: a) a vocação de Portugal, tal qual desabrochava em seus albores; b) os acontecimentos de 1917; c) nossa época; d) o vindouro triunfo do Imaculado Coração de Maria, anunciado em Fátima.

Como se liga essa trama de acontecimentos?




segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lutero no Inferno: a visão da Beata Serafina Micheli

Beata Maria Serafina Micheli viu Lutero no inferno
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em 1883 a Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha.

Eisleben é a cidade natal de Lutero. E, naquele dia comemorava-se o quarto centenário do nascimento daquele grande heresiarca (10 de novembro de 1483).

Lutero dividiu a Igreja e a Europa. Dessa divisão adviram  crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.

A população aguardava o imperador alemão Guilherme I que devia presidir as solenidades.

A futura beata não se interessou pela agitação e seu único desejo era encontrar uma igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado.

As igrejas estavam fechadas e já era noite.

Na escuridão localizou uma com as portas trancadas, mas se ajoelhou nos degraus de acesso.

Pela falta de luz não percebeu que a igreja não era católica, mas protestante.

Enquanto rezava lhe apareceu o anjo da guarda e lhe disse:

‒ ”Levante porque este é um templo protestante”.

E acrescentou:

‒ ”Eu quero te fazer ver o lugar aonde Martinho Lutero foi condenado e a pena que sofre como castigo de seu orgulho”.

Depois destas palavras, a santa religiosa viu uma horrível voragem de fogo, na qual era cruelmente atormentado um número incalculável de almas.

No fundo dessa voragem via-se um homem: Martinho Lutero.

Ele se distinguia dos outros porque estava rodeado de demônios que o obrigavam a ficar de joelhos.

Todos esses espíritos imundos equipados com martelos se esforçavam, em vão, para enfiar-lhe na cabeça um grande prego.

Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli
A freira achou que se o povo que estava na festa visse aquela cena dramática, certamente não tributariam honras, lembranças, comemorações e festejos a semelhante personagem.

Desde então, Sóror Serafina sempre que aparecia a ocasião exortava suas irmãs de religião a viverem na humildade e no esquecimento dos outros.

Ela estava convencida que Martinho Lutero foi condenado ao Inferno, sobretudo por causa do primeiro pecado capital: a soberba.

O orgulho fez que ele caísse no pecado capital e o levou para a aberta rebelião contra a Igreja Católica.

A sua péssima conduta moral, sua atitude de revolta contra o Papado e a sua pregação de más doutrinas pesaram muito no desvio de muitas almas superficiais e mundanas que caíram na perdição eterna.

Sóror Serafina foi beatificada na diocese de Cerreto Sannita, província de Benevento, em 28 de maio de 2011.



O Pe Leonel Franca nasceu em 7-1-1893, em São Gabriel, RS.
Ingressou na Companhia de Jesus em 12-11-1908.
Em 1912 foi estudar filosofia na Universidade Gregoriana, Roma,
onde recebeu o título de Doutor em Teologia (1924).
Durante sua estadia na Cidade Eterna
publicou “A Igreja, a Reforma e a Civilização” (1923).
Em 1928, fundou a Universidade Católica de Rio de Janeiro,
da qual foi Reitor magnífico durante oito anos.
Rendeu sua alma a Deus em 3-9-1948.

O protestantismo evangélico segundo seus fundadores, pelo Pe. Leonel Franca S.J.


Toda a verdade sobre o protestantismo evangélico

Lutero: golpe contra a vontade

O porco no chiqueiro: ideal moral de Lutero!

A contestação protestante demolindo as verdades consoladoras

A recusa da confissão, do perdão e da Eucaristia

Negação do valor das boas obras

Emancipação de todo vínculo moral

Deturpando os Evangelhos

Corrupção dos costumes

Lutero: o “berço do puro Evangelho” virou “foco de abominável corrupção”

Muskulus: “não é possível piorar”

A obra-prima do fanatismo

Degeneração do casamento e desprezo da mulher

Da ‘segunda união’ ao ‘amor livre’ pelo divórcio e a poligamia

Extinguindo a santidade do matrimônio com a pastoral ‘misericordiosa’ de Lutero

O ‘reino do Evangelho’ vira ‘império da embriaguez e de todos os vícios’

Desaparição do amor e do respeito ao pobre

ANEXOS:
Plinio Corrêa de Oliveira

Lutero: não e não

Lutero pensa que é divino


sábado, 12 de maio de 2012

Mãe: amor, afeto, bondade e misericórdia

A palavra família indica uma pluralidade de pessoas.

Mas há outra palavra, de especial significado, que indica uma só pessoa: mãe.

Mãe é a quintessência da família, porque é a quintessência do amor, a quintessência do afeto; e, nessas condições, a quintessência da bondade e da misericórdia.

Assim, a alma da criança em contato com a mãe começa a compreender o que é a bondade que não se cansa, o que é a graça, o favor, o amor que não se exaure.

E também aquela forma de afeto que inclina a mãe a jamais achar tedioso estar com o filho.

Carregar seu filho nos braços, brincar com ele, soltá-lo no chão, vê-lo correr de um lado para outro, ser importunada por ele incontáveis vezes durante o dia com perguntinhas, com brinquedinhos.

Para a boa mãe, nisto consiste a alegria da vida.