segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A devoção a Nossa Senhora aumenta nossas virtudes,
unindo-nos sempre mais a Nosso Senhor
— comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 38

Assunção de Nossa Senhora. Ugolino Lorenzetti
Assunção de Nossa Senhora. Ugolino Lorenzetti
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



continuação do post anterior: Motivos que nos recomendam esta devoção — comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 37




Com o auxílio da graça, nós praticamos em nossa família de almas uma série de virtudes através das quais desejamos unir-nos muito especialmente à Igreja Católica, o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo: a virtude do senso católico, da pureza, do senso do sacrifício, da renúncia de si mesmo, do gosto pelo trabalho, pela mortificação, pelo esforço, o gosto pelo método naquilo que não seja geométrico, etc.

Enfim, nós desejamos adquirir todas as virtudes, para unirmo-nos a Nosso Senhor.

Ora, a melhor forma de se adquirir essas virtudes é praticar a devoção a Nossa Senhora. É Maria quem nos obtém essas virtudes de modo excelente, de maneira mais direta, mais rápida, mais segura do que qualquer outra forma.

Isto, na ordem prática das coisas, se opera não apenas ouvindo-se uma explicação de São Luís Grignion, ou lendo o Tratado da Verdadeira Devoção e guardando tudo na memória, mas adquirindo-se um determinado teor de vida espiritual que devemos desejar assumir.

Este teor consiste num conhecimento muito sério do que podemos esperar de Maria, e de como agir em relação a Ela.

A devoção a Nossa Senhora aumenta nossa capacidade de sofrer


Em plano muito mais elevado, podemos esperar de Nossa Senhora aquilo que um filho espera de sua mãe?

Há duas espécies de mães: a boa e a pseudo-boa. A mãe pseudo-boa tem pena do filhinho e não quer que ele sofra.

Ela pactua com todas as traquinagens do filho, com todas as suas faltas no cumprimento do dever, com toda a sua moleza, dispensando-o de todas as regras e prejudicando irremediavelmente a formação do seu caráter.

Mas há outro tipo de mãe que, dada a contingência atual do homem, sabe que não há outro meio para ele, senão sofrer, sofrer e sofrer muito, para dilatar a alma, santificá-la, engrandecê-la.

Sabe que é preciso sofrer para estudar, que é preciso sofrer para lutar na vida, que é preciso sofrer para viver, sofrer enfim em todas as circunstâncias. Sabe, em última análise, que o homem vale na medida do que sofre.

Esta mãe cuida de aliviar os sofrimentos de seus filhos, na medida em que isto seja possível e não lhes cause prejuízo. Mas toda a medida de sofrimento que verdadeiramente a educação exija, uma boa mãe quer que o filho a atinja.

Anunciação. Fra Angelico. Museu do Prado, Madri.
Anunciação. Fra Angelico. Museu do Prado, Madri.
Ela simplesmente limita-se a ampará-lo no sofrimento, de tal forma que ele tenha força e coragem para sofrer o que deve. Mas ela quer que ele sofra. Nossa Senhora procede por essa forma.

Haveria ilusão em tomar as vidas de santos, os florilégios de Nossa Senhora, e ver de modo unilateral certas graças excepcionais que Ela concede.

Por exemplo, São Francisco de Sales, no auge de uma tentação atroz relacionada com o problema angustiante da predestinação, emagrecendo, definhando, numa esterilidade espiritual pavorosa, com uma procella tenebrarum dentro da alma, aproxima-se de uma imagem de Nossa Senhora e recita o Memorare; imediatamente as nuvens se dissipam, e ele se sente cheio de paz e de tranquilidade; a crise espiritual estava resolvida.

Tendo-se um sem-número de casos destes, não se pode deixar de sentir uma impressão profundamente edificante e muito útil para a vida espiritual. Mas ela não deve ser unilateral.

Nossa Senhora alivia amiúde as provações de nossa vida espiritual, como uma boa mãe que reduz o sofrimento do filho na medida do indispensável.

Mas há um limite necessário para todo sofrimento, e não é um limite pequeno. Dele Nossa Senhora não nos tira.

Não se pense que a devoção a Nossa Senhora é uma espécie de morfina para a vida espiritual, que, uma vez ingerida, dissipa todas as dores.

Não, Nossa Senhora – e São Luís Grignion insiste sobre isto – não tira do ombro do fiel o peso da cruz, mas lhe dá forças abundantes para carregá-la.

Ela lhe dá o amor à cruz e ao sofrimento. Este é o fruto da devoção a Nossa Senhora.


continua no próximo post: A graça de possuir uma grande intimidade com Nossa Senhora — comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 39


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A futura restauração da Igreja e os Apóstolos dos Últimos Tempos

A Beata Isabel Canori Mora quando tinha 22 anos.
A Beata Isabel Canori Mora quando tinha 22 anos.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Da bem-aventurada Isabel Canori Mora, de sua admirável vida e de suas extraordinárias visões sobre o futuro da Igreja, temos publicado alguns posts. Confira clicando em: Beata Isabel Canori Mora - Vítima expiatória pelo Papado

Recebemos recentemente a contribuição de um dos nossos leitores que traduziu – “livremente” diz ele – alguns trechos da brilhante vida da bem-aventurada escrita por Daniella Klitsche de la Grange Annesi, famosa na Itália pela sua obra literária e jornalística. Cfr.: “La famiglia Klitsche de la Grange.

O livro em questão é “Una mistica dell'ottocento: La Venerabile Elisabetta Canori Mora, terziaria trinitária” (“Uma mística do século XIX: a venerável Elisabeth Canori Mora, terceira trinitária”), editado em Roma com as devidas licenças eclesiásticas pela Tipografia Agostiniana, em 1953.

Já o tínhamos lido e conferido com os manuscritos da bem-aventurada constatando a fidelidade aos escritos originais, e admirando a beleza do estilo literário com que a autora faz a ambientação da sofrida vida da Beata Elisabeth.

