segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os “sacramentos” da Revolução e a possessão diabólica

O Beato Palau sofreu atroz perseguição das forças das trevas, angélicas e humanas
O Beato Palau sofreu atroz perseguição
das forças das trevas, angélicas e humanas.
Teve larga experiência pastoral com as possessões
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Continuação do post anterior: “Sacerdotes” da Revolução anticristã promovem o retorno ao paganismo



O bem-aventurado Palau considerava que assim como os verdadeiros sacerdotes de Nosso Senhor Jesus Cristo distribuem os Sacramentos, os verdadeiros chefes e altos ministros da Revolução recorrem às artes mágicas numa forma e dimensão insuspeitada.

Suas manobras políticas ou sociais embutem bruxedos que funcionam como anti-“sacramentos” revolucionários, portadores de uma influência de Satanás.

O Ritual Romano (Rituale Romanum, Titulus XI, caput I, De exorcizandis obsessis a daemonio, n. 20, Desclée et socii, Romae-Tornaci-Parisiis, 1926, p. 446) adverte que nos casos de malefícios, possessões e práticas mágicas, o mago ou a feiticeira manda entregar à vítima algum fetiche ou objeto embruxado.

A esse objeto está unida tal o qual influência diabólica. Certos chefes revolucionários que estão em contato com os demônios recorrem a práticas análogas.

Mas eles não se servem de feitiços vulgares. Em lugar disso, a influência diabólica está ligada a leis ou normas anticristãs ou antinaturais.

Isso não é de espantar. Por exemplo, em nossos dias, Lucien Greaves, porta-voz do grupo Satanic Temple dos EUA, reivindicou o “casamento” homossexual como um “sacramento” da religião diabólica, segundo informou o site LifeSiteNews.

Assim explicava o bem-aventurado Palau:

“Se o malfeitor é um homem da política, (...) eis o malefício político. Consiste ele em danificar não o indivíduo ou a família, mas diretamente uma nação inteira.

“Como? Por meio de leis ímpias, bárbaras, que despojam a nação de tudo quanto há nela de santo e sagrado. Desses centros procedem os decretos emitidos contra os prelados, contra as Ordens religiosas, contra a religião. (...)

“o malefício político tem o apoio do poder dos demônios de hierarquia superior. (...) o malefício político é o mais terrível porque pega em massa uma ou mais nações, o mundo inteiro” (“El dogma católico con referencia a la redención de la sociedad actual”, El Ermitaño, Nº 170, 8-2-1872).

Nas camadas mais subterrâneas do “sacerdócio” revolucionário, a entrega da alma ao demônio é voluntaria:

“Nesta associação abominável o segredo de tudo quanto se pratica é imposto sob pena de morte, sendo os demônios encarregados de castigar o perjuro. O sigilo raras vezes é rompido.

“Esses homens e essas mulheres são uma espécie de energúmenos, mas voluntários, e porque já em vida fizeram entrega de sua alma, corpo, pessoa e bens ao diabo, é raro o caso de que algum deles possa se converter a Deus” (“Relaciones entre los espíritus e el hombre”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).

O P. Palau identificava o centro desse sacerdócio na atividade de sociedades secretas.


O Beato Pio IX alertou muitas vezes sobre as conspirações secretas contra a Igreja
O Beato Pio IX alertou muitas vezes sobre as conspirações secretas contra a Igreja
Excede os limites do presente trabalho entrar em questão tão vasta . Remetemos os interessados às obras de Mons. Henri Delassus, especialmente: “La conjuration antichrétienne – Le Temple Maçonnique voulant s'élever sur les ruines de l'Église Catholique”, Société Saint-Augustin – Desclée De Brouwer et Cie, Lille, 1910, 3 vol.

O Papa Leão XIII, de feliz memória, resumiu o ensino dos Papas sobre a maçonaria nos seguintes termos:

“’Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial’ [Santo Agostinho].

“Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto.

“Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons.

“Não mais fazendo qualquer segredo de seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus.

