segunda-feira, 9 de setembro de 2019

As promessas de Nossa Senhora, visões de santos e a conversão dos anglicanos

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Cardiff, outubro de 2009
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quando Maximin, vidente de La Salette, redigiu o Segredo que lhe confiou Nossa Senhora em 1851 escreveu: “um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

Na redação de seu Segredo feita em 1853 Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.

Dita conversão seria um dos sinais da proximidade dos terríveis castigos que purificariam o mundo preparando o advento do Reino de Maria.

Esta previsão adquiriu cogente atualidade após a notícia oficial que a Igreja Católica se apresta a receber grandes blocos de anglicanos ‒ sobre tudo ingleses ‒ agastados com a nomeação de “sacerdotisas”, “bispos” e “bispas” homossexuais.

As notícias da mídia inglesa especulam que poderiam ser milhões. Entre eles tal vez 30-50 “bispos” e 1.000 “sacerdotes” (os anglicanos não têm o sacramento da Ordem, e esses títulos não têm o significado que têm no Catolicismo).

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Lancaster, outubro de 2009
Para o influente diário de Londres “The Times”, no fim do processo a igreja anglicana poderia ficar reduzida a uma insignificância residual.

A simples perspectiva da conversão de grande número de anglicanos ao catolicismo causou, obviamente, forte mal-estar nos ambients anti-católicos, em certa mídia e nos ambientes "progressistas" intoxicados por um falso ecumenismo. 

O fato tem projeção política, social e cultural. O anglicanismo é a religião oficial de Estado e a rainha Elisabeth II é a chefe nominal dela.

Uma lei proíbe os católicos herdarem o trono. Porém, houve casos recentes de príncipes e princesas da casa real inglesa que se tornaram católicos.

Segundo boatos nunca confirmados, mas também nunca infirmados, a rainha teria, ela própria, ocultas simpatias pelo catolicismo e participa do desgosto de inúmeros anglicanos com a decomposição moral do “clero” dessa denominação.

Há sérias iniciativas parlamentares visando remover a lei que proíbe um príncipe católico herdar o trono.

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Darlington, outubro de 2009
A passagem em massa de anglicanos para o catolicismo fez lembrar não só La Salette mas outras profecias particulares relativas à conversão da Inglaterra.

A visão de São Domingos Sávio

Além do segredo de La Salette a mais famosa é o “sonho” de São Domingos Sávio. Em verdade, tratou-se de um êxtase que o menino santo chamou de “distração”.

Este “sonho” é especialmente digno de nota, pois envolve também a São João Bosco e ao Beato Pio IX. A vida e a obra dos três foi objeto dos severos crivos dos processos de beatificação e canonização.

Neles, escritos e falas dos três foram analisados com lupa pelos advogados vaticanos que os declararam isentos de todo erro contra a fé ou contra a moral.

A visão num êxtase de São Domingos Sávio foi descrita pelo próprio São João Bosco no capítulo XX do livro “Vita del giovanetto Savio Domenico” (“Vida do jovem Domingos Sávio”) .

Don Bosco conta que estando perto de São Domingos Sávio agonizante perguntou-lhe o que ele diria ao Papa se pudesse falar-lhe. De ali nasceu o seguinte diálogo entre os dois santos:

“‒ Se eu pudesse falar ao Papa, quereria lhe dizer que em meio às tribulações que o aguardam não deixe de trabalhar com especial solicitude pela Inglaterra; Deus prepara um grande triunfo do catolicismo naquele reino.

“‒ No que é que V. baseia essas palavras?

“‒ Vou contar-lhe, mas não mencione isso aos outros, pois podem achar ridículo. Mas se o Sr. vai a Roma, diga-o a Pio IX por mim. (...)

“Certa manhã, durante minha ação de graças após a comunhão, voltei a ter uma distração, que me pareceu estranha; eu achei ver uma grande parte de um país envolvida em grossas brumas, e estava cheia com uma multidão de pessoas.

“Estavam se movendo, mas como homens que, tendo perdido seu caminho, não estavam certos onde pisavam.

Beato Papa Pio IX
“Alguém próximo disse: ‘Esta é a Inglaterra.’

“Eu estava para fazer algumas perguntas a respeito disso quando vi Sua Santidade Pio IX, representado da mesma maneira que vi nas figuras.

“Ele estava majestosamente vestido, e estava carregando uma tocha brilhante com a qual ele se aproximou da multidão, como que para iluminar sua escuridão.

