quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

TODAS AS 18 APARIÇÕES DE LOURDES


Na oitava de Nossa Senhora de Lourdes:

aparição. Nossa Senhora aparece na Gruta
aparição. Santa Bernadette quer tirar a dúvida.
aparição. Nossa Senhora fala pela primeira vez.
aparição. Início da "quinzena".
aparição. Nossa Senhora dá uma oração especial para Santa Bernadette.
aparição: Nossa Senhora pede rezar pelos pecadores.
aparição: Nossa Senhora dá três segredos.
aparição: “Penitência, penitência, penitência!”
aparição: Nossa Senhora manda se lavar na fonte e comer grama.
10ª aparição: Santa Bernadette manda os presentes imitarem seus atos de piedade.
11ª aparição: os presentes voltam a imitar os atos de piedade da santa.
12ª aparição: única assistida por um sacerdote.
13ª aparição: Nossa Senhora pede uma capela e a procissão.
14ª aparição: pároco zomba dos pedidos.
15ª aparição: última da "quinzena".
16ª aparição. "Eu sou a Imaculada Conceição".
17ª aparição. O “milagre do círio”.
18ª e última aparição.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fim da aparição. Nossa Senhora sobe ao Céu


Sobre o fim do Anticristo, Mélanie disse ao Pe. E. Combe que, numa ocasião, em que ele tentará ascender ao céu, “São Miguel Arcanjo aparecerá com um exército de anjos de um esplendor sem igual, bradando: “Quem é como Deus? Quis ut Deus?”. Imediatamente os demônios perderão seu luzimento e sua força e se afastarão do Anticristo, que eles sustentavam com seu poder. Um fogo imenso sairá da terra entreaberta sob os pés dos espectadores da primeira fileira, dispostos segundo sua dignidade e opulência. Eles serão engolidos junto com o Anticristo e os demônios, por vasta cratera que se fechará depois sobre eles”.

Após pronunciar as palavras que encerram o segredo, Nossa Senhora comunicou a Mélanie a regra dos Apóstolos dos Últimos Tempos e continuou com a parte pública da revelação.

Por fim, antes de desaparecer, a Santíssima Virgem confirmou os videntes na missão de divulgar o segredo:


“Pois bem, meus filhos, comunicareis isto tudo a meu povo”.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

No fim do mundo, Deus enviará Enoc e Elias


Imediatamente após a conclamação dos apóstolos dos últimos tempos, o segredo destaca o papel que desempenharão Enoc e o profeta Elias nos horizontes proféticos acenados em La Salette.

Santo Elias Profeta


O Apocalipse ensina que no fim dos tempos Deus enviará duas testemunhas a combater o Anticristo (Ap, XI,3-ss.).

Segundo uma interpretação defendida por santos e exegetas tradicionais, essas testemunhas seriam o profeta Elias e o patriarca Enoc. Eles estariam conservados num local ignoto e seriam enviados à Terra para uma pregação derradeira antes do fim do mundo.

Em favor de que Elias seja uma das duas testemunhas, poderia-se invocar as palavras do profeta Malaquias: “Eis que vos enviarei o profeta Elias antes que chegue o dia do Senhor, grande e terrível. Ele converterá o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos ao dos pais, para que não chegue eu e entregue a Terra toda ao anátema” (Mal, 3, 23-24).



Santo Elias, Monte Carmelo, Terra Santa

Prossegue então o segredo referindo-se às testemunhas:

“A Igreja será eclipsada, o mundo estará na consternação. Mas eis Enoc e Elias cheios do Espírito de Deus. Eles pregarão com a força de Deus, os homens de boa vontade acreditarão em Deus e muitas almas serão consoladas. Eles farão grandes progressos, pela virtude do Espírito Santo, e condenarão os erros diabólicos do Anticristo.


“Ai dos habitantes da Terra! Haverá guerras sangrentas e fome, peste e doenças contagiosas. Haverá chuvas feitas de saraivadas espantosas de animais, trovoadas que abalarão as cidades, terremotos que engolirão países. Ouvir-se-ão vozes pelos ares. Os homens baterão as cabeças contra as paredes. Pedirão a morte, e por outro lado a morte será seu suplício. O sangue correrá de todo lado.


“Quem poderá resistir, se Deus não diminuir o tempo da prova? Deus se deixará dobrar pelo sangue, lágrimas e orações dos justos. Enoc e Elias serão mortos. Roma pagã desaparecerá. O fogo do céu cairá e consumirá três cidades.


“Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá.

São João contempla a segunda vinda de Cristo no Fim do mundo




“Chegou o tempo, o abismo se abre. Eis o rei dos reis das trevas, eis a Besta com seus súditos, dizendo ser o salvador do mundo. Ele se elevará orgulhosamente nos ares para ir até o céu. Será asfixiado pelo sopro de São Miguel Arcanjo. Cairá. E a Terra, que durante três dias terá estado em contínuas evoluções, abrirá seu seio cheio de fogo. Ele será submerso para sempre, com todos os seus, nos despenhadeiros eternos do inferno.


“Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado”.

Termina aqui o Segredo, que foi transcrito integralmente nos nossos posts.


Segundo os padres Laurentin e Corteville a imagem de “chuvas feitas de saraivadas espantosas de animais” “pode significar o desencadeamento multiforme, discreto mas eficaz, do demônio nos nossos dias”.

A besta que sai do abismo

De fato, a imagem poder-se-ia aplicar, mutatis mutandi, ao caos hodierno e às monstruosas situações que ele gera quotidianamente, e que chovem sobre a humanidade em grandes quantidades, por exemplo, através da mídia.

Sobre a liquidação do Anticristo, Mélanie disse ao Pe. E. Combe que, no momento em que ele tente ascender ao céu:


“São Miguel Arcanjo aparecerá com um exército de anjos de um esplendor sem igual, bradando: “Quem é como Deus? Quis ut Deus?”. 

“Imediatamente os demônios perderão seu luzimento e sua força e se afastarão do Anticristo, que eles sustentavam com seu poder. Um fogo imenso sairá da terra entreaberta sob os pés dos espectadores da primeira fileira, dispostos segundo sua dignidade e opulência. 

“Eles serão engolidos junto com o Anticristo e os demônios, por vasta cratera que se fechará depois sobre eles”.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mélanie, Maximin e os Apóstolos dos Últimos Tempos


Dos videntes de La Salette, Mélanie foi quem mais se estendeu sobre os apóstolos dos últimos tempos.

Mélanie teve uma visão sobre tais Apóstolos, e Nossa Senhora também ditou-lhe uma regra para eles. Nota distintiva dos apóstolos dos últimos tempos seria seu espírito de luta contra os males morais verberados por Nossa Senhora em La Salette.

Mélanie relatou: “Eu vi e compreendi que o bom Deus queria que esta ordem lutasse contra os abusos que levaram à decadência do clero e do estado religioso e à ruína da civilização cristã”.

Houve tentativas, todas elas infrutíferas, por parte de Mélanie e outros, de fundar ou, pelo menos, deixar estabelecidos fundamentos para a instauração do instituto dos apóstolos dos últimos tempos.

