segunda-feira, 28 de abril de 2014

Santa Teresinha, La Salette, o espírito de cruzada e a santidade





A família toda de Santa Teresinha, incluindo a Santa, inscreveu-se numa piedosa associação reparadora pelos pecados da humanidade denunciados por Nossa Senhora em La Salette.

A grande carmelita de Lisieux desejava passar o Céu fazendo o bem na Terra, mas não tinha uma alma débil, desprovida de personalidade e força de caráter, que fugia do sofrimento e da luta.

Se assim o fosse, não teria sido elevada às honras dos altares, nem teria sido apresentada ao mundo católico como “uma nova Joana d'Arc” pelo Papa Pio XI (a 18 de maio de 1925).

É muito oportuno e mesmo necessário, pois, considerarmos este aspecto de sua alma, frequentemente esquecido ou falseado em imagens e santinhos, onde ela aparece com a fisionomia impregnada por um adocicamento sentimental e romântico, totalmente inexistente em sua forte e marcante personalidade.

Vejamos algumas de suas afirmações que refletem o espírito de cruzado que animava a Santa da chuva de rosas:

“Na minha infância sonhei lutar nos campos de batalha.

“Quando comecei a aprender a História da França, o relato dos feitos de Joana d'Arc me encantava; sentia em meu coração o desejo e a coragem de imitá-los” (1).

“Adormeci por alguns instantes -- contava ela à Madre Inês -- durante a oração. Sonhei que faltavam soldados para uma guerra contra os prussianos.

“Vós dissestes: É preciso mandar a Irmã Teresa do Menino Jesus. Respondi que estava de acordo, mas que preferia ir para uma guerra santa. Afinal, parti assim mesmo.

“Oh! não, eu não temeria ir à guerra. Com que alegria, por exemplo, no tempo das cruzadas, teria partido para combater os hereges. Sim! Eu não temeria levar um tiro, não temeria o fogo!” (2)

"Lançando-me na arena
“Não temerei ferro nem fôgo ....
“Sorrindo enfrento a metralha ....
“Cantando morrerei, no campo de batalha
“As armas à mão”, bradava ela (3).

“Quando penso que morro numa cama! Como desejaria morrer numa arena!” (4)

“A santidade! É preciso conquistá-la à ponta da espada. .... É preciso combater!” (5)
____________________
Notas:
1) Lettres de Sainte Thérèse de l'Enfant-Jésus, Carta ao Abbé Bellière, Office Central de Lisieux, 1948.
2) Carnet Jaune, 4.8.6 -- in Derniers entretiens, Éditions du Centenaire, Desclée de Brouwer-Éditions du Cerf, Paris, 1971.
3) Mes Armes -- Poésies, Édition du Centénaire, Cerf-Desclée de Brouwer, Paris, 1992 (Carnet jaune, Mère Agnès de Jésus, 4 de agosto).
4) Summarium [do Processo de Beatificação e Canonização], depoimento de Celina, 2753.
5) Correspondance Générale, Éditions du Cerf-Desclée de Brouwer, Paris, 1972, t. I (1877-1890), Carta (­­nº 89) a Celina, de 26 de abril de 1889. E Lettres de Sainte Thérèse de l'Enfant Jésus, Carta a Leônia, de 20 de maio de 1894.

Video: Urna contendo as relíquias de Santa Teresinha, Lisieux
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”.

E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

O fato é que 2013 se encerrou com os homens quase não se entendendo mais. O que nos trará 2014?

Algo, entretanto, pareceu se mover numa esfera que não é a dos humanos. Sopros fétidos vindos do reino das trevas promoveram incontáveis e atrozes blasfêmias durante 2013.

Mas, brisas subtis de espíritos angélicos reanimaram e remoçaram as fileiras dos fiéis católicos.

É de se supor que essas ventanias angélicas e infernais cresçam no ano que começa.

A promessa imutável é de que as portas do inferno jamais prevalecerão sobre a Igreja. Mais cedo ou mais tarde, veremos seu triunfo glorioso como prometido por Nossa Senhora em Fátima.