“Eles estão planejando a destruição da santa Igreja publicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador. (…)

“Os Pontífices Romanos nossos predecessores, em sua incessante vigilância pela segurança do povo Cristão, foram rápidos em detectar a presença e o propósito desse inimigo capital tão logo ele saltou para a luz ao invés de esconder-se como uma tenebrosa conspiração; e, além disso, eles aproveitaram e tomaram providências, pois a eles isso competia, e não permitiram a si mesmos serem tomados pelos estratagemas e armadilhas armadas para enganá-los.

“A primeira advertência do perigo foi dada por Clemente XII no ano de 1738, e sua constituição foi confirmada e renovada por Bento XIV.

“Pio VII seguiu o mesmo caminho; e Leão XII, por sua constituição apostólica, Quo Graviora, juntou os atos e decretos dos Pontífices anteriores sobre o assunto, e os ratificou e confirmou para sempre. No mesmo sentido pronunciou-se Pio VIII, Gregório XVI, e, muitas vezes, Pio IX.

“Tão logo a constituição e o espírito da seita maçônica foram claramente descobertos por manifestos sinais de suas ações, pela investigação de suas causas, pela publicação de suas leis, e de seus ritos e comentários, com a frequente adição do testemunho pessoal daqueles que estiveram no segredo, esta sé apostólica denunciou a seita dos Maçons, e publicamente declarou sua constituição, como contrária à lei e ao direito, perniciosa tanto à Cristandade como ao Estado; e proibiu qualquer um de entrar na sociedade, sob as penas que a Igreja costuma infligir sobre as pessoas excepcionalmente culpadas.

“Os sectários, indignados por isto, pensando em eludir ou diminuir a força destes decretos, parcialmente por desprezo, e parcialmente por calúnia, acusaram os soberanos Pontífices que os passaram ou de exceder os limites da moderação em seus decretos ou de decretar o que não era justo.”

(Leão XIII, Encíclica Humanum Genus, 20 de abril de 1884, apud Acción Católica Española, Colección de Encíclicas e documentos pontificios, 4ª ed., Publicaciones da Junta Técnica Nacional, Madrid, 1955, LXI+1644+351 págs., págs 36 e ss. No site do Vaticano).

“Nos antros tenebrosos das lojas, os franco-maçons constituem com os demônios uma família e uma sociedade, comunicando-se com eles sob mil formas e meios.

“O diabo-rei está com o Grande Oriente à testa da franco-maçonaria como Cristo com Pio IX à frente de toda a Igreja: Pio IX é a cabeça visível da Igreja, e Cristo é a cabeça invisível.

“O Grande Oriente é a cabeça visível do império do mal, e o diabo-rei é sua cabeça invisível. Não há soberano na terra que não esteja iniciado nos segredos da franco-maçonaria” (“Milagros del espiritismo”, El Ermitaño, Nº 138, 29-6-1871).

Também de modo mais difuso, porém mais perceptível ao homem comum, dito “sacerdócio” se exerce através das práticas supersticiosas e mágicas que procuram entrar em contato com espíritos do além.

Estas últimas apresentavam no século XIX formas que hoje se metamorfoseiam. E também incluem a camaleônica proliferação de satanismo, com rótulos genéricos como New Age e suspeitas “medicinas alternativas”.

“O espiritismo – dizia o bem-aventurado – é o sacerdócio do paganismo moderno, e seus apóstolos fazem coisas deveras prodigiosas. Entre outras, têm o poder de curar, não pela graça, mas um poder comunicado por Belzebu, príncipe de todos os demônios” (id. ibid.).

Monumento público ao Anjo Caído, Madri, Espanha
Monumento público ao Anjo Caído, Madri, Espanha
O Beato Palau identificava três níveis de demônios em função de seu contato com os homens.

Em geral, os que se apossam dos corpos humanos pertencem a categorias menos relevantes.

Os demônios de um grau superior tomam conta de figuras revolucionárias de destaque como, por exemplo, Lutero, Robespierre ou Lenine.

Por fim, a terceira e pior categoria está em conúbio com os máximos dirigentes da Revolução, que habitualmente agem despercebidos do comum dos homens e inclusive de muitos revolucionários.