Entretanto não há até hoje nenhum instituto que responda ao apelo de Nossa Senhora. Para esta lacuna pesou a perseguição contra La Salette. Porém, chegado o momento de a Providência efetivar seus grandes desígnios, toda oposição humana torna-se estéril e vã.

Maximin deixou anotadas apenas algumas características desses apóstolos dos últimos tempos.


Numa carta de 1858 em que ele afastou as propostas de Mons. Ginoulhiac no sentido de silenciar o segredo de La Salette, sob pena de ser expulso (como acabou acontecendo), do seminário e não ser ordenado sacerdote, escreveu:

“Deus não haveria de me dar uma vocação sacerdotal, diametralmente oposta à vocação que me vem de Maria – a de fazer passar em todo lugar e sempre, de acordo com as circunstâncias, suas advertências a seu povo. Eu não teria outra coisa a fazer senão integrar a nova milícia religiosa que combate voluntariamente e sem entraves, mas também submeter-me a seus riscos e perigos, sem engajar em nada a responsabilidade dos pastores”.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

São Luiz de Paraitinga: povo acha que foi um “castigo de Deus”


A histórica cidade de São Luiz de Paraitinga, 11 mil habitantes, foi destruída pelo poder das enchentes na passagem do ano.

Para muitos moradores Deus decidiu punir a cidade porque na opinião deles tinha se transformado numa espécie de Sodoma e Gomorra.

Assim informa a “Folha de S.Paulo” de 17 de janeiro 2010, em matéria de seu enviado especial Rogério Pagnan.

Sem dúvida há explicações técnicas procedentes: altos índices pluviométricos, sistema de escoamento deficiente, construções irregulares.

Porém, para grande parte dos moradores, diz a “Folha”, há um único motivo para explicar o que aconteceu: um castigo de Deus.

De fato, uns e outros não entram em contradição: Deus nos seus desígnios superiores pode se valer de fatores naturais por Ele criados para executar sua vontade suprema.

“Assim como as cidades bíblicas perdidas no pecado ‒ continua o diário paulista ‒ e também destruídas por decisão divina, São Luiz do Paraitinga teria abandonado os ensinamentos de Deus e se perdido em festas mundanas.

“A queda da igreja matriz deixou, para eles, claro o recado. “Vai mais gente à Festa do Saci do que à Festa do Divino, que é a festa do padroeiro”, diz a cozinheira Bruna Aparecida da Silva, 23.

“É um castigo. Deus tá vendo tudo isso”, emenda a colega de profissão, Benedita Arlete.

O Saci Pereré é uma versão indígena do demônio, por vezes amenizada com elementos folclóricos. Certas vezes é representado mais consoante com o furor maléfico dos espíritos infernais. Outras vezes é apresentado como um espírito brincalhão ou gracioso comparável aos espíritos revoltados que a teologia chama de “demônios dos ares”. Isto é, anjos de perdição que na hora da revolta de Lucifer escolheram um meio termo não tendo sido imediatamente aprisionados no inferno, mas ficaram na terra fazendo judiações e pequenos males à espera de serem precipitados definitivamente no abismo de fogo no Dia do Juízo Final.

Uns e outros fazem parte das legiões infernais e servem a Lucifer na obra de perder as almas.

“A grande atração de Paraitinga é ‒ prossegue o jornal ‒, porém, seu Carnaval, que chega a reunir em suas apertadas ruas 60 mil pessoas por dia.

“Tem que fazer festa para Deus, não para o outro lado. Saci é do outro lado, da esquerda, não é não?”, explica o agricultor João Rangel dos Santos, 67, que perdeu um filho em soterramento na noite da enchente.

“Isso é para as pessoas acordarem e voltarem a pensar em Deus”, diz a dona de casa Rita de Cássia Cezar Ramalho, 45, vizinha da família dos Santos, no bairro Bom Retiro.

“Para a aposentada Olga Pires Fontes, 85, há também a ingratidão de parte dos moradores da cidade com seus padres ‒ assim como aconteceu com anjos enviados a Sodoma. “Aqui tem muita lágrima de padre. Isso contribui”, diz ela, também entre lágrimas. “Cada padre que vem aqui sai sentido com alguma coisa. Conheço uns oito que saíram chorando daqui feito criança”, afirmou ela.

O engenheiro Jairo Borriello, prefere a explicação técnica do desastre, porém reconhece que as “coincidências reforçam a versão religiosa. Uma delas é uma casa ter sido destruída pelas águas e apenas uma parede, a única com crucifixo pregado, ter resistido.”

“Que as imagens de santo estão sendo encontradas de pé, isso é fato, e ajuda a aumentar esse sentimento”, afirmou” segundo a “Folha”.

No Portal Plugados Net o internauta Leonardo Rios Duarte postou o comentário “A mão de Deus pesou sobre São Luiz do Paraitinga”

Nele diz que “o povo deve se concientizar é que Deus não está se agradando com as obras e feitos da maioria do povo luizense (São Luiz do Paraitinga - a cidade do carnaval, a cidade do saci perere...). Tenho parentes ali, homens de Deus, mas que hoje também pagam o preço e se encontram somente com a roupa do corpo desde o dia 01/01/2010.

“As pessoas estão esquecendo de Deus, o amor de muitos estão se esfriando e estão enraizados no mundo satisfazendo vontades da carne.. Favorecendo as vontades do inimigo... Não condeno festas ou curtições, mas para tudo há um limite.

“O último carnaval foi terrível, a cidade não comportava os habitantes, crianças e jovens a partir de 11 anos praticando orgias, fornicações, prostituição frente aos templos sagrados da cidade.. são pessoas católicas, crentes assembleianos e outras denominações que reconhecem o erro, e ainda estão presas ao pecado, são pessoas corruptíveis...

“O povo deve ter consciência que Deus não terá paciência “infinita” com o povo, uma vez que “inocentes estão pagando o preço dos pecadores”...

Por certo não faltarão vozes eclesiásticas pregando que Deus não castiga o pecado e que, em última análise não há pecado... Ou tal vez, nessa posição, só há “estruturas de pecado” que devem ser combatidas com revolução social enquanto isso a religião, a família, e a propriedade vão sendo impiedosamente demolidas...


Porém, a Igreja ensina que Deus pune os pecados dos homens. E os pecados coletivos com castigos coletivos. Porém o faz com misericórdia visando a conversão e o perdão dos pecadores.

Isto nos ensina o grande doutor da moral católica Santo Afonso Maria de Ligório no sermão por ele composto para ser pregado em tempos de grandes calamidades: “Alguns vêem os castigos e fingem não vê-los. Outros ainda, diz Santo Ambrósio, não querem ter medo do castigo se não vêem que já chegou. Irmão meu, quem sabe se esta é a última chamada que Deus te faz”.

Quando o pecador reconhece a sua culpa e glorifica a Justiça divina, atrai sobre si as doces e inefáveis torrentes de misericórdia de Nossa Senhora. Porém, quando se torna indiferente ao castigo, só atrai maiores e mais terríveis punições.

