segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”.

E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um aviso, um castigo, uma esperança:
Nossa Senhora de La Salette



Nelson Ribeiro Fragelli comenta uma imagem de Nossa Senhora de La Salette nos seus detalhes mais desconhecidos.

Fala do aviso, do castigo e da esperança que todo católico deve ter na interceção de Nossa Senhora.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Santo Aníbal Di Francia: testemunha excepcional

Santo Aníbal Maria Di Francia
Santo Aníbal Maria Di Francia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Santo Aníbal Maria Di Francia (1851-1927), apóstolo da oração pelas vocações sacerdotais, considerava Mélanie como co-fundadora de suas religiosas, as Filhas do Divino Zelo do Coração de Jesus, conhecidas como rogacionistas.

O santo teve o desejo de que as orações e sacrifícios destas religiosas pelas vocações sacerdotais preparasse a vinda dos apóstolos dos últimos tempos.

Santo Aníbal pronunciou o elogio fúnebre da vidente nas catedrais de Altamura e Messina, na Itália, por ocasião do enterro.

Também abriu uma casa das Filhas do Divino Zelo em Altamura, para guardar os restos de Mélanie numa capela da ordem.

Ele preparou o processo diocesano de beatificação da vidente, mas não pôde introduzi-lo, pois foi chamado ao Céu.

O testemunho de Santo Aníbal Di Francia é excepcional, pois foi diretor espiritual e confessor da vidente durante os últimos anos da sua vida. Conheceu muitos segredos de consciência e pôde analisar as qualidades de sua alma.

Santo Aníbal pronunciou um histórico sermão, em 19 de setembro de 1920. A ocasião foi o traslado dos restos mortais de Mélanie ao monumento fúnebre que o santo preparou na igreja da Imaculada, na cidade de Altamura, onde jazem até hoje.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Opiniões dos Papas São Pio X e Beato Pio IX sobre La Salette

Beato Pio IX
Beato Pio IX

O Beato Pio IX deu uma categórica e comovida acolhida à mensagem de La Salette em 1851. Ele a defendeu contra os piores vagalhões.


Este decidido apoio do Bem-aventurado Pontífice a La Salette patenteou-se em 30 de agosto de 1854.

Nessa data, enviou carta a Mons. Ginoulhiac, então bispo de Grenoble e ativo opositor da mensagem, exortando-o a defender a devoção a Nossa Senhora de La Salette e a mensagem:
“É coisa manifesta que, por palavras e escritos de homens desconhecidos, eleva-se hoje uma suspeita de falsidade contra o fato de La Salette, e que o próprio culto praticado sobre essa montanha à Santíssima Mãe de Deus é posto em controvérsia. (...)

Desdobrai todo vosso zelo, venerável irmão, para que a piedade e a devoção filial à Rainha do Céu e Soberana do mundo, que floresce tão felizmente na vossa diocese, se mantenha e ganhe cada dia novos acréscimos. E se necessidade houver, é um dever de vosso cargo e de vossa solicitude pastoral informar vosso rebanho sobre os perigos que rodeiam esta devoção, e de premuni-lo contra eles”.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Imagens de Nossa Senhora de Lourdes, da Luz e do Sagrado Coração de Jesus admiravelmente salvas nas Filipinas

Com menos de um mês de intervalo, duas enormes calamidades caíram sobre as Filipinas, país muito populoso de maioria católica.

O país é um grande arquipélago exposto a fenômenos sísmicos e furacões de rara intensidade.

No dia 16 de outubro um terremoto de magnitude 7.2 atingiu especialmente a ilha de Bohol danificando severamente grandes e sólidas igrejas coloniais, de até 400 anos de antiguidade.

A segunda grande calamidade foi provocada pelo tufão Haiyan (lá denominado Yolanda) em 8 de novembro que causou por volta de 2.500 mortes.

Nas duas imensas tragédias registrou-se o mesmo fenômeno: imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus ficaram admiravelmente indenes.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O calvário de Mélanie

Mélanie com 70 anos de idade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mélanie ingressou nas Irmãs da Providência em Corenc, hoje periferia de Grenoble.

Não quis fazer-se religiosa de clausura, pois queria ter toda a liberdade para divulgar o segredo de La Salette.

A comunidade da Providência ficou edificada com suas virtudes e dons sobrenaturais.

Mélanie recebera os estigmas quando tinha quatro anos.

