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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Possessões diabólicas excedem às dezenas de padres exorcistas do Brasil

O papel do exorcista vai além de expulsar demônios, disse o exorcista a ACI
O papel do exorcista vai além de expulsar demônios, disse o exorcista a ACI
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A AIE (Associação Internacional dos Exorcistas) tem 46 filiados no Brasil, entre os mais de 900 espalhados pelo mundo. Há também padres que exercem o ministério no país sem necessidade de ser membro, explicou o Pe João Paulo Veloso, porta-voz da entidade e exorcista da Arquidiocese de Palmas (TO), segundo noticiou a “Folha de S.Paulo”. 

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger esclareceu que “a ninguém é lícito proferir exorcismo sobre pessoas possessas”, fora aquele nomeado pelo bispo ou arcebispo.

Os exorcismos cotidianos pouco lembram cenas extraordinárias “pintadas por Hollywood”, que alimentam fantasias de terror como no filme “O Exorcista”.

As manifestações demoníacas têm menos “efeitos especiais” cinematográficos, mas por isso são muito mais perigosas, afirma o sacerdote. Podem provocar vícios que destroem famílias.

No começo do século 20 o cronista de As Religiões no Rio (João do Rio, José Olimpio editor, 4ª edição, 2006, 272 págs), já falava desse fenômeno.

Vaticano aprovou Associação Internacional de Exorcistas fundada pelo Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma
Vaticano aprovou Associação Internacional de Exorcistas 
fundada pelo Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma
“Só no ano de 1903, exorcisei mais de 300 demoníacas”, lhe relatou o então famoso frei Piazza.

O frei explicava: “Satã mais do que nunca ameaça Deus. Esse macaco do Divino, como diz o padre Goud, arrasta as criaturas para as profundas do inferno, que a ciência considera um centro de fogo no meio da terra, autor dos vulcões e do abalo das montanhas...”

O Pe João Paulo Veloso reproduz ainda o fraseado que lança para expulsar o demônio “espírito imundo” e “serpente antiga” para depois condená-lo: “Os vermes esperam a ti e aos teus”.

Cofundador da AIE, o padre italiano Gabriele Amorth (1925-2016) já declarou: “Eu, medo de Satanás? É ele que deve ter medo de mim. Eu trabalho em nome do Senhor do mundo. Ele é só o macaco de Deus”.

Os exorcistas contemporâneos contam com uma equipe “idealmente composta por especialistas em medicina, psiquiatria e psicologia, além de pessoas experimentadas na fé”, explica o padre João Paulo, da AIE, para esclarecer se os problemas têm causa natural e não diabólica.

Nem tudo é coisa do capeta. É preciso discernir “uma possível ação extraordinária do maligno daquilo que é apenas consequência das más escolhas de vida ou de enfermidades naturais”.

Padres exorcistas de Natal relatam que expulsar demônios 'é muito desgastante'
Padres exorcistas de Natal relatam que expulsar demônios 'é muito desgastante'
Mas o mundo vem presenciando “um aumento significativo da ação extraordinária do demônio”. 

O Pe João Paulo atribui o “satanismo em alta” ao “indiferentismo religioso”.

“Muitos fiéis deixaram de viver em estado de graça” e essa é uma abertura potencial ao demônio. Assim sendo não vai faltar trabalho para os exorcistas, conclui o jornal paulista.


terça-feira, 11 de outubro de 2022

A solução está em Aparecida e não em Brasília

Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Nossa Senhora Aparecida 305 anos depois

Existem devoções nacionais a Nossa Senhora, como é o caso de Aparecida, da mesma maneira que há grandes invocações que têm uma realeza entre as invocações de Nossa Senhora, como é o caso de Nossa Senhora do Rosário.

Quase não existe um país da Terra que não tenha uma grande devoção a Nossa Senhora e de que Ela não seja, debaixo de algum título, a Padroeira.

Também existem as invocações a Nossa Senhora das regiões e das cidades, como é, por exemplo, Nossa Senhora da Penha, em São Paulo.