É nesse sentido que vão todas nossas orações e trabalhos no ano de 2014 que inicia.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Descristianização prevista em La Salette: dioceses francesas põem igrejas à venda

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França
No período “pós-conciliar” houve um espantoso abandono da prática religiosa na França. Os católicos, que no início dos anos 70 eram 88% da população, ficaram reduzidos a 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center.

Conforme pesquisa do instituto galo Ifop, apenas 4,5% dos franceses vão à igreja todos os domingos e somente 15% a frequentam pelo menos uma vez por mês.

Imbuídas da ideia de “inserir a Igreja no mundo”, em vez de diante de tamanha queda promoverem o retorno à verdadeira prática religiosa, as dioceses francesas aceleram, pelo contrário, a venda de igrejas e de outros prédios religiosos católicos como conventos, seminários e escolas, noticiou a BBC Brasil.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Hoje é a festa da Medalha Milagrosa

Hoje, 27 de novembro, é a festa da Medalha Milagrosa.

Conheça sua história e seus milagres.

Como Nossa Senhora deu a Medalha Milagrosa a Santa Catarina Labouré, na rue du Bac, em 1830.

A portentosa conversão do hebreu Ratisbonne por intermédio da Medalha Milagrosa.

Clique em algum dos links abaixo para saber mais:

Medalha Milagrosa: em 1830 Nossa Senhora deu um sinal eficaz de sua ajuda

Na segunda aparição Nossa Senhora deu a Medalha Milagrosa

Na festa da Medalha milagrosa: aparições a Santa Catarina Labouré

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (1)

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (2)

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (3)





domingo, 4 de novembro de 2012

Imagens católicas milagrosamente poupadas pelas tempestades nos EUA

Capa "The Wall Street Journal" 31/10/2012
Capa do "The Wall Street Journal" 31/10/2012




O blog "Luzes de Esperança" publicou relevante matéria sobre as manifestações extraordinárias de proteção de imagens de Nossa Senhora e de Santo Antônio, durante as tempestades que devastaram os EUA.

Os leitores facilmente perceberão a relação existente entre os fatos ali relatados e os temas que habitualmente abordamos em "A Aparição de La Salette e suas profecias".

Reproduzimos a continuação a matéria do blog "Luzes de Esperança":


 
Imagens de Nossa Senhora milagrosamente poupadas pelas tempestades nos EUA

Dover, New Jersey: a imensa árvore rachou  justo acima da cabeça de Nossa Senhora mas nem a tocou.  "É um milagre dizem os vizinhos"
Dover, New Jersey: a imensa árvore rachou
justo acima da cabeça de Nossa Senhora mas nem a tocou.
"É um milagre dizem os vizinhos"
As tempestades que atingiram a costa leste dos EUA, causaram ingentes danos materiais e também perdas de vidas.

Porém, a imensidão da capacidade destrutiva desses fenômenos naturais nada foi diante do poder de Nossa Senhora.

É o que pensam, por exemplo, os habitantes da cidade de Dover, no estado de New Jersey, atingidos por uma inesperada tempestade na noite de nove para dez de junho deste ano.

Eles puderam contemplar atônitos uma colossal árvore que rachou e caiu sem causar um arranhão sequer a uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava debaixo dela.

Um vídeo produzido pela NBC exibe de diversos ângulos a imagem de Nossa Senhora e o grau de periculosidade da grande árvore caída.

A tempestade danificou residências e carros no bairro, mas a família dona da imagem está certa de que Nossa Senhora salvou suas vidas, pois se a árvore tivesse caído sobre a casa, esta teria sido esmagada.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Milhares veneram o coração de São João Maria Vianney peregrino na Inglaterra

Peregrinação do coração de São João Maria Vianney atraiu milhares na Inglaterra
Peregrinação do coração de São João Maria Vianney
atraiu milhares na Inglaterra
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Milhares de ingleses acorreram a venerar o coração de São Joao Maria Batista Vianney durante a primeira peregrinação da relíquia na Grã Bretanha, duplicando as expectativas mais optimistas dos organizadores, informou a agência CNA/EWTN News.

Na igreja de Santo Antônio, na área próxima do aeroporto de Manchester aonde chegou a relíquia, 2.700 fizeram fila durante horas para venerá-la.

No porto de Liverpool, por volta de 6.000 peregrinos aguardaram a preciosa relíquia desfiando a chuva.

