segunda-feira, 3 de maio de 2021

Terceiro motivo: dilúvio de impureza

Dragão infernal esmagado por Nossa Senhora de Quito  ©Luis Dufaur.
Dragão infernal esmagado por Nossa Senhora de Quito
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs











Continuação do post anterior: Segundo motivo: a crise religiosa que parecerá extinguir a Fé


“O terceiro motivo pelo qual se apagou a lâmpada, é porque nesses tempos estará a atmosfera repleta do espírito de impureza.

“À maneira de um mar imundo correrá pelas ruas, praças, lugares públicos, em uma liberdade assombrosa, de maneira que não haverá no mundo almas virgens”.


Este motivo aponta a nossos dias: “nesses tempos”. Quanto à afirmação “a atmosfera repleta do espírito de impureza” não precisa demonstração, basta olhar em volta de nós para perceber que essas palavras se aplicam a nossa época.

Também, evidentemente, a frase “mar imundo correrá pelas ruas, praças, lugares públicos, em uma liberdade assombrosa, de maneira que não haverá no mundo almas virgens” inclui não só os costumes sociais, mas a crise religiosa que vivemos, pensando especialmente nos religiosos e religiosas que tem voto de castidade.

E também se aplicam a avalanche de abominações morais desatada por leis nacionais e a acordos internacionais que, como o aborto, causam milhões de assassinatos por mês superando em número de mortes até à própria pandemia.

A afirmação “no mundo” insinua que a crise que atingirá o Equador atingirá toda a Terra. É uma crise mundial.

Esse “mar imundo [da impureza] correrá pelas ruas, praças, lugares públicos, em uma liberdade assombrosa” necessariamente deve criar uma crise na prática religiosa e, portanto, na Fé.

Essa crise mundial é a crise da fé que tantas vezes tem sido denunciada e tão poucas vezes tem sido seriamente combatida na nossa época.

E como sinal da extensão desse dilúvio de males a Santíssimo Virgem afirma que “não haverá no mundo almas virgens”.

Não haverá almas virgens? 

A virgindade nunca desaparecerá da Igreja Católica, por isso se deve entender que ficarão tão poucas que parecerá que não há mais nenhuma.

Também se pode aplicar num sentido geográfico; sobre a face da terra – não apenas nos institutos religiosos – não haverá almas virgens.

Santa Jacinta Marto, vidente de Fátima, falou no mesmo sentido repetidas vezes. O padre De Marchi publicou os avisos agrupados por assunto:

“Minha madrinha, peça muito pelos pecadores!

“Peça muito pelos Padres!

“Peça muito pelos Religiosos!

Santa Jacinta Marto: “Os Padres devem ser puros, muito puros”
Santa Jacinta Marto:
“Os Padres devem ser puros, muito puros”
“Os Padres só deviam ocupar-se das coisas da Igreja.

“Os Padres devem ser puros, muito puros.

“A desobediência dos Padres, e dos Religiosos aos seus Superiores e ao Santo Padre ofende muito a Nosso Senhor. (...)

“Os pecados que levam mais almas para o inferno são os pecados da carne.

“Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor.

“As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo”. 

(Pe. João M. De Marchi IMC, Era uma Senhora mais brilhante que o sol..., Seminário das Missões de Na. Sra. da Fátima, Cova da Iria, 3ª edição; apud Antônio Augusto Borelli Machado, « Fátima, Mensagem de tragédia ou de esperança? », Artpress, São Paulo)

No mesmo contexto histórico, também no século XX enquanto o flagelo do comunismo se abatia sobre o mundo que desouviu Fátima, Nosso Senhor voltou a transmitir, desta vez por meio da Beata Elena Aiello, advertências mais ameaçadoras:

“O homem se rebelou contra Deus; há uma epidemia de imoralidade, e não só na alma dos adultos, mas inclusive das crianças, que atrairá a ruína e a morte sobre o mundo”. Cfr. Beata Aiello: a impureza traz a ruína e a morte para Roma, o clero e o mundo

E “o fedor de seus vícios subiu até meu conspecto [...]. Esta sociedade perversa e dissoluta; quanta impureza, esse pecado traz a ruína e a morteId. ibid.


Continua no próximo post: Quarto motivo: desfazimento da família

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