segunda-feira, 10 de julho de 2017

“Sacerdotes” da Revolução anticristã
hoje promovem o retorno ao paganismo

Na reunião da quase totalidade dos chefes de governo do mundo na Rio+20 (2012)
cerimônias esotéricas para atrair "energias escuras" sobre os políticos reunidos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Continuação do post anterior: A Revolução é a revolta atual do demônio contra a Igreja e a Cristandade



Na medida em que a Revolução demole os restos da civilização cristã, ela vai afundando o mundo nas águas estancadas e fétidas de um novo paganismo, pior que o da Antiguidade ou dos povos mais decadentes:

“Dominados os reis, as massas do povo indo atrás de seus governos, resulta que neste mundo político material visível voltou a se constituir o paganismo antigo, embora acomodado em sua forma à especialíssima situação da época” (“Relaciones entre los espíritus y el hombre”, El Ermitaño, Nº 117, 2-2-1871).

Essas afirmações podiam parecer ousadas no século XIX, que avançava alegremente deslumbrado pelo progresso das invenções. Mas ainda não se proclamava abertamente o culto de Gaia – a deusa terra dos ecologistas.

Tampouco se generalizavam, como agora, os sombrios cultos pagãos do Oriente – budismo, hinduísmo etc. – nem as práticas e crenças supersticiosas ou fetichistas de tribos africanas ou americanas sob o rótulo de uma Nova Era.

E os arraiais “católicos-progressistas”, missionários comuno-tribalistas ou carismáticos, não andavam em busca de “novas formas” de oração ou energias vindas das profundezas, ou nas tribos mais primitivas da Amazônia!

Para o Pe. Palau, adotar os decadentes cultos pagãos representa uma apostasia radical do doce jugo de Nosso Senhor Jesus Cristo. E o bem-aventurado comparava essa deserção de massa a um novo deicídio executado na pessoa da Igreja:



“As nações (...) disseram oficialmente pela boca de seus representantes: ‘não reinarás’. Disseram isso a Cristo e à sua Igreja, a Cristo e ao Papa, o dizem ao catolicismo e, abusando de seu poder e autoridade, expulsam ignominiosamente de seu seio, isto é, do mundo oficial, a Esposa do Cordeiro Imaculado. (...)

“Não é isto um matricídio? Sim. É um matricídio cem vezes mais feio e abominável que o deicídio cometido pelos judeus” (“Adviento de 1871”, El Ermitaño, Nº 161, 7-12-1871).

Dom Cristian Contreras, bispo de Melipilla (Chile), ajoelhado diante do altar com os sacrifícios oferecidos por um bruxo andino à Pachamama, 17 de janeiro 2015
Dom Cristian Contreras, bispo de Melipilla (Chile), ajoelhado diante do altar
com sacrifícios oferecidos por um bruxo andino à Pachamama, 17 de janeiro 2015
Por tudo isso, o Beato Palau estava convencido de que no combate apostólico contra a Revolução se jogam os frutos da Redenção.

Renunciar à luta contra a Revolução ou se omitir equivale a se render ao mundo, ao demônio e à carne, a abandonar a Igreja num lance decisivo:

“Pois não é possível transigir nem concordar, salvo para nos prepararmos uns e outros para um golpe decisivo. Entre estes dois extremos não há meio termo: ou a Revolução acaba com o catolicismo, ou este devora a Revolução” (“Cuento de mi sombra”, El Ermitaño, Nº 28, 13-5-1869).

Os agentes da Revolução

Desde um prisma meramente material, a Revolução parece obra de minorias ativas, capazes de remover com astúcia e vigor que excedem as forças naturais, os obstáculos que encontra em seu caminho.

Se assim fosse – perguntava o Pe. Palau – como explicar que minorias revolucionárias possam impressionar e mudar o destino de nações inteiras?

Governos e prefeituras vêm instalando em locais públicos 'obras de arte' alusivas aos poderes infernais como esta em Praga
Governos e prefeituras vêm instalando em locais públicos
'obras de arte' alusivas aos poderes infernais como esta em Praga
Como interpretar a espécie de fatalidade e as estranhas coincidências e casualidades que sistematicamente, nos momentos decisivos, se voltam contra as boas iniciativas e favorecem as piores?

O efeito não pode ser maior que a causa e a fatalidade não existe.

Logo, concluía, devem existir potências impalpáveis muito superiores ao homem que influenciam decisivamente as vitórias da Revolução.

Sem elas, os agentes revolucionários não perpetrariam seu labor demolidor com a velocidade e a sincronização com que o fazem:

“Há entre nós, – explicava – residindo no próprio ar que respiramos, um vastíssimo império, cujos príncipes reconhecem um rei, e é um rei absoluto. (...)

“são espíritos puramente tais, inteligências que subsistem como o homem, mas independentemente da matéria, superiores ao homem em força física e espiritual, considerando o homem enquanto ser puramente natural. Excedem ao homem em ciência, inteligência, malícia e astúcia. (...)

