Santinho evoca a fabulosa ofensa ao Sagrado Coração de Jesus
feita pelos 'communards', comunistas de 1871,
E o pranto de Nossa Senhora, que em La Salette
falou que Paris desapareceria incendiada. Cfr.: A destruição de grandes cidades pecadoras como Paris
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No best-seller Ugly as Sin — Feias como o pecado (Sophia Institute Press, Manchester, NH, 2001) — Michael S. Rose, jovem arquiteto americano, doutor em Belas Artes pela Brown University (EUA) apresentou a catedral Notre Dame de Paris como a jóia-da-coroa da Cidade Luz, o verdadeiro epicentro, a alma da capital francesa.
Solene e maternal, ela irradia sua influência a partir da Île de la Cité, como uma grande dama a partir do palácio, no centro do seu feudo.
Ela é a representação do Cristianismo na sua totalidade: desde o império universal de Nosso Senhor Jesus Cristo até os sofrimentos dos precitos no inferno.
Nela, o peregrino percebe a luta entre o bem e o mal, entre o sagrado e o profano, entre o eterno e o passageiro.
Notre Dame, insiste Michel Rose, é arte no sentido mais nobre do termo, é arquitetura da mais alta classe, um “lugar sagrado” que espelha as realidades eternas.
Ela é, antes de tudo, a casa onde Deus habita na Terra. Assim a Idade Média via Deus.
Compreende-se à luz destas considerações, e de muitas mais que podem se fazer e foram feitas, o impacto mundial que provocou o incêndio do telhado de Notre Dame e da queda simbólica de sua agulha em chamas.
Incêndios dessa magnitude e simbolismo aconteceram na história medieval.
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.
Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.
A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.
Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:
Maximin conta que Nossa Senhora continuou dizendo:
“Se eles se converterem, as pedras dos rochedos transformar-se-ão em trigo e as batatas serão encontradas já plantadas na terra.
Depois Ela nos perguntou:
– Meus filhos, vocês fazem bem as orações?
Nós dois respondemos:
– Não, minha senhora, não muito.
– Ah, meus filhos, é preciso rezá-las direito no fim do dia e pela manhã. Quando não tiverem tempo, rezem só um Pai Nosso e uma Ave-Maria. Quando tiverem tempo, é preciso rezar mais ainda. Só vão algumas mulheres idosas à missa, as outras trabalham o verão todo e vão à missa no inverno, mas só para não levar a sério a Religião. Na Quaresma eles vão ao açougue como cães.
Uma dama, ou uma bela dama. Assim ficou gravada nos meninos a imagem da Santíssima Virgem. Uma grande senhora.
Mélanie prestou muita atenção nas roupas e símbolos que Ela usava.
Daí foi possível aos artistas elaborar as imagens de Nossa Senhora no local da aparição. Elas serviram de modelo para as outras em todo o mundo.
Era uma senhora coroada de flores, que Mélanie e Maximin encontraram sentada sobre o paraíso, chorando com o rosto nas mãos.
Nossa Senhora, embora merecendo todos os tronos da Terra, parecia só ter encontrado aquele florido banquinho de pedra para se sentar.
Estava como uma rainha destronada, que percorre seu reino em prantos, à procura de quem queira lhe ser fiel.
Os pastorzinhos se aproximaram com entusiasmo e candura. Não tinham ideia do que ouviriam. Muito do que Nossa Senhora tratou nem sequer tinha passado pela suas infantis inteligências até aquele momento.
Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor
Eles desceram logo a pouca distância que os separava da Dama. Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.
Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:
“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.
“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear. Ele é tão pesado e tão grave, que não posso mais segurá-lo.
Há muito que sofro por vossa causa. Se quero que meu Filho não vos abandone, estou obrigada a rezar a Ele sem cessar, por vossa causa.
“as vós não fazeis caso. Eu vos dei seis dias para trabalhar e reservei para mim o sétimo.
“Porém não o quereis consagrar-me. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho”.
Sinal da veracidade da visão: as colheitas se estragarão
Nossa Senhora em La Salette deu uma prova para constatar a autenticidade da aparição e da seriedade de seus anúncios:
“Também os carreteiros – continuou Nossa Senhora – não sabem fazer outra coisa senão blasfemar envolvendo o nome do meu Filho. São duas coisas que tornam tão pesado o seu braço.
“Se a colheita se estragar, será por vossa causa. Eu vos fiz ver isso no ano passado com as batatas.
“Mas vós não tendes prestado atenção. Pelo contrário, quando as encontrais estragadas, jurais e blasfemais o nome de meu Filho. Elas vão continuar a se estragar, até que no Natal já não as haverá mais”.