E, às vezes, ainda há imagens de Nossa Senhora particularmente invocadas numa paróquia, numa parte de uma cidade, etc.

Há até famílias que têm uma devoção especial por alguma imagem de Nossa Senhora por alguma relação especial dEla com aquela família.

Por exemplo, na minha família paterna há devoção a Nossa Senhora da Piedade, é mais uma acomodação desse trato de Nossa Senhora com os homens, individualmente.

E depois, existe ainda, para cada um uma invocação especial de Nossa Senhora por alguma graça pessoal ou algum fato que liga a pessoa a essa imagem.

Nossa Senhora, com aquela índole materna que é característica dEla se faz grande com os grandes, e se faz pequena com os pequenos.

Se faz universal para as grandes coletividades e se faz regional para grupos humanos menores.

Nós podemos admirá-La em todas as dimensões: como Rainha das grandes coletividades e como Mãe das pequenas unidades.

É dentro dessa linha que nós devemos ver a devoção a Nossa Senhora Aparecida como Rainha do Brasil.

A América Latina inteira tem como padroeira a Nossa Senhora de Guadalupe, e, no Brasil, nós temos Nossa Senhora Aparecida.

Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil! Que é que, propriamente, deve significar para nós?

Nós sabemos o ponto de partida dessa devoção: na segunda quinzena de outubro de 1717 uns pescadores estavam pescando no Rio Paraíba quando eles recolheram, de repente, um tronco de imagem. Depois, mais adiante, pescaram uma cabeça.

Nossa Senhora Aparecida, réplica na Basílica velha
Nossa Senhora Aparecida, réplica na Basílica velha
E a pesca, que era inútil até aquele momento, passou a ser, então, muito abundante. E eles, junto do rio, construíram uma capelinha para aquela imagem que tinham encontrado.

As graças alcançadas ali foram extraordinariamente numerosas. Então, construiu-se a Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

O povo começou e a afluir em quantidade, recebendo graças extraordinárias, entre as quais se conta a de um escravo perseguido por seu senhor e que, rezando a Nossa Senhora Aparecida, viu que suas algemas se partiram.

E seu senhor, que ia puni-lo com grande ferocidade, viu-se desarmado e deu ao escravo a liberdade. Disseram-me que as correntes desse escravo ainda se conservam na sala dos milagres de Nossa Senhora Aparecida.

De lá para cá, a devoção a Nossa Senhora Aparecida se tem generalizado.

O ambiente em Aparecida é de grande afluência de povo pobre e do povo sofredor. E Nossa Senhora Aparecida atendendo e concedendo, continuamente, graças extraordinárias.

Ao mesmo tempo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida foi marcando a vida da Igreja.

E no pontificado de São Pio X acabou sendo coroada solenemente Rainha do Brasil, por todo o episcopado nacional, num ato oficial.

E a coroa foi colocada sobre a imagem de acordo com um decreto da Santa Sé, e a Santa Sé autorizou a que Nossa Senhora Aparecida fosse considerada Rainha do Brasil!

Então, essa devoção nascida tão humildemente, acabou fazendo seu caminho, culminando num ato que é um verdadeiro jurídico.

É jurídico pelo emprego do Poder das Chaves! A Santa Sé tem o direito de constituir uma Padroeira. Ela tem o direito de erigir uma realeza que estabelece um vínculo especial de um povo com Nossa Senhora.

E de Nossa Senhora com esse povo! O poder de desligar e ligar na Terra e no Céu que Nosso Senhor concedeu a São Pedro tem esse efeito, entre outros.

Nota do blog:

Na Bolivia, o ditador Evo Morales
presenteia o Papa com foice e martelo em lugar de Cruz
No Terceiro Centenário: O grande ausente

A visita do Papa Francisco no grande aniversário de nossa Mãe comum foi aguardada até o último momento pelo Brasil católico.