“o homem que vive na terra, desde que apostata de Deus e da Igreja Católica, forma com esses seres espirituais família, povo, nação, império, transformando-se em súdito de seu poder.

“Esses homens, apóstatas de Deus, soldados de Satanás, em união com os demônios, constituem na terra o reino visível da maldade que chamamos mundo. (...)

“os príncipes e potestades superiores regem a partir dos ares os reis da terra que se renderam a eles pela apostasia, e os conduzem a uma anarquia completa, a uma dissolução social universal, e à guerra contra Cristo e sua Igreja” (“El reino de las tinieblas”, El Ermitaño, Nº 122, 9-3-1870).

Do ponto de vista natural, não faz sentido que as obras revolucionárias se mantenham em pé, desafiando as leis da natureza, observava o P. Palau.

A anarquia deveria produzir desabamentos irreparáveis na Babel revolucionária. Porém, esta sobe, sempre mais caoticamente, escarnecendo toda lógica e razão:

Estátua de Satanás concebida para ser montada em local aberto diante da prefeitura de Oklahoma City nos EUA
Estátua de Satanás concebida para ser montada em local aberto
diante da prefeitura de Oklahoma City nos EUA
“Esses poderes políticos – perguntava – que impuseram aos povos um jugo tão pesado, (...) quem lhes dá esse poder?

“Que força os sustenta, não um, mas muitos anos, escravizando, destruindo, desorganizando, dissolvendo até a ordem da natureza?

“Como podem prevalecer na Espanha 200 mil homens em pugna contínua contra 18 milhões?

“Como a massa de povos não se levanta qual mar enfurecido e afunda essa frágil piroga onde navegam uns quantos homens tidos em abominação e execração pela multidão?

“Explicai-me este enigma. Sem a fé católica é impossível! (...)

Esses homens famosos, (...) que vemos à testa da Revolução na Espanha, na Itália e na França, formam um só corpo moral, um só exército, um só e mesmo império com aqueles anjos rebeldes que no Céu empíreo fundaram a Revolução.

“A única diferença é que essas inteligências, por serem superiores ao homem que venceram, são as potestades e os poderes verdadeiros que dirigem essa guerra.

“E o homem alucinado pela sedução é um instrumento que serve para a execução de projetos combinados muitos séculos atrás por esses espíritos de maldade” (“La causa de Don Carlos”, El Ermitaño, Nº 78, 5-5-1870).

O “sacerdócio” da Revolução

O bem-aventurado esclarecia que nem todo e qualquer sequaz da Revolução entra em contato explícito e formal com demônios que se apresentam enquanto tais.

Pelo contrário, um importante número de revolucionários se horrorizaria, e talvez abandonaria a Revolução, caso lhes fosse proposto semelhante relacionamento.

Por isso o bem-aventurado afirmava que os espíritos das trevas se comunicam diretamente apenas com um número restrito de líderes da Revolução.

Esses geralmente não aparecem dirigindo a política, mas submetidos a essas inteligências tenebrosas e respaldados por seu influxo ativo, comandam a Revolução com maligna precisão.

Para o bem-aventurado, essa categoria seleta e oculta constitui uma espécie de sacerdócio da Revolução. E age como uma caricatura monstruosa e antagônica do único sacerdócio verdadeiro, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo:

"A festa das bruxas". Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828) Museu de Lázaro Galdiano, Madri, Espanha.
"A festa das bruxas", detalhe. Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828)
Museu de Lázaro Galdiano, Madri, Espanha.
“Assim como o Verbo encarnado tem seus sacerdotes e um pontífice para se relacionar oficialmente e se comunicar por seus órgãos aos povos e nações, [assim também] os demônios, nossos adversários, têm estabelecido (...) uma espécie de sacerdócio para entrar por meio dele em relação oficial com a sociedade humana” (“Programa del Ermitaño”, El Ermitaño, Nº 33, 17-6-1869).

Para a Revolução, esta categoria de súditos tem importância análoga à dos magos do paganismo.

“Destruída a idolatria – escreveu o beato – e levantada publicamente a religião católica das ruínas, os demônios conceberam outro plano de ataque contra a Igreja.

“Não lhes convinha apresentar seu sacerdócio de público e oficialmente, porque não seria tolerado pelo poder da Igreja. Foi assim que começou a fundação do maçonismo. (...)

“Conveio aos desígnios de Satanás esconder o seu sacerdócio; não tendo ele cor oficial, assumia e assume formas várias e esconde o seu operar nas trevas da noite, lá dentro das cavernas da terra.

“Então as pessoas não acreditam que existem e não os conhecem, e seu agir está a coberto do braço da lei e da autoridade.

“Existem falsos sacerdotes, falsos doutores e escritores, existem agora mais do que nunca maléficos magos que dispõem de exércitos invisíveis que matam, envenenam, corrompem, seduzem e pervertem” (“El maleficio”, El Ermitaño, Nº 103, 27-10-1870).