No mesmo sentido pronunciou-se ‒ sendo intensamente aplaudido pelos fiéis ‒ Mons. Philip M. Hannan, arcebispo emérito de Nova Orleans (EUA), por ocasião do furacão Katrina que destruiu a cidade:

“Atingimos um grau de imoralidade nunca visto, e o castigo foi o Katrina. Devemos contar à nossa posteridade como ele foi terrível, para que ela entenda que se tratou de um castigo, o qual deve melhorar nossa moralidade.

“Eu penso que nos corresponde pregar muito fortemente, sinceramente e diretamente que isto foi um castigo de Deus. Deus nos deu direitos e tudo o mais. Mas também nos deu deveres. Nós temos que prestar atenção neste castigo. [...] Para quem lê seriamente as Escrituras, não há como escapar disso. Todos os que eu conheço, sacerdotes e bispos, acreditam nisso também”.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Providencial convergência histórica entre La Salette e o Tratado de São Luis Maria Grignion de Montfort


O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem  - ver post anterior -teve uma história que o aproximou de La Salette.

O Tratado é a obra mestra de um dos maiores doutores marianos até nossos dias. Ele coloca a escravidão de amor voluntária à Santíssima Virgem no cerne da verdadeira devoção a Nossa Senhora, e descreve os apóstolos dos últimos tempos como paradigmas dessa escravidão mariana.

São Luís Grignion o escreveu no início do século XVIII. Mas após sua morte em 1716 o manuscrito ficou esquecido e desapareceu. O próprio santo previu que assim haveria de suceder. Esse desaparecimento durou mais de um século.

O manuscrito foi encontrado em 22 de abril de 1842, enquanto eram reunidas as peças para o processo de beatificação do santo. Ele foi editado pela primeira vez em 1843, ou seja, poucos anos antes da aparição de La Salette.
 
A recuperação e publicação do Tratado convergiu providencialmente com a revelação de La Salette sobre os apóstolos dos últimos tempos. A mensagem de La Salette e o Tratado foram difundidos na mesma quadra histórica.

No tocante aos apóstolos dos últimos tempos, La Salette confirma o Tratado. E este fornece uma estrutura teológica, aprovada pela Igreja para a devoção mariana que melhor se coaduna com La Salette.

O Tratado é hoje uma obra consagrada, objeto de múltiplos elogios da Santa Sé. Os Papas colocaram uma imagem de São Luís Grignion de Montfort na nave central da Basílica de São Pedro em Roma.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Os “elefantes cristãos” da Índia incutem temor de Deus nos pagãos perseguidores

Deus intervém na vida hodierna? Ou está afastado?

Sem dúvida ele já esteja intervindo, mas por vezes nós não sabemos interpretar bem o divino modo de operar.

Vejamos senão, o singular caso ‒ para homens sem fé ‒ dos elefantes de Orissa

Nessa região da Índia há quase dois anos ocorrem atrozes perseguições anti-cristãs praticadas por hinduístas.

Porém, há alguns meses, como que guiados por mão não humana manadas de elefantes estão punindo os perseguidores.

A matéria a seguir, de autoria do Pe. Sunil de Silva e publicada no site da arquidiocese de Colombo [Ceilão], em 9 de dezembro de 2009, dispensa comentários.

Em julho de 2008, estorou uma grave perseguição contra os cristãos no estado indiano de Orissa [Bahia de Bengala, parte oriental da Índia].

Uma freira de 22 anos de idade foi queimada viva quando multidões enfurecidas incendiaram um orfanato na aldeia de Khuntpali, no distrito de Barhgarh.

Outra freira foi estuprada por uma gangue em Kandhamal. Bandos atacaram as igrejas, incendiaram os carros e destruíram as casas de cristãos.

O Pe. Thomas Chellen, diretor do centro de pastoral que foi destruído por uma bomba, escapou por pouco de ser queimado vivo por um magote de hindus.

O resultado final foi de mais de 500 cristãos mortos, milhares de outros feridos e desabrigados após suas casas serem reduzidas a cinzas.

Porém, recentemente, um evento dramático e estranho ocorreu em Orissa, que fez muitas pessoas falarem e pensarem sobre ele.

Nos últimos meses, manadas de elefantes selvagens desceram sobre as aldeias onde residem alguns dos piores perseguidores dos cristãos durante os distúrbios.

Numa aldeia de onde, em agosto do ano passado, os cristãos tiveram que fugir para salvar as vidas enquanto suas casas destruídas pelos baderneiros, uma manada de elefantes surgiu da floresta circundante exatamente um ano depois, em julho de 2009, na mesma hora e dia do ataque.

Estes elefantes primeiro atacaram uma máquina trituradora de propriedade de um dos principais líderes da perseguição. Em seguida, avançaram e destruíram sua casa e suas fazendas.


No Estado de Orissa, centenas de habitantes das aldeias foram obrigados a se refugiarem em acampamentos após repetidos ataques das manadas.

Nas últimas semanas no distrito de Kandhamal, sete pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas em ataques perpetrados por uma manada de 12-13 elefantes.

Mais de 2.500 pessoas que vivem em 45 vilarejos foram afetadas pelos ataques, disse o chefe do distrito Krishen Kumar.

Não é claro, contudo, por que essa manada de elefantes migrou da reserva de Lakheri num distrito vizinho. Krishen disse que o rebanho viajou cerca de 300 km até Kandhamal, e até entrou numa cidade do distrito.


Especialistas em animais selvagens estão acampados no local dos ataques tentando descobrir por que os elefantes saíram de sua reserva.

Os moradores das aldeias insistem em que os elefantes atacam em manada, causando pesadas destruições.

Crescendo em ousadia, os elefantes invadiram outras casas de não-cristãos, demolindo os jardins, recordando as casas dos perseguidores, e deixando intocados os lares cristãos.

Estes estranhos ataques se espalharam, e de acordo com um outro relatório, os elefantes já destruíram mais de 700 casas em 30 aldeias, e mataram cinco pessoas.

Ninguém na região vira ou sequer imaginou o singular aparecimento de uma manada de elefantes selvagens como essa. Os elefantes não são normais, eles parecem estar cumprindo uma missão.

Pelo geral, os elefantes menores entram os primeiros nas aldeias, como se estivessem fazendo um recenseamento da comunidade. Depois voltam para a manada, e logo aparecem os elefantes maiores que fazem o serviço.

Um missionário da Índia, afirmou: “Nós achamos que isto pode ter algo a ver com a vingança do sangue dos mártires. De fato, o temor de Deus desceu sobre o povo local, que chama esses elefantes de “elefantes cristãos”.

O governo fornece pouca ajuda e os moradores montaram bloqueios nas estradas. “Os elefantes destruíram seletivamente plantações e casas.”

Mas os agentes do governo também confessam desconcerto e desamparo. Não há um ambiente permanente para elefantes em Sudargarh. Eles vêm de Bihar, Chhattisgarh e Jharkhand, onde seus habitats encolheram. Mas não está claro como e por que esses elefantes atingiram Orissa.