“Eu vejo – explicava – todas as forças inimigas divididas em três grandes corpos de exército: cada um dele dispõe de milhões de combatentes.

Um deles está alojado nos corpos humanos, (...)

Outro corpo de exército ocupa (...) as altas regiões da política. Destronados todos os Reis católicos, seus tronos estão ocupados por homens possuídos pelo diabo (...)

“Há outro exército, que é o que dirige os dois primeiros. Seu quartel-general está montado numa sociedade de homens que se intitulam espíritas, ou com o nome de magos e maléficos. (...)

Os demônios (...) dirigem desses clubes maçônicos todas suas forças engajadas na batalha contra Cristo e sua Igreja” (“Crónica del teatro de la guerra”, El Ermitaño, Nº 85, 23-6-1870).

A experiência pastoral, especialmente a prática de exorcista, permitia ao B. Palau denunciar com documentos e exemplos concretos essa colusão de homens e demônios.

Em numerosos artigos de “El Ermitaño” estão descritos exorcismos praticados pelo Beato Palau com confissões dos demônios possuidores, e/ou a transcrição de pactos com Satanás.

A consideração do recurso revolucionário aos demônios em nada desanimava o bem-aventurado que, acreditava firmemente que os anjos da luz combatem do lado do bem.

Tais anjos, além de seus incalculáveis poderes naturais, são portadores da graça divina.

E acima deles o Beato Palau venerava a Santíssima Virgem, Rainha dos Anjos e general supremo, que ordena as milícias celestes a iniciarem os movimentos para o esmagamento da Revolução, de seus chefes e sequazes.

Se os fiéis se voltarem para Ela e para as coortes celestes invocando o seu socorro, terão aliados invencíveis.

A Revolução infiltrada na Igreja

As mencionadas associações mais ou menos secretas estavam amplamente disseminadas e articuladas na sociedade civil, a partir da qual se introduziram na esfera eclesiástica.

Detalhe do Juízo Final. Stefan Lochner (1410-1451), Wallraf-Richartz-Museum, Colônia
Detalhe do Juízo Final. Stefan Lochner (1410-1451), Wallraf-Richartz-Museum, Colônia
Num diálogo figurativo a respeito do Concilio Vaticano I, o Beato Palau põe nos lábios de Deus a seguinte explicação:

“Pela corrupção dos costumes [Satanás] entrou no Sancta Sanctorum, e enquanto dirige todos os reis e poderes políticos da terra em batalha contra mim lá no lado de fora da cidade santa, de dentro de meu próprio alcácer paralisa minha ação, entorpece minhas empresas e frustra meus projetos” (“Roma vista desde la cima del monte”, El Ermitaño, Nº 58, 9-12-1869).

Referindo-se aos aludidos “sacerdotes” do demônio, escreveu:

“alguns desses homens e mulheres apresentam uma virtude religiosa aparente, confessam, ouvem missa, comungam frequentemente.

“Mas, o que digo? Horror! Recolhem as hóstias, levam-nas para casa e as apresentam em suas satânicas funções para pisoteá-las.

“Esses são os Judas dentro do próprio santuário, que introduziram os demônios no lugar que não lhes corresponde, e enchem o templo de Deus de abominações” (“El malefício”, El Ermitaño, Nº 103, 27-10-1870).

“Satanás entrou no santuário – acrescentava –, e o encheu de abominações, sustentado por poderes que se dizem católicos, e de dentro do próprio santuário faz a guerra contra nós, uma guerra atroz, a más perigosa que a Igreja jamais teve de travar. (...)

“porque convêm ao inimigo nos combater de dentro da própria fortaleza, por isso leva o uniforme de católico, e o nome, e com o nome apresenta certas realizações religiosas, para fascinar as turbas e levar a confusão até o Céu” (“Campamento de epidemia en Vallcarca”, El Ermitaño, Nº 99, 29-9-1870).

Em 1968, S.S. Paulo VI afirmou que “a fumaça de Satanás entrou no lugar sagrado” (Discurso para o Pontifício Seminário Lombardo, 7-12-68, Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, 1968, vol. VI, p. 1188; e Homilia “Resistite Fortes in fide”, 29-6-1972, ibid., 1972, vol. X, p. 707).