Nestas palavras Nossa Senhora se referia a acontecimentos conhecidos pelas crianças.
De fato, na região e na França houvera uma quebra de safra, que até serviu de pretexto para motins populares.
Nossa Senhora esclarecia aos videntes que a verdadeira causa dessa desgraça eram dois pecados especiais.
Em primeiro lugar, a violação do mandamento que manda repousar e não trabalhar aos domingos. Em segundo lugar, pelo vício generalizado da blasfêmia.
E se os homens não cessassem essas ofensas, a situação continuaria piorando até o fim do ano.
Nossa Senhora muda de idioma para ser melhor entendida
Nesse momento Mélanie não entendeu a palavra batatas, pois Nossa Senhora falava em francês. As crianças não o entendiam bem, pois no dia-a-dia usavam o “patois” da região, um dialeto do francês misturado com muitos particularismos regionais.
Nossa Senhora percebeu a dificuldade e disse:
“Ah! vocês não entendem o francês, meus filhos. Vou vos falar de outro modo”.
E seguiu retomando em “patois” o que já tinha dito.
E Maximin exclamou:
“Oh! não, minha senhora, isso não pode ser verdade!”.
“Sim, meu filho, você vai ver.”
“Que aquele que tem trigo não o semeie, senão os animais vão comê-lo. E se ainda brotarem alguns pés, na hora de batê-lo ele vai se desfazer em pó.
“Virá uma grande fome. Antes que venha, as criancinhas de menos de sete anos apresentarão um tremor e morrerão nos braços das pessoas que as cuidam. Os maiores farão penitência com a fome.
“As uvas se estragarão e as nozes se arruinarão”.
Enquanto fazia estes dolorosos anúncios, Nossa Senhora não cessava de derramar abundantes lágrimas.
Como Nossa Senhora passou o Segredo
Estes anúncios cumpriram-se fielmente e serviram como prova da autenticidade da aparição de Nossa Senhora e do segredo que Ela comunicou na referida aparição.
Foi nesta visão que Nossa Senhora transmitiu a cada um dos pastores uma mensagem que só deveria ser revelada doze anos depois, em 1858.
Maximin explicou como a bela dama passou o segredo. Embora conservasse o mesmo tom de voz “quando falava a Mélanie, eu não ouvia nada. E quando Ela me confiava seu segredo, Mélanie ficava completamente surda”.
Cada um viu que Nossa Senhora movia os lábios falando ao outro, mas nada entendeu.
Após confiar um segredo a cada um, os dois voltaram a ouvir tudo.
As palavras de Nossa Senhora tinham um efeito saliente: produziam o que significavam.
As crianças viam com os olhos o que elas queriam dizer.
Como se o imponente anfiteatro do local celeste tivesse se desvanecido, e em seu lugar houvesse um imenso telão onde os pastores viam acontecer o que Nossa Senhora dizia.
Aí contemplavam desde as menores coisas até o próprio Deus.
Mélanie explicou:
“A Santa Virgem pronunciava todas as palavras, seja dos segredos, seja das regras.
“Eu só teria podido adivinhar ou penetrar no resto do que Ela dizia com palavras, porque um grande véu tinha sido levantado.
“Os acontecimentos se desvendavam ante meus olhos e minha imaginação, è medida que Ela pronunciava cada palavra.
Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:
“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.
“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais. Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.
“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis!
“Quero vos amar por todos os homens da terra.
Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.
“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora.
“Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.
“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.
A luz e a voz de Nossa Senhora
“A Santa Virgem – continua Mélanie – estava envolta em duas claridades.
Na manhã do dia seguinte, 19 de setembro de 1846, data em que
Nossa Senhora apareceu, Maximin voltou a acompanhar Mélanie.
Era um dia bonito, o céu estava sem nuvens e o sol brilhava intensamente.
Subiram o morro de La
Salette até uma altura de 1.800 metros, sem poderem imaginar o evento
sobrenatural que haveriam de testemunhar.
Maximin queria brincar. Ela lhe propôs seu entretenimento
preferido: fazer o que ela chamava de paraíso, isto é, uma casinha de
pedras toda recoberta de ramalhetes feitos com flores silvestres, que
desabrocham naturalmente nas alturas.
Chegando a uma curva do terreno protegida dos ventos,
começaram a levantar o paraíso. No local há muita ardósia, pedra que forma
placas e se prestava para o brinquedo.
Ali corre um regato chamado Sézia,
formado pelo degelo das neves, e que empresta seu nome ao local da aparição.