“À medida que se aproximava, a luz da tocha parecia dispersar a névoa, e as pessoas foram trazidas à plena luz do dia.

“Esta tocha,” disse meu informante, “é a religião Católica que está para iluminar a Inglaterra”.

No Boletim Salesiano (Turim, abril de 1924, nº 4), ainda encontramos as seguintes confidências ouvidas por São João Bosco da boca do menino santo:

‒ “Quantas almas aguardam nossa ajuda na Inglaterra! Oh se eu tivesse força e virtude, quereria ir para lá aqui na hora e conquistá-las todas para o Senhor com pregações e com o bom exemplo”.

No mesmo sentido lemos na "Vita del giovane Savio Domenico 1877":

“No dia seguinte, ele fez todos os exercícios pela boa morte, despediu-se dos companheiros, um por um, pagou uma dívida de dois tostões que tinha com um deles, falou aos sócios da Companhia da Imaculada, e por fim saudou a Don Bosco dizendo:

‒ “O Sr. indo a Roma lembre do recado para o Papa pela Inglaterra. Reze por mim para que eu possa ter uma boa morte e adeus até o Paraíso...”

Don Bosco cumpriu o combinado, e deixou constância no mesmo livro:

“No ano de 1858 quando eu fui a Roma, contei essas coisas ao Sumo Pontífice, que ouviu com bondade e aprazimento.

“‒ Isto, disse o Papa, me confirma no propósito de trabalhar energicamente em favor da Inglaterra, pela qual eu já engajo as minhas mais vivas solicitudes. Esse relato, para não dizer mais, chega-me como o conselho de uma boa alma.”

__________________

E São Domingos Sávio não foi nem o único nem o primeiro santo que recebeu luzes proféticas sobre a conversão futura da Inglaterra e dos grandes fatos que adviriam en conseqüência do retorno inglês à Fé católica, única verdadeira.



A PEREGRINAÇÃO DAS RELÍQUIAS DE SANTA TERESINHA
E A CONVERSÃO DA INGLATERRA





Versão em inglês -- English version




segunda-feira, 2 de setembro de 2019

“Morte” e “ressurreição” de La Salette
foi preanunciada por Mélanie

Mélanie previu a morte e resurreição da mensagem de La Salette
Mélanie, vidente de La Salette
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Segredo de La Salette desaparece e é redescoberto inesperadamente



O segredo de La Salette ‒ primeiro aprovado, depois caluniado, logo proibido, a seguir esquecido, depois assombrosamente redescoberto ‒ tem uma história toda especial que desabrocha nos nossos dias.

Antes de 1858 fez-se de tudo para que os videntes não o revelassem. Depois de 1858 quando Mélanie o tornou público foi uma verdadeira tempestade para abafá-lo.

Desde 1915 sua difusão esteve proibida. Por fim, em 1999 o providencial achado do Pe. Michel permitiu que ele voltasse a ser difundido, como narramos em post anterior.

Mélanie assistiu em vida a grande parte da campanha que resultou no silêncio sobre La Salette.

Entretanto ela tinha certeza de que o apelo de Nossa Senhora acabaria “ressuscitando”. Então ele se faria conhecer de novo, apesar de tudo, e o plano de Nossa Senhora acabaria se realizando.

Nesse sentido, em 21-1-1885 Mélanie confidenciou:

“Os peregrinos estão diminuindo sempre, há agora menos ainda que no ano passado. Será assim até a Crise...

“La Salette será, por assim dizer, morta, sepultada... Vós o vereis.

“Quando se acreditar extinta, esboroada, ela reaparecerá e reviverá, porque as palavras da Santíssima Virgem não são vãs, e porque Ela é bastante poderosa para fazê-las ressuscitar...

“Quando virdes tudo isso, não duvidareis. Mas conservai a confiança.

“Quanto a mim, verei La Salette morta e enterrada, mas não duvidarei.

“Maria é poderosa. Os homens e os demônios nada podem contra Ela. Ela triunfará.

“Pode-se resistir ao apelo da graça, a seu apelo, mas Ela pode transportar sua grande luz e mostrá-la a outros. Esperemos sua ajuda, na sua hora. Assim seja”.
É essa a história do segredo que agora temos em mãos, na hora em que a mensagem de La Salette ressuscita das cinzas do esquecimento.