P.S.: entre os deploráveis efeitos das perseguições conta-se a a "reconversão" forçada ao hinduismo de alguns católicos mais fracos. Porém, em Orissa verifica-se mais uma vez a palavra de Tertuliano (155-220 d.C.) para o imperador Antonino Pio: Semen est sanguis Christianorum “o sangue dos mártires é semente de cristãos.”

Ainda em dezembro de 2009, diante de mais de três mil fiéis, o arcebispo de Bhubaneswar, D. Raphael Cheenath, consagrou nova igreja no cidade de Kandhamal, mencionada acima.

Segundo informou a agência Zenit é a igreja mais espaçosa jamais construída na região, e o mais belo templo de todo Kandhamal. Ela era indispensável para atender o crescente número de fiéis que já atingem o 20% da população da região.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Santo e Feliz Natal e Ano Novo!


Se seu email não reproduz as músicas embaixo CLIQUE AQUI

Clique aqui para ouvir o canto de natal italiano “Quando nascette Ninno”:


Clique aqui para ouvir o canto de natal francês “Os anjos em nossos campos”:


Clique aqui para ouvir o canto de natal alemão “Stille nacht”:


Clique aqui para ouvir o canto de natal alemão “Es ist ein Rosentsprungen”:


Clique aqui para ouvir o canto de natal francês “Marcha dos Reis Magos”:


Clique aqui para ouvir o canto de natal alemão “O du fröliche, o du seliche”:


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

São Luís Maria Grignion de Montfort e os Apóstolos dos Últimos Tempos

Santos da maior envergadura viram profeticamente a vinda desses Apóstolos dos Últimos Tempos. Nenhum tratou deles tão profundamente como São Luís Maria Grignion de Montfort.

Na Oração Abrasada ele pede a Deus:

“Lembrai-vos, Senhor, lembrai-vos da vossa Congregação que desde o princípio vos pertenceu, e em que pensastes desde toda a eternidade. (...)

“Suscitai homens de vossa destra, tais quais mostrastes a alguns de vossos maiores servos, a quem destes luzes proféticas, a um São Francisco de Paula, a um São Vicente Ferrer, a uma Santa Catarina de Siena, e a tantas outras grandes almas” .

No seu célebre Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís Grignion de Montfort apresenta uma visão divinamente inspirada do perfil moral desses apóstolos:

“Mas quem serão esses servidores, esses escravos e filhos de Maria?

“Serão ministros do Senhor ardendo em chamas abrasadoras, que lançarão por toda parte o fogo do divino amor.

“Serão sicut sagittae in manu potentis [como flechas na mão do poderoso] (Sl 126,4), flechas agudas nas mãos de Maria toda poderosa, pronta a traspassar seus inimigos.

“Serão filhos de Levi, bem purificados no fogo das grandes tribulações e bem colados a Deus, que levarão o ouro do amor no coração, o incenso da oração no espírito e a mirra da mortificação no corpo, e que serão em toda parte, para os pobres e os pequenos, o bom odor de Jesus Cristo. E para os grandes, os ricos e os orgulhosos do mundo, um odor repugnante da morte.

“Serão nuvens trovejantes esvoaçando pelo ar ao menor sopro do Espírito Santo; que, sem apegar-se a coisa alguma, nem admirar-se de nada, nem preocupar-se, derramarão a chuva da palavra de Deus e da vida eterna.

“Trovejarão contra o pecado, lançarão brados contra o mundo, fustigarão o demônio e seus asseclas. E para a vida ou para a morte, traspassarão lado a lado, com a espada de dois gumes da palavra de Deus (cfr. Ef 6,17), todos aqueles a quem forem enviados da parte do Altíssimo.

“Serão verdadeiros apóstolos dos últimos tempos. E o Senhor das virtudes lhes dará a palavra e a força para fazer maravilhas e alcançar vitórias gloriosas sobre seus inimigos. Dormirão sem ouro nem prata.

“E, o que é melhor, sem preocupações, no meio de outros padres, eclesiásticos e clérigos, inter medios cleros (Sl 67,14). E no entanto possuirão as asas prateadas da pomba para voar, com a pura intenção da glória de Deus e da salvação das almas, onde os chamar o Espírito Santo, deixando nos lugares em que pregarem o ouro da caridade, que é o cumprimento da lei (Rom 13,10).

“Sabemos que serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas de sua pobreza e humildade, do desprezo do mundo e caridade, ensinando o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o santo Evangelho. E não pelas máximas do mundo, sem se preocupar nem fazer acepção de pessoa alguma, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja. Terão na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus.

“E em seus ombros ostentarão o estandarte ensangüentado da cruz. Na mão direita o crucifixo, na esquerda o rosário, no coração os nomes sagrados de Jesus e Maria. E em toda a sua conduta a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo.

“Eis os grandes homens que hão de vir, suscitados por Maria, em obediência às ordens do Altíssimo, para que seu império se estenda sobre o império dos ímpios, dos idólatras e dos maometanos. Quando e como acontecerá? Só Deus o sabe!... Quanto a nós, cumpre calar, orar, suspirar e esperar: Expectans exspectavi (Sl 39,2)”.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Medalha Milagrosa: sinal eficaz da ajuda de Nossa Senhora para as horas de calamidade




(Continuação do post anterior)

Rue du Bac, Capela das Aparições


Quatro meses depois da primeira aparição, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:

“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo. Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.

“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...


“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros. Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés... Nesse momento em que estava a contemplá-La, a Santíssima Virgem baixou os olhos, fitando-me. Uma Voz se fez ouvir, dizendo-me estas palavras:

“A esfera que vedes representa o mundo inteiro, particularmente a França... e cada pessoa em particular...

“Aqui eu não sei exprimir o que senti e o que vi, a beleza e o fulgor, os raios tão belos...

“’É o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’, fazendo-me compreender quanto é agradável rezar à Santíssima Virgem e quanto Ela é generosa para com as pessoas que a Ela rezam, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, que alegria Ela sente concedendo-as...


“Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro ... Então, uma voz se fez ouvir, que me disse:

‘Fazei, fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança...’

“Nesse instante, o quadro me pareceu se voltar, onde vi o reverso da medalha. Preocupada em saber o que era preciso pôr do lado reverso da medalha, após muitas orações, um dia, na meditação, pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: ‘O M e os dois Corações dizem o suficiente’”.

Medalha Milagrosa: primeiros prodígios

Não foi fácil fazer a Medalha. Santa Catarina sofreu muitas resistências e oposições. “Nossa Senhora quer..., Nossa Senhora está descontente..., é preciso cunhar a medalha”, insistia ela.

Por fim, em 1832 foram encomendadas as primeiras 20.000 medalhas. No mesmo ano começaram a fazer milagres durante uma epidemia de cólera havida na França, em 1832.

Promessas e perspectivas

Santa Catarina Labouré partiu para o Céu em 31 de dezembro de 1876. Naquela data a Medalha Milagrosa já girava pelo mundo todo, com um extraordinário cortejo de milagres e graças para os que a portavam com devoção.