E o Menino Jesus, a quem ela chamava “meu irmãozinho”, aparecia-lhe regularmente para aconselhá-la.

As religiosas decidiram aceitar a sua profissão solene.

Mons. Ginoulhiac, porém, exigia-lhe que silenciasse para sempre a mensagem de La Salette e não divulgasse o segredo quando chegasse a data determinada pela Virgem Santíssima.

Como Mélanie não aceitasse essa imposição, no dia de sua profissão o bispo a enviou para visitar a abadia da Grande Chartreuse.

Na volta, a vidente percebeu que suas companheiras tinham feito os votos e ela ficara de fora.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O calvário de Maximin

Maximin, vidente de La Salette
Maximin entrou no seminário diocesano, onde primou por sua seriedade e piedade.

O novo bispo de Grenoble, Mons. Ginoulhiac, grande amigo do governo e acérrimo opositor da aparição, como condição para ser ordenado impôs-lhe não mais falar do caso e silenciar o segredo para sempre.

Maximin respondeu em carta:

“Se Sua Excelência Mons. Ginoulhiac tem a intenção de me paralisar antecipadamente, de não me deixar nem agir, nem falar nem escrever, quando a minha missão de apóstolo de La Salette tornar-me-ia obrigatório fazê-lo, pense antes de me dar sua opinião. Tal intenção, presente em meu superior, seria um sinal positivo de eu não ter vocação. Deus não iria me dar uma vocação sacerdotal diametralmente oposta à vocação que me vem de Maria: a de difundir em todo lugar e sempre, segundo as circunstâncias, suas advertências a seu povo”.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Uma grande razão para rezarmos pelas almas dos falecidos: o Purgatório

Pensando no bem que podem ganhar nesta data religiosa as almas dos fiéis defuntos -- ente as quais pode haver parentes ou amigos nossos -- reproduzimos a continuação o post Museu das almas do Purgatório 1: uma janela para o além que merece ser mais estudada com estimulante matéria a respeito para rezarmos por essas almas.


Fachada da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio

Indo à Basílica de São Pedro pelo Lungotevere – a avenida que bordeja o histórico rio Tibre – o romeiro é surpreso por uma bonita igreja que tem o imponderável de conter algo muito singular.

Não é só o fato de seu estilo neogótico evocar a França e destoar do distendido conjunto arquitetônico romano.

Luminosa, delicada, esguia, sorridente, mas infelizmente fechada boa parte do dia, a igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano.

VER EM GOOGLE MAPS

Perguntei a amigos romanos o que havia nessa igrejinha.

Eles me explicaram – não sem antes me prevenirem de não me espantar – que lá havia um Museu das Almas do Purgatório.

Quer dizer, uma coleção de sinais do além deixados por essas almas, que na maioria das vezes apareceram ardendo internamente a parentes ou irmãos de religião.

Sempre pedindo orações para saírem do Purgatório, onde pagavam penas devidas a seus pecados e irem para o Céu.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Resistência invicta

Mons Dupanloup tentou subornar a Maximin

Não faltaram incrédulos ou mal intencionados que tentaram pegar os jovens videntes em contradição, ou fazê-los violar dolosamente o dever de guardar o segredo.

Nas respostas das crianças transparecia de tal maneira o sobrenatural, que até os adversários ficavam dominados por um misto de desconcerto e admiração.

Um caso arquetípico deu-se com o Pe. Dupanloup, líder liberal francês.

O eclesiástico posteriormente, como bispo de Orleans, foi um dos chefes da oposição à proclamação do dogma da infalibilidade papal, durante o Concílio Vaticano I.

O Pe. Dupanloup passou alguns dias com Maximin, tentando que o menino lhe confidenciasse o segredo.

Até colocou sobre a mesa uma pilha de moedas de ouro – coisa que deslumbrou a Maximin, pois sendo de família miserável, jamais vira algo assim – e lhas ofereceu em troca da violação do compromisso com Nossa Senhora.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Melania e Maximino: fiéis narradores da visão de La Salette

Melania e Maximino fiéis transmissores da mensagem
Nos anos subsequentes à aparição as duas crianças repetiram infatigavelmente a mensagem pública de Nossa Senhora aos peregrinos que iam a La Salette.

Aqueles que os conheceram contaram que eles tinham as reações típicas da idade, mas se transformavam na hora de falar da aparição.