Sua descumprida promessa e a recusa de insistentes convites, foi atribuída por alguns à derrocada do PT e amigos.

Nós preferimos implorar empenhadamente para que Nossa Senhora Aparecida que toque seu coração e aja como só Ela, Mãe extremosa, sabe fazer nas circunstâncias complexas.

Nossa Senhora ficou sendo no Céu, advogada e Rainha do Brasil pelo poder das Chaves do Papa, que nessa época era o grande São Pio X.

Nesse ato jurídico nós devemos ver um prenúncio do Reino de Maria.

A partir do momento que Nossa Senhora foi aclamada Rainha do Brasil, ficou juridicamente declarado o Reino de Maria no País.

Para os efeitos celestes e para os efeitos terrestres, Nossa Senhora tem direitos jurídicos sobre o Brasil ainda maiores do que os que Ela teria se fosse uma rainha temporal, ainda que muito santa.

Por causa disto nós temos uma obrigação especial de cultuar, de dar glória a Nossa Senhora, de espalhar Sua devoção por toda parte, de lutar junto aos outros povos do mundo que não queiram receber o culto de Nossa Senhora.

De fazer, portanto, cruzadas em nome de Nossa Senhora!

É toda uma vocação nacional e mundial que se delineia para o Brasil a partir precisamente dessa coroação de Nossa Senhora como nossa Rainha.

Daí decorre que se o Brasil não fosse o pobre país agnóstico e interconfessional que é, o verdadeiro seria que, para determinados efeitos, a capital verdadeira do Brasil, fosse Aparecida.

Depois de Nossa Senhora ter sido declarada Rainha do Brasil, eu não concebo a possibilidade que os grandes atos da vida nacional se façam em outro lugar que não em Aparecida!

Reconstituição do achado milagroso da imagem no Paraíba. Crédito foto Thiago Leon
Reconstituição do achado milagroso da imagem no Paraíba.
Na segunda quinzena de outubro de 1717.
Crédito foto Thiago Leon
A promulgação das leis célebres, a declaração das guerras, os tratados de paz, as grandes solenidades das grandes famílias do país; todas estas coisas, eu só concebo como sendo realizados na Aparecida!

E no momento que tanto se discute sobre o que acontece em Brasília, nós esquecemos o verdadeiro polo.

E o verdadeiro polo é Aparecida.

A verdadeira capital do país, para os grandes efeitos, deveria ser Aparecida. Aí temos bem a perspectiva de como Aparecida deveria ser.

É inútil dizer o contrário. É uma grande baixa de nível, em comparação com considerações desta elevação.

O que seria bonito é a gente imaginar como seria a Basílica de Nossa Senhora Aparecida quando for instaurado o Reino Maria no Brasil.

Que honra, que pompa, que grandeza, que nobreza, que elevação esta basílica deveria ter!

Que grande conjunção de ordens contemplativas deveria se estabelecer ali; que grandes confessores deveriam ir ali para fazer bem às almas; que centros especiais para cursos para intensificação da devoção mariana; enfim, quanta e quanta coisa!

Essas são coisas que não estão no reino dos sonhos! Estão no reino dos ideais!

Para nós, que confiamos na Providência Divina, nós sabemos bem a diferença que há entre um sonho e um ideal.

Para o homem que não confia na Providência, todo ideal não é senão um sonho.

Para o homem que confia na Providência, muita coisa que parece sonho é um ideal realizável!

Eu acho que nós devemos apresentar a Nossa Senhora Aparecida o desejo de que Ela faça realizar estas coisas. De que Ela apresse o dia em que essas coisas se realizarão.

E que a constituição em Aparecida de uma ordem de coisas como deve ser, seja o sintoma e o efeito da remodelação de todas as coisas no Brasil e no mundo para o cumprimento da promessa de Nossa Senhora em Fátima: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

É para o triunfo do Coração Imaculado de Maria, que no Brasil se apresenta sob a devoção de Nossa Senhora Aparecida, que nós devemos rezar afincadamente e cheios de confiança de que Ela atenderá nossa oração!