Cenas análogas aconteceram em Northwich, Shrewsbury e Birmigham.
Milhares veneraram o coração de
São João Maria Vianney na Inglaterra

São João Maria Batista Vianney, o santo cura de Ars, pároco de uma minúscula aldeia no coração da França, foi dotado de luzes proféticas e previu o futuro retorno da Inglaterra ao catolicismo.

“Eu estou certo que a Igreja de Inglaterra recuperará seu antigo esplendor”, confiou ele ao bispo de Birmingham.

A calorosa acolhida e veneração de seu coração sugere a proximidade do cumprimento dessa profecia.

Dessa profecia temos tratado neste blog, além de muitas outras de santos que anteveram a futura conversão dessa nação hoje nas trevas do anglicanismo e do ateísmo.


A conversão de uma grande nação protestante do Norte é um dos anúncios de Nossa senhora em La Salette e, notadamente Maximino falou dela.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Profecias e revelações particulares: atitude correta diante delas: equilíbrio, cautela e abertura de alma – 2

Santo Padre Pio de Pietrelcina. Corpo incorrupto.
continuação do post anterior

Utilíssimas em períodos críticos da História da Igreja

Vimos como as revelações particulares e profecias têm sido convenientes e utilíssimas para a salvação das almas, produzindo grandes movimentos de piedade. Possivelmente, em artigos posteriores poderemos mostrar como elas têm sido muito úteis e benéficas sob outros aspectos, como orientar os fiéis a atravessarem períodos históricos críticos.

Ademais estão na origem de grande número de fundações religiosas, e até tiveram uma influência salutar na explicitação do dogma contido nas verdades reveladas.

Eventualmente poder-se-ão reproduzir revelações e profecias de Santos e bem-aventurados -- alguns deles tendo vivido em períodos relativamente recentes -- que servem, por exemplo, para compreender a enorme crise pela qual atravessa a Cristandade.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Profecias e revelações particulares: atitude correta diante delas: equilíbrio, cautela e abertura de alma – 1

Beata Ana Maria Taigi
Beata Ana Maria Taigi




O demônio – pai da mentira – como um moedeiro que normalmente só falsifica moedas de ouro e prata, já tem enganado muita gente mediante falsas aparições. Tornou-se, pois, mais do que nunca necessário saber discernir entre as falsas e as verdadeiras.

O fiel vigilante e bem instruído pode evitar a queda nas armadilhas do demônio, bem como aproveitar os auxílios especiais que a Providência proporciona à humanidade através das autênticas manifestações sobrenaturais.

* * *

Há muitas recentes aparições e revelações particulares atribuídas à Santíssima Virgem, Santos, anjos e fenômenos supostamente sobrenaturais em diversas regiões do Brasil, bem como no Exterior.

Alguns leitores receberam impressos com mensagens que Nossa Senhora teria transmitido a videntes contendo supostas profecias.

O que pensar de tudo isso? –perguntam-nos eles.

Como discernir as revelações autênticas das falsas, evitando as ciladas que o demônio, pai da mentira, pode preparar nesta matéria?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Como saber se uma aparição ou revelação é autêntica e de acordo com a Igreja Católica?

As visões, "sonhos" e revelações de São João Bosco  foram analisados e aprovados pela Santa Sé.  Mas, antes disso houve gente que contestava sua veracidade.  Como agir em caso semelhante ou que parece análogo?
As visões, "sonhos" e revelações de São João Bosco
foram analisados e aprovados pela Santa Sé.
Mas, antes disso houve gente que contestava sua veracidade.
Como agir em caso semelhante ou que parece análogo?
Com frequência nosso blog recebe informações relativas a aparições, revelações e outros fenómenos místicos que estariam acontecendo em nossos dias.

De fato, uma simples busca na Internet apresenta dezenas senão centenas de milhares de sites sobre revelações ou aparições, suspeitas na sua imensa maioria.

De modo não menos frequente recebemos consultas sobre nossa opinião a respeito desta ou daquela aparição, revelação e/ou vidente, ou assemelhado.