As aparições da Medalha Milagrosa, as de La Salette, Lourdes e Fátima, abriram uma esplêndida perspectiva marial para o futuro, malgrado os horrores em meio aos quais presentemente nos encontramos.

“Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante” (Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, maio de 1967).

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Profundas concordâncias entre a Medalha Milagrosa e La Salette


Entre as aparições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (1830) e a de Nossa Senhora de La Salette (1846) há uma profunda unidade.

A ponto de uma ser continuidade da outra, dentro de uma cadeia de aparições que incluem a de Nossa Senhora de Lourdes (1858) e a de Nossa Senhora de Fátima (1917), para citar as principais.

Em La Salette, Nossa Senhora desenvolveu ainda mais o anúncio de graves castigos que viriam sobre a humanidade pecadora, que Ela tinha feito na Rue du Bac.

Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.


“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda. Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.

Santa Catarina Labouré aos pés de Nossa Senhora

“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo. E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ....

“Por fim, chegou a hora. O menino mo preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.

“Eu ouvi como um frufru de vestido de seda, que vinha do lado da tribuna, perto do quadro de São José, e que pousava sobre os degraus do altar, do lado do Evangelho, sobre uma cadeira igual à de Sant'Ana ...

“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem...


Altar da apariçao e poltrona onde Nossa Senhora sentou

“Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: .... ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão. Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus ... Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações...

“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).

“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas... sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem... O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.

“Minha filha, eu gosto de derramar graças sobre a comunidade em particular. Eu a aprecio muito. Sofro porque há grandes abusos na regularidade. As Regras não são observadas. Há grande relaxamento nas duas comunidades.

“Dizei-o àquele que está encarregado de uma maneira particular da comunidade. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para repor a regra em vigor. Dizei-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas...


Corpo de Santa Catarina Labouré na Capela da rue du Bac, Paris

“Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas não se dará o mesmo com outras congregações.

“Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Para o Clero de Paris haverá vítimas: Monsenhor, o Arcebispo (a esta palavra, lágrimas de novo).

“Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue.

“Monsenhor, o Arcebispo será despojado de suas vestes (aqui Santíssima Virgem não podia mais falar o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha – me dizia ela – o mundo todo estará na tristeza. A estas palavras, pensei quando isto se daria. Eu compreendi muito bem: quarenta anos”.

(Continua no próximo post)

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Nossa Senhora e os Apóstolos dos Últimos Tempos

Após descrever as linhas mestras do acontecer humano até o encerramento da história, Nossa Senhora introduziu no segredo um elemento novo.

Ela conclamou o aparecimento dos Apóstolos dos Últimos Tempos, uma legião de santos – ou uma ordem religiosa original – que há de ser suscitada pela Providência Divina para combater e derrotar a iniqüidade revolucionária e sustentar o futuro Reino de Maria.

Assim diz o segredo:

“Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens.

“Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito.

“Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo.

“É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças.

“Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins”.

Quem serão estes Apóstolos dos Últimos Tempos? Mélanie julgou ser sua missão rezar, sofrer e trabalhar para sua vinda. E assim o fez até o fim da vida.

Ela morreu ciente de não os ter conhecido; mas, de outro lado, com a certeza plena de que eles haveriam de aparecer.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Desgraças nos tempos do Anticristo e perseverança dos fiéis

Prossegue o segredo:

“Um precursor do Anticristo, com tropas de várias nações, guerreará contra o verdadeiro Cristo, único Salvador do mundo, derramará muito sangue e tentará aniquilar o culto de Deus, para se fazer cultuar como um deus”.

“A Terra será atingida por toda espécie de flagelos (além da peste e da fome, que serão gerais). Haverá guerras até a última guerra, que será movida pelos dez reis do Anticristo, cujo objetivo será o mesmo e serão os únicos a governarem o mundo.

“Antes que isto aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo. Não se pensará em outra coisa, senão em se divertir. Os maus se entregarão a toda sorte de pecados.

“Mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, acreditarão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. Felizes essas almas humildes conduzidas pelo Espírito Santo! Eu combaterei junto a elas até que atinjam a plenitude da idade”.

Ações dos demônios e do Anticristo

“A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na espera do que deve acontecer à Terra emporcalhada de crimes. Tremei, ó Terra, vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios.

“Tremei, pois Deus vos entregará a seu inimigo, porque os lugares santos estão imersos na corrupção. Muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e os seus [demônios]. Durante esse tempo nascerá o Anticristo de uma religiosa hebraica, uma falsa virgem que terá comunicação com a velha serpente.

“E o mestre da impureza, seu pai, será bispo. Ao nascer, vomitará blasfêmias e terá dentes. Numa palavra, será o diabo encarnado. Dará gritos aterrorizadores, fará prodígios, alimentar-se-á só de impurezas. Terá irmãos que, embora não sejam como ele outros demônios encarnados, serão filhos do mal. Aos doze anos eles se farão notar pelas valorosas vitórias que obterão. Logo estará cada um à testa de exércitos, assistidos por legiões do inferno.

“As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc..

“Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo.

“Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares. E os homens se perverterão cada vez mais. Deus tomará sob seus cuidados os fiéis servidores e os homens de boa vontade, o Evangelho será pregado por toda parte, todos os povos e todas as nações terão conhecimento da verdade”.

Tudo nesta parte se refere aos fatos que precederão o fim do mundo, dentro de um número não definido de séculos.


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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crise e queda do Reino de Maria profetizada na aparição da Montanha Santa de La Salette

Entretanto o Reino de Maria terá seu fim, como toda era histórica. Ele será encerrado por nova decadência. Continua o segredo:

“Esta paz entre os homens não será longa. Vinte e cinco anos de safras abundantes lhes farão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todas as desgraças que sucedem na terra”.

O que significa, em unidades de tempo, que essa época pacífica “não será longa”? Mélanie esclareceu que essa era de paz duraria um “número bastante grande de gerações”.

Habitualmente se calcula 25 anos por geração. O que seria um “número bastante grande” delas para Mélanie? 20? 30? 40? Ou seja, 500, 750, 1000 anos?

Uma certa indefinição fica pairando, provavelmente ligada à fidelidade dos homens. Quanto maior for esta, mais longa será a era de paz.

Os “vinte e cinco anos de safras abundantes” sugerem que, na fase final daquela feliz era de catolicismo, haverá anos de extrema abundância, em que tudo estaria tão bem, que parecerá não haver mais necessidade de lutar contra o pecado. Será um engano.

O relaxamento moral tomaria então conta do mundo, num clima enganoso de distensão e abundância mal aproveitada.

Mélanie refere-se a esta transição histórica pouco mais adiante, onde diz: “Falsa paz no mundo, não se pensará em outra coisa senão em se divertir, os maus se entregarão a toda sorte de pecados”.

O Pe. E. Combe, que conheceu Mélanie nos últimos anos de vida, recolheu as seguintes afirmações da vidente:

“Até o fim do mundo as leis continuarão cristãs. Não haverá perseguição legal. Durante um número bastante grande de gerações, todos os homens serão bons cristãos. Mas pouco a pouco eles começarão a se deixar levar pela tibieza, depois pelo esquecimento de Deus, e por fim incorrerão em grandes crimes.