Também surgia uma fonte de água de vez em quando.
Os pastores costumavam levar o
gado para beber água dessa fonte, mas desde a aparição, ela vem jorrando sem interrupção. Pode-se beber
dela e, por causa disso, muita gente tem recebido graças. Até mesmo milagres
têm acontecido.
O paraíso tinha um térreo, que seria a habitação, e um
sobrado fechado por uma pedra mais larga.
Eles colheram maços de flores,
fizeram coroas floridas e as distribuíram sobre o paraíso. Após muito
trabalho nessa construção, o paraíso ficou pronto e todo florido.
Os
dois admiraram a obra, mas sentiram sono. Afastaram-se um pouco, deitaram na
relva e dormiram.
La Salette-Fallavaux é uma pequena aldeia nos contrafortes dos
Alpes, na diocese de Grenoble (França).
Sua pacata igreja, rodeada por um certo
número de casas, lembra o fato de Nosso Senhor ter chamado a atenção para a
galinha que protege os pintainhos sob suas asas.
Um pouco acima na montanha há
outra aldeia, menor que a anterior. Seu nome é Les Ablandens e depende de La
Salette.
Panorama austero e grandioso deslumbra pela beleza.
Os Alpes
rodeiam o vale. Suas partes mais altas cobrem-se de neve no inverno e brilham
iluminadas pelo sol.
Na parte inferior das montanhas a neve se derrete na
primavera, aparecendo novamente os prados naturais.
Os habitantes de La Salette
há muito tempo levam os seus rebanhos para ali pastar.
E contratam servidores
para vigiar o gado.
Foi esta a razão pela qual Mélanie Calvat, de 14 anos, e
Maximin Giraud, de 11, subiram o morro de La Salette, conhecido como
Sous-les-Baises, no dia 19 de setembro de 1846.
Os dois não eram de La Salette. Suas famílias moravam em
Corps, pequena cidade localizada na parte mais quente e acessível do vale.
Quatro meses depois da primeira aparição na Rue du Bac, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:
“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo.
“Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.
“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo.
“Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...
“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros.
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Entre as aparições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (1830) e a de Nossa Senhora de La Salette (1846) há uma concordância profunda.
A ponto de uma ser a continuidade da outra não só no tempo (1830 Rue du Bac e 18 anos depois La Salette) mas na substância da mensagem contida nas duas manifestações mariais.
Com efeito, as duas fazem parte de uma sucessão concatenada de aparições que incluem a de Nossa Senhora de Lourdes (1858) e a de Nossa Senhora de Fátima (1917), para citar as principais.
Na Rue du Bac Nossa Senhora fez um primeiro anúncio dos graves castigos que viriam sobre a humanidade pecadora se essa não abandonava os maus costumes e fazia penitência.
Em La Salette, Nossa Senhora aprofundou ainda mais o anúncio que tinha feito em Paris, dando abundantes pormenores. Agiu como uma mãe que de início adverte seu filho que anda mal com palavras breves mas que tocam no punto. Assim foi na Rue du Bac.
Depois quando o filho persiste na via da perdição, a mãe aperta os termos num arrazoado longo e exaustivo para tentar salvá-lo.
Vejamos como foi esse aviso inicial na Rue du Bac.
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No dia 6 de agosto de 1945, solenidade da Transfiguração de Nosso Senhor e praticamente no fim da II Guerra Mundial, a aviação americana lançou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atômica “Little Boy”, de urânio, que provocou a morte de 140 mil pessoas, mais de 70 mil feridos, e grande parte da cidade destruída.
Três dias depois, a mesma aviação lançou a bomba nuclear de plutônio, “Fat Man”, sobre a cidade de Nagasaki. Essa bomba destruiu a catedral da Imaculada Conceição, matando muitos católicos que estavam no templo.
Foi a primeira e única vez em que armas nucleares foram usadas contra alvos civis.
Devido à radiação, entre dois a quatro meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 e 166 mil pessoas em Hiroshima, e 60 a 80 mil em Nagasaki.
Durante os meses seguintes, várias pessoas morreram por causa do efeito de queimaduras, envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação.
Nesse terrível cenário, ocorreu nessa cidade um fato surpreendente, que passou a ser conhecido como o “Milagre de Hiroshima”: quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram à catástrofe, inclusive a seus efeitos, apesar de estarem muito perto do local onde a bomba explodiu.
Após as mensagens de Nossa Senhora, a luz ofuscante que cercava a estátua sumiu.
