segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

As lágrimas da Rainha destronada

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: O olhar dos santos e o de Nossa Senhora em La Salette




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais. Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis!

“Quero vos amar por todos os homens da terra. Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora.

“Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.

“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.

A luz e a voz de Nossa Senhora

“A Santa Virgem – continua Mélanie – estava envolta em duas claridades.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O olhar dos santos e o de Nossa Senhora em La Salette

Há 166 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Em 1846, num 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Um comentário sobre o olhar irreproduzível de Nossa Senhora de La Salette



Num 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette.

Ela deixou uma mensagem da mais alta importância. Essa mensagem, mais conhecida como o Segredo de La Salette, encontra-se transcrita na integridade e em diversas línguas neste blog.

Enquanto Nossa Senhora falava, o magnífico panorama alpino do local se transformou. E as crianças viram nele a efetivação do que Nossa Senhora dizia.

Mas, Nossa Senhora falou também pelo olhar. E disse coisas que as palavras são insuficientes para transmitir.

Mélanie descreveu assim esse olhar de Nossa Senhora:
Olhar de Santa Gemma Galgani
Olhar de Santa Gemma Galgani
“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por língua humana.

“Seria preciso um serafim, seria preciso a linguagem do próprio Deus, desse Deus que criou a Virgem Imaculada, obra-prima de sua onipotência.

Olhar de Santa Teresinha
Olhar de Santa Teresinha, OCD
“Os olhos da augusta Maria pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes, as pedras preciosas mais procuradas.

“Eles brilhavam como sóis. Eram doces, feitos da própria doçura, luminosos como um espelho.
Olhar de Santa Bernadette Soubirous

“Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraíam a Ela.

“Ela parecia querer dar-se e atrair. Quanto mais eu a olhava, mais a queria ver.

Olhar de São Pio X, Papa
Olhar de São Pio X, Papa
“Quanto mais a via, mais a amava com todas minhas forças.

“Os olhos da bela Imaculada eram como a porta de Deus, de onde se via tudo que pode inebriar a alma.


Olhar de Santa Teresa de los Andes, OCD
Olhar de Santa Teresa de los Andes, OCD
“Quando meus olhos se encontravam com os da Mãe de Deus e minha, sentia dentro de mim uma feliz revolução de amor, uma promessa de amá-la e de me desfazer de amor.

“Quando nos olhávamos, nossos olhos conversavam à sua maneira.

Olhar da Beata Elisabeth de la Trinité, OCD
Olhar da Beata Elisabeth de la Trinité, OCD
“Eu a amava tanto, que teria querido osculá-la entre os olhos.

“Eles enterneciam minha alma e pareciam atraí-la e a fundir com a minha.

“Seus olhos inculcaram um suave tremor em todo o meu ser.
Olhar de São Luís Orione (Don Orione)
Olhar de São Luís Orione (Don Orione)

“Eu temia qualquer movimento que lhe pudesse ser desagradável, por menor que fosse.

“A simples visão dos olhos da mais pura das virgens teria bastado para tornar-se o céu de um bem-aventurado.
Olhar de São João Bosco
Olhar de São João Bosco

“Teria bastado para que uma alma se unisse plenamente com a vontade do Altíssimo, permanecendo assim em meio aos eventos da vida mortal.


“Teria bastado para que esta alma praticasse contínuos atos de louvor, de ação de graças, de reparação e de expiação.
Olhar da Beata Jacinta Marto (vidente de Fátima)
Olhar de Santa Jacinta (vidente de Fátima)

“Esta simples visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta viva que olha todas as coisas da Terra, até as que lhe parecem mais sérias, como se fossem brinquedos de crianças.

Olhar de São Pio de Pietrelcina (Padre Pio)
Olhar de São Pio de Pietrelcina (Padre Pio)
“Ela não desejaria senão ouvir falar de Deus e do que toca na sua glória”.




Enquanto Nossa Senhora falava, no imenso panoarma alpino viam-se os acontecimentos  que Nossa Senhora anunciava e os males que queria evitar para a humanidade pecadora
Enquanto Nossa Senhora falava, no imenso panorama alpino viam-se os acontecimentos
que Nossa Senhora anunciava e os males que queria evitar para a humanidade pecadora
continua no próximo post: As lágrimas da Rainha destronada



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Um comentário sobre o olhar irreproduzível de Nossa Senhora de La Salette

Nossa Senhora de La Salette, San Gennaro, Avellino, Itália
Nossa Senhora de La Salette, San Gennaro, Avellino, Itália
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Nossa Senhora de La Salette e seu indescritível olhar durante a aparição




Os olhos são o resumo da face e a quintessência de toda a expressão do corpo. Como é que se exprimiria a alma de Nossa Senhora na parte de seu corpo santíssimo que é a mais expressiva?