“As leis cristãs, que o braço secular terá feito observar com grande severidade, pouco a pouco acabarão por não ter mais aplicação em virtude de uma falsa misericórdia em relação àqueles que as violarão.

“Os bons não serão mais protegidos. Eles se tornarão o objeto de todas as humilhações, de todas as chacotas. Eles sofrerão muito por causa da sociedade e da opressão dos ruins, e serão pouco numerosos”.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Triunfo da Igreja nas almas, reinado do Evangelho

Após essa divina intervenção, o segredo aponta para uma era em que a Igreja reinará sobre a Cristandade restaurada.

“Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte.

“Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo.

“O Evangelho será pregado por toda parte e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os operários de Jesus Cristo e os homens viverão no temor de Deus”.

Esta previsão do triunfo da Igreja tem uma harmonia admirável com o Reino de Maria profetizado por São Luís Grignion de Montfort, grande doutor mariano do século XVIII, que anteviu profeticamente os Apóstolos dos Ultimos Tempos:

“Vossa divina fé é transgredida – exclama o santo na sua Oração Abrasada – vosso Evangelho desprezado. Abandonada vossa religião. Torrentes de iniqüidade inundam toda a terra e arrastam até os vossos servos. A terra toda está desolada. A impiedade está sobre um trono. Vosso santuário é profanado e a abominação entrou até no lugar santo. E assim deixareis tudo ao abandono, justo Senhor, Deus das vinganças?

“Tornar-se-á tudo afinal como Sodoma e Gomorra? Calar-vos-eis sempre? Não cumpre que seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. E que a nós venha o vosso reino?

“Não mostrastes antecipadamente a alguns de vossos amigos uma futura renovação de vossa Igreja? Não devem os judeus se converter à verdade? Não é esta a expectativa da Igreja? Não vos clamam todos os santos do céu: Justiça! Vindica?

“Não vos dizem todos os justos da terra: Amen, veni, Domine! Não gemem todas as criaturas, até as mais insensíveis, sob o peso dos inumeráveis pecados de Babilônia, pedindo a vossa vinda para restabelecer todas as coisas?”

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Conversão de uma grande nação protestante

Na magna conversão anunciada em La Salette terá destaque uma grande nação do norte. Maximin, em 1851 disse dela:

São Paulo da Cruz também teve uma inspiração para rezar pela conversão de Inglaterra na festa de São Tomás de Canterbury, 29-12-1720

“Um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”. Na versão de 1853, Maximin escreveu que este país seria a Inglaterra.

São João Bosco informou ao Papa Pio IX uma visão análoga de São Domingos Sávio sobre o retorno da Inglaterra ao catolicismo.

O venerável Bartolomeu Holzhauser, célebre por seus dons proféticos, também previu esta conversão. Em 1665 ele esteve com Carlos II da Inglaterra em Geisheim, quando o rei retornava a seu país após a decapitação de seu antecessor Carlos I.

Disse-lhe que a Inglaterra voltaria à fé católica, prestando à Religião serviços ainda maiores do que depois de sua primeira conversão.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A proibição (já perimida) de La Salette foi por causa dos laicistas anticlericais?


O leitor Baccaro de Freitas enviou-nos a seguinte pergunta:

Algumas fontes dizem que a perseguição à mensagem de La Sallete deu-se principalmente não pela objeção dos eclesiásticos, senão pela livre interpretação das palavras do segredo feitas por iluministas, maçons e laicistas franceses que utilizavam as frases da Virgem Santíssima para desestruturar a credibilidade do Santo Padre da época, bem como dos Estados Pontifícios.
Caríssimo, essa informação procede com os fatos?

Respondemos com um atraso que nós não desejávamos.

De fato, argüiu-se que as palavras do segredo de La Salette manipuladas por anticlericais e laicistas franceses traziam dano à Igreja, ao clero francês e, obviamente à Santa Sé.

Porém, é preciso esclarecer quem dizia isso.

O Pe. Jean Stern embora ferozmente crítico dos videntes e de seu segredo, produziu uma das mais imponentes e respeitadas coleções de documentos autênticos relativos ao caso de La Salette. Trata-se de “La Salette ‒ Documents authentiques: dossier chronologique intégral” em 3 volumes publicados por Desclée de Brouwer e Les Éditions du Cerf em datas sucessivas. Encontra-se à venda, por exemplo, no próprio santuário de La Salette (capa foto acima).

Esta coleção é preciosa pela quantidade, qualidade e rigor científico na apresentação de documentos da época.

O Pe. Stern reproduz vários artigos de jornal do tempo das aparições e outros escritos contra La Salette nos quais apalpa-se a inimizade visceral do laicismo anticlerical contra La Salette.


Porém, neles o argumento aludido não se encontra. Há muitos e variegados ataques que repetem o realejo anti-católico transato: “estúpida invenção acolhida pela imbecilidade de alguns, explorada pelo charlatanismo desavergonhado de outros” (“Le Patriote”, 9-01-1847); “impostura fantástica”, “anedotas fictícias” (“Le National”, 20-02-1847), “prodígios calculados para a glória das sacristias”, “semelhante milagre é um crime”, “conto que só seria ridículo se não fosse que lançado entre as populações ignorantes ele pode dar lugar às conseqüências as mais deploráveis” (“Constitutionnel”, 20-02-1847), etc., etc.

Na extensa literatura que eu compulsei só encontrei o argumento da pergunta em escritos de eclesiásticos galicanos. Estes, naquela época estavam bem relacionados com os governos liberais, e acalentavam o nascente modernismo. Os exemplos são abundantes.

Cabe observar que o Bem-aventurado Papa Pio IX não acreditou no argumento. Às primeiras tentativas ele respondeu com a frase famosa: “Tenho menos a temer de Proudhon que da indiferença religiosa e do respeito humano”.

Pelo geral, o B. Pio IX mostrava conhecer a fundo a realidade da Igreja na França e o estado das dioceses e respondia que no precisava de revelações para saber o que estava acontecendo. Nessas condições, o clero galicano preferia não continuar a puxar o assunto.

No pontificado de S.S. Leão XIII houve uma mudança de atitude diplomática na Santa Sé. O novo Papa empreendeu uma política de aproximação com a República nascida da Revolução Francesa ‒ o polêmico ralliement ‒ e se afastou do monarquismo legitimista. Isto é, assumiu uma política oposta à de seu antecessor.

Nesse ambiente de aproximação com os inimigos de outrora, a referida crítica encontrou espaço para se expandir.

Assim, por exemplo, em 6 de setembro de 1880 o bispo de Angoulême escrevia ao Núncio em Paris, informando que tinha interditado a difusão da Mensagem de La Salette publicada com o imprimatur de Mons. Zola. Ele acrescentava que atitude semelhante fora assumida por bispos como os de Nîmes, Rodez, etc.