A falta de tempo nos tinha impedido escreve mais sobre essa admirável alma hoje nos altares da Cidade Eterna e dos anúncios proféticos que Nosso Senhor quis nos transmitir por meio dela.

Confiamos, porém, encontrar ainda uma fímbria de tempo para procedermos à tradução e publicarmos mais posts sobre ela.

Neste post publicamos os excertos traduzidos por nosso bom amigo e paciente leitor do nosso blog:

“Elisabeth soube, porque leu em seu coração profundo, tudo quanto deve acontecer e se desenvolver inequivocamente, pouco mais de um século após sua morte. (em 1825) (...)

“Lucina (uma das duas filhas da Bem-aventurada) narra que uma noite a mãe a chamou próxima de si, junto com Annuccia (a outra filha) e lhes disse:

“— Agora vos narrarei muitas belas coisas, porque o Senhor me tem diante dos olhos o livro da divina sabedoria, assim que estou lendo o que falo, mas quando se fechar este livro eu não poderei mais vos dizer nada”.

O livro de Daniella Klitsche de la Grange Anessi.
“E anunciou acontecimentos grandiosos a propósito do que deveria acontecer no mundo e às nações que terão reconhecido a Igreja de Jesus Cristo, falou de Roma e de uma gloriosa reforma da qual conhecia as circunstâncias mais mínimas.

“Porém, foi como se as filhas tivessem tido um sonho do qual procurassem em vão reagrupar os fios rompidos.

“Deus não permitiu que dele se recordassem e Elisabeth não deixou memória deles “porque – assegura ela – o Senhor não quer, por Seus justos juízos, que se manifestem as suas divinas determinações”.

“Ela, porém, como viu o infernal trabalho de ocultas seitas para abater o catolicismo, conheceu – a distância de um século, a formação daquele apostolado leigo chamado a levar em meio à sociedade corrompida as pequenas sementes da palavra de Cristo.

“Viu a falsa filosofia, o materialismo e o egoísmo desembocar naquelas fatais guerras pelas quais – como ela preanunciava – deviam fazer cair em ruína cidade e inteiras províncias, arrasadas ao chão igrejas, trucidados sacerdotes inocentes, alterado e ameaçado o mundo inteiro.

“Vi também, na desorganização geral, entre ondas de revoluções e de anarquia, permanecer imune de tantos flagelos uma pequena zona, centro espiritual do universo, e lá recolher-se o rebanho fiel a Cristo.

“Presentes – sem dúvida – os novos triunfos de Roma, da sua Roma pela qual se tinha oferecida como vitima.

“Mas, sobretudo voltou seus olhos para o clero secular e regular, e foi sua a nossa atual oração: ‘Enviai, oh Senhor, sacerdotes santos para vossa Igreja, operários dedicados pela vossa messe!’”


(Autor: Daniella Klitsche de la Grange Annesi, “Una mistica dell'ottocento: La Venerabile Elisabetta Canori Mora, terziaria trinitária”, Roma, Nihil obstat e Imprimatur, Tipografia Agostiniana, 1953, págs. 206, 224 e 225).


domingo, 31 de julho de 2016

Dói o silêncio do Papa

No fundo: a igreja de Saint-Etienne du Rouvray, cenário do sacrílego crime islâmico. Na frente: crucifixo na igreja de St-Vincent em Baux-de Provence.
No fundo: a igreja de Saint-Etienne du Rouvray, cenário do sacrílego crime islâmico.
Na frente: crucifixo na igreja de St-Vincent em Baux-de Provence.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




O primeiro mártir do Islã em terra da Europa tem um nome.

É o padre Jacques Hamel, assassinado enquanto celebrava a Santa Missa no dia 26 de julho, na igreja paroquial de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia.

Dois muçulmanos exaltando o Islã invadiram a igreja, e depois de tomar alguns fiéis como refém, degolaram o celebrante e feriram gravemente outro fiel.

Sobre a identidade dos agressores e o ódio anticristão que os moveu não pairam dúvidas.

Em sua agência de notícias Amaq, o Estado Islâmico definiu os dois assaltantes de “nossos soldados”.

O nome de Jacques Hamel se soma ao de milhares de cristãos que todos os dias são queimados, crucificados, decapitados em ódio à sua fé.

Mas o massacre de 26 de julho marca uma guinada, porque é a primeira vez isso que acontece na Europa, lançando uma sombra de medo e consternação nos cristãos do nosso continente.

Obviamente não é possível proteger 50.000 edifícios religiosos na França, e um análogo número de igrejas, paróquias e santuários na Itália e em outros países.

Cada sacerdote é objeto de eventuais ataques, destinados a se multiplicarem, sobretudo após o efeito emulativo engendrado por esses crimes.

“Quantas mortes são necessárias, quantas cabeças decepadas, para que os governos europeus compreendam a situação em que se encontra o Ocidente?”perguntou o cardeal Robert Sarah.

Saint-Etienne-du-Rouvray: a dor dos fiéis é a dor de todos os católicos do mundo.
Saint-Etienne-du-Rouvray: a dor dos fiéis é a dor de todos os católicos do mundo.
O que precisa acontecer, podemos acrescentar, para que os confrades do Cardeal Sarah no colégio cardinalício, a começar pelo seu líder supremo, que é o Papa, compreendam a terrível situação em que se encontra hoje não só o Ocidente, mas a Igreja universal?

O que torna esta situação terrível é a política de boas-intenções e de falsa misericórdia em relação ao Islã e a todos os inimigos da Igreja.

Os católicos devem naturalmente rezar pelos seus inimigos, mas devem também estar cônscios de que não basta se limitarem a rezar, pois têm também o dever de combatê-los.

É o que ensina o Catecismo da Igreja Católica no n° 2265, quando diz que a legítima defesa pode ser um dever grave para o responsável pela vida de outrem:

“Defender o bem comum implica colocar o agressor injusto na impossibilidade de fazer mal”.