Em 4 de janeiro de 1975, para o espanto da comunidade e do padre Yasuda, a estátua da Virgem começou a chorar e assim fez três vezes naquele dia. Também foram testemunhas dessa lacrimação, além das irmãs, o bispo Ito e certo número de pessoas que participavam com as freiras de um retiro de Ano Novo.
As lágrimas coletadas na borda interior dos olhos desciam pelas bochechas, as coletadas na borda da borda do vestido perto da garganta, desciam pelas dobras da túnica e caiam sobre o mundo sob os pés de Nossa Senhora.
O Pe. Yasuda registrou em seu livro The Tears and Message of Mary (As lágrimas e a Mensagem de Maria), que a estátua:
“... ficou completamente seca durante anos, desde que foi feita e, havia pouco, algumas rachaduras começaram a aparecer.
“Já é milagroso que a água flua de tal material, mas é ainda mais prodigioso que um líquido levemente salgado, com as características da verdadeira lágrima humana possa ter escorrido precisamente a partir dos olhos.”
O número de lacrimações foi de 101, e aconteceram em intervalos irregulares desde 4 de janeiro de 1975 até 15 de setembro, 1981.
De acordo com os registros mantidos pelas irmãs, o número de pessoas que assistiram às lacrimações apenas não foi registrado em cinco ocasiões.
Todas as outras vezes foram testemunhadas por não menos de dez pessoas, às vezes até 46, 55 e 65 pessoas.
Algumas das testemunhas não eram cristãs e algumas eram budistas proeminentes, incluindo o prefeito da cidade. No total foram mais de 500 pessoas.
A lacrimação de 8 de dezembro de 1979 foi filmada por uma equipe de televisão às 11 horas da noite, na Festa da Imaculada Conceição, e foi transmitida para 12 milhões de pessoas em todo o Japão.
O vídeo é agora mostrado pelas freiras do convento, e foi reproduzido pelas agências de notícias em todo o mundo.
O escultor
O escultor da estátua foi Saburo Wakasa, um não-católico morador de Akita.
No final de maio de 1974, verificou-se novo fenômeno.
Enquanto o vestuário da estátua e os cabelos mantinham o aspecto natural da madeira natural, o rosto, mãos e pés ficaram ressaltados por uma cor escura, castanho-avermelhado.
Quando o escultor foi ver a estátua ‒ oito anos após entalhá-la ‒ ele não conseguiu esconder sua surpresa, pois apenas as partes visíveis do corpo de Nossa Senhora tinham mudado de cor, e o próprio rosto mudara de expressão.
Interrogado sobre os acontecimentos relacionados com a estátua, respondeu:
“A estátua de Maria foi o meu primeiro trabalho relacionado com o cristianismo. Das minhas várias estátuas, só aconteceram eventos misteriosos com a estátua de Maria em Yuzawadai...
“Eu esculpi a estátua de Maria, o globo, e a Cruz num único bloco de madeira, para não haver encaixes... A madeira na qual eu esculpi a estátua de Maria estava muito seca e bastante dura”.
Interrogado se ele achava “milagre” o derramamento de lágrimas da estátua de Maria, ele respondeu: “É um mistério”.
Análises dos fluídos
Dom Ito consultou ao Professor Sagisaka, um não-cristão especialista em medicina forense, para fazer uma análise científica rigorosa dos três fluidos, sem o bispo lhe revelar a fonte.
O resultado apontou que: “A matéria recolhida na gaze é sangue humano. O suor e as lágrimas absorvidas pelos dois pedaços de algodão são de origem humana”.
O sangue encontrado pertencia ao grupo B, e o suor e lágrimas ao grupo AB. A Irmã Agnes pertence ao grupo B.
Uma outra análise dos fluidos foi conduzida pelo Dr. Sagisaka do Departamento de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade de Akita. Os resultados foram entregues em 30 de novembro de 1981 e revelaram que:
“No objeto analisado há líquidos humanos que pertencem ao grupo sanguíneo O”.
Desde que a primeira análise revelou que o sangue pertencia ao grupo B e o suor e lágrimas ao grupo AB, ficou estabelecido que os fluidos pertencem a três grupos sanguíneos diferentes.
É fato médico que o sangue, suor e lágrimas de um indivíduo pertencem ao mesmo grupo de sangue. Um fluido não pode ser de um tipo diferente dos outros fluidos do mesmo corpo.
Posto que o tipo da Irmã Agnes é do grupo B, ela não poderia ter “transferido” sangue ou fluidos do grupo AB ou O. As objeções segundo as quais a Irmã Agnes teria sido a fonte ficaram assim refutadas.