Dois meses depois da aparição, já somavam mais de duzentos os eclesiásticos que tinham interrogado os videntes no próprio local do celeste acontecimento.

A naturalidade e a humildade dos videntes deixou muito bem impressionados os observadores prudentes.

O cônego Rousselot, vigário geral honorário da diocese de Grenoble, foi encarregado pelo bispo de presidir as investigações oficiais. Ele analisou longamente a figura e o caráter de Maximin e destacou sua despretensão:

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Após a aparição começa o calvário dos videntes

A aparição segundo uma gravura da época
Por vezes pode-se julgar que a vida de quem viu Nossa Senhora seja um Céu na Terra, despojada de lutas e provações.

No caso de Mélanie e Maximin, suas vidas foram cheias de manifestações de predileção divina, sem dúvida.

Mas também padeceram muito, perseguidos pelo ódio diabólico e pela atuação de associações anticatólicas revolucionárias.

É doloroso constatá-lo, igualmente por sacerdotes, bispos e até cardeais adeptos das ideias que confluiriam para o perturbador progressismo hodierno, as quais a Santíssima Virgem apontou como uma das causas da cólera de Deus.

Eis alguns exemplos. Em 1853 o Pe. C. J. Déléon, sacerdote em interdito, publicou sem autorização eclesiástica dois volumes atribuindo a aparição a uma montagem de uma piedosa senhorita, Constance Saint-Ferréol de Lamerlière, que teria ludibriado as crianças.

O mirabolante livro foi condenado pela Igreja, e Constance pediu à Justiça que seu nome fosse tirado do escrito. O pedido foi recusado sem explicações em todas as instâncias judiciárias. Por isso, para o Judiciário francês, La Salette foi uma fraude religiosa.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

S.S. Pio XII viu o “milagre do sol” quatro vezes no Vaticano


O “milagre do sol” tal como aconteceu em Fátima diante de 40.000 pessoas repetiu-se quatro vezes diante do olhar de S.S. Pio XII no Vaticano.

Segundo informou o vaticanista Andrea Tornielli, citado pela agência Zenit, o fato ficou consignado num bilhete manuscrito do próprio Papa que foi exposto na amostra “Pio XII: o homem e o Pontificado”, na Santa Sé.

O bilhete foi achado nos arquivos da família do Pontífice.

“Eu vi o ‘milagre do sol’, esta é a pura verdade”, escreveu ele.

domingo, 22 de setembro de 2013

Analogias entre o segredo de La Salette e as profecias de Don Bosco

Panorama dos incêndios comunistas durante a Comuna de Paris, 1871
Panorama dos incêndios comunistas durante a Comuna de Paris, 1871
“Paris será queimada”: estas palavras do segredo, obviamente causaram muita impressão na França. Mélanie as confirmou repetidamente, como vimos em post anterior.

“Paris e o Papa! Paris e o Papa! Oh, infeliz Paris!” era uma exclamação frequente dela. Também em mais de uma ocasião advertiu a conhecidos de não irem à capital pois temia a proximidade do cumprimento da visão. Na versão oficial de 1851, Mélanie escreveu: “Paris, esta cidade suja de toda espécie de crimes, perecerá infalivelmente”.

Mélanie não foi a única a transmitir essa advertência divina à Cidade Luz. Também o fez São João Bosco.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O olhar irreproduzível de Nossa Senhora de La Salette

Os olhos são o resumo da face e a quintessência de toda a expressão do corpo. Como é que se exprimiria a alma de Nossa Senhora na parte de seu corpo santíssimo que é a mais expressiva?

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por uma língua humana.

“Para deles falar, seria preciso um serafim, seria preciso a própria linguagem de Deus, de Deus que formou a Virgem Imaculada, obra prima de seu poder.

Realmente, é o sublime. O próprio do sublime é não poder ser descrito por língua humana.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos do que os brilhantes, os diamantes e as pedras preciosas.

Mais uma vez ela compara não só as lágrimas de Nossa Senhora, mas também os olhos dEla com cristais, com pedrarias.

“Eram como a porta de Deus de onde se podia ver tudo aquilo que pode encantar a alma.

A expressão é magnífica. Porque na Ladainha se diz: Nossa Senhora Janua caeli, porta do Céu.