O Papa Francisco se disse “especialmente chocado por este ato de violência acontecido em uma igreja, durante uma missa, ação litúrgica que implora de Deus a sua paz para o mundo”, renunciando mais uma vez a chamar os assassinos pelo nome.

O silêncio do Papa Bergoglio é paralelo ao dos muçulmanos de todo o mundo que não denunciam com voz alta, em uníssono e coletivamente, os crimes cometidos em nome de Alá pelos seus correligionários.

Saint-Etienne-du-Rouvray, o Pe. Hamel não está mais e o Papa parece não lembrar que muitos outros são visados pelo Islã.
Saint-Etienne-du-Rouvray, o Pe. Hamel não está mais
e o Papa parece não lembrar que muitos outros são visados pelo Islã.
No entanto, até mesmo o presidente francês François Hollande, em seu discurso à nação na noite de terça-feira, falou de uma guerra aberta da França contra Estado Islâmico.

Durante o seu pontificado, o Papa beatificou com procedimentos super-rápidos algumas personalidades do século XX, como Oscar Arnulfo Romero e Don Pino Puglisi, que certamente não foram mortos em ódio à fé católica.

Mas, em 12 de maio de 2013, também canonizou na Praça de São Pedro os oitocentos mártires de Otranto, massacrados em 11 de agosto de 1480 pelos turcos, por se recusarem a renegar a sua fé.

Se o Papa Francisco anunciasse o início de um processo de beatificação do padre Hamel, daria ao mundo um sinal pacífico, mas forte e eloquente, da vontade da Igreja de defender a sua própria identidade.

Se, no entanto, continuar a se iludir com a possibilidade de um acordo ecumênico com o Islã, repetir-se-ão os erros daquela desastrosa política que sacrificou as vítimas da perseguição comunista nos altares da Ostpolitik.

Mas o altar da política é diferente da mesa sagrada sobre a qual se celebra o sacrifício incruento de Cristo, e a esse sacrifício o padre Jacques Hamel teve a graça de unir-se em 26 de julho, oferecendo o próprio sangue.


(Fonte: “Il Tempo”, Roma, 27-7-2016).


Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.


terça-feira, 26 de julho de 2016

Pe. Jacques Hamel R.I.P.: o crime revelador do Islã,
e não só do Islã...

Padre Jacques Hamel R.I.P., degolado na Missa por imigrantes islâmicos
Padre Jacques Hamel R.I.P., degolado na Missa por imigrantes islâmicos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Vivamente impactados pelo brutal e sacrílego assassinato do Pe. Jacques Hamel, oferecemos a nossos leitores uma tradução livre do inteligente e vibrante comentário de Antoine Burckhardt publicado em seu blog Civilisation Chrétienne. 



O martírio do Pe. Hamel: o tormento dos cristãos orientais agora é o nosso


A ameaça se realizou. Um padre foi degolado por muçulmanos enquanto celebrava a missa. Isso não aconteceu no Iraque, na Nigéria ou no Paquistão, mas numa pequena cidade da Normandia, sob o céu macio da nossa França como diz a canção.

Alguns estão atônitos face ao horror e se perguntam: por que nós? Por que um padre? Por que um homem de 86 anos?

E eles não saem do atordoamento: o padre Hamel mantinha relações amigáveis com a comunidade muçulmana. A mesquita de Saint-Etienne du Rouvray foi construída num terreno oferecido pela paróquia da cidade, informou “Le Point”. 

O medo é legítimo e atinge a todos nós, mas a surpresa é no fundo uma grave falta nossa.

Durante anos, nós, os cristãos ocidentais, vínhamos sendo avisados pelos nossos irmãos orientais que conhecem o furor islâmico há séculos.

Em 10 de agosto de 2014, o arcebispo de Mosul, Iraque, Mons. Amel Nona advertiu os europeus numa entrevista ao “Corriere della Sera”:

Policial diante da prefeitura de Saint-Etienne du Rouvray após o crime anunciado. D. Amel Nona: “vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”
Policial diante da prefeitura de Saint-Etienne du Rouvray após o crime anunciado.
D. Amel Nona: “vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”
“Nosso sofrimento hoje constitui o prelúdio daquele que os europeus ocidentais e cristãos vão sofrer no futuro próximo (...) vós acolheis em vossos países um número crescente de muçulmanos. (...) Vós deveis assumir posições fortes e corajosas (...) vossos valores não são os valores deles (...) Se vós não percebeis em tempo, vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”.

Mas, a Europa e o mundo cristão adormecido ficaram surdos às previsões do arcebispo Nona. Agora elas se tornaram realidade.

A agradável esplanada do restaurante, o belo passeio à beira-mar e agora uma pequena igreja provincial: já não há na França refúgio para se proteger do ódio dos islâmicos.

O arcebispo de Rouen apelou para a fraternidade e as mais altas autoridades do Estado invocaram a unidade nacional. Mas esses apelos humanistas não vão ajudar.

Os nossos algozes, escreve Burckhardt, querem nos apresentar sua própria interpretação da palavra “Islã”. E, em verdade, é uma versão única de arma na mão pingando nosso sangue. É claro que eles acham que em parte já ganharam.

O nosso hino nacional já não é cantado com vibração. A hierarquia eclesiástica descreve também como “vítimas” àqueles que vêm de assassinar brutalmente um de seus ministros, como diz o comunicado do arcebispo no site da diocese “Rouen Catholique”.

As sociedades doentes batem em aqueles que identificam a doença e receitam o remédio. Cantam as doçuras do “viver juntos”, mas falam com virulência sem precedentes contra os fabricantes de “ódio” e os semeadores de “divisão”, leia-se contra você e eu, que não aguentam mais tanta felonia.