A equipe que trabalha no blog é composta exclusivamente de leigos católicos que agem a título pessoal. Por isso nunca emitimos juízos, a não ser que a Igreja Católica se tenha pronunciado sobre o fato. Nesse caso pretendemos agir apenas como eco da Igreja.

Também na publicação de documentos procuramos exclusivamente aqueles que preencham todos os requisitos de autenticidade, só aceitando e de modo inflexível àqueles que passaram pelo crivo da autoridade eclesiástica.

Isto implica em pôr de lado muitos documentos, aguardando por vezes muitos anos algum pronunciamento da autoridade competente.

“O discernimento nas aparições e revelações”

sábado, 12 de maio de 2012

Mãe: amor, afeto, bondade e misericórdia

A palavra família indica uma pluralidade de pessoas.

Mas há outra palavra, de especial significado, que indica uma só pessoa: mãe.

Mãe é a quintessência da família, porque é a quintessência do amor, a quintessência do afeto; e, nessas condições, a quintessência da bondade e da misericórdia.

Assim, a alma da criança em contato com a mãe começa a compreender o que é a bondade que não se cansa, o que é a graça, o favor, o amor que não se exaure.

E também aquela forma de afeto que inclina a mãe a jamais achar tedioso estar com o filho.

Carregar seu filho nos braços, brincar com ele, soltá-lo no chão, vê-lo correr de um lado para outro, ser importunada por ele incontáveis vezes durante o dia com perguntinhas, com brinquedinhos.

Para a boa mãe, nisto consiste a alegria da vida.

domingo, 4 de março de 2012

Como chegar até o Santuário de La Salette (local da aparição)

O Santuário de La Salette
O Santuário de La Salette
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Por vezes, leitores perguntam como chegar até o Santuário de La Salette, estrada, condução, etc.

Nossa experiência pessoal é mínima. Só pude ir uma vez, embora não faltem desejos intensos de voltar.

Porém, como escreveu algum literato: “no mundo dos cegos, o caolho é rei”, eis algumas experiências que costumo contar aos missivistas, desejando que possam ser úteis a quem quer que seja. E aguardando que algum outro peregrino possa enviar dicas ainda melhores para a romaria.

La Salette fica na França, porém bem longe de Paris aonde chega a maioria dos voos comerciais que partem do Brasil.

Fica quase encostada na fronteira com a Itália, mais perto de Turim, a cidade de São João Bosco.

 Route Napoleon: de Grenoble a Corps
La Salette é uma aldeia que só dá o nome à aparição. A capital da região e sede do bispo diocesano é Grenoble.

A cidade onde aconteceram os fatos mais ligados à aparição é Corps.

Desde Paris há muito trem para Grenoble porque é uma região muito frequentada pelo turismo.

A grande maioria dos trens sai da estação ‘Gare de Lyon’ de Paris (preferir os trens TGV diretos que demoram por volta de três horas, sem trocar de comboio).

A chegada é na ‘Gare Routière’ de Grenoble. De ali partem ônibus para Corps (a cidadinha mais próxima do local da aparição) a cada hora aproximadamente. Horários.

Demoram por volta de duas horas, mas têm suas complicações pois param muito, e por vezes é preciso fazer baldeação.

De carro, desde Paris é tudo auto-estrada, passando por Lyon.

Corps, cidade onde nasceram os videntes

Em Grenoble é preciso pegar uma estrada histórica: a Rota de Napoleão, em direção a Gap. A bem dizer é a única.

É uma estradinha ultra-pitoresca em bom estado e consome por volta de uma hora, ou hora e meia, até a cidade de Corps. Mais dados sobre Corps aqui.

Corps é uma cidade pequenina onde há vários hotéis com preços razoáveis. Lá nasceram os videntes. Maximin está enterrado no cemitério da cidade que está sempre aberto.

Ali se encontram as casas onde nasceram os videntes. A casa de Mélanie foi restaurada recentemente, segundo me informaram. Quando eu estive estava quase abandonada.

A partir de Corps se sobe até o Santuário que fica no alto da montanha, no local da aparição. Há só 14 kms, mas é uma ascensão em que o carro vira avião.

Chegando de carro ao Santuário
Chegando de carro ao Santuário
A estrada é boa e o panorama magnífico.

Essa estrada passa ao lado da aldeia de La Salette-Fallavaux, que dá o nome à aparição, e termina no Santuário.