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra em 5.10.64, sem revisão do autor)


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos, uma reflexão

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici), ou Cavaleiros Templários, Ordem do Templo, ou Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria que existiu na Idade Média entre 1118 e 1312.

Foi fundada em 1118 durante a Primeira Cruzada para proteger os peregrinos a Jerusalém. Os fundadores foram Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, que tiveram o apoio de André de Montbard, tio de São Bernardo de Claraval e do rei Balduíno II de Jerusalém.

Os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência, usavam mantos brancos com a cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.

Eles se estabeleceram no monte do Templo em Jerusalém, e de ali provém o nome. No local existira o Templo de Salomão.

O prédio foi usurpado pelos muçulmanos que o renomearam Mesquita de Al-Aqsa e se encontra em pé.

Em 1127, o Papa Honório II reconheceu a Ordem.

Na bula papal Omne datum optimum, de 29 de março de 1139, o papa Inocêncio II lhe outorgou isenções e privilégios, como construir seus oratórios e serem enterrados neles.

A regra da ordem dos Templários foi escrita por São Bernardo de Claraval
A ordem foi um modelo da caridade em toda a Cristandade, seus membros formaram as melhores unidades de combate nas Cruzadas, estabeleceram o embrião do sistema bancário, e ergueram muitas fortificações na Europa e Terra Santa.

A Ordem do Templo recebeu muitas doações de terras na Europa que usava para plantar trigo, cevada e criar animais. O lucro ia para financiar a guerra santa na Palestina.

Em 14 de outubro de 1229, o papa Gregório IX na bula Ipsa nos cogit pietas, os isentou de pagar o dízimo para as despesas da Terra Santa, atendendo “à guerra contínua que sustentavam contra os infiéis, arriscando a vida e a fazenda pela fé e amor de Cristo”

O contemporâneo Jacques de Vitry os descreve como “leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, e suavidade para com Seus amigos”. (Moeller, Charles, 1912. «The Knights Templars.». In: New Advent. The Catholic Encyclopedia. (em inglês). New York: Robert Appleton Company)

Os templários não temiam morrer para defender os peregrinos. Não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da Ordem mas eram o terror dos muçulmanos. Nas casas da Europa eram selecionados os que substituiriam os falecidos em Terra Santa.

O cavaleiro templário era destemido. Ele protegia a alma com a armadura da fé, e o corpo com a armadura de aço.

Ele é, portanto, duplamente armado sem ter medos de demônios nem de homens. (São Bernardo de Claraval, De Laude Novae Militae, in Stephen A. Dafoe. «In Praise of the New Knighthood». TemplarHistory.com)

A regra dessa ordem militar foi escrita por São Bernardo e sua divisa foi extraída do livro dos Salmos: “Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam” – “Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela glória de teu nome” (Sl. 115:1).

Em 25 de novembro de 1177, os Templários travam contra o exército de Saladino a batalha de Monte Gisardo, livremente abordada em filmes como Kingdom of Heaven.

O iníquo e excomungado rei Filipe IV de França, o Belo, aplicou sua influência sobre o papa Clemente V, sob a sua dependência, para lhes confiscar todos os bens.

Para isso, desferiu um estrondo de descrédito, acusando os Templários de heresia, imoralidade, sodomia e diversos outros crimes.

Entre os falsos crimes que lhes eram imputados estava o fato adorar uma cabeça, ao que tudo indica o Santo Sudário hoje em Turim.

A ordem de prisão foi redigida em 14 de setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e na sexta-feira 13 de outubro de 1307 todos os cavaleiros que estavam em território francês foram detidos.

O “Pergaminho de Chinon”: o Papa e o Concílio de Vienne reconhecem não haver heresia nos templários. Mas, a ordem já tinha sido dispersada, seus bens confiscados e nunca mais se reconstituiu.
O “Pergaminho de Chinon”: o Papa e o Concílio de Vienne
reconhecem não haver heresia nos templários.
Mas, a ordem já tinha sido dispersada,
seus bens confiscados e nunca mais se reconstituiu.
A partir de 1310, a Igreja institui sua própria investigação sobre a Ordem.