O Segredo: várias redações até sua publicação completa em 1858


Maximim em 1848
Maximin
Mélanie em 1848
Mélanie

Dificuldades na transcrição da visão

Maximin e Mélanie foram beneficiados por um privilegiado e manifesto auxílio sobrenatural para serem fiéis a tudo que tinham visto ou ouvido. Este fato não evitou que a complexidade da visão e as limitadas forças intelectuais dos videntes criassem dificuldades para verter a aparição no papel.

Maximin era pouco hábil em redação. Em 1851 foi necessário que reescrevesse tudo, devido às manchas de tinta do seu escrito. Sua escassez de recursos reflete-se na redação.

O modo como se deu a revelação também contribui para um certo vai e vem na ordem cronológica do relato dos videntes.

Houve sucessivas redações do segredo resultantes desse esforço de explicitação dos videntes, em especial de Mélanie.

Manuscrito de Maximin
Uma das primeiras redações ditada pelos videntes
O segredo na sua forma mais completa

Os videntes só aceitaram revelar o segredo antes de 1858 por obediência, e com a finalidade de ser levado ao conhecimento exclusivo do Papa.

Este foi o motivo da primeira redação oficial do segredo, feita por Maximin em 3 de julho de 1851, e por Mélanie três dias depois.

Em 1853 o novo bispo de Grenoble, Mons. Ginoulhiac, ordenou que eles voltassem a verter o segredo no papel. Todas estas redações ficaram sob sigilo no Vaticano.

Em 1858, ano da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, os videntes ficaram liberados da obrigação do silêncio e deram a público o segredo.

Mélanie enviou ao Papa, o Beato Pio IX, uma redação mais aprimorada. No resto da vida, tanto Mélanie quanto Maximin responderam a inúmeras consultas e pedidos de esclarecimento.

Nos próximos post, transcreveremos na íntegra a versão do segredo que é tida como a mais completa.

É uma redação mais extensa, feita por Mélanie em 21 de novembro de 1878, considerada definitiva pela vidente.


continua no próximo post:


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Segredo de La Salette desaparece
e é redescoberto inesperadamente

Beato Pio IX
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continuação do post anterior: La Salette recebe o reconhecimento oficial da Igreja




A longa e complicada história do Segredo de La Salette


O Bem-aventurado Papa Pio IX aprovou enfaticamente a mensagem de La Salette.

Se a mensagem de Nossa Senhora fosse de pouca transcendência, a decisão do Santo Padre e o solene e excepcional reconhecimento da aparição por parte do bispo diocesano teria posto fim às polêmicas.

Porém a tempestade, longe de amainar, recrudesceu ao máximo.

Vendo que a obra de Nossa Senhora progredia com a bênção do Papa, tais maus católicos, eclesiásticos e leigos, passaram à contestação e à difamação aberta, com intrigas e escritos desabonadores.

Eles eram uma minoria, mas muito ativa e com fortes cumplicidades no governo e nos antros anticlericais.

Novo bispo de Grenoble se volta contra La Salette

Mons. de Bruillard defendeu a autenticidade da aparição e a difusão da mensagem. Mas, sendo já muito idoso, teve que renunciar à diocese.

O imperador Napoleão III e o Cardeal Jacques Mathieu, líder dos bispos galicanos que contestavam prerrogativas irrevogáveis da Santa Sé, impingiram seu candidato para a sucessão: Mons. Jacques Ginoulhiac.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

La Salette recebe o reconhecimento oficial da Igreja

Casa onde os videntes ditaram o primeiro relato em 20-09-1846.
Casa onde os videntes ditaram o primeiro relato em 20-09-1846.
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continuação do post anterior: Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil



O bispo de Grenoble, Mons. de Bruillard, abriu um inquérito canônico sob a responsabilidade de uma comissão de 16 sacerdotes experientes da diocese.

A comissão interrogou videntes e vizinhos, clérigos e civis, autoridades e simples particulares. Pesquisou aspectos que poderiam desmerecer o evento sobrenatural.

Ouviu com atenção opiniões favoráveis e contrárias. Realizou sessões de debate, inclusive na presença do bispo. Por fim, todas as eventuais dúvidas, objeções ou discrepâncias das interpretações foram resolvidas.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Assunção de Nossa Senhora:
prenúncio do Reino de Maria

Assunção de Nossa Senhora, iluminura s. XV.
Columbia University, UTS MS 049
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“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A solene proclamação desse augusto dogma veio coroar séculos de devoção a Nossa Senhora enquanto tendo sido levada aos Céus em corpo ressurreto e alma.

