quarta-feira, 28 de abril de 2010

O pranto de Siracusa e La Salette (II): o mundo compreenderá?


As lágrimas de Nossa Senhora operaram maravilhas

Naqueles dias, Don Giuseppe Tomaselli, um sacerdote salesiano de Catânia, cidade próxima de Siracusa, depois de ter dado pouca importância ao fato noticiado pelos jornais, mudou de idéia e resolveu ir pessoalmente ao local onde ocorriam aqueles portentos.

A imagem miraculosa já havia sido instalada na praça vizinha à rua degli Orti, para poder abarcar a multidão de peregrinos que vinham pedir ‒ e quantos obtinham! ‒ as curas da alma e do corpo.

O sacerdote acompanhou e presenciou tais e tantas graças ali concedidas, que resolveu escrever sobre esses fatos um livro bem detalhado ao qual deu o título História de Nossa Senhora das Lágrimas, que passou a ser uma das melhores obras de consulta sobre esse prodígio mariano.

A notícia do prodígio, como vimos na publicação anterior, correu célere e fez afluir devotos àquela cidade, tanto da Itália quanto do exterior.

O Arcebispo local tomara medidas para avaliar a autenticidade do portentoso acontecimento, pedindo o parecer dos peritos eclesiásticos e de uma equipe médica.

O sacerdote salesiano, Dom Tomaselli, acorreu ao local e escreveu:

“Há dezoito meses, o Sr. Vincenzo Aricò tinha perdido a visão e enxergava apenas umas sombras.

“Ele costumava ficar sentado junto à soleira da porta e para retornar ao interior da casa fazia-o às apalpadelas, apoiando-se na parede. Para ir de um lado ao outro de seu quarto precisava da ajuda de sua esposa. Ao chegar em Siracusa, para descer do carro teve de ser sustentado. Rezou na rua degli Orti e imediatamente ficou curado da vista. Eu quis interrogá-lo: ‘Como é que o Sr. recuperou a vista?’

‒ ‘De repente! Mas eu tinha rezado e esta manhã, antes de vir aqui, recebi a Comunhão com minha mulher’.

“À tarde, ele veio passear comigo e, ao vê-lo caminhar com aquela serenidade, eu pensava: quem haveria de reconhecer neste homem o cego desta manhã?…

“Fui visitar o Sr. Caruso Giuseppe, morador na rua Zia Lisa 236. De seus próprios lábios tive conhecimento do seguinte:

“‒ ‘Quinze anos atrás, fiquei obrigado a usar o bastão para poder andar. Cinco anos depois, tive de recorrer a dois bastões. Tendo ouvido falar das curas realizadas por Nossa Senhora, fui de carro para Siracusa. Ali assisti à cura de um cego; a minha hora ainda não tinha chegado.

“À tarde voltei para Catânia. Enquanto descansava, senti uma forte aguilhoada no tórax; depois de um instante, senti outra. Pensei comigo: ‘Será que Nossa Senhora está querendo dar-me a graça? Quem me dera....’. E não prestei mais atenção no assunto.

“No dia seguinte, lá pelas onze da manhã, enquanto estava sentado no quarto, diante de uma cópia da imagem de Nossa Senhora das Lágrimas, ao notar que o pavio de cera estava com a chama muito fraca, pensei em acender a lamparina a óleo.

“Sem refletir sobre a minha incapacidade de locomover-me, fui para o outro quarto, apanhei a garrafa de óleo, acendi a lamparina e recoloquei a garrafa em seu lugar. Para fazer tudo isso eu não havia utilizado os bastões.

“Caí em mim e pensei: ‘Será que eu sarei?’ Comecei a passear sem algum apoio e dei uns gritos de alegria. Foi um dia de peregrinação em minha casa…

“Todos os que chegavam queriam ver-me caminhar e quando chegou a tarde já estava bem cansado. Eu tinha ido para Siracusa num sábado, e no sábado seguinte para lá voltei a fim de levar os meus bastões para Nossa Senhora”.

Santuário para perpetuar o milagre

Em sua empolgante e documentada narrativa, Dom Tomaselli continua: “No mês de outubro ocorreram curas ainda mais portentosas”…

No mês de dezembro, o Arcebispo apresentou toda a documentação do Tribunal Eclesiástico à Conferência Episcopal da Sicília reunida em Bagheria, província da capital siciliana, Palermo, a qual emitiu o seguinte juízo:

“Os Bispos da Sicília ...., após terem ouvido o amplo relatório do Exmo. Mons. Ettore Baranzini, Arcebispo de Siracusa, a respeito da lacrimação da Imagem do Coração Imaculado de Maria ...., avaliados atentamente os testemunhos citados nos documentos originais, concluíram unanimemente com o juízo de que não se pode pôr em dúvida a realidade da lacrimação. Desejam que tal manifestação excite todos a uma salutar penitência e a uma mais viva devoção ao Coração Imaculado de Maria, externando os votos relativos à construção diligente de um Santuário que perpetue a memória do prodígio”.