E explicava: “Se [esses escritos] fossem cair nas mãos de nossos inimigos, não daria um escândalo público? (...) Não seria bom, Monsenhor, que Sua Santidade seja informada de nossa tristeza e de nossa inquietação?” (Michel Corteville, “La ‘Grand Nouvelle des Bergers de La Salette”, vol. I, Téqui, Paris, 2008, p. 341).

O bispo de Sées em carta a Leão XIII de 7 de setembro de 1880 resumia de modo assaz imperfeito, puxado a caricato, o conteúdo da mensagem de La Salette publicado com o imprimatur de Mons. Zola e concluía:

“Seria verossímil que, por meio dessas maldições e outras atitudes semelhantes, a Bem-aventurada Virgem Maria ataque o conjunto de nossas castíssimas virgens e as integríssimas ordens religiosas regulares que consumem sua vida pela glória de Cristo e a salvação do próximo? Quem acreditará que a piedosíssima Mãe de Deus, Padroeira da Igreja, diante de todos os homens possa ter apontado como suspeita a virtude dos sacerdotes, pior ainda, que Ela tenha desmoralizado a dignidade divina e a autoridade dos bispos para ser acalcada aos pés dos ímpios?”

A carta concluía garantindo ao Papa que “sem dúvida em toda a França, os sacerdotes, os seminários e as famílias religiosas dos dois sexos florescem na integridade; não se encontra ordem alguma, casa alguma, a respeito das quais a Santíssima Virgem poderia proferir tão atrozes palavras” (id. ibid. p. 342).

A Santa Sé conhecia muito bem o estado ‒ aliás, crítico ‒ da Igreja na França e as polêmicas suscitadas pela corrente modernista em crescimento. Na cúria vaticana do tempo de Leão XIII houve muita disparidade de opiniões sobre La Salette e o Pontífice assumiu uma posição conciliatória.

O pontificado de São Pio X significou o fim da política de aproximação com a República anti-católica francesa e o renascer feroz do anticlericalismo. O argumento em foco perdeu força de convicção.

Por fim, S.S. Bento XV proibiu a difusão da Mensagem nos termos que mencionamos num outro post. AQUI.

O que estava na mente do Papa na hora de aprovar essa interdição? Poucos documentos são tão esclarecedores quanto um relato escrito pelo embaixador Jacques Maritain, então representante diplomático da França ante a Santa Sé, descrevendo uma audiência com S.S. Bento XV.

O embaixador fora solicitar o levantamento da proibição. A embaixatriz Raisa Maritain esteve presente tendo tomado parte na animada audiência:

Papa Bento XV, Library of Congress“’La Salette!’, disse ele com um olhar vivo e interessado.Ele próprio explicou longamente seus sentimentos sobre a questão: ‘A aparição está fora de dúvida; mas as palavras da Santa Virgem a Mélanie, em particular quando na mensagem secreta elas exprimem tanta severidade em relação ao clero, são bem certas? Eis o ponto da discussão! Que ela se tenha queixado do clero falando em termos gerais é bem possível, mas os termos tal vez foram exagerados pela fantasia (a imaginação) de Mélanie, quaisquer que sejam a sinceridade e as boas disposições dela. Brevemente, se é uma mensagem secreta, quoad substantiam concedo, quoad singula verbe nego (concedo no que diz à essência, nego no que se refere a cada palavra). O Santo Ofício quer evitar o escândalo, pacificar os espíritos, evitar que o povo cristão se afaste dos sacerdotes, que já tantos inimigos quereriam acabrunhar.’ [...]

“Depois, com grande doçura :

“– ‘Mas o Sr., o Sr. acredita que a Santa Virgem falou assim, ao pé da letra?’ [...]

“– ‘Sim, Santíssimo Padre, eu acredito que Mélanie era uma santa e que o que ela referiu é verdadeiro ao pé da letra. Eu conheço muitos detalhes sobre sua vida. Ela era estigmatizada. Ela sofreu muito por fidelidade à sua missão...’

“– ‘Sim, eu sei, disse o Papa que não parecia muito ofendido com minha resposta. Não se pode falar dela tudo o que se reprocha do outro vidente.’

“– ‘Mas ele foi muito caluniado também. Ele não teve as graças extraordinárias com que Mélanie foi favorecida. Mas era um bom cristão.’

“Raisa :

“– ‘Um coração simples.’

“– ‘Mas a Sra. também acredita? A Sra. também tem devoção a Nossa Senhora de La Salette?’

“– ‘Sim, Santíssimo Padre’ (ela disse isso compenetrada, malgrado o temor de avançar demais intervindo na conversa).

“– ‘Sim, eu sei, há muitas pessoas na França que tem grande devoção a Nossa Senhora de La Salette. Maior que outros têm a Nossa Senhora de Lourdes, não é?’

Pranto de Nossa Senhora em La Salette“Eu disse:

“– ‘É que a Santa Virgem chorou em La Salette, é por causa de suas lágrimas.’

“– ‘As lágrimas’, acrescentou Raisa, ‘expressam bem o estado atual do mundo.’

“O Papa ficou silencioso. Parecia tocado, seu rosto estava grave. Depois de um momento me disse:

“– ‘Pois bem, eis o que deveis fazer. Ide ver Nosso Irmão o Cardeal Billot (...) abri para ele vosso coração. (...) Se o bom Deus quiser se servir de vós na ocorrência, Ele inspirará a resposta que convém’.” (Laurentin-Corteville, “Découverte du secret de La Salette”, Fayard, Paris, 2002, p 140-142).

Não conhecemos o desdobramento do caso. O certo é que o embaixador francês não obteve o que desejava. Só a redescoberta dos documentos originais em 1999 dissolveu definitivamente as dificuldades apresentadas por S.S. Bento XV.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Continua o segredo: intervenção dos anjos e triunfo inaudito da Igreja

Após anunciar os castigos que acarretarão entre outras coisas, a destruição futura de Paris, Marselha e grandes cidades, o segredo prossegue anunciado um triunfo inaudito da Igreja:

“Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão.

“Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que dêem morte a todos os seus inimigos. De repente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto”.

Na redação de 1851, depois de anunciar a apostasia de três quartos da França, Maximin escreveu: “Após isso as nações converter-se-ão, a fé se reacenderá por todo lado. Mas antes que isto advenha, acontecerão grandes abalos na Igreja e por todo lado”.

Tudo considerado, junto com o aniquilamento dos maus, hão de se completar as conversões dos que serão salvos. Mas como poderiam acontecer estas conversões em meio a uma humanidade tão pecadora e tão punida?

Mélanie confidenciou ter recebido luzes de Nossa Senhora a respeito. Porém não podia dá-las a conhecer.

Interrogada por que não desvendava isto, respondeu:

“Porque contém tais segredos da misericórdia divina. Conhecendo-os, os homens, em lugar de rezar para conjurar os acontecimentos, terão pressa de vê-los chegar a fim de poder gozar mais cedo o triunfo inaudito da Igreja”.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Semelhanças da visão de La Salette e da profecia de São João Bosco sobre Paris

“Paris será queimada”: estas palavras do segredo, obviamente causaram muita impressão na França. Mélanie as confirmou repetidamente, como vimos em post anterior.