Cem anos antes, o Beato Palau já denunciava com horror essa penetração na Igreja.


Continua no próximo post: Revolucionários forçam marcha alucinada do mundo e a rede de intercomunicação global


Vídeos sobre o exorcismo hoje. Fala Mons. Rubens Miraglia Zani, pároco de Nossa Senhora do Líbano, Baurú-SP:








10 comentários:

  1. Nossa! Impressionante tudo isso que o beato Palau escreveu! Parece que ele está descrevendo a época em que estamos vivendo hoje em dia. Mas se era terrível desse jeito já naquela época em que ele viveu, imagina agora cem anos depois.

    Essas realidades terríveis que o beato Palau denuncia tocam também em outra questão: a necessidade de exorcistas. Na Europa o número de exorcistas cresceu muito, mas no Brasil o número de exorcistas ainda é irrisório e a grande maioria dos padres brasileiros estão completamente despreparados para exercerem o ministério do exorcismo, seja por questões ideológicas, seja por não acreditarem na ação do demônio, ou simplesmente por não se importarem com esses problemas. E aqui gostaria de fazer uma pergunta: SERÁ QUE EXISTIRÃO EXORCISTAS NO FUTURO? E NO BRASIL? O QUE VAI ACONTECER? SERÁ QUE HÁ ESPERANÇAS DE HAVER MAIS EXORCISTAS NO BRASIL? POR QUE NO BRASIL HÁ TÃO POUCOS EXORCISTAS?

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  2. Moro em uma cidade do interior de Minas Gerais. Aqui a Maçonaria é fortíssima!!! Controla toda a cidade. Não por acaso a cidade tem vários problemas históricos e atuais. Era para minha cidade ter hoje aproximadamente 500.000 habitantes e ser uma cidade muitíssimo mais desenvolvida, mas certos políticos do passado ligados à Maçonaria travaram o desenvolvimento da cidade. Além disso, mesmo a cidade não tendo chegado a meio milhão de habitantes, a população da cidade se tornou cada vez mais hedonista, materialista e adepta do culto ao corpo; e, apesar de a cidade ser tradicionalmente católica, o catolicismo praticado na cidade é de péssima qualidade; há muitos católicos que são maçons e o clero da cidade é um clero egocêntrico, que só se preocupa com as finanças das respectivas paróquias; e, além disso, eu tenho fortes suspeitas de que alguns padres estejam envolvidos, tanto no passado como no presente, com a Maçonaria e que esta interfere nas decisões da diocese onde se situa a minha cidade.

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  3. Foi a maçonaria que criou a missa nova.
    Assimtam "Dom Lefebvre, um Bispo na tormenta", ele denunciou tudo isso quando essa revolução maçônica-judaica se manifestou no Concílio Vaticano II. Depois dizem que Dom Marcel Lefebvre era cismático...

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    1. Mas parece que o pior ainda está por vir. Dizem que há um projeto de criar uma missa ecumênica, onde a fórmula da consagração seria de tal forma modificada que tornaria a missa inválida... Também dizem que, no final dos tempos, durante o governo do Anticristo, a verdadeira missa seria proibida durante um período de três anos e meio.

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    2. O Pe. Malachi Martin também disse algo interessante sobre a missa nova. Em uma entrevista, lhe perguntaram por que mudaram o rito da missa e a resposta foi chocante!!! Transcrevo a pergunta e a resposta e deixo o link da entrevista.
      Pergunta:
      1. O estado atual da Igreja é resultado da mudança dos ritos da liturgia? Se eles simplesmente queriam tornar a Missa "mais significativa" e oferecer um ambiente de maior "participação", por que eles tinham que mudar o rito em si? Por que eles não apenas introduziram o vernáculo em lugares apropriados do antigo rito?
      Resposta:
      Pe. Malachi: "O rito foi mudado por aqueles que queriam destruir a Missa"
      Link da entrevista: http://borboletasaoluar.blogspot.com.br/2012/11/uma-entrevista-com-malachi-martin.html

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  4. Gostaria de corrigir uma imprecisão. Um político do passado, já falecido e que era da Maçonaria, travou o desenvolvimento de minha cidade. Mas isso não significa que não haja mais maçons na política da minha cidade; na verdade, como já disse, tanto a política, como o comércio e vários outros setores da sociedade em minha cidade são controlados pela Maçonaria. E sobre o clero de minha cidade, um senhor já me disse que um padre, já falecido que era pároco da catedral, pertencia ao Rotery Club. Além disso, eu tenho suspeitas e indícios fortíssimos que há padres na minha diocese que pertencem à Maçonaria.