Ali há estacionamento e uma hospedaria muito grande para romeiros, com quartos muito simples, mas limpos e muito em conta, e um restaurante. Mais nada, além das instalações religiosas do Santuário.

Na época que eu fui (fim do inverno, quase sem visitantes) não havia condução de Corps até o Santuário, mas creio que sim há nas épocas com menos frio e mais visitantes. Eu fui de carro.

Os hotéis de Corps têm mais charme. A hospedaria do Santuário tem apenas a comodidade da localização.

A região toda é belíssima, cheia de locais para visitar, e La Salette fica num local privilegiado, sobre tudo, abençoado.

Quem puder ir reze por mim em La Salette.


Mapa para chegar ao local da aparição saindo de Paris (de carro) - Movimente com o mouse
VEJA MAPA MAIOR


De Corps (cidade mais próxima) até o Santuário (bela estrada de montanha) - Movimente com o mouse


VEJA MAPA MAIOR


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

“Costa Concórdia”, “Titanic” do século XXI: presságio de um fim de época?

Com passageiros na proa, pouco antes do final: um símbolo de nossa época?


O afundamento do “Costa Concordia” rememorou na Europa os tristes presságios levantados pela perda do “Titanic”, escreveu Ben Macintyre, do diário “The Times” de Londres, reproduzido pelo "The Australian".

Sir Osbert Sitwell viu na tragédia do transatlântico inglês, ocorrida em 14 de abril de 1912, um “símbolo de uma sina que se avolumava sobre a civilização ocidental”. E, de fato, não muito depois, a I Guerra Mundial arrasaria o continente europeu, pondo fim à sua rica, requintada e irrefletida Belle Époque.

domingo, 30 de outubro de 2011

Halloween e a soltura dos demônios do inferno

Nossa Senhora em La Salette revelou que os demônios sairiam em grande número do inferno para atormentar o mundo.

Ela usou estas palavras:

"Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. (...)

"Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus... Existirão igrejas para cultuar esses espíritos". Veja esta profecia.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (3)

Afonso Ratisbonne tornou-se sacerdote
e apóstolo da conversão dos judeus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Ao deixar o Padre Villefort, fomos dar graças a Deus, em primeiro lugar em Santa Maria Maggiore, nossa cara basílica da Santíssima Virgem, e depois na de São Pedro.

É impossível transmitir uma ideia do transporte de Ratisbonne quando esteve nessas igrejas.

“Ah”, dizia ele, apertando minhas mãos, “agora eu entendo o amor dos católicos por suas igrejas, e a devoção que os leva a embelezá-las e adorná-las!

“Como é bom estar aqui! Querer-se-ia nunca deixá-las! Aqui não estamos mais na terra, é o vestíbulo do céu ...”

Diante do altar do Santíssimo Sacramento, a Presença Real de Jesus o impressionava de tal maneira que ele ficaria quase fora de si se não fosse afastado logo e levado para longe.

Ficava aterrorizado pela ideia de comparecer perante o Deus vivo maculado como estava pelo pecado original. Apressou-se a se refugiar na capela da Virgem.

‒ “Aqui”, ele me disse: “não posso ter medo. Sinto-me sob a proteção de uma misericórdia ilimitada”.

Ele rezou com grande fervor diante do túmulo dos santos Apóstolos.

A história da conversão de Paulo, que eu lhe narrei, o fez derramar lágrimas abundantes.

Ele ficou admirado pelo poderoso afeto, aliás póstumo, para usar sua própria expressão, que o unia a M. de Laferronnays, e pretendia passar a noite ao lado de seus restos mortais, pois, dizia ele, este era seu dever imposto pela gratidão.

Mas o padre Villefort, vendo que ele estava exausto de fadiga, contrariando este desejo piedoso, aconselhou-o prudentemente a não permanecer além das 22 horas.

Em seguida, Ratisbonne nos disse que na noite anterior não havia sido capaz de dormir, que ele tinha sempre diante dos olhos uma grande cruz, de uma forma peculiar, sem a imagem de Cristo que ficava constantemente diante dele.

‒ “Eu fiz”, disse ele, “esforços incríveis para afastar essa visão, mas todos foram infrutíferos”.