Na difusão desta verdade e desta devoção a Idade Média deu um contributo fundamental.

A fé na Assunção vem dos tempos apostólicos. As primeiras referências escritas se encontram na liturgia oriental que no século IV já comemorava a subida ao Céu de Nossa Senhora na festa da “Lembrança de Maria”.

A festa passou a ser denominada “Dormição de Maria” no século VI e o imperador bizantino Maurício fixou a data de 15 de agosto, apenas confirmando um costume pré-existente.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

As aparições de Kibeho: o aviso e o castigo.
Levaremos a sério?

Nossa Senhora de Kibeho, imagem em Ruanda
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São 12:35 h do dia 28 de novembro de 1981, na localidade de Kibeho, em Ruanda, pequeno Estado localizado bem no coração da África.

No refeitório da escola religiosa que frequenta, Alphonsine Mumureke, de 17 anos, ouve uma voz: “Minha filha!”.

Julgando estranho esse chamado, a adolescente dirige-se ao corredor do edifício e encontra uma linda Senhora.

Esta aparece toda vestida de branco, com um véu em torno do pescoço, as mãos juntas sobre o peito como em oração.

Alphonsine pergunta-lhe: “Quem é a Senhora?”.

— “Sou a Mãe do Verbo”.

E continua: “Vim para te acalmar, porque tenho escutado tuas orações. Quisera que tuas amigas tivessem muita fé, porque elas não creem com fé suficiente

Inicia-se a extraordinária história de uma das poucas aparições do século XX reconhecidas até agora pela Igreja.

Com efeito, das cerca de 400 aparições marianas registradas no século XX, cerca de 12 têm reconhecimento do Vaticano ou dos bispos com jurisdição no local da aparição.

Este reconhecimento deu-se em 29 de junho de 2001 pelo bispo Augustine Misago, numa missa na catedral de Gikongoro, na qual estavam presentes os outros bispos do país e o núncio apostólico em Kigali, Mons. Salvatore Pennacchio.

No mesmo dia o Vaticano publicou a notícia da aprovação, dando assim respaldo à declaração episcopal (Cfr. “Radio Vaticana”, 30-6-01).

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dos Templários até os Apóstolos dos Últimos Tempos, uma reflexão

Luis Dufaur
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A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici), ou Cavaleiros Templários, Ordem do Templo, ou Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria que existiu na Idade Média entre 1118 e 1312.

Foi fundada em 1118 durante a Primeira Cruzada para proteger os peregrinos a Jerusalém. Os fundadores foram Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, que tiveram o apoio de André de Montbard, tio de São Bernardo de Claraval e do rei Balduíno II de Jerusalém.

Os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência, usavam mantos brancos com a cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.

Eles se estabeleceram no monte do Templo em Jerusalém, e de ali provém o nome. No local existira o Templo de Salomão.

O prédio foi usurpado pelos muçulmanos que o renomearam Mesquita de Al-Aqsa e se encontra em pé.

Em 1127, o Papa Honório II reconheceu a Ordem.

Na bula papal Omne datum optimum, de 29 de março de 1139, o papa Inocêncio II lhe outorgou isenções e privilégios, como construir seus oratórios e serem enterrados neles.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pe. Amorth e exorcismo: como se defender do diabo

Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
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APONTAMENTOS COLHIDOS ENQUANTO ASSISTIA AO VÍDEO. NÃO SÃO AO PÉ DA LETRA, MAS TENTAM REGISTRAR OS CONSELHOS ESSENCIAIS.

Pergunta: O que é o diabo?

Pe. Gabriele Amorth: É um puro espírito criado por Deus. Foi submetido a uma prova porque Deus quis que todos os seres inteligentes chegassem à felicidade da visão beatifica com mérito pessoal, nunca pela força.

Os anjos foram submetidos a uma prova de humildade e obediência. Satanás que era o mais esplendoroso deles se rebelou contra Deus e convenceu uma grande quantidade de anjos a se opor.

Foi um ato de orgulho e rebelião feito com uma inteligência e com uma consciência de tal maneira perfeita que dele não se volta atrás.

Pergunta: por que?