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  5. Salve Maria!
    Gostaria de fazer um comentário sobre as entrevistas com o Mons. Rubens, exorcista; ou melhor, uma agradecimento. Parabéns pela divulgação das entrevistas. Hoje em dia encontrar um exorcista no Brasil é como encontrar um diamante no chão. A propósito, pensava que Mons. Rubens fosse da diocese de Bauru, pois encontrei uma informação sobre ele que dizia que a paróquia dele estava em Bauru. Poderia retificar ou confirmar essa informação? Faço esse pedido, pois tenho interesse em me encontrar com esse exorcista. Não cito meu nome por motivos de privacidade. Desde já agradecido!

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  6. Salve Maria!
    Correto! É Baurú-SP! Já introduzi a correção.
    Muito grato pelo aviso.
    em Jesus e Maria

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  7. De nada! :-)
    Aproveito a oportunidade para pedir orações por mim. Estou precisando de um exorcista. Já falei sobre o assunto com meu bispo, mas ele recusa-se a nomear um exorcista para a diocese onde moro. Não vou entrar em detalhes, pois não vem ao caso; mas é uma situação que tem sido muito difícil para mim e minha família, que somos pobres e não temos facilidade em viajar, pois os custos ficam muito caros para nossas condições financeiras.

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  8. A CNBB lançou um subsídio sobre exorcismos. O título é: "Exorcismos reflexões teológicas e orientações pastorais". Eu li esse subsídio. Acho difícil fazer uma análise do subsídio no todo, mas gostaria de comentar alguns pontos ou impressões que tive sobre o mesmo. Primeiro ponto percebe-se que esse subsídio não foi feito por pessoas/clérigos com experiência direta nos exorcismos. Segundo: há muito preconceito em relação ao exorcismo, ainda que se tente demonstrar o contrário. Terceiro: se faz uma exigência muito injusta de a pessoa que se sente atormentada pelo demônio ter de se submeter a exames médicos antes de ser submetida ao exorcismo. E aqui eu gostaria de partilhar a opinião do Padre Fortea, um exorcista espanhol, segundo o qual exames médicos ou psiquiátricos são desnecessários para se proceder ao exorcismo, visto que não é da competência da medicina ou dos médicos e psiquiatras distinguir um caso de possessão ou de outra forma de influência do demônio. Gostaria também de citar o nº 7 do capítulo VII do subsídio em questão, que trata da nomeação do exorcista na diocese pelo bispo. Isso é um ponto pacífico, pois todos sabemos que cada diocese precisa de um exorcista, pelo menos em teoria. Mas o subsídio, ao abordar essa questão, tratou o assunto de maneira muito fraca, como se fosse apenas uma sugestão que o bispo nomeação um exorcista para sua diocese apenas se quisesse e não por força do Código de Direito Canônico. Vejam a transcrição do nº 7, do capítulo VII: "A Igreja sugere que, se possível, em cada diocese se nomeie um presbítero exorcista. Para tanto, é preciso oferecer aos padres que têm as qualidades requeridas para esse ministério formação teórica e prática adequada. A ausência de exorcistas devidamente nomeados pelos ordinários e preparados para exercer este ofício em favor do povo, permite tantos abusos quanto descasos." E aqui entro em uma questão que foi colocada por outro exorcista o Padre Gabriele Amorth, falecido em setembro de 2016. Diante de tantos casos de pessoas que sofrem de alguma influência do demônio ou mesmo de possessão, o melhor seria mudar a lei canônica, permitindo que qualquer sacerdote pudesse proceder aos exorcismos.

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