Fim do Ramadan intercultural na igreja de Saint-Jean-Baptiste em Molenbeek, presidida pelo pároco e os imames do bairro dos terroristas
Fim do Ramadan intercultural na igreja de Saint-Jean-Baptiste em Molenbeek,
presidida pelo pároco e os imames do bairro dos terroristas
Abre-se as igrejas para a comemoração do Ramadã, como fez a igreja de São João Batista, no bairro de Molenbeeck, Bruxelas, bairro de onde tinham saído os assassinos que poucos meses antes ceifaram dezenas de vidas no aeroporto e no metrô da capital belga. O ágape ecumênico foi noticiado pelo site da Igreja Católica na Bélgica.

Não há lugar para famílias cristãs mas sim para famílias muçulmanas no avião papal. Veja-se a notícia do “Le Journal du Dimanche”.

Saudamos como libertadores dos nossos “vícios” consumistas e capitalistas aqueles que vêm para tomar posse da terra de nossos antepassados. Ver por exemplo.

Finalmente, se nos inocula tranquilizantes confeccionados com argumentos ridículos: todos os muçulmanos não são terroristas, alguns deles estão entre as vítimas...

Sim, nem todos os muçulmanos são terroristas, mas todos aqueles que atualmente proclamam agressivamente o Islã, o são sem sombra de exceção.

Terão os jihadistas necessidade de uma insurreição geral da população muçulmana na Europa para atingir seus objetivos numa guerra civil?

Passeata de muçulmanos no Reino Unido
Passeata de muçulmanos no Reino Unido
Não. Eles só precisam do silêncio benevolente mas cúmplice – inclusive discreto – de sua comunidade e da passividade da nossa.

Alguns europeus exasperados pela incapacidade dos nossos governos poderão se envolver por sua vez em abusos visando muçulmanos.

Então surgirá entre eles a “necessidade” de uma unidade entre “moderados” e radicais de todas as arestas.

Aqueles que atualmente são 15% da nossa população serão tratados como se fossem a metade.

Para o retorno da “paz civil”, os muçulmanos serão sistematicamente aceitos em “diálogos de paz” que irão moldar o futuro dos nossos filhos.

O contador populacional vai continuar fazendo seu trabalho, o afluxo de “refugiados” prosseguirá, e então nós nos abaixaremos para agradecer a tolerância que os “mais moderados” vão mostrar para nós.

O rei muçulmano Boabdil entrega as chaves de Granada à rainha e ao rei Fernando de Aragão, seu esposo. Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921).
O rei muçulmano Boabdil entrega as chaves de Granada à rainha Isabel
e ao rei Fernando de Aragão, seu esposo.
Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921).
Se quisermos evitar esse cenário dantesco, é em Isabel a Católica expulsando os mouros de Granada que devemos procurar inspiração tão rapidamente quanto possível.

Caso contrário, a Europa em breve conhecerá o destino das cristandades outrora florescentes no Norte de África: em algumas décadas ela irá integrar o sinistro mundo regido pelo Corão e pela cruel lei islâmica, a Sharia.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

São Pio X: a crise do mundo moderno,
a vinda do Anticristo e a vitória de Deus

São Pio X nos primeiros anos de pontificado
São Pio X nos primeiros anos de pontificado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Neste blog reproduzimos pronunciamentos de fontes católicas avalizadas – Santos, Doutores e mestres reconhecidos pela sua ortodoxia e fidelidade à Igreja – que falaram no mesmo sentido das profecias de Nossa Senhora em La Salette, segundo ficou registrado em documentos de verificada autenticidade.

A continuação, no mesmo sentido, reproduzimos excertos da primeira encíclica do Papa São Pio X (1903-1914), a E Supremis (Do alto desta cátedra), de 4 de outubro de 1903 (AAS, vol. XXXVI, 1903-1904, pp. 129-139).

Nela o santo pontífice ensina sobre a corrupção e apostasia que corrói o mundo moderno e arrastra à destruição das sociedades humanas.

A crise universal é de tal maneira grande que o Papa julgava necessário atrair a atenção dos fiéis de estarmos assistindo à iminente chegada do Anticristo.

“Do Anticristo, escreve São Pio X, o homem, com uma temeridade sem nome, usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus”.

Isto ele ensinava em 1903, 57 anos após a mensagem de La Salette e antes mesmo de Nossa Senhora aparecer em Fátima para lançar um derradeiro apelo.

Uma encíclica tem para os católicos uma autoridade muito superior à das revelações privadas, mesmo as aprovadas pela autoridade eclesiástica ou bafejadas pelos Pontífices Romanos.

Veja os excertos:

“Quem não vê que a sociedade sofre de uma terrível doença que a arrasta à destruição?”


“Além disto, e para passar em silêncio muitas outras razões, Nós experimentávamos uma espécie de terror em considerar as condições funestas da humanidade na hora presente.

Passeata pelo aborto na Espanha.
“Essa doença é a apostasia para com Deus;nada há que leve mais seguramente à ruína,
conforme o profeta: Eis que os que se afastam de vós perecerão (Sl 72,27)”
“Quem não vê que a sociedade está, no tempo presente muito mais que no passado, a sofrer de uma terrível e profunda doença que, agravando-se dia a dia, a corrói até ao mais profundo do seu ser e a arrasta à destruição?

“Essa doença, Veneráveis Irmãos, vós a conheceis, e é o abandono e a apostasia para com Deus; e, sem dúvida, nada há que leve mais seguramente à ruína, conforme a palavra do profeta: Eis que os que se afastam de vós perecerão (Sl 72,27)”. (nº 3)


“As nações se sublevaram e os povos meditaram projetos insensatos”


“Sobejamente verdadeiro é que as nações se sublevaram e os povos meditaram projetos insensatos (Sl 2,1) contra o seu Criador; e frequente se tornou este grito dos seus inimigos: Retirai-Vos de nós (Job 21,14).

“Daí, na maioria, uma rejeição completa de todo o respeito de Deus. Daí hábitos de vida, tanto privada como pública, em que nenhuma conta se faz da soberania de Deus.