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por uma língua humana.

“Para deles falar, seria preciso um serafim, seria preciso a própria linguagem de Deus, de Deus que formou a Virgem Imaculada, obra prima de seu poder.

Realmente, é o sublime. O próprio do sublime é não poder ser descrito por língua humana.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos do que os brilhantes, os diamantes e as pedras preciosas.

Mais uma vez ela compara não só as lágrimas de Nossa Senhora, mas também os olhos dEla com cristais, com pedrarias.

“Eram como a porta de Deus de onde se podia ver tudo aquilo que pode encantar a alma.

A expressão é magnífica. Porque na Ladainha se diz: Nossa Senhora Janua caeli, porta do Céu.

E, realmente, Nossa Senhora é a mais clara manifestação de Deus, mais do que qualquer anjo.

E quem olhar, portanto, os olhos de Nossa Senhora, olha a mais alta manifestação de uma alma que é o espelho da justiça de Deus.

Mais transcendente, apenas o olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que não há palavras para falar.

Se a gente pensar nos mil olhares de Nosso Senhor, e acompanhar as cenas do Evangelho pensando no olhar que Ele tinha daria uma meditação dos Evangelhos superabundante, magnífica.

Imaginando como era a Sagrada Face. As duas imagens onde uma meditação assim melhor se possa fazer são o Santo Sudário e o Beau Dieu d'Amiens, que pelo que eu conheça, é a mais bela imagem de Nosso Senhor.

Então continua:

“Somente essa visão dos olhos da mais pura das Virgens seria suficiente para ser o Céu de um bem-aventurado.

Fala da mais pura das virgens e como é que não poderia ser puríssima? Eu tenho impressão que é um olhar castificante.

Quem olhasse esse olhar, poderia ficar casto a vida inteira na hora. Só porque seu olhar conseguiu fitar o olhar imaculadamente puro de Nossa Senhora.

“Seria suficiente para fazer uma alma entrar na plenitude das vontades do Altíssimo, entre todos os acontecimentos que sucedem no curso da vida.

“Quem visse os olhos de Nossa Senhora faria a vontade de Deus para sempre. Seria suficiente para impelir uma alma a contínuos atos de louvor, agradecimento, reparação e expiação.

São os atos de culto: louvor, agradecimento, expiação e reparação.

Quer dizer, bastaria isso para ter tanto o que louvar, tanto que expiar, tanto para reparar, tanto para dar ação de graças, que a vida inteira se passaria nisso.

“Somente essa visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta-viva, que olha as coisas da terra sem importância...

Depois que uma pessoa viu isso não dá importância a mais nada, que só dá importância a não pecar.

Vamos pedir a Nossa Senhora de la Salette que nos dê uma impregnação de algo de todas essas graças na alma.

E que, sobretudo, nós tenhamos a apetência de ver os sagrados olhos e Nossa Senhora no Céu, o espelho de Sua face, espelho de Seu coração.

Imaginem que o Céu fosse só isto: nós, a vida inteira, a eternidade, sentirmos sobre nós, fitados, os olhos de Nossa Senhora. E fitados os olhos divinos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ainda que não houvesse mais nada, haveria matéria para nós sermos inundados de felicidade eternamente.

Coroação de Nossa Senhora no Céu. Gentile da Fabriano (1370-1427), Museu Paul Getty
Então, para nos dar o desejo do Céu, nós devemos pensar uma eternidade nesses olhos, contendo todas as variedades de expressão, de amor para conosco, de sublimidade, de grandeza de Deus.

Tudo isso pousado sobre nós a nos ver, e a nos analisar, a se embeber em nós, e nós embebidos eternamente neles.

Não precisaria mais nada para a gente ter um imenso desejo do Céu.


(Comentários de Plinio Corrêa de Oliveira, 19/09/66. Sem revisão do autor)


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Nossa Senhora de La Salette e seu indescritível olhar durante a aparição


Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Como se apresentou Nossa Senhora em La Salette


Mélanie descreveu assim o olhar de Nossa Senhora, como ela viu na aparição:

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por língua humana.