Pe. Gabriele Amorth: Uma vez perguntei a um demônio se eles são muitos. E respondeu: somos tantos que se fôssemos visíveis obscureceríamos o sol. Portanto a quantidade é enorme. A quantidade dos anjos é sem dúvida maior.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O profeta Elias virá com seus discípulos quando o demônio parecer triunfante

Santo Elias arrebatado num carro de fogo.
1. Eis o que se passou no dia em que o Senhor arrebatou Elias ao céu num turbilhão:
Elias e Eliseu partiram de Gálgala.

11
.
Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que de repente
um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro e Elias subiu ao céu num turbilhão.

12. Vendo isso, Eliseu exclamou: “Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel!”.
E não o viu mais. (II Reis, 2).

(Domenico Fetti, 1589 - 1623. Buckingham Palace, Royal Collection Trust UK)
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Continuação do post anterior: O B. Palau estudado em Roma: “a Igreja esmagará a cabeça da Revolução que é o diabo”




Tal vez em época alguma da História o mal se exibiu tão triunfante. Basta olharmos em torno de nós.

As leis iníquas e até irracionais que são aprovadas, os costumes morais desfeitos, a família perseguida, a propriedade corroída por normas ou governos socialistas, a corrupção dentro e fora da Igreja, etc. etc.

O Pe. Palau já via isso e entrevia a tremenda piora universal que adviria. Via também a paralisia da maior parte do clero, bispos e cardeais incluídos, em face do inimigo de Deus e do gênero humano.

Mas, para o santo carmelita não estava tudo perdido. Pelo contrário quanto maior a degringolada social e religiosa mais próxima via a grande hora da intervenção salvadora de Deus.

Mas, como?

Deus agiria diretamente?

Por meio de seus santos e anjos?

Por meio de enviados especiais?

A muitos santos, Deus mostrou, em visão, a futura vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos para restaurar a Igreja e a ordem das nações.

O profético carmelita vasculhava os Livros Sagrados e os ensinamentos de Padres e Doutores da Igreja a respeito.

Via algo disso?

Sim, e concluiu que a intervenção divina se faria pela mão do profeta Elias e de seus discípulos.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

O B.Palau estudado em Roma:
“a Igreja esmagará a cabeça da Revolução que é o diabo”

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Continuação do post anterior: Congresso em Roma: o beato Palau e o imperativo da guerra ao demônio





Soror Josefa Pastor CMT, em conferência no Congresso Francisco Palau, Pontifícia Faculdade Teológica Teresianum, Roma, focou a “denuncia profética” dos escândalos do mal feita pelo Beato Palau para alertar o mundo:

“Os argumentos palautianos encabeçados pelo brado “Glória a Deus! Quem como Deus?” do arcanjo São Miguel foram denúncia profética dos escândalos de seu momento histórico, aproveitados pelo demônio para estender o reino do mal”.

Por isso mesmo o inspirado religioso pedia com urgência um esforço de guerra espiritual e sacerdotal contra as legiões infernais e contra suas conspirações em que tomavam parte muitos homens.

Guerra essa que pedia a organização em ordem de combate do ministério do Exorcistado comandado pelo Papa e os bispos e secundado pelo clero universal com o encargo específico de enxotar os espíritos imundos espalhados pela Igreja e pelas nações.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Origem, história e signficado da festa de Corpus Christi

No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento

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Neste ano a festa de Corpus Christi cai no dia 20 de junho. Nela se comemora a presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.



Na Idade Média, os homens tinham uma devoção enlevada pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para libertar seu túmulo dos pagãos muçulmanos fizeram cruzadas.

A história da festa de Corpus Christi tem origem nessa devoção.

Pelo fim do século XIII, na Abadia de Cornillon, em Lieja, Bélgica, nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos na elevação na Missa e a própria festa do Corpus Christi.

A abadessa Santa Juliana de Mont Cornillon ardia em desejos de que o Santíssimo Sacramento tivesse uma festa especial.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento


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Neste ano a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.

Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná.

O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.

Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada.

Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu.

E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Contra La Salette o furor dos inimigos da religião foi inútil


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continuação do post anterior: Primeiros milagres logo após a aparição


Enquanto que as graças ligadas à aceitação da aparição de Nossa Senhora em La Salette operavam uma verdadeira regeneração moral, os inimigos de La Salette, católicos liberais e anticatólicos, se mostravam cada vez mais incomodados.