E, realmente, Nossa Senhora é a mais clara manifestação de Deus, mais do que qualquer anjo. E quem olhar, portanto, os olhos de Nossa Senhora, olha a mais alta manifestação de uma alma que é o espelho da justiça de Deus.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Como era Nossa Senhora de La Salette e como era seu pranto

Consideremos ponto por ponto a descrição de Mélanie de Nossa Senhora em La Salette:

“A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada”.

A altura é um apanágio da majestade. Tanto é que aos príncipes que não são reis, se diz Vossa Alteza.

É evidente que não é altura física. Mas a altura física é uma imagem física da altura nos outros sentidos.

Portanto, não era necessário, mas convinha a Nossa Senhora uma altura bem proporcionada.

Porque a altura bem proporcionada é o contrário da altura esmagadora. É o que torna a altura acessível é a perfeição de suas proporções.

É o encaixe de várias coisas pequenas nEla, com graça e harmonia, que tornam essa altura variegada. É uma unidade na variedade.

Então, essa perfeição das proporções dEla.

Depois, Mélanie continua:

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Meditação sobre Nossa Senhora de La Salette
como foi descrita pela vidente Mélanie


Dia 19 de setembro é a festa da aparição de Nossa Senhora de la Salette.

No livro de Pie Regamey, “Les plus beaux textes sur la Vierge” (Livre De Poche Chrétien, 1962), vem um depoimento feito por Mélanie Calvat que é a menina que viu Nossa Senhora.

Façamos a leitura e depois alguns comentários.
Aparência: A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada. Parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La, Entretanto, Ela permanecia imóvel e inalterável.

“Sua fisionomia era majestosa, imponente, mas não imponente como são as grandes da terra. Ela impunha um temor respeitoso, ao mesmo tempo que Sua majestade impunha respeito entremeado de amor. Ela atraía.

“Ao seu redor, como em Sua pessoa, tudo inspirava majestade, esplendor, magnificência de uma rainha incomparável. Ela parecia bela, clara, imaculada, cristalina, celeste.

“Parecia-me também como uma boa mãe cheia de bondade, amabilidade, amor para conosco, compaixão e misericórdia”.

domingo, 15 de setembro de 2013

Na semana da festa de La Salette.
Reflexões aos pés de Nossa Senhora

Em La Salette, Nossa Senhora falou
como a mãe que quer que seus filhos criem juízo
Nesta semana nos preparamos para a festa de Nossa Senhora de La Salette. No dia 19 de setembro vai se comemorar o 167º aniversário da famosa aparição no topo de uma montanha não muito longe da aldeia de La Salette-Fallavaux.

A aparição de La Salette não resultou de um acaso e não é um fato isolado da História. Antes bem, ela se encaixa numa longa e importante série de manifestações de Nossa Senhora.

E essa série corresponde a um andamento geral dos acontecimentos humanos que foram nos trazendo para o caos em que se debate o mundo atual.

A festa é, portanto, uma ocasião propícia para meditarmos nessa série de grandes anúncios de Nossa Senhora.

Nossa Mãe Santíssima apareceu muitas vezes, em lugares e épocas diferentes.

Operou milagres, convidou à reforma dos costumes, advertiu contra perigos, semeando sempre seu amor maternal até na hora dos mais graves avisos.

Mas, na aparição à Santa Catarina Labouré na rue du Bac Nossa Senhora iniciou uma série concatenada de manifestações.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

São João Bosco: carta inédita dirigida a Pio IX sobre futuras perseguições à Igreja





Turim, 10 de março 1861

Beatíssimo Padre,

Aproveito a oportunidade favorável de que um zeloso cooperador do jornal “L'Armonia” vai a Roma para dirigir duas palavras a Vossa Santidade.

Quantas coisas um pobre sacerdote quereria dizer ao chefe da Cristandade! Reduzamos tudo à máxima brevidade.

Eu direi, entretanto, que após muitos distúrbios, no momento presente estamos em paz, fato que me permite trabalhar livremente em favor de meus jovens e pela impressão das “Leituras Católicas”.

De um ano para cá, nossas escolas cresceram ao quádruplo. Atualmente, na nossa casa temos perto de quinhentos jovens, que dão boas esperanças e se preparam para o estado eclesiástico.

Nosso clero até agora se mantém corajosamente firme; mas aproximam-se grandes provações, e se o Senhor não nos fortificar com sua graça eu temo algum naufrágio.