Nessa depuseram 573 cavaleiros, todos em defesa da Ordem e afirmando que as confissões foram arrancadas no tribunal francês por meio da tortura.

Clemente V transferiu todos os bens Templários para os Hospitalários, exceto os de Portugal, de Castela, de Aragão e de Maiorca, os quais ficariam na posse dos monarcas.

Na Ile da Cité, em Paris, num cadafalso, em 18 de março de 1314 os cavaleiros Tiago de Molay, Hughes de Pairaud, Geoffroy de Charnay e Geoffroy de Gonneville bradaram inocência e a de todos os Templários, dos crimes e heresias. Mas foram queimados.

O chamado “Pergaminho de Chinon” declara que Clemente V pretendia absolver a ordem.

O Concílio de Vienne reconheceu que não se comprovou a heresia, mas disse que a Ordem devia ser suprimida ou remodelada.

Sete séculos após o processo, o “Pergaminho de Chinon” foi recordado em cerimônia realizada no Vaticano, a 25 de outubro de 2007, na Sala Vecchia do Sínodo. Cfr. também: Santa Sé absolveu os Templários, ordem que está nas origens do Brasil. E: "Os templários veneravam o Santo Sudário e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano"

Os Templários ficaram associados a lendas sobre segredos e mistérios.

Entre elas, uma quimérica ligação entre os Templários e a Maçonaria fundada em 1717, quatro séculos após o fim da ordem católica.

Nos documentos autênticos da inquisição dos Templários nunca houve uma única menção de qualquer coisa de semelhante.

Sede dos templários em Paris possuía quase 25% da urbe. Os monges secaram um pântano ligado ao rio Sena.
O bairro hoje conhecido como Marais repousa sobre suas ruínas e tem muitas ruas com o sufixo "du Temple".

Com últimos restos da Ordem dos Templários, o rei português Dom Dinis criou a Ordem de Cristo adotando por símbolo uma adaptação da cruz templária, que foi herdada pela heráldica brasileira.

Foi a Cruz das naus de Cabral, ainda presente em brasões oficiais brasileiros.

A “Terra da Santa Cruz” de uma maneira indireta foi a “Terra dos Templários”.


Uma reflexão: Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos


Com a Ordem dos Templários existente e fiel à sua vocação teria sido impossível a Revolução gnóstica e igualitária que nos trouxe até o precipício de caos em que estamos.

O rei Filipe o Belo, motor primeiro do fechamento, também mandou esbofetear o Papa, fato simbólico do início dessa Revolução.

O inquérito pontifício demorou, mas não deu em nada e os templários foram absolvidos de toda suspeita.

Mas, nesse momento eles já estavam dispersos e seus bens todos perdidos, e não se reconstituíram.

A única herdeira legítima de propriedades e privilégios da Ordem do Templo foi a portuguesa Ordem de Cristo, descobridora do Brasil.

Uma espécie de revide de Deus.

Mas essa tampouco existe mais enquanto ordem religiosa.

Hoje com esse nome há um prêmio concedido pelo governo português.

Nenhum outro grupo que usou ou usa o nome de templário tem continuidade legítima com a Ordem inicial.

As acusações de sociedade secreta, etc., visam essas associações. Portanto, não atingem os templários históricos.

Por que não se reconstituíram?

Acredito firmemente que a Providência Divina tem preparado algo que vai recolher a herança dos templários com um esplendor imensamente maior.

Será a Ordem dos Apóstolos dos Últimos Tempos anunciada profeticamente por santos da dimensão de São Luis Maria Grignon de Montfort e por Nossa Senhora na aparição de La Salette.


(Reflexões de Plinio Correa de Oliveira, livremente colhidas e adaptadas)


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Nossa Senhora Aparecida sai indene da trituração:
sinal do que está vindo?

Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas praticamente intacta, novembro 2017
Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas
praticamente intacta, novembro 2017
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em Patos de Minas, a 400 km de Belo Horizonte, uma imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida de cerca de 60 centímetros foi encontrada intacta no Aterro Sanitário após resistir ao truculento processo de compactação de lixo.

Com grande surpresa os funcionários encontraram intacta a imagem da Santa Mãe de Deus, apenas suja. Os primeiros a localizar e imagem de Nossa Senhora foram o supervisor do local Amarildo Ribeiro Silva e o operador de roçadeira Osmar Pio. O fato se deu no dia 7 de novembro (2017).

Os funcionários acharam a imagem junto a destroços que passaram pelo processo de compactação no caminhão de coleta de lixo.

O lixo é todo desfeito e esmagado já nos próprios caminhões, de forma que o que chega ao aterro sanitário é uma grande mistura para a fase final de esmagamento.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

2017: onda de sacrilégios contra a Eucaristía,
contra Nossa Senhora e contra os Santos

Capela com o relicário do cérebro de don Bosco na basílica, antes do roubo sacrílego. No destaque: a artística urna com a preciosa relíquia do santo
Capela com o relicário do cérebro de don Bosco na basílica, antes do roubo sacrílego.
No destaque fotográfico: a artística urna com a preciosa relíquia do santo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O ano de 2017 vem sendo marcado por uma onda de sacrílegos atentados contra Nossa Senhora em diversos países coincidindo estranhamente com o centenário das Aparições de Fátima.

Eis alguns satânicos exemplos:

Roubada urna com o cérebro de São João Bosco

O mundo católico inteiro estremeceu pelo roubo da urna-relicário que contem parte do cérebro de São João Bosco, segundo informou “Il Corriere della Sera” e a grande imprensa italiana.

O relicário se encontrava na Basílica de Colle Don Bosco, no município de Castelnuovo, Asti, numa capela por trás do altar principal.

É o local exato em que o grande don Bosco nasceu o dia 16 de agosto de 1815.

sábado, 30 de outubro de 2010

Vocação e missão providencial do Brasil

No anoitecer em São João d’El Rei, o imponderável das ruas evoca um Brasil que deveria ter sido, um Brasil que não podemos admitir que nunca venha a ser.

Traz uma saudade de um Brasil tão diferente disso que hoje presenciamos, que até parece um sonho.

Mas não é um mero sonho, é uma promessa:

É a promessa da Providência Divina, que chamou o Brasil para uma missão especial.

Qual é essa missão providencial?

O que diz essa promessa?

Ei-la:

“Talvez não fosse ousado afirmar que Deus colocou os povos de sua eleição em panoramas adequados à realização dos grandes destinos a que os chama.

“E não há quem, viajando por nosso Brasil, não experimente a confusa impressão de que Deus destinou para teatro de grandes feitos este País, cujas montanhas trágicas e misteriosas penedias parecem convidar o homem às supremas afoitezas do heroísmo cristão, cujas verdejantes planícies parecem querer inspirar o surto de novas escolas artísticas e literárias, de novas formas e tipos de belezas, e na orla de cujo litoral os mares parecem cantar a glória futura de um dos maiores povos da Terra.

“Quando nosso poeta cantava que "nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá, e as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá”, percebeu, talvez confusamente, que a Providência depositou na natureza brasileira a promessa de um porvir igual ao dos maiores povos da Terra.

“E hoje, que o Brasil emerge de sua adolescência para a maturidade, e titubeia nas mãos da velha Europa o cetro da cultura cristã que o totalitarismo quereria destruir, aos olhos de todos se patenteia que os países católicos da América são na realidade o grande celeiro da Igreja e da Civilização, o terreno fecundo onde poderão reflorir, com brilho maior do que nunca, as plantas que a barbárie devasta no velho mundo.

“A América inteira é uma constelação de povos irmãos. Nessa constelação, inútil é dizer que as dimensões materiais do Brasil são uma figura da magnitude de seu papel providencial.