“Bem mais, não há esforço nem artifício que não se ponha por obra para abolir inteiramente a lembrança d’Ele, e até a sua noção”. (nº 4)


“Há boa razão para temer que esta grande perversidade preanuncie ou inicie os males reservados para os últimos dias”


“Quando tudo isto é considerado, existe uma boa razão para temer que esta grande perversidade possa ser um preanuncio, e talvez o começo dos males que estão reservados para os últimos dias; e que habite já nesta terra o “Filho da Perdição” de quem o Apóstolo fala (2 Tess 2,3).

“Em verdade, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda parte se lança o ataque à religião, com que se investe contra os dogmas da fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade!

“Por outro lado, e de acordo como o mesmo Apóstolo, segundo o carácter próprio do Anticristo, o homem, com uma temeridade sem nome, usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus.

“E isso a tal ponto que, impotente para extinguir em si completamente a noção de Deus, ele rejeita o jugo da Sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível como se fosse um templo onde pretende receber as adorações dos seus semelhantes.

Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess 2,2)”. (nº5)


“A ruína paira mais de perto quando mais audacioso o homem se ergue contra Deus. Deus quebrará a cabeça dos seus inimigos”


“Qual venha a ser o desfecho deste combate travado pelos mortais contra Deus, nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida.

“Certamente, ao homem que abusa da própria liberdade é concedido violar o direito e a autoridade do Criador do universo.

“Mas ao Criador fica sempre a vitória. E ainda não é dizer o bastante: a ruína paira mais de perto sobre o homem quando mais audacioso ele se ergue na esperança do triunfo.

“É o de que o próprio Deus nos adverte nas Sagradas Escrituras. Dizem elas que Ele fecha os olhos sobre os pecados dos homens (Sab 11,24), como que esquecido do seu poder e da sua majestade.

“Mas em breve, após essa aparência de recuo, acordando como um homem cuja força a embriaguez aumentou (Sl 77,65), Ele quebrará a cabeça dos seus inimigos (Sl 67,22), a fim de que todos saibam que Deus é o Rei de toda a terra (Sl 46,8), e de que os povos compreendam que não passam de homens (Sl 9,20)”. (nº6)



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fátima, misterioso e maternal aviso

Pe. David
Francisquini

Sacerdote da Igreja do
Imaculado Coração de Maria
Cardoso Moreira (RJ)




O dia 13 de maio de 2017 — do qual apenas um ano nos separa — revestir-se-á de invulgar importância.

Será o centenário de um acontecimento histórico que marcou profundamente o século XX e continua a marcar o século XXI: uma Senhora de aspecto deslumbrante aparece em Fátima (Portugal) a três crianças na Cova da Iria, e lhes revela uma Mensagem destinada ao mundo inteiro.

Era a Santíssima Virgem, que abria assim ao mundo contemporâneo o caminho da conversão e de radiosas esperanças, o que devia dar-se através da oração, da penitência, da mortificação e da mudança de vida.

Bastou que Nossa Senhora lhes aparecesse para que as crianças levassem a sério o que a Mãe do Céu lhes dissera.


Lúcia, Jacinta e Francisco — assim se chamavam — procuraram meios de se oferecer a Deus como vítimas pelos pecados do mundo, a fim de consolar o Coração Imaculado de Maria.

Caso a humanidade atendesse aos pedidos de Nossa Senhora em Fátima, converter-se-ia a Rússia, evitar-se-iam as duas guerras mundiais, e seria afastada a crise sem precedentes que grassou na Igreja.

Mas, como tal não se deu, a Rússia espalhou seus erros pelo mundo subvertendo a sociedade, sobretudo a família e a religião. A humanidade foi flagelada por duas grandes guerras que ceifaram milhões de vidas.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O Saque de Roma, um castigo misericordioso

O Saque de Roma em 1527. Autor italiano do século XVII.
O Saque de Roma em 1527. Autor italiano do século XVII.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




Neste blog postamos muitas visões e revelações, conferidas por autoridades da Igreja, que falam de avisos divinos sobre futuros castigos e perdões.

O artigo que apresentamos a continuação é de natureza estritamente histórica e se refere a um fato trágico passado de grande relevância: o Saque de Roma acontecido em 1527.

Ele é um exemplo da importância dos avisos providenciais, das consequências tremendas que decorrem de não ouvi-los e, também, das grandes misericórdias que a Providência oferece aos homens inclusive na hora de puni-los justamente por seus pecados.

A Igreja vive uma época de desvio doutrinário e moral. O cisma é deflagrado na Alemanha, mas o Papa não parece dar-se conta do alcance do drama.

Um grupo de cardeais e de bispos propugna a necessidade de um acordo com os hereges. Como sempre acontece nas horas mais graves da História, os eventos se sucedem com extrema rapidez.

No domingo, 5 de maio de 1527, um exército descido da Lombardia entra no Gianicolo [uma das sete colinas de Roma]. O Imperador Carlos V, irado pela aliança política do Papa Clemente VII com o seu adversário, o rei francês Francisco I, tinha feito avançar um exército contra a capital da Cristandade.

Naquela noite, o sol esvaneceu-se pela última vez sobre a beleza deslumbrante da Roma renascentista. Cerca de 20.000 homens, italianos, espanhóis e alemães, entre os quais os mercenários Landskchnechte, de fé luterana, estavam se preparando para atacar a Cidade Eterna.

terça-feira, 7 de junho de 2016

A crise da Igreja à luz do Segredo de Fátima

A destruição de Jerusalém foi prefigura das crises trágicas da História. David Roberts (1796 – 1864)
A destruição de Jerusalém foi prefigura de crises trágicas da História. David Roberts (1796 – 1864)
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.



O ano do centenário de Fátima (2016-2017) foi aberto no dia de Pentecostes com uma notícia rumorosa.

O teólogo alemão Ingo Dollinger referiu ao site OnePeterFive que após a publicação do Terceiro Segredo de Fátima, o cardeal Ratzinger lhe teria confiado: “Das ist noch nicht alles!” — “Isto ainda não é tudo”.