“Seria preciso um serafim, seria preciso a linguagem do próprio Deus, desse Deus que criou a Virgem Imaculada, obra-prima de sua onipotência.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes, as pedras preciosas mais procuradas.

“Eles brilhavam como sóis. Eram doces, feitos da própria doçura, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraíam a Ela.

“Ela parecia querer dar-se e atrair. Quanto mais eu a olhava, mais a queria ver. Quanto mais a via, mais a amava com todas minhas forças.

“Os olhos da bela Imaculada eram como a porta de Deus, de onde se via tudo que pode inebriar a alma.

“Quando meus olhos se encontravam com os da Mãe de Deus e minha, sentia dentro de mim uma feliz revolução de amor, uma promessa de amá-la e de me desfazer de amor.

“Quando nos olhávamos, nossos olhos conversavam à sua maneira. Eu a amava tanto, que teria querido osculá-la entre os olhos.

“Eles enterneciam minha alma e pareciam atraí-la e a fundir com a minha.

“Seus olhos inculcaram um suave tremor em todo o meu ser.

“Eu temia qualquer movimento que lhe pudesse ser desagradável, por menor que fosse.

“A simples visão dos olhos da mais pura das virgens teria bastado para tornar-se o céu de um bem-aventurado.

“Teria bastado para que uma alma se unisse plenamente com a vontade do Altíssimo, permanecendo assim em meio aos eventos da vida mortal.

“Teria bastado para que esta alma praticasse contínuos atos de louvor, de ação de graças, de reparação e de expiação.

“Esta simples visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta viva que olha todas as coisas da Terra, até as que lhe parecem mais sérias, como se fossem brinquedos de crianças.

“Ela não desejaria senão ouvir falar de Deus e do que toca na sua glória”.



Vídeo: Uma visita a La Salette





continua no próximo post: Um comentário sobre o olhar irreproduzível de Nossa Senhora de La Salette

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Como se apresentou Nossa Senhora em La Salette

Mélanie e Maximin foram descendo até a Senhora que irradiava luz como um sol
Mélanie e Maximin foram descendo até a Senhora que irradiava luz como um sol
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Subindo a montanha de La Salette rumo a Nossa Senhora, mas sem sabe-lo!





Mélanie e Maximin se encontravam nesse momento num local mais alto, e foram descendo, de início intrigados e depois maravilhados. Maximin continua:

“Embora estivéssemos a uma distância de uns vinte metros, ouvimos uma voz doce, como se saísse de uma boca próxima de nossos ouvidos, que dizia:

– Avançai meus filhos, não tenhais medo. Estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

O temor respeitoso que nos tinha contido desvaneceu-se. Corremos até ela, como indo a uma boa e excelente mãe”.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Subindo a montanha de La Salette rumo a Nossa Senhora, mas sem sabe-lo!

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Salette: como começou tudo numa aldeia esquecida dos Alpes





Na manhã do dia seguinte, 19 de setembro de 1846, data em que Nossa Senhora apareceu, Maximin voltou a acompanhar Mélanie.

Era um dia bonito, o céu estava sem nuvens e o sol brilhava intensamente.

Subiram o morro de La Salette até uma altura de 1.800 metros, sem poderem imaginar o evento sobrenatural que haveriam de testemunhar.

Maximin queria brincar. Ela lhe propôs seu entretenimento preferido: fazer o que ela chamava de paraíso, isto é, uma casinha de pedras toda recoberta de ramalhetes feitos com flores silvestres, que desabrocham naturalmente nas alturas.

Chegando a uma curva do terreno protegida dos ventos, começaram a levantar o paraíso. No local há muita ardósia, pedra que forma placas e se prestava para o brinquedo.

Ali corre um regato chamado Sézia, formado pelo degelo das neves, e que empresta seu nome ao local da aparição. Também surgia uma fonte de água de vez em quando.

Os pastores costumavam levar o gado para beber água dessa fonte, mas desde a aparição, ela vem jorrando sem interrupção. Pode-se beber dela e, por causa disso, muita gente tem recebido graças. Até mesmo milagres têm acontecido.

O paraíso tinha um térreo, que seria a habitação, e um sobrado fechado por uma pedra mais larga.

Eles colheram maços de flores, fizeram coroas floridas e as distribuíram sobre o paraíso. Após muito trabalho nessa construção, o paraíso ficou pronto e todo florido.