De início, os jornais laicistas e anticlericais do tempo tentaram abafar o acontecimento. Mas, com tantas peregrinações e milagres, o silêncio ficou insustentável.

Em pouco tempo começaram a veicular versões deturpadas ou caricatas, e até virulentos ataques contra La Salette e contra a Igreja.

O “Patriote des Alpes” foi o primeiro jornal de Grenoble a dedicar algumas linhas ofensivas à aparição: “Estúpida invenção acolhida pela imbecilidade de alguns, explorada pelo charlatanismo descarado de outros”, escreveu com insolência.

Logo haveria de ser imitado por outros jornais de Paris e Lyon. Em geral essas mesmas publicações se recusavam a publicar retificações ou simples testemunhos da verdade dos fatos de La Salette enviados por leitores.

Faziam exceção os jornais católicos legitimistas, rotulados de ultramontanos ou contrarrevolucionários. Estes eram numerosos, mas não tinham a imensa tiragem dos anticlericais.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Primeiros milagres logo após a aparição

O local da aparição no século XIX
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continuação do post anterior: Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes



Pouco tempo após a aparição se constataram os primeiros milagres.

Em 16 de abril de 1847, sete meses depois da aparição, verificou-se em Sauvignon a cura miraculosa da irmã Saint-Charles enquanto rezava uma novena a Nossa Senhora de La Salette.

Em 14 de maio do mesmo ano aconteceu a cura milagrosa de Sor Saint-Antoine Granet, religiosa do Santíssimo Sacramento, também em Avignon. Ela sofria diversas doenças constatadas por médicos diferentes.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Nossa Senhora mudou de idioma para ser melhor entendida pelos videntes

Mélanie dois anos depois da aparição

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continuação do post anterior: Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor





Quando Nossa Senhora indicou aos videntes que as colheitas se estragariam em sinal do cumprimento da profecia, incluindo as batatas, Mélanie não entendeu a palavra batatas, pois Nossa Senhora falava em francês.

As crianças não o entendiam bem, pois no dia-a-dia usavam o “patois” da região, um dialeto do francês misturado com muitos particularismos regionais.

Nossa Senhora percebeu a dificuldade e disse:

“Ah! vocês não entendem o francês, meus filhos. Vou vos falar de outro modo”. 

E prosseguiu retomando em “patois” o que já tinha dito.

Então Maximin exclamou:

“Oh! não, minha senhora, isso não pode ser verdade!”.

“Sim, meu filho, você vai ver.”

terça-feira, 14 de maio de 2019

Nossa Senhora tenta sustar o braço de Nosso Senhor

La Salette, Nossa Senhora ficou em pé e falou

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continuação do post anterior: As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette





Os videntes desceram logo a pouca distância que os separava da Dama.

Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.

Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:
“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

13 de maio: Fátima, a crise mundial e a solução

Luis Dufaur
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“Não há sobre a Terra uma só nação que não esteja a braços, em quase todos os campos, com crises gravíssimas.

“Se analisarmos a vida interna de cada país, notaremos nele um estado de agitação, de desordem, de desbragamento de apetites e ambições, de subversão de valores que, se já não é a anarquia franca, em todo o caso caminha para lá.

“Nenhum estadista de nossos dias soube ainda apresentar o remédio que corte o passo a esse processo mórbido, de envergadura universal.

“Mas, para a gravidade desta crise universal, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima abre os olhos dos homens, apresentando-lhes uma explicação à luz dos planos da Providência Divina, e também indicando-lhes os meios necessários para evitar a catástrofe.

“É a própria história de nossa época, e mais do que isto o seu futuro, que nos é ensinado por Nossa Senhora.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

As lágrimas de Nossa Senhora em La Salette

O pranto de Nossa Senhora em La Salette, mosteiro de Einsiedeln

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continuação do post anterior: A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição




Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais.

“Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A luz e a voz de Nossa Senhora durante a aparição. O vestido da Virgem

O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
O local da aparição: Mélanie e Maximin descem até Nossa Senhora
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: As correntes e o crucifixo no peito de Nossa Senhora. A Sagrada Escravidão de São Luis Grignon de Montfort




Nossa Senhora em La Salette apareceu envolta numa grande luz.

Intensíssima como a do astro solar, mas não queimava os olhos.

Ela tinha graus, ou como que círculos concêntricos de intensidade. Essa luz envolveu os videntes.

“A Santa Virgem – explicou Mélanie – estava envolta em duas claridades.