Algumas horas depois, observando casualmente o reverso da Medalha Milagrosa, ele reconheceu a mesma Cruz!

Afonso (em pé) e seu irmão Teodoro, sacerdotes
Enquanto isso, eu estava muito impaciente querendo voltar a ver a família Laferronnays.

Eu levava notícias consoladoras para eles no momento em que se despediam dos restos venerados daquele que eles choravam.

Entrei na câmara mortuária em um estado de agitação, quase se poderia dizer de alegria, que chamou a atenção de todos os presentes porque compreenderam que eu tinha algo gravemente importante para comunicar.

Todos eles me acompanharam até uma sala adjacente, e eu às pressas relatei o acontecimento.

Eu tinha trazido boas novas do Céu.

As lágrimas de dor em um momento foram transformadas em lágrimas de gratidão.

Aqueles pobres corações aflitos podiam agora suportar com perfeita resignação cristã o mais cruel dos sacrifícios que cobra a morte, o último adeus aos restos daquele que eles tinham amado...

Mas eu estava ansioso para voltar a ver o filho que o Céu tinha acabado de me dar. Ele me implorou para não deixá-lo sozinho porque precisava de um amigo em cujo coração derramar as profundas emoções daquele dia.

Veja vídeo
Igreja do Miracolo
Sant'Andrea delle Frate, Roma
Perguntei-lhe uma e outra vez as circunstâncias da visão milagrosa.

Ele próprio não sabia explicar como ele passou do lado direito da igreja para a capela que está à esquerda, sendo que entre a capela e o local onde estava se encontravam os preparativos para o serviço fúnebre.

Tudo o que ele sabia era que se viu de repente de joelhos, prostrado diante desse altar.

De início, ele pôde ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor de sua beleza imaculada, mas seu olhar não conseguiu suportar o brilho daquela luz divina.

Busto no local da conversão.
Três vezes ele tentou olhar mais uma vez a Mãe de Misericórdia, e três vezes só foi capaz de elevar seus olhos até suas mãos abençoadas, a partir das quais brotava uma torrente de graças em forma de feixes luminosos.

‒ “Ó meu Deus”, exclamou ele, “mas eu, que meia hora antes estava blasfemando ainda! Eu, que sentia um ódio tão violento contra a religião católica!...

“Mas todos os que me conhecem sabem muito bem que, humanamente falando, eu tinha os mais soberbos motivos para continuar a ser um judeu...

“Minha família é judaica, minha noiva é judia, meu tio é um judeu...

“Ao me tornar católico, eu rompo com todos os interesses e todas as esperanças que tenho na terra e, entretanto, eu não sou louco, vê-se claramente que eu não sou louco, que eu nunca fui louco!

“Portanto, devem acreditar em meu testemunho”.

(Fonte: Theodore de Bussières, “La conversione di Alfonso Maria ratisbonne”, Ed. Amicizia Cristiana, 2008, Chieti, 63 p., páginas 18-25.)


Vídeo: Igreja onde se converteu o hebreu Ratisbona



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (2)

Busto de Ratisbonne lembra a conversão milagrosa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Por volta de uma hora. Eu tinha de combinar algumas coisas na igreja de S. Andrea delle Fratte para a cerimônia fúnebre do dia seguinte. Mas encontrei Ratisbonne descendo pela Via Condotti. Ele aceitou vir comigo, iria me aguardar alguns minutos e, em seguida, iríamos passear juntos. Entramos na igreja. Ratisbonne percebeu os preparativos para um funeral, e perguntou para quem seria feito.

“Para um amigo que acabo de perder, e que eu amava muito, M. de Laferronnays”, respondi.

Ele então começou a andar pela nave e seu olhar frio e indiferente parecia dizer: “Esta é certamente uma igreja muito feia.” Deixei-o do lado da epístola na igreja, à direita de um pequeno compartimento destinado a receber o caixão, e fui para o mosteiro.

Eu tinha apenas algumas palavras para dizer a um dos frades, porque eu queria uma tribuna preparada para a família do falecido. Eu me demorei não mais do que 10 ou 12 minutos.