O Arcebispo de Siracusa dirigiu-se então oficialmente à residência dos Iannuso, na rua degli Orti, para prestar sua homenagem ao Quadro miraculoso e constatar pessoalmente o enorme bem que Nossa Senhora estava realizando sob a invocação de seu Imaculado Coração.

Tomando o Quadro nas mãos, o Prelado observou-o longamente e dirigiu uma ardente oração à Virgem diante da emocionada multidão de fiéis ali ajoelhados, manifestando assim seu apoio àquela nova devoção mariana.

Pio XII: diante dos sofismas adversários, clareza da verdade

Para coroar tão sublime milagre, a palavra do Vigário de Cristo. No dia 17 de outubro do ano seguinte, Pio XII quis encerrar o Convênio Mariano da Sicília com uma mensagem radiofônica na qual, depois de lembrar que os numerosos santuários dessa ilha testemunhavam quanto ela merecia ser chamada Feudo de Maria, comentou com penetração de espírito os fatos extraordinários ocorridos em Siracusa:

“Não sem comoção tomamos conhecimento da unânime declaração do Episcopado da Sicília sobre a realidade deste acontecimento....

“Compreenderá a humanidade a recôndita linguagem dessas lágrimas?

“Oh, as lágrimas de Maria! No Calvário elas eram lágrimas de compaixão pelo seu Jesus e de tristeza pelos pecados do mundo.

“Estará Ela chorando ainda devido às chagas que são abertas no Corpo Místico de Jesus pelos numerosos filhos, nos quais o erro e a culpa apagaram a vida da graça?

“Pela espera do tardio retorno dos filhos outrora fiéis e que agora são arrastados por falsas miragens para as fileiras dos inimigos de Deus?


“Diante dos fascinantes sofismas dos adversários da Igreja, não há outra atitude senão opor a clareza da verdade, porque um povo que não sabe quais são os verdadeiros tesouros não saberá conservá-los nem defendê-los: ele dar-se-á conta dos bens perdidos, quando tiver sido depredado dos mesmos”.

Lágrimas de tristeza pelos pecados do mundo

Com efeito, nos anos sucessivos, sobretudo devido à política do “ceder para não perder” praticada pelos que se diziam cristãos, eram aprovadas pelo Parlamento italiano ‒ para falarmos somente da Itália ‒ as leis que instituíram o divórcio e o aborto…

Pois bem, contemplando num rápido olhar a situação do mundo atual, quem poderia afirmar, em sã consciência, que de lá para cá as nações deram a devida atenção a essa mensagem muda, mas tão eloqüente?

Quem poderia asseverar que o Coração Imaculado de Maria, isto é, a mentalidade sumamente ordenada e puríssima da Mãe de Deus, já está impregnando e sacralizando as instituições, as leis e os costumes em nossos dias?

Será uma atitude mais realista, pois, pedir a Nossa Senhora que, pelos méritos dessa preciosas lágrimas, toque e converta as almas.

Sim, é sem dúvida uma maneira mais filial colocarmo-nos em atitude orante, penitencial e contra-revolucionária, com os olhos postos nAquela da qual a Igreja diz “que é mais terrível do que um exército em ordem de batalha”.

E que, na Cova da Iria, depois de profetizar que o comunismo espalharia os seus erros pelo mundo, prometeu sua irreversível vitória: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. E isto sucederá após a humanidade pecadora - surda aos pedidos feitos em 1917 pela Mãe de Deus em Fátima ‒ ter sido purificada pelos apocalípticos castigos revelados na na Mensagem de Fátima.

(Fonte: Umberto Braccesi, in “CATOLICISMO”, agosto e setembro de 2000)

O pranto de Nossa Senhora em Siracusa (dois documentário de época, em italiano
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

O pranto de Siracusa e La Salette (I), eloqüente mensagem sem palavras da Mãe de Deus

Em Siracusa, encantadora cidade portuária ao sul da Sicília, num bairro conhecido pelas suas nefastas preferências pelo Partido Comunista, dois jovens esposos ‒ Angelo Iannuso e Antonina Giusto ‒ estabelecem sua moradia na rua chamada degli Orti. A princípio, tudo parece correr feliz em sua vida conjugal.

Mas a lua-de-mel passou depressa e algo de muito grave vem abalar a quietude daquele novo lar. Com efeito, a senhora Antonina passa a manifestar distúrbios de natureza neurológica, os quais, aliás, iriam complicar também sua gravidez, no seu sexto mês, bem como a vida do nascituro.