Os dois admiraram a obra, mas sentiram sono. Afastaram-se um pouco, deitaram na relva e dormiram.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

La Salette: como começou tudo numa aldeia esquecida dos Alpes

La Salette-Fallavaux: pequena aldeia nos contrafortes dos Alpes, na diocese de Grenoble (França)
La Salette-Fallavaux: pequena aldeia nos contrafortes dos
Alpes, na diocese de Grenoble (França)
Luis Dufaur
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La Salette-Fallavaux é uma pequena aldeia nos contrafortes dos Alpes, na diocese de Grenoble (França).

Sua pacata igreja, rodeada por um certo número de casas, lembra o fato de Nosso Senhor ter chamado a atenção para a galinha que protege os pintainhos sob suas asas.

Um pouco acima na montanha há outra aldeia, menor que a anterior. Seu nome é Les Ablandens e depende de La Salette.

Panorama austero e grandioso deslumbra pela beleza.

Os Alpes rodeiam o vale. Suas partes mais altas cobrem-se de neve no inverno e brilham iluminadas pelo sol.

Na parte inferior das montanhas a neve se derrete na primavera, aparecendo novamente os prados naturais.

Os habitantes de La Salette há muito tempo levam os seus rebanhos para ali pastar.

E contratam servidores para vigiar o gado.

Foi esta a razão pela qual Mélanie Calvat, de 14 anos, e Maximin Giraud, de 11, subiram o morro de La Salette, conhecido como Sous-les-Baises, no dia 19 de setembro de 1846.

Os dois não eram de La Salette. Suas famílias moravam em Corps, pequena cidade localizada na parte mais quente e acessível do vale.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A Medalha Milagrosa: arma eficaz de Nossa Senhora nas horas mais difíceis

Rue du Bac, Capela das Aparições, altar principal
Luis Dufaur
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Quatro meses depois da primeira aparição na Rue du Bac, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:

“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo.

“Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.

“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo.

“Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...

“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Profundas concordâncias entre a Medalha Milagrosa e La Salette

Placa na Rue du Bac no local onde Nossa Senhora deu a Medalha Milagrosa
Luis Dufaur
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Entre as aparições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (1830) e a de Nossa Senhora de La Salette (1846) há uma concordância profunda.

A ponto de uma ser a continuidade da outra não só no tempo (1830 Rue du Bac e 18 anos depois La Salette) mas na substância da mensagem contida nas duas manifestações mariais.

Com efeito, as duas fazem parte de uma sucessão concatenada de aparições que incluem a de Nossa Senhora de Lourdes (1858) e a de Nossa Senhora de Fátima (1917), para citar as principais.

Na Rue du Bac Nossa Senhora fez um primeiro anúncio dos graves castigos que viriam sobre a humanidade pecadora se essa não abandonava os maus costumes e fazia penitência.

Em La Salette, Nossa Senhora aprofundou ainda mais o anúncio que tinha feito em Paris, dando abundantes pormenores. Agiu como uma mãe que de início adverte seu filho que anda mal com palavras breves mas que tocam no punto. Assim foi na Rue du Bac.

Depois quando o filho persiste na via da perdição, a mãe aperta os termos num arrazoado longo e exaustivo para tentar salvá-lo.

Vejamos como foi esse aviso inicial na Rue du Bac.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O milagre do terço em Hiroshima:
Nossa Senhora de Fátima salvou os missionários

Os padres Hugo Lassalle (Superior dos jesuítas no Japão), Hubert Schiffer,
Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik [assinalados no círculo da foto]
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 1945, solenidade da Transfiguração de Nosso Senhor e praticamente no fim da II Guerra Mundial, a aviação americana lançou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atômica “Little Boy”, de urânio, que provocou a morte de 140 mil pessoas, mais de 70 mil feridos, e grande parte da cidade destruída.

Três dias depois, a mesma aviação lançou a bomba nuclear de plutônio, “Fat Man”, sobre a cidade de Nagasaki. Essa bomba destruiu a catedral da Imaculada Conceição, matando muitos católicos que estavam no templo.

Foi a primeira e única vez em que armas nucleares foram usadas contra alvos civis.

Devido à radiação, entre dois a quatro meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 e 166 mil pessoas em Hiroshima, e 60 a 80 mil em Nagasaki.

Durante os meses seguintes, várias pessoas morreram por causa do efeito de queimaduras, envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação.

Nesse terrível cenário, ocorreu nessa cidade um fato surpreendente, que passou a ser conhecido como o “Milagre de Hiroshima”: quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram à catástrofe, inclusive a seus efeitos, apesar de estarem muito perto do local onde a bomba explodiu.