O Anjo da Guarda
Na Festa de Nossa Senhora das Dores [15 de setembro] de 1981, a estátua chorou pela última vez. Duas semanas depois, o Anjo guardião da Irmã Agnes apresentou-lhe uma grande Bíblia envolta numa luz brilhante.
A Bíblia aberta estava aberta no Gênesis 3:15. O anjo explicou que a passagem tinha um relacionamento com as lágrimas de Maria e, em seguida, continuou:
“O pecado entrou no mundo por uma mulher e é também por uma mulher que a salvação veio ao mundo”.
A primeira foi Eva, e a segunda, Nossa Senhora.
Cura da surdez
A Irmã Agnes estava totalmente surda, incurável, quando entrou na comunidade, tendo perdido sua audição em 16 de março de 1973. A religiosa só era capaz de falar e entender mensagens faladas por leitura labial.
Como lhe anunciou seu Anjo da Guarda, ela temporariamente recuperou o ouvido de 13 de outubro de 1974, mas a surdez retornou em 7 de março de 1975.
Sua audição foi definitivamente restaurada em 30 de maio de 1982, como previu Nossa Senhora na primeira mensagem de 6 de julho de 1973.
Ambas as curas ocorreram instantaneamente durante a bênção do Santíssimo Sacramento.
O julgamento canônico
O Núncio Apostólico aconselhou Dom Ito de procurar o apoio do Arcebispo de Tóquio para a criação de uma comissão de inquérito canônico.
Infelizmente, para relator da comissão foi nomeado um não-católico, foi nomeado presidente do grupo.
Nenhum dos membros da comissão visitou o convento para conduzir um inquérito, e a comissão proferiu uma sentença desfavorável.
Recusando-se a aceitar o veredicto negativo dos acontecimentos que ele próprio testemunhou, o Bispo Ito pediu conselho à Congregação para a Doutrina da Fé, e à Congregação para a Propagação da Fé em Roma.
Foi-lhe, então, aconselhado formar outra comissão para estudar os acontecimentos desde o início. Esta comissão emitiu um veredicto favorável sobre os aspectos sobrenaturais dos eventos.
A lei canônica sobre o julgamento de uma aparição mariana é de 1978. De acordo com ela
“a autoridade para proferir uma conclusão sobre a autenticidade de uma aparição mariana cabe canonicamente ao normal (o bispo) da diocese local, onde a aparição ocorreu”.
Em carta pastoral datada de 22 de abril de 1984, Dom João Ito, bispo ordinário da diocese de Niigata, escreveu:
“autorizo ao longo de toda a diocese de que eu sou responsável, a veneração da Santa Mãe de Akita.”
O bispo observou que os eventos envolvem apenas uma revelação privada, e não tocam pontos de doutrina.
E acrescenta:
“Agora chegou o tempo em que eu faça o meu dever como bispo da diocese de Niigata e assuma a responsabilidade de estabelecer:
“1º As manifestações com relação à Imagem da Mãe de Deus em Akita mostraram todos os sinais, pelas repetidas manifestações místicas, de ter um autêntico caráter sobrenatural; nada pode demonstrar que tenham uma natureza contrastante com as virtudes cristãs ou que sejam em contraste com a fé cristã.
“2º Na espera da decisão final da Santa Sé, se concede aos fiéis venerar a Mãe de Deus de Akita, como estátua milagrosa.”
Em sua carta pastoral também diz que conheceu a Irmã Agnes Sasagawa durante 10 anos.
“Ela é uma mulher de espírito profundo, franca e sem problemas, ela sempre me impressionou como uma pessoa equilibrada. Por conseguinte, a mensagem que ela diz ter recebido não me parece ser de qualquer forma o resultado da imaginação ou alucinação”.
Quatro anos depois, em 20 de junho de 1988, durante uma visita do Dom Ito a Roma, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, aprovou o conteúdo da carta pastoral.
Os reconhecimentos oficiais das ocorrências e as mensagens de Nossa Senhora foram publicados em outubro de 1988 pela revista “30 Dias”. A edição de agosto de 1990, cita o Cardeal Ratzinger ‒ hoje Bento XVI ‒ dizendo que “não há objeções à conclusão da carta pastoral.”
O então Cardeal Ratzinger convidou o bispo de continuar a informá-lo sobre as peregrinações e as conversões.
Nossa Senhora apareceu em La Salette.
Ela chorava pela crise da Igreja e do mundo.
Ela falou para nossos dias. Ela acenou para a iminência do castigo divino. O que Ela disse? - Clique na foto e veja