Promessas, ameaças, pressões são os três inimigos que nos têm atacado; mas agora se avizinha o tempo da perseguição.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

São João Bosco ao Beato Pio IX sobre os
males futuros que podem vir para a Itália, a França e a Igreja

Don Bosco viu e transmitiu impressionantes advertências




Em 5 de janeiro 1870 São João Bosco redigiu uma carta profética endereçada ao Papa reinante, o Beato Pio IX, que foi entregue em 12 de fevereiro de 1870.

Esta carta vai no mesmo sentido daquela que reproduzimos em post anterior: São João Bosco profetiza para o Beato Pio IX: um Papa abandona Roma em ruínas, mas percebe que deve retornar

No dia 6 de janeiro de 1870, festa da Epifania ou dos Reis Magos, se reuniu a segunda Sessão do Concílio Vaticano I.

Nela, os padres conciliares fizeram, um por um a começar pelo Sumo Pontífice, a solene profissão de fé que prescreve o ritual.

Na véspera daquela histórica cerimônia, don Bosco viu num sonho o que segue.

 O próprio Santo escreveu aquilo que viu e ouviu. Trata-se do sonho 75:

segunda-feira, 17 de junho de 2013

São João Bosco anuncia a Pio IX:
um Papa abandonará Roma em ruínas, mas voltará

Grande incêndio de Roma no ano 64, Thomas Cole (1801 – 1848)
Grande incêndio de Roma no ano 64, Thomas Cole (1801 – 1848)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No Segredo de La Salette, Nossa Senhora anunciou um tremendo castigo sobre a cidade de Roma, com sanguinária perseguição do clero, apostasias inclusive de bispos e destruição de igrejas e conventos.

Entre o 24 de maio e o 24 junho de 1873, São João Bosco escreveu uma carta profética dirigida ao bem-aventurado Papa Pio IX, então felizmente reinante em meio a tempestades temíveis suscitadas pelos inimigos da Igreja, internos e externos.

A semelhança de certos aspectos da profecia do grande santo italiano com a previsão de Nossa Senhora em La Salette se patenteia nos termos em que está redigida a carta:

segunda-feira, 10 de junho de 2013

São João Bosco e o cavalo vermelho do Apocalipse, símbolo da Revolução cristofóbica, comunista e perseguidora da Igreja

O cavalo vermelho:símbolo da perseguição cruenta contra a Igreja.
Ottheinrich-Bibel, Bayerische Staatsbibliothek, Cgm 8010.

Em 6 de julho [de 1862] o bom pai narrou a alguns de seus filhos o seguinte sonho que teve na noite do 5 ao 6 do dito mês.

Estavam pressentes Francesia, Savio, (Beato) Miguel Rúa, Cerrutti, Fusero, Bonetti o Cavalheiro Oreglia, Anfossi, Durando, Provera e algum outro.

Esta noite — começou Don Bosco — tive um sonho singular. Sonhei que me encontrava com a marquesa Barolo e que passeávamos por uma praça situada diante de uma planície muito extensa.

Via os jovens do Oratório correr, saltar, jogar alegremente. Eu queria dar a direita à marquesa, mas ela disse-me:

— Não; fique onde está.

Depois começou a falar de meus jovens e dizia-me:

— É tão boa coisa que se ocupe dos jovens! Mas deixe-me a mim o cuidado das jovens; assim iremos de acordo. Eu repliquei-lhe:

— Mas, me diga: Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para redimir somente aos jovenzinhos ou também às jovenzinhas?

— Sei — replicou — que nosso Senhor redimiu a todos: meninos e meninas.

— Pois bem; eu devo procurar que seu sangue não se derramou inutilmente, tanto para as jovens como para os jovens.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Surto de peregrinações penitênciais e conversões

La Salette, surto de penitentes
Surto de peregrinações penitenciais marcou a primeira época de La Salette
O povo da região, inspirado pela aparição de La Salette, compreendeu a situação. E de início, ao menos, reagiu bem.

A falta de alimentos e a mortandade inusual das criancinhas foram determinantes para mover as almas à penitência.

Mas sobretudo todos tinham o pressentimento de que aquilo era um sinal de castigos muito mais graves que haveriam de vir.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Misteriosa estirpe espiritual de Judas agindo na Igreja – Beato Palau 4

Judas negocia a traição de Jesus., Giotto
continuação do post anterior

Em numerosas ocasiões, o bem-aventurado alude à existência de um “Judas” enquistado na Igreja.