“Tempo houve em que a História do mundo se pôde intitular Gesta Dei per francos. Dia virá em que se escreverá a Gesta Dei per brasilienses — as ações de Deus pelos brasileiros.

“A missão providencial do Brasil consiste em crescer dentro de suas próprias fronteiras, em desdobrar aqui os esplendores de uma civilização genuinamente católica, apostólica, romana, em iluminar amorosamente todo o mundo com o facho desta grande luz, que será verdadeiramente o lumen Christi que a Igreja irradia.

Video: Vocação e missão providencial do Brasil



“Nossa índole meiga e hospitaleira, a pluralidade das raças que aqui vivem em fraternal harmonia, o concurso providencial dos imigrantes que tão intimamente se inseriram na vida nacional, e mais do que tudo as normas do Santo Evangelho, jamais farão de nossos anseios de grandeza um pretexto para jacobinismos tacanhos, para racismos estultos, para imperialismos criminosos.

“Dái a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

“Se algum dia o Brasil for grande, sê-lo-á para bem do mundo inteiro.

“Explorai, senhores do poder temporal, as riquezas de nossa terra.

“Estruturai todas as nossas instituições civis segundo as máximas da Igreja, que são a essência da civilização cristã.

“Auxiliai a Santa Igreja de Deus, quanto em vós estiver, e plasmai a alma nacional na vida da graça, para a glória do Céu.

“Fazei do Brasil uma pátria próspera, organizada e pujante, enquanto a Igreja fará do povo brasileiro um dos maiores povos da História.

“Na harmonia desta mesma obra está a predestinação de uma íntima cooperação entre dois poderes.

“Deus jamais é tão bem servido como quando César se porta como seu filho.

“Senhores, em nome dos católicos do Brasil, eu vo-lo afianço: César jamais é tão grande como quando é filho de Deus.

“Nessa colaboração está o segredo de nosso progresso, e nela vossa parte é verdadeiramente magnífica.

“Trabalhai, senhores, trabalhai neste sentido.

“Tereis a cooperação entusiástica de todos os nossos recursos, de todos os nossos corações, de todo o nosso fervor.

“E quando algum dia Deus vos chamar à vida eterna, tereis a suprema ventura de contemplar um Brasil imensamente grande e profundamente cristão, sobre o qual o Cristo do Corcovado, com seus braços abertos, poderá dizer aquilo que é o supremo título de glória de um povo cristão.

“Executai um programa de governo, que consista em procurar antes o reino de Deus e sua justiça, pois todas as coisas serão dadas por acréscimo.

“Em um Brasil imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente grande, porque dele se poderá dizer:

“Bem-aventurado este povo sóbrio e desapegado, embora no esplendor de sua riqueza, porque dele é o reino dos céus.

“Bem-aventurado este povo generoso e acolhedor, que ama a paz mais do que as riquezas, porque ele possui a terra.

“Bem-aventurado este povo de coração sensível ao amor e às dores do Homem-Deus, às dores e ao amor de seu próximo, porque nisto mesmo encontrará sua consolação.

“Bem-aventurado este povo varonil e forte, intrépido e corajoso, faminto e sedento das virtudes heróicas e totais, porque será saciado em seu apetite de santidade e grandeza sobrenatural.

“Bem-aventurado este povo misericordioso, porque ele alcançará misericórdia.

“Bem-aventurado este povo casto e limpo de coração.

“Bem aventurada a inviolável pureza de suas famílias cristãs, porque verá a Deus.

“Bem-aventurado este povo pacífico, de idealismo isento de jacobismos e racismos, porque será chamado filho de Deus.

“Bem-aventurado este povo que leva seu amor à Igreja a ponto de lutar e sofrer por Ela, porque dele é o reino dos céus.”

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, discurso no IV Congresso Eucarístico Nacional — 7 de setembro de 1942, “O Legionário” de 7-9-1942).


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