Os sintomas apresentados pela paciente eram crises convulsivas, perda da palavra, da capacidade visual e também da consciência. Um quadro patológico peculiar, que iria levantar muitas suspeitas e tornar ainda mais surpreendente e maravilhoso o que viria a ocorrer naquele 29 de agosto de 1953…

De fato, nesse dia, após o marido ter saído para trabalhar no campo, a senhora Antonina deitara-se ao final de mais uma de suas crises. Eram 8h30 da manhã.

De repente, os seus olhos foram atingidos por uma luz fulgurante e voltaram-se para o quadro de gesso de Nossa Senhora, representando o Coração Imaculado de Maria, que lhe haviam dado como presente de casamento e que estava pendurado na parede, à cabeceira da cama.

Dos olhos da imagem estavam brotando duas grossas lágrimas, que foram seguidas de duas outras e de muitas outras mais.

Lágrimas analisadas, comprovadas, ...

De início, a jovem gestante imaginou estar tendo alguma alucinação, decorrente de seu estado de enfermidade. Porém, ao constatar que as lágrimas escorriam com intensidade e freqüência cada vez maiores, não tendo forças para levantar-se, chamou aos gritos os seus familiares: “Venham…Venham ver o quadro de Nossa Senhora que chora!”.

Então, os parentes acudiram, puderam ver a imagem em prantos e, diante daquele pungente fenômeno, puseram-se também eles a chorar…

Com a velocidade do relâmpago, a notícia correu por toda a rua degli Orti e alastrou-se através de todo o bairro de fama tristemente esquerdista, fazendo confluir uma multidão de curiosos e de fiéis que se apinhavam para constatar, com os próprios olhos, aquele extraordinário acontecimento.

Mas não ficou apenas nisso: para a felicidade e comoção de todos, estando a lacrimação num fluxo ininterrupto, eles puderam embeber seus lenços e flocos de algodão para conservar as primeira relíquias daquela pungente cena.

Devido ao enorme afluxo de gente, o quadro do Imaculado Coração de Maria foi instalado na sacada da janela que dava para a rua.

Ali, enquanto as faces da imagem continuavam sendo regadas por aquele precioso líquido, havia um ambiente sereno mas filial: ninguém gritava freneticamente anunciando o milagre, ninguém se agitava, ninguém se desencadeava em tempestades emotivas…

Analisando esse equilibrado comportamento social, o Professor Giuseppe Marino, neuro-psiquiatra de fama internacional e especialista em patologias nervosas, especialmente nas que se referem ao campo místico-religioso, declarou:

“As ‘alucinações’ eram vistas concretizar-se numa realidade palpável, representada pela fluente cascata de pérolas que, como ficou demonstrado depois nos diversos laboratórios de análises clínicas, eram lágrimas nas quais notou-se a presença de água distilada, cloreto de sódio e partículas infinitesimais de substância protéica” – elementos que constituem uma lágrima humana.

... que repercutem em todo o mundo...

O prodigioso pranto prolongou-se, com intervalos irregulares, durante quatro dias. E, assim, puderam-se contar aos milhares as testemunhas provenientes de todas as categorias sociais e de várias nacionalidades, porque a imprensa local alardeara logo o ocorrido, atraindo imediatamente a atenção da imprensa italiana e, como um rastilho de pólvora, à estrangeira.

Ao mesmo tempo, cine-amadores de todo o mundo filmaram impressionantes seqüências da lacrimação, as quais hoje estão reunidas numa colossal coletânea realizada pelo Pe. Sbriglio, do PIME, aos cuidados técnicos da SONY.

Entrementes, o Arcebispo local, Mons. Ettore Baranzini, julgou melhor proibir momentaneamente os seus sacerdotes, religiosos e freiras de se aproximarem do local do prodígio. Ademais, pediu orientações para dois peritos na matéria ‒ o Cardeal Shuster e o Pe. Gemelli ‒, além de incumbir pessoas de sua inteira confiança de reunirem todos os elementos (inclusive algumas testemunhas sob juramento) para a redação de um relatório fidedigno a ser enviado para o competente Tribunal Eclesiástico.

Também devia fazer parte desse dossiê o parecer de uma conspícua comissão médica constituída de 14 membros, incluindo-se até o Dr. Michele Cassola, conhecido por seu agnosticismo religioso. O veredicto da mesma havia sido de que se tratava, efetivamente, de “lágrimas humanas”.

(continua)

(Fonte: Umberto Braccesi, in “CATOLICISMO”, agosto e setembro de 2000)

O pranto de Nossa Senhora em Siracusa (documentário da TV italiana RAI)
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