Com esta expressão ele não se referia a um indivíduo em particular, mas a uma espécie de estirpe espiritual que ao longo dos séculos trabalha dentro da Igreja contra Ela.

Segundo ele, essa linhagem do mal se manifestou de modo patente em certos heresiarcas, mas na maior parte do tempo agiu em segredo, escondida da massa do clero e dos fiéis.

No quê consiste essa estirpe? Como entrou na Igreja sacrossanta? Como pôde manter-se n’Ela? Como age? Qual é o seu sinal distintivo?

O santo religioso não se estendeu muito em pormenores históricos. Ele via, porém, que ao longo dos séculos sempre houve manobras diabólicas para infiltrar agentes e organizá-los dentro da Igreja.

O primeiro instrumento foi o próprio Judas Iscariotes, que dá o nome a esta estirpe do mal.

Mas o Iscariotes acabou se autodenunciando quando vendeu o Cordeiro Imaculado ao Sinédrio.

Porém, poucos anos depois, nos tempos apostólicos, este filão da perdição já estava agindo.

É o que diz São João em sua primeira epístola:

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Como a Revolução satânica se infiltrou na Igreja – Beato Palau 3

Conspiração de Claudius Civilis,
Rembrandt (1606 – 1669), Nationalmuseum, Estocolmo

O Bem-aventurado Francisco Palau e Quer O.C.D. tomava como ponto de partida em seus escritos proféticos os fatos políticos, sociais e religiosos que lhe tocava assistir no dia-a-dia. E os analisava conscienciosamente à luz da Fé e dos dados dos doutores da Igreja.

Ele expunha suas conclusões através de uma linguagem rica em imagens, visando torná-las acessíveis aos leitores de seu jornal “El Ermitaño”.

Assim, ele apresentou uma conversação figurada do personagem principal de sua revista – “o ermitão” – com o próprio Deus, sobre o Concílio Vaticano I, que tantos benefícios trouxe para a Igreja.

Nela, o Beato põe nos lábios de Deus a seguinte explicação:

Por causa da corrupção dos costumes [Satanás] se introduziu no Sancta Sanctorum e, enquanto comanda todos os reis e poderes políticos da terra em batalha contra Mim desde o exterior da Cidade Santa, paralisa de dentro a minha ação, entorpece minhas empresas e frustra meus projetos” (“Roma vista desde la cima del monte”, El Ermitaño, Nº 58, 9-12-1869).

Entre os instrumentos desta ofensiva interna contra a Igreja ele apontava uns estranhos “sacerdotes” do demônio:

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Poder concedido por Deus sobre os inimigos do Papado. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 11

Tiara de Gregório XVI (Papa de 1831 a 1846)
Luis Dufaur
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[Continuação do post anterior]

Em 13 de abril de 1821 (...) meu espírito foi conduzido (...) a uma grandíssima sala. No meio dela eu vi uma mesa com três livros.

A mesa estava inteiramente adornada com emblemas que aludiam à seita dos convidados.

Observava estes reunidos em círculo em volta da mesa, sentados de modo desalinhado.

Esses homens tinham um aspeto feíssimo e sobre suas frontes se liam os sete vícios capitais e sua audácia de sustentar a maquinação que tramavam para perseguir a Santa Igreja Católica.

Cada um deles tinha a seu lado um espírito maligno com rosto de mouro e com corpo peludo como um urso. Eu via tudo isto sem ser observada por eles.

Com grande alvoroço abriram os referidos livros. Eu não conseguia ler o que continham.

Quando esses facínoras estavam folheando os grandes livros, meu espírito recebeu do Senhor a ordem de avançar contra eles, pegar sem impedimento os três livros e entregá-los às chamas de um fogo que via arder num canto daquela sala. (...)

Ouvia uma voz que me dizia internamente: “Se me amas, defende a minha honra. Pega aqueles livros e entrega-os às chamas”.

Meu espírito assim estimulado, sem consideração alguma e com presteza, avançou sobre a mesa, pegou os livros, e os jogou na hora nas chamas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Prêmio e promessa da vitória final da Igreja. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 10

Luis Dufaur
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[Continuação do post anterior]

A Bem-aventurada frustra a manobra para erradicar o Papado de Roma.

A promessa que me fez meu Deus (...) verificou-se logo. Tendo passado 17 dias desde o início de minha enfermidade, chegaram a Roma as tropas austríacas [para enfrentar] a revolução dos napolitanos.