A Sala de Imprensa do Vaticano interveio com um desmentido imediato, no qual se diz que “o Papa emérito Bento XVI comunica ‘não ter falado com o Prof. Dollinger sobre Fátima’.

E afirma claramente que as frases atribuídas ao Prof. Dollinger sobre este tema ‘são puras invenções, absolutamente não verdadeiras’ e reitera decididamente: ‘A publicação do Terceiro Segredo de Fátima é completa’.”

O desmentido não convence aqueles que, como Antonio Socci, sempre sustentaram a existência de uma parte não revelada do segredo, que falaria do abandono da fé por parte dos líderes da Igreja.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Há exato um século: o Anjo de Portugal
introduzia o grande anúncio

Conjunto escultural representando a aparição do Anjo de Portugal aos três pastorinhos de Fátima, na Loca do Cabeço, perto de Aljustrel
Conjunto escultural representando a aparição do Anjo de Portugal
aos três pastorinhos de Fátima, na Loca do Cabeço, perto de Aljustrel


continuação do post anterior: Há 100 anos: aparições do Anjo de Portugal preparavam a Mensagem de Fátima




Antonio Augusto Borelli Machado

Antes das aparições de Nossa Senhora, Lúcia, Francisco e Jacinta — Lúcia de Jesus dos Santos, e seus primos Francisco e Jacinta Marto, todos residentes na aldeia de Aljustrel, freguesia de Fátima — tiveram três visões do Anjo de Portugal, ou da Paz.


Primeira aparição do Anjo


A primeira aparição do Anjo deu-se na primavera ou no verão de 1916, numa loca (ou gruta) do outeiro do Cabeço, perto de Aljustrel, e desenrolou-se da seguinte maneira, conforme narra a Irmã Lúcia:

“Alguns momentos havia que jogávamos, e eis que um vento forte sacode as árvores e faz-nos levantar a vista para ver o que se passava, pois o dia estava sereno. 

Então começamos a ver, a alguma distância, sobre as árvores que se estendiam em direção ao nascente, uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol.

À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo as feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos. Não dizíamos palavra.
Ao chegar junto de nós, disse:

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Há 100 anos: aparições do Anjo de Portugal
preparavam a Mensagem de Fátima

As aparições do Anjo de Portugal prepararam a Mensagem de Fátima.


“As revelações de Fátima sobrepujam tudo quanto a Providência tem dito aos homens na iminência das grandes borrascas da História”


“O Império Romano do Ocidente se encerrou com um cataclismo iluminado e analisado pelo gênio de um grande Doutor, que foi Santo Agostinho. O ocaso da Idade Média foi previsto por um grande profeta, São Vicente Ferrer.

“A Revolução Francesa, que marca o fim dos Tempos Modernos, foi prevista por outro grande profeta, e ao mesmo tempo grande Doutor, São Luís Maria Grignion de Montfort.

“Os Tempos Contemporâneos, que parecem na iminência de se encerrar com nova crise, têm um privilégio maior. Veio Nossa Senhora falar aos homens.

“Santo Agostinho não pôde senão explicar para a posteridade as causas da tragédia que presenciava. São Vicente Ferrer e São Luís Grignion de Montfort procuraram em vão desviar a tormenta: os homens não os quiseram ouvir. Nossa Senhora a um tempo explica os motivos da crise e indica o seu remédio, profetizando a catástrofe caso os homens não a ouçam.

“De todo ponto de vista, pela natureza do conteúdo como pela dignidade de quem as fez, as revelações de Fátima sobrepujam pois tudo quanto a Providência tem dito aos homens na iminência das grandes borrascas da História.

“Os diversos pontos das revelações relativos a este tema constituem propriamente o elemento essencial das mensagens. O mais, por importante que seja, constitui mero complemento.”

Plinio Corrêa de Oliveira


A mensagem de de Fátima,
essa grande desconhecida



Antonio Augusto Borelli Machado

Não é fácil discernir o que há de mais central na Mensagem de Fátima.

Revelada aos poucos por desejo expresso de Nossa Senhora ou por determinações humanas, é tão rica em aspectos relevantes que, conforme o feitio próprio de alma de cada um, ele se deterá ora num, ora noutro desses aspectos, sem fixar-se em nenhum como o seu substrato fundamental.

Ora, quando num assunto qualquer não se discerne o ponto essencial, sua compreensão fica gravemente prejudicada. Nessas condições, pode-se dizer que a Mensagem de Fátima é desconhecida do grosso do público, mesmo do público devoto, no que ela tem de mais próprio a mover as almas.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Milagres de Nossa Senhora e do Santíssimo Sacramento
no terremoto do Equador

Nossa Senhora de Monserrate saiu indene do terremoto, Montecristi
Nossa Senhora de Monserrate saiu indene do terremoto, Montecristi
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Uma imagem de Nossa Senhora de Monserrate emergiu intacta das ruínas da torre de uma igreja a ela consagrada na cidade de Montecristi, no Equador, durante o terremoto de abril, emocionando os fiéis.

Não só a imagem, mas também seu vestido de ouro e sua pequena coroa – símbolo de sua realeza – saíram totalmente intactos.

Nossa Senhora de Monserrate chegou a Montecristi no século XVI, trazida por missionários espanhóis e já tinha sobrevivido a assaltos de piratas e a investidas de governos anticlericais.

Agora, o jornal “The New York Times” conta que ela está atraindo mais fiéis que os milhares que nos meses de novembro vão venerá-la em sua festa.

A imagem de Nossa Senhora de Monserrate tornou-se um símbolo da proteção divina que nunca desfalece.

“Ela é a mãe que cuidou de nós no terremoto”, dizia o pároco Pe. Ángel Toaquiza. “E que ela tenha ficado intacta foi necessário nada menos que um milagre”, acrescentou.

Da igreja nada ficou e o número dos mortos atingiu várias centenas.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Centenário de Fátima: cresce o temor pelos castigos anunciados

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quanto mais se avizinha o centenário das aparições de Fátima, mais cresce o sentimento de que se aproxima o cumprimento das terríveis advertências feitas por Nossa Senhora em 1917 caso o mundo não obedecesse ao seu apelo à penitência.