Quando voltei para a igreja, de início não achei Ratisbonne. Mas logo o vi ajoelhado em frente ao altar lateral de São Miguel Arcanjo.

Fui até ele, toquei-lhe três ou quatro vezes sem que ele percebesse minha presença. Finalmente, ele se virou para mim, o rosto banhado em lágrimas, com as mãos juntas, e me disse com uma expressão que nenhuma palavra vai render:

“Oh, como este senhor [M. de Laferronnays] orou por mim!”


Fiquei petrificado de espanto, naquele momento senti aquilo que as pessoas sentem na presença de um milagre. Eu levantei Ratisbonne, acompanhei-o, ou melhor, quase o levei para fora da igreja, e perguntei-lhe qual era o problema, e onde ele queria ir.

Veja vídeo
Igreja do Miracolo
Sant'Andrea delle Frate, Roma
“Leva-me onde quiserdes”, respondeu ele, “depois que eu vi, eu obedeço”.

Insisti para que me explicasse o que queria dizer, mas não conseguia por causa de uma emoção forte demais.

Ele tirou de seu peito a Medalha Milagrosa, e a cobriu de beijos e lágrimas.

Eu tentei trazê-lo de volta para si, e não obstante as minhas insistentes perguntas, não recebia dele senão exclamações interrompidas por soluços:

“Oh, como eu sou feliz! Oh, como é bom o Senhor! Que plenitude de graça e felicidade! Como é lamentável o lote daqueles que não sabem!” Então ele começou a chorar ao pensar em hereges e descrentes.

Finalmente, ele se perguntou se não estava louco. “Mas não”, acrescentou ele, “eu estou em meu perfeito juízo. Meu Deus, meu Deus, eu não estou louco, não. Todo mundo sabe que eu não sou louco!”

Quando a delirante agitação foi se acalmando, com um olhar sereno e eu diria quase transfigurado, Ratisbonne estendeu seus braços em volta de mim e me abraçou, me pediu para levá-lo a um confessor; queria saber quando ele poderia receber o Santo Batismo sem o qual ele não podia viver, suspirava de felicidade pelos mártires, cujos tormentos ele tinha visto retratados nas paredes da igreja de S. Stefano Rotondo.

Ele me disse que não poderia dar explicação alguma sem a permissão de um padre,

“porque aquilo que eu tenho a dizer”, acrescentou, “é algo que não posso dizer nem devo dizer senão de joelhos”.

Levei-o imediatamente à igreja do Gesù para ver o Pe. Villefort, que he pediu para se explicar. Então Ratisbonne, estendeu a medalha, beijou-a, mostrou-nos, e exclamou: “Eu a vi, eu a vi!”

E a emoção voltou a embargá-lo. Mas logo ele recuperou a calma e se exprimiu nestes termos:

Eu passei um breve tempo na igreja, quando de repente eu senti uma agitação de espírito indescritível.

Ergui os olhos: diante de mim o prédio todo tinha desaparecido, só tinha uma capela, por assim dizer, onde se concentrou toda a luz.

E no meio desse esplendor apareceu para mim em pé sobre o altar, grande, cheio de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha Medalha.

Uma força irresistível me atraiu para ela.

A Virgem me fez sinal com a mão que deveria ajoelhar e, em seguida, ela parecia dizer: assim esta bem!

Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo.

Ratisbonne fez esta breve narração parando com freqüência como para tomar fôlego e reprimir a emoção que tomava conta dele.

Ouvimos com uma reverência sagrada, misturada com alegria e gratidão, maravilhados com a profundidade das vias do Senhor e os tesouros inefáveis de Sua misericórdia.

Uma frase nos impressionou mais do que as outras pela profundidade do mistério: “Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo”.

Aliás, agora basta ouvir a Ratisbonne. A fé católica emana de seu coração como um perfume precioso do vaso que a contém, mas não pode confiná-la.

Ele falou da Presença Real como um homem que acreditava que com toda a energia de seu ser, mas a expressão é muito fraca, ele falava como aquele que teve uma percepção direta.





Vídeo: Igreja onde se converteu o hebreu Ratisbona



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (1)

Afonso Ratisbonne
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Um jovem judeu, de uma família de banqueiros de Estrasburgo, de notável projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os banqueiros Rothschild, pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1842, caminhava despreocupado, na aparência, por uma rua do centro histórico de Roma.