A terrível seita dos carbonários queria invadir a cidade de Roma para promulgar sua perversa Constituição. Não faltavam partidários em nossa cidade de Roma e em grande número.

Todos eles conspiravam para expulsar o Santo Padre Papa Pio VII, com o malicioso pretexto de guardá-lo em lugar seguro, de medo a uma insurreição popular. (...)

Eles tinham tentado todas as fórmulas para expulsar o Santo Padre de Roma. Tinham lhe incutido muito temor e, com fortíssimos argumentos, o haviam persuadido a partir.

De fato, uma noite tinham atrelado uma carruagem para conduzi-lo a Civitavecchia. Nos dias anteriores haviam preparado toda a equipagem para sua partida, dizendo que de momento o transfeririam a essa cidade.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Descristianização prevista em La Salette: dioceses francesas põem igrejas à venda

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França
No período “pós-conciliar” houve um espantoso abandono da prática religiosa na França. Os católicos, que no início dos anos 70 eram 88% da população, ficaram reduzidos a 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center.

Conforme pesquisa do instituto galo Ifop, apenas 4,5% dos franceses vão à igreja todos os domingos e somente 15% a frequentam pelo menos uma vez por mês.

Imbuídas da ideia de “inserir a Igreja no mundo”, em vez de diante de tamanha queda promoverem o retorno à verdadeira prática religiosa, as dioceses francesas aceleram, pelo contrário, a venda de igrejas e de outros prédios religiosos católicos como conventos, seminários e escolas, noticiou a BBC Brasil.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sacrifício para evitar que o Papado fosse banido de Roma. Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 9

Luis Dufaur
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[Continuação do post anterior]

No passado mês de dezembro de 1820, no dia 8, festa da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, por meio de uma ilustração divina, o Senhor manifestou-me Sua indignação justissimamente irada contra todo o gênero humano.

Ele me fez conhecer a impiedade, as infâmias, as enormes ingratidões cometidas contra sua Divina Lei e seu Santo Evangelho por todo tipo de pessoas, tanto eclesiásticos como leigos. (...)

Minha maior pena foi ver a Igreja de Deus posta toda no caos, plenamente desconjuntada e dispersa por causa da infidelidade dos sagrados ministros que deveriam sustentá-la, ainda que pagando com o próprio sangue.

Porém, em lugar disso, atraiçoam-na adotando as falsas máximas do mundo e se guiando pela política mundana.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Visão da restauração da Igreja. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 8

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




[Continuação do post anterior]

O grande triunfo da Igreja

Na festa do grande Príncipe São Pedro, no ano de 1820, eu rezava pelas necessidades da Santa Igreja Católica. (...)

Pareceu-me então que eu via se abrir o Céu, e descer do alto com grande majestade, cortejado por muitos santos e anjos que cantavam hinos de glória, o grandíssimo Príncipe dos Apóstolos São Pedro vestido com os paramentos pontificais. Levava nas mãos um báculo com o qual marcava sobre a Terra uma vastíssima cruz. (...)

Apontava seu misterioso báculo para os quatro lados da referida cruz inscrita na Terra, e naquele momento eu via aparecer quatro árvores verdejantes, cobertas de flores e de frutos preciosíssimos.

As misteriosas árvores tinham forma de cruz. Estavam circundadas por uma luz brilhantíssima. (...)

domingo, 31 de março de 2013

Atrair a misericórdia divina sobre a Igreja. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 7

Pieter Bruegel, detalhe
Luis Dufaur
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[Continuação do post anterior]

Visão do estado do mundo. Acorrenta um demônio péssimo

Em 15 de novembro de 1818, durante as orações, (...) repentinamente foi-me mostrado o mundo. Eu o via submerso na confusão, sem ordem nem justiça.

Os sete vícios capitais desfilavam em parada triunfal, e por toda parte reinava a injustiça, a fraude, a libertinagem e toda espécie de iniquidade.

O povo estava entregue aos maus costumes, sem fé, sem caridade, totalmente imerso na crápula e nas perversas máximas da filosofia moderna. Todos os povos tinham mais a fisionomia de animais que de homens! (...)