É de toda evidência que esse apelo não foi atendido. A partir de então os costumes morais se degradaram até atingir um ponto inimaginável, e a corrupção invadiu todas as esferas oficiais, civis e eclesiásticas.

Nossa Senhora fez também um pedido muito específico e incontornável, com condições claramente definidas: além da penitência e emenda dos costumes, a consagração nominal da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, a ser feita pelo Papa com o concurso de todos os bispos do mundo.

Esse pedido não foi atendido, como aliás observou, entre outros, o Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial de Roma, a diocese do Papa.

É claro que o centenário de Fátima não significa necessariamente o cumprimento dos castigos anunciados, mas é uma circunstância que convida a pensar neles e no meio de afastá-los mediante a penitência e a efetivação da consagração da Rússia nas condições fixadas por Nossa Senhora.

Neste contexto histórico e moral, o Santuário de Fátima, em Portugal, registrou em 2015 a maior afluência de peregrinos desde que iniciou a contagem do número: 6,7 milhões.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A ressurreição que encherá o mundo de espanto e precipitará a queda dos maus. Visão de Soror Patrocínio

Soror Maria das Dores e do Patrocínio O.I.C.
Soror Maria das Dores e do Patrocínio O.I.C.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O grande combate que se avizinha. Visão de Soror Patrocínio da luta dos dois leões



Soror Patrocínio viu um grande acontecimento futuro que faz lembrar as palavras de Nossa Senhora em La Salette.

Tratava-se de uma batalha universal da qual a Igreja Católica sairia brilhante vencedora, não sem antes passar por grandes castigos e enfrentar formidáveis assaltos e enfrentamentos.

A anotação é da confidente e biógrafa da santa religiosa, Soror Maria Isabel de Jesus, concepcionista franciscana:

Segundo a visão, numa guerra que seria como que definitiva entre o bem e o mal dar-se-ia um fato surpreendente que precipitará a queda dos maus.

A visão da religiosa tem também grandes analogias com a profecia de Ezequiel, cap. 37, 1-14.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O grande combate que se avizinha.
Visão de Soror Patrocínio da luta dos dois leões

Soror Patrocínio e Nossa Senhora do Olvido, Triunfo e Misericórdias
Soror Patrocínio e Nossa Senhora do Olvido, Triunfo e Misericórdias
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Retorna a milagrosa imagem achada após famosa visão de Soror Patrocínio



Em 1835, Soror Patrocínio viu um imenso combate vindouro entre o catolicismo e seus inimigos.

Ambos os lados são representados por dois leões. O católico tem uma Cruz na testa.

Assim escreve sua confidente e biógrafa Soror Maria Isabel de Jesus:

“Na festa de Santo Agostinho do ano 1835, à noite, na hora em que a Comunidade ia se recolher, deixando a minha venerada Madre em sua cama no chão, ela teve um êxtase admirável, uma visão muito misteriosa, no juízo da Revda.

“Madre Pilar que a presenciou, por algumas palavras soltas que lhe ouviram e pelo que a própria Madre [Abadessa] conseguiu tirar dela, obrigando-a a falar.

“Parecia-lhe ver uma grande batalha; a Rainha dos Anjos sentada com seu Divino Filho na forma de Menino dormindo, os quatro Doutores da Igreja e muitos outros personagens, dois deles atrás de um leão que aparecia sentado e com uma cruz na testa.

“A luta era contra outro leão, que depois se converteu em serpente.

“O leão marcado com a cruz estava como quem não pode se mover e, de início, só mexia a cauda e alguma pata, mas sempre permanecia imóvel, apesar dos esforços de seu adversário.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Retorna a milagrosa imagem achada após famosa visão de Soror Patrocínio

Nossa Sehora do Olvido, Triunfo e Misericordias
retornou a Madri onde seu culto está ligado
a uma visão sobrenatural de Soror Patrocínio.
Luis Dufaur
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Uma imagem ligada a uma célebre aparição de Nossa Senhora , voltou a ser venerada publicamente em Madri, informou o site católico Cari Filii.

A aparição foi para Soror Maria de los Dolores y del Patrocínio O.I.C.(1811-1891), nascida María de los Dolores Quiroga y Capopardo num lar da mais alta aristocracia espanhola.

O fato místico aconteceu no dia 13 de agosto de 1831 e foi reconhecido como sobrenatural pelo Papa Gregório XVI.

Como consequência da aparição de Nossa Senhora e obedecendo às indicações da Mãe de Deus na própria aparição foi procurada e achada no convento uma imagem ignorada ou desconhecida por todas as religiosas.

Tratava-se da imagem de Nossa Senhora do Olvido, Triunfo e Misericórdias, que agora está sendo venerada na cidade da aparição, Madri. Mais precisamente no mosteiro de São José, Jesus, e Maria da calle [rua] Caballero de Gracia, das religiosas Concepcionistas franciscanas, pertencentes à mesma Ordem das religiosas do mosteiro da Luz de São Paulo.

A fama de santidade de Soror Patrocínio, sua influência no século XIX e sua devoção a Nossa Senhora sob essa invocação, suscitaram vendavais de perseguição contra ela, atiçados por grandes políticos revolucionários da época.

Destacou-se notadamente Salustiano Olózaga (1805-1873), liberal anticatólico e antimonarquista que temia a influência de Soror Patrocínio sobre a Rainha Isabel II e o povo.

O anticatolicismo em suas diversas fórmulas – liberal, socialista, comunista e anarquista – tremia diante das multidões de madrilenos que iam em massa rezar no convento das concepcionistas.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Misericórdia farisaica para perseguidor os bons.
Deus usará justiça com os ruins e misericórdia com os bons


Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Santa Brígida: infiltração na Igreja atrai a justiça de Deus. Nossa Senhora obtém a restauração da Igreja Militante

Significado da visão

Então Ele disse à sua esposa [Santa Brígida]:


– “Esposa minha, te escolhi e te revesti com Meu Espírito. Tu escutas Minhas palavras e as dos meus santos. Embora os santos vejam da mesma forma todas as coisas em mim, já que são espíritos, Eu agora vou também mostrar-te o que todas essas coisas significam.