Incêndios em Paris durante a Comuna, revolução comunista de 1871

“Paris e o Papa! Paris e o Papa! Oh, infeliz Paris!” era uma exclamação freqüente dela. Também em mais de uma ocasião advirtiu a conhecidos de não irem à capital pois temia a proximidade do cumprimento da visão. Na versão oficial de 1851, Mélanie escreveu: “Paris, esta cidade suja de toda espécie de crimes, perecerá infalivelmente”.

Mélanie não foi a única a transmitir essa advertência divina à Cidade Luz. Também o fez São João Bosco.

Na Epifania de 1870, o santo de Turim teve um sonho profético. Nele viu três castigos sucessivos caírem sobre Paris e quatro sobre Roma.

Numa carta entregue ao Beato Pio IX, Dom Bosco comunicou a visão nestes termos:

“Na vigília da Epifania deste ano de 1870, senti desaparecerem todos os objetos materiais do meu quarto e me encontrei na contemplação de coisas sobrenaturais. (...) Eis uma idéia do que vi, com a palavra de Deus acomodada à palavra do homem. (...)

“As leis da França já não reconhecem o Criador e o Criador, se dará a conhecer e a visitará três vezes com o açoite do seu furor.

“Na primeira, humilhará sua soberba com derrotas, com o saque, com a destruição de suas colheitas, de seus animais e de seus homens.

“Na segunda, a grande prostituta da Babilônia, aquela que os bons chamam gemendo o prostíbulo da Europa, será privada do seu chefe e tomada pela desordem.

“Paris... Paris...! Em vez de te armar com o nome do Senhor, tu te rodeias de casas de imoralidade. Estas serão destroçadas por ti mesma.

“Teu ídolo será reduzido a cinzas, para que se cumpra que “mentita est iniquitas sibi” [a iniquidade se enganou a si mesma]. Teus inimigos te cercarão e te trarão a fome, o terror e a abominação das nações.

“Mas, ai de ti se não reconheceres a mão que te golpeia! Quero castigar a imoralidade, o abandono, o desprezo da minha lei, diz o Senhor.

“Na terceira, cairás em mãos estrangeiras. Teus inimigos verão de longe teus palácios envoltos em chamas, tuas habitações convertidas num amontoado de ruínas, banhadas com o sangue dos teus valentes, que já não terão vida”.

De fato, Paris sofreu enormes destruições em 1871, em decorrência da revolução comunista da Commune, a invasão prussiana e a guerra civil entre comunistas (communards) e republicanos (versaillais). Também sofreu muito na I Guerra Mundial.

Na II Guerra Mundial Hitler preparou a destruição da capital francesa, mas não chegou a efetivá-la.

Porém, os termos usados por Mélanie na resposta ao engenheiro Dausse – “perecerá infalivelmente” – excluem uma aplicação do segredo de La Salette a qualquer um desses desastres históricos.

A imoralidade de Paris e – o que é mais grave – os erros que se espalham a partir delas, como os da Revolução Francesa ou os de maio de 1968, continuam hoje sua obra corruptora.

De fato, aludindo à Revolução Francesa e aos iníquos princípios que ela espalhou no mundo, Maximin escreveu na redação de 1851: “A França corrompeu o universo, um dia será punida. A fé se extinguirá na França, três quartas partes da França não praticarão mais a Religião, ou quase nada. A outra parte a praticará sem praticá-la bem”.

Em carta de 7 de janeiro de 1872, depois das devastações da Comuna de 1871, Maximin esclareceu que o castigo anunciado sobre Paris ainda não tinha chegado.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Na Polônia Madonna faz show e sai como foragida do país

A cantante Madonna fez, afinal, seu show no antigo aeroporto militar de Bemowo, em Varsóvia, capital da Polônia, em ato de provocação à Nossa Senhora na festa da sua gloriosa Assunção.

Mas, as dezenas de milhares de mensagens de protestos católicos vindos da Polônia (captura ao lado), dos EUA e do Brasil, ajudaram a erigir uma muralha de horror em torno da blasfêmia.

Blasfemar é uma ofensa ao Céu comparada pela teologia moral ao ato irracional de cuspir para o céu.

Deus, Nossa Senhora, os santos e os anjos não são atingidos por essas baixezas.

O que causa verdadeira dor a Nosso Senhor Jesus Cristo, a Nossa Senhora é a indiferença dos que Eles mais amam, isto é os católicos.

Para a provocação de Madonna atingir seu alvo teria sido preciso que o show corresse na indiferença dos católicos.

É isso precisamente foi o que não aconteceu!

Mais de 24.562 mensagens de protesto categórico foram encaminhadas pela Fundação Padre Piotr Skarga às autoridades polonesas (foto acima, Ler aqui, em polonês ).

Foram também milhares os protestos que choveram dos EUA e do Brasil.

Diversos grupos poloneses anunciaram atos de reparação no próprio local do show, mas foram dissuadidos. A proximidade poderia ter favorecido distúrbios que os organizadores explorariam para aumentar o escândalo.

Nossa Senhora passou esse dia como uma nobre mãe que no dia de sua festa é objeto de escárnio por parte de uma pirralhada obscena num local noturno e periférico.

Mas Ela passou rodeada por dezenas de milhares de filhos que Ela ama especialmente e cujas manifestações de reparação e amor trazem para Ela uma consolação muito maior do que a dor causada pela vulgaridade das ofensas.

O show se deu num ambiente nacional de repulsa. E a cantante e seus patrocinadores parecem ter percebido bem o gelo criado em torno do ato.

No dia seguinte, a cantante satanista apareceu no outro extremo da Europa, em Portofino, no Mediterrâneo. Não é o que fazem as pessoas que obtêm sucesso: essas depois da apresentação bem sucedida se passeiam pela cidade rodeadas de jornalistas e fãs.

Ela saiu da Polônia como quem foge.

Fugir de quem?

Por certo, não dos católicos que não iriam lhe fazer dano físico algum.

É como se ela, ou seus patrocinadores, sentissem que uma força mais alta ‒ a sobrenatural ‒ impelia-a a sair logo do católico território polonês.

Poucas horas depois, um dos shows seguintes, programado para o dia 20 em Liubliana, capital da Eslovênia, foi cancelado.

Segundo site dos promotores da gira ‒ cujo link não copiamos por respeito a nossos leitores ‒, o desinteresse estava tão grande que de 63.000 ingressos à venda, só tinham saído sete mil.

E sites e jornais anunciavam que os protestos católicos ameaçam mais outro show da gira na Bulgária.

Os sites e jornais brasileiros, infelizmente ávidos dos escândalos da cantante, publicaram quase nada do show de Varsóvia. Foi mais um sintoma do frio glacial que desceu sobre o torpe espetáculo.

Todos aqueles que participaram da campanha tiveram parte nessa reparação filial e amorosa a Nossa Senhora e isso nos enche de alegria.

Porém, devemos ficar atentos. Atos semelhantes podem ser tentados no Brasil!

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