Porém, o cenário do mundo mudou num instante.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Cólera divina face ao “complô” dentro da Igreja. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 6

Leão XII, Papa de 1823 a 1829.
Monumento na Basílica de São Pedro
Luis Dufaur
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[Continuação do post anterior]

Deus pede à Beata Isabel exultar com sua cólera. Ordem do confessor

Em 9 de março [1815] (...) Deus se apresentou ante mim simbolizado na figura de um forte guerreiro armado.

Com sua espada vingadora estava para fazer justiça pelas grandes injúrias que recebe dos seus. Rindo e exultando, convidava-me a exultar com Ele.

Porém, minha pobre alma estava tomada por uma tristeza tão profunda, que em lugar de exultar eu chorava amargamente.

Porque percebia claramente os estragos que Deus iria fazer com sua espada vingadora. (...)

O bom Deus (...) não somente me convidou a exultar com Ele, mas por meio de uma ilustração peculiar deu-me a conhecer quão reto e justo era o seu obrar. (...)

quinta-feira, 28 de março de 2013

O “sinédrio” que conspira dentro da Igreja. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 5

Pio VII, Papa de 1800 a 1823. Jacques-Louis David, 1805,
Luis Dufaur
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[Continuação do post anterior]

 O Papa rodeado de "lobos" e o pranto dos anjos

Em 11 de maio de 1814, rezando a Deus pelo Santo Padre, para que Ele lhe concedesse uma boa viagem, eu o vi viajando rodeado de lobos que faziam congressos e complôs para atraiçoá-lo. (...)

No dia 2 de junho eu vi novamente o nosso Santo Padre rodeado de lobos. Vi dois anjos de tal maneira entristecidos a seu lado, que choravam. (...)

No dia 5 de junho, festa da Santíssima Trindade, durante a comunhão voltei a ver pela terceira vez o Santo Padre. Eu vi o Sinédrio de lobos que o rodeavam e os anjos que choravam.

Uma santa ousadia me inspirou a lhes perguntar qual era a razão de sua tristeza e de seu pranto.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Corrupção na sociedade e na Igreja. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 4

Luis Dufaur
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continuação do post anterior

 O presépio do Menino Jesus cheio de sangue

Em 25 de dezembro de 1813 (...) vi três mensageiros celestes que me convidaram a ir com eles. Uma luz diante de nós nos conduziu até o Presépio. (...)

Eu vi um lindo e gracioso Menino que jazia num pobre berço junto de sua Santíssima Mãe. (...)

Porém, oh que coisa tão estranha eu vou contar! Ela me causou sumo estupor! Só de pensar sinto horror. Aproximei-me, então, do sagrado presépio e o vi todo cheio de sangue.

Nessa hora, eu vi três mensageiros celestes que traziam três belíssimos cálices e os ofereciam a Maria Santíssima.

domingo, 17 de março de 2013

Conspiração na Igreja e seu castigo. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 3

Luis Dufaur
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Assim a Bem-aventurada Isabel Canori Mora (1774–1825) deixou registrado no diário com suas revelações místicas, que escreveu por ordem de seu diretor espiritual:

Os anjos lhe revelam a conspiração dentro da Igreja Católica
No dia 26 de janeiro de 1815, fui levada pelos santos anjos que costumam me favorecer a um lugar subterrâneo, onde pelas tochas acesas que conduziam nas mãos pude descobrir a perseguição oculta que é feita por muitos eclesiásticos contra Deus. Sob manto do bem, perseguem a Jesus crucificado e seu Santo Evangelho.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Misteriosos erros que envenenam os homens. Sacrifício da Beata Isabel Canori Mora pelo Papado 2

Bem-aventurada Elizabeth Canori Mora (1774–1825)
Bem-aventurada Isabel Canori Mora (1774–1825)
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior.

Significado das cinco árvores desmesuradas

Entrementes, meu espírito foi conduzido como num raio a ver o grande estaleiro, onde eu vi muitos santos anjos que estavam engajados em dar forma a esta grande obra.

No estaleiro havia muitas madeiras de construção, e também muitos equipamentos para construir a referida nave.

Do lado de fora do estaleiro eu vi no descampado um grande matagal. Depois fui levada dentro do matagal, onde me foram apontados as cinco grandes árvores de tamanho desmesurado.

Observei que estas cinco grandes árvores alimentavam e produziam com suas raízes uma floresta fechadíssima de milhões de plantas selvagens e estéreis, diante de cuja simples consideração eu não pude conter as lágrimas; eu fiquei atônita e bem cheia de aflição.