“Afinal, tu que ainda estás no corpo, não me podes ver da mesma forma que eles, que são meus espíritos. Agora te mostrarei o que significam estas coisas.


Uma falsa pregação da misericórdia sugere que Deus é injusto

“A fortaleza da qual tenho te falado é a Santa Igreja, que construí com meu próprio sangue e o dos santos. Eu mesmo a cimentei com minha caridade e depois coloquei nela meus eleitos e amigos.

“Seu fundamento é a fé, ou seja, a crença em que Sou um Juiz justo e misericordioso.

“Este fundamento tem sido agora deturpado porque todos creem e pregam que sou misericordioso, mas quase ninguém crê que Eu seja um Juiz justo. Consideram-me um juiz iníquo.

terça-feira, 22 de março de 2016

Exorcista: “Satanás atrás do Estado Islâmico”
Novos e piores demônios irromperam no cenário mundial

Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial da diocese de Roma:
“Satanás impulsiona o Estado Islâmico, com certeza”
Luis Dufaur
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Os recentes atentados de Nice e Bruxelas, como os do fim do ano passado em Paris e as tentativas massivas de violação de mulheres em cidades da Alemanha e do norte da Europa no Réveillon obedecem a um objetivo: erradicar o cristianismo do mundo apagando seus últimos restos já tão diminuídos.

Nos casos citados da Europa o caráter estritamente religioso da ofensiva de crimes não aparece tão claramente, pois os atentados visam o comum dos cidadãos indiscriminadamente.

No Oriente Médio, o motor religioso islâmico se mostra por inteiro.

O mosteiro de Santo Elias, o mais antigo do Iraque, foi destruído pelo Estado Islâmico, o grupo terrorista que em nome de Maomé visa extinguir o cristianismo e qualquer vestígio de cultura do passado, inclusive pagão.

O padre católico Paul Thabit Habib, responsável pela igreja, atualmente exilado em Erbil, disse: “nossa história cristã em Mossul está sendo barbaramente aniquilada. Estamos testemunhando uma tentativa de expulsar-nos do Iraque e eliminar nossa existência neste país”, informou o “O Estado de S. Paulo”.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Mais imagens de Nossa Senhora saem indenes de calamidades.
Um aviso e um conforto

Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta em Dracena, SP, 22 fevereiro 2016
Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta em Dracena, SP, 22 fevereiro 2016
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O incêndio numa casa de madeira no bairro Santa Clara, em Dracena (SP), constituiu uma surpresa para o Corpo de Bombeiros, chamado para apagar o fogo.

A casa e tudo o que ela continha, como móveis e objetos em geral, ficou queimada ou carbonizada.

Mas, dentro dela, intacta e no lugar onde estava, foi achada uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Santa Brígida: infiltração na Igreja atrai a ira de Deus.
Nossa Senhora obtém a restauração da Igreja Militante

Santa Brígida de Suécia
Santa Brígida de Suécia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Santa Brígida (também “Brigita”) da Suécia (1303-1373) foi mãe de oito filhos. Após ficar viúva, tornou-se religiosa e fundou a Ordem do Santíssimo Salvador, mais conhecida como Ordem das Brigidinas.

Ela promoveu a reforma da Igreja que começava a dar sinais de decadência com o fim da Idade Média.

Foi também grande mística, favorecida com visões e revelações relativas à Igreja.

Na nossa época, atingida por males derivados daquela mesma decadência da Igreja, os escritos místicos da Santa atraem especialmente o interesse dos católicos perplexos pela crise religiosa e eclesiástica universal.

Santa Brígida é co-padroeira da Europa.

A seguir publicamos o capítulo 5 do primeiro de seus livros que onde Nosso Senhor lhe apresenta a natureza e a proveniência da crise da Igreja.

Nosso Senhor fustiga os perniciosos erros que com hipócrita manipulação da misericórdia justificam a prática constante do pecado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Amorth avisa:
Nossa Senhora pediu a consagração da Rússia, mas não foi feita.
Por isso a punição pode estar perto

Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Amorth avisa: a consagração da Rússia não foi feita e a punição pode estar perto
Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma avisa:
a consagração da Rússia não foi feita, por isso a punição pode estar perto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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LifeSite (edição impressa) entrevistou o Padre Gabriele Amorth, o principal exorcista de Roma, a cidade dos Papas. Ele é autor de diversos livros sobre o delicado tema. Entre eles: Um Exorcista Conta Sua História e Um Exorcista: Mais histórias.

O Pe. Amorth fundou e liderou a Associação Internacional de Exorcistas, tendo praticado centenas de exorcismos em seus mais de 30 anos nessa função apostólica.

Ele é toda uma autoridade na matéria e conhece de perto as insídias e os artifícios do príncipe das trevas. Também discerne com acuidade o que o pai da mentira trama contra a Igreja e a Cristandade, para a perdição do maior número de almas.

No próximo ano de 2017 serão comemorados os cem anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Nelas, entre outras coisas, Nossa Senhora advertiu os videntes a respeito dos artifícios de Satanás para a perdição do mundo.

Também fez uma referência explícita e insistente aos males que, inspirados por Satanás, homicida por excelência, viriam por meio da Rússia se esta não fosse consagrada ao seu Imaculado Coração.

Desde 1917 foram feitas várias consagrações por diferentes Papas. A mais solene foi a de 25 de março de 1984, por João Paulo II e todos os bispos do mundo.

Entretanto, explica o Padre Gabriele Amorth, essas consagrações não preencheram as condições pedidas por Nossa Senhora e não podem ser consideradas como atendendo ao pedido d’Ela em 1917.