Seu nome era Afonso Ratisbonne.

Seu irmão mais velho, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e se fez sacerdote, rompendo com a família. As esperanças dos Ratisbonne se concentraram então em Afonso, nascido em 1814.

Ele completara o curso de Direito e pensava em casar com uma jovem judia. Contava 27 anos e, antes de casar, fez uma viagem pela Itália e pelo Oriente.

Afonso era judeu de religião, embora não praticante, e nutria pela Igreja Católica entranhado ódio, sobretudo pelo ressentimento da família por causa da conversão do primogênito. Ele dizia que se algum dia mudasse de religião far-se-ia protestante, jamais católico.

Em Roma, visitou por curiosidade cultural algumas igrejas católicas, e saiu mais consolidado em seu anticatolicismo.

Encontrou também um antigo colega seu, de nome Gustavo de Bussières. Gustavo era protestante e tentava convencer Afonso de suas convicções religiosas, porém sem sucesso.

Na casa de Gustavo, Afonso conheceu um irmão deste, o Barão Teodoro de Bussières, havia pouco convertido ao catolicismo e amigo íntimo do Pe. Teodoro Ratisbonne. Tudo isso o tornava sumamente detestável aos olhos de Afonso.

Sant'Andrea delle Frate, Roma: a igreja do milagre
Na véspera de sua partida da Cidade Eterna, Afonso foi deixar um cartão de visitas na casa do Barão, como ardil de despedida e assim evitar um encontro.

Porém, o criado italiano do Barão não entendeu o francês e o fez entrar no salão. Na conversa, o Barão procurou atraí-lo para a Fé católica. Conseguiu apenas, e com muita dificuldade, que Afonso Ratisbonne aceitasse uma Medalha Milagrosa e prometesse copiar o “Lembrai-Vos”, bela oração a Nossa Senhora.

O judeu não cabia em si de raiva, pela ousadia das iniciativas do Barão, mas resolveu tomar tudo com civilidade. Ele pensava escrever um livro com o relato da viagem onde o Barão seria um personagem singular.

A 18 de janeiro, faleceu em Roma um amigo íntimo do Barão de Bussières, o Conde de La Ferronays, ex-embaixador da França junto à Santa Sé e homem de grande virtude e piedade.

Na véspera da morte, La Ferronays conversou com Bussières sobre Ratisbonne e rezou cem vezes o “Lembrai-Vos” por sua conversão, a pedido de Bussières.

Esses eram os antecedentes em volta de Afonso Ratisbonne naquele dia 20 de janeiro.

Mas, eis que na rua encontra o Barão de Bussières que estava indo para a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte para combinar as exéquias do falecido conde de La Ferronays.

Ratisbonne decidiu acompanhá-lo, mas de mau humor, criticando violentamente a Igreja e zombando das coisas católicas.

Na igreja, o Barão entrou brevemente na sacristia para tratar do assunto das exéquias.

Afonso ficou percorrendo uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.

E eis o que aconteceu segundo o diário do próprio Barão Teodoro de Bussières:

Quinta-feira, 20 de janeiro de 1842:

Ratisbonne não deu sequer um passo rumo à verdade, sua vontade permanece como sempre, ele não deixa de ridiculizar tudo e parece se importar somente das coisas terrenas. Perto do meio-dia ele entrou em um café na Piazza di Spagna para ler os jornais.

Lá ele encontrou o meu cunhado, Edmund Humann, eles conversaram sobre as notícias do dia, com uma irreverência e uma facilidade que excluía qualquer preocupação séria.

Parece que a Providência queria dispor as coisas de modo a excluir até a possibilidade de dúvida quanto ao estado de espírito de Ratisbonne pouco antes de a graça inesperada de sua conversão. Cerca de meio-dia e meia, saindo do café, ele encontrou seu amigo de escola, o barão A. de Lotzbeck e começou a conversar com ele sobre os assuntos mais frívolos.

Ele falou da dança, do prazer, da esplêndida festa dada pelo príncipe T. Em verdade, se alguém tivesse dito a ele naquele momento: dentro de duas horas você vai ser católico, ele certamente o teria julgado louco.