segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

As lágrimas da Rainha destronada

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: O olhar dos santos e o de Nossa Senhora em La Salette




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais. Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis!

“Quero vos amar por todos os homens da terra. Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora.

“Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.

“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.

A luz e a voz de Nossa Senhora

“A Santa Virgem – continua Mélanie – estava envolta em duas claridades.

“A primeira delas, mais próxima da Santíssima Virgem, chegava até nós. A segunda se estendia um pouco mais em volta da bela Dama, e nos encontrávamos nela.

“Esta luz era imóvel, não cintilava, porém bem mais brilhante que nosso pobre sol da Terra. Essas luzes não faziam mal aos olhos e em nada fatigavam a vista.

“Além de todas essas luzes, de todo esse esplendor, do corpo da Santa Virgem e de seus trajes saíam feixes de luz. A voz da bela Dama era suave.

“Encantava, fascinava, fazia bem ao coração. Saciava e aplainava todos os obstáculos. Parecia ter querido me alimentar de sua bela voz. Meu coração parecia dançar ou querer ir ao seu encontro para se derreter nela”.

Para Maximin o resplendor e a voz de Nossa Senhora era como “uma luz bem diferente de todas as outras.

“Ela ia diretamente ao meu coração, sem passar por meus ouvidos. Entretanto, com uma harmonia que os mais belos concertos não poderiam reproduzir. Digo com um sabor que os licores mais doces não conseguem ter”.

continua no próximo post: 



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