Continua no próximo post: Os “sacramentos” da Revolução e a possessão diabólica


9 comentários:

  1. "Na medida em que a Revolução demole os restos da civilização cristã, ela vai afundando o mundo nas águas estancadas e fétidas de um novo paganismo, pior que o da Antiguidade ou dos povos mais decadentes."
    UM PAGANISMO PIOR DO QUE O DA ANTIGUIDADE!!! CONCORDO PLENAMENTE COM ESSA AFIRMAÇÃO. TRISTES TEMPOS OS QUE ESTAMOS VIVENDO...

    ResponderExcluir
  2. Hoje em dia com a internet, há muita informação sobre a elite que controla/domina o mundo. Mas, na época em que viveu o beato Palau, ter ciência de tal fato era algo extraordinário, por assim dizer. Isso é motivo de grande admiração a esse beato. Certamente ele contava com muitas luzes de Deus. Outro coisa também digna de admiração é o fato de ele denunciar que existe um sacerdócio satânico a serviço dessa elite que controla/domina o mundo. Eis uma verdade na qual não se pensa muito, mas tem efeitos bastante palpáveis na vida de cada dia de cada pessoa, ainda que muitos sequer imaginem isso. Não é a toa que os filhos, através dos mais variados ardis e conspirações, têm degenerado, deturpado e rebaixado o sacerdócio católico. Com isso, uma resistência que poderia deter essa obra maligna que destrói a sociedade cristã, é retirada e assim se fica muito mais fácil forma uma nova sociedade não-cristã. Mas isto é só um aspecto dessa obra perversa; e muitos outros aspectos poderiam ser considerados.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Uma correção. Depois da palavra "filhos" faltou o adjunto adnominal "das trevas". A frase corrigida fica assim: "Não é a toa que os filhos DAS TREVAS, através dos mais variados ardis e conspirações, têm degenerado, deturpado e rebaixado o sacerdócio católico."

      Excluir
  3. O beato Palau era muito corajoso em denunciar a Maçonaria. Não é a toa que ele foi perseguido.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ABAD GALLARDO Ex-masón ¿QUIÉN DIRIGE LA MASONERÍA?
      https://youtu.be/Y3YKB2bJXzM

      Excluir
  4. Os sacerdotes católicos poderiam ser/formar um excelente exército contra essa revolução anticristã que promove o paganismo no mundo de hoje. Mas infelizmente o clero hoje em dia se tornou inofensivo ao reino das trevas, porque deixou o seu verdadeiro sentido católico para se acomodar/conformar a ideologias mundanas e até mesmo não-cristãs. Não é a toa que Nosso Senhor Jesus Cristo dizia no Evangelho: "E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes." (Lucas 16,8) Também não é a toa que Nossa Senhora de La Salete afirmava que, no final dos tempos, Satanás formaria um exército de sacerdotes apóstatas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa expressão "um exército de sacerdotes apóstatas" parece que foi dita por São Gregório Magno. "A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á – senão desaparecerá de todo – o poder dos prodígios e dos milagres. Para o anticristo está se preparando um exército de sacerdotes apóstatas". (fonte: site Rainha Maria)

      Veja também.

      "Ele (Satanás) criará uma contra-igreja que será o macaco da Igreja, porque ele, o Diabo, é o macaco de Deus. Ela terá todas as notas e as características da Igreja, mas no sentido inverso e esvaziada de seu divino conteúdo. Será um corpo místico do anticristo que vai em todas as aparências assemelhando-se ao corpo místico de Cristo. .Em seguida, será verificado um paradoxo - as muitas acusações com que os homens no século passado, rejeitaram na Igreja, serão as razões pelas quais passarão a aceitar a contra-igreja." (...) Fonte: Arcebispo Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West, (Bobbs-Merrill, 1948), pp. 24 – 25.]

      Excluir
  5. Salve Maria!
    Neste dia de São João Maria Vianney, exemplo de sacerdote, gostaria de divulgar duas homilias sobre ele. Uma do Pe. Paulo Ricardo e outra dos Franciscanos da Imaculada em inglês.
    Homilia Diária. 604: Memória de São João Maria Vianney
    https://youtu.be/SZCYn8c8qJo
    Aug 04 - Homily: Pray for Holy Priests and Vocations
    https://youtu.be/Qfv3uuM8Iwc

    ResponderExcluir
  6. Uma denúncia contra a infiltração de homossexuais nos seminários, conventos e mosteiros.

    Esgoto a céu aberto: O homossexualismo nas fileiras do clero, resultado de anos de infiltração homossexual em seminários, mosteiros e conventos

    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/21376/Esgoto-a-ceu-aberto-O-homossexualismo-nas-fileiras-do-clero-resultado-de-anos-de-infiltracao-homossexual-em-seminarios-mosteiros-e-conventos

    ResponderExcluir