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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Na festa de La Salette.
Reflexões aos pés de Nossa Senhora

Em La Salette, Nossa Senhora falou
como a mãe que quer que seus filhos criem juízo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Hoje é a festa de Nossa Senhora de La Salette. 

No dia 19 de setembro vai se comemorar o 179º aniversário da famosa aparição no topo de uma montanha não muito longe da aldeia de La Salette-Fallavaux.

A aparição de La Salette não resultou de um acaso e não é um fato isolado da História. Antes bem, ela se encaixa numa longa e importante série de manifestações de Nossa Senhora.

E essa série corresponde a um andamento geral dos acontecimentos humanos que foram nos trazendo para o caos em que se debate o mundo atual.

A festa é, portanto, uma ocasião propícia para meditarmos nessa série de grandes anúncios de Nossa Senhora.

Nossa Mãe Santíssima apareceu muitas vezes, em lugares e épocas diferentes.

Operou milagres, convidou à reforma dos costumes, advertiu contra perigos, semeando sempre seu amor maternal até na hora dos mais graves avisos.

Mas, na aparição à Santa Catarina Labouré na rue du Bac Nossa Senhora iniciou uma série concatenada de manifestações.

Sim, as aparições da rue du Bac (1830), La Salette (1846), Lourdes (1858) e por fim Fátima (1917) formam um só todo. Elas não podem ser vistas como se não tivessem nada a ver uma com a outra.

Nossa Senhora age como a mãe que, quando seus filhos não andam bem, multiplica avisos e sinais de amor com uma insistência comovedora. E o filho que entende sua mãe percebe que o que Ela disse hoje se soma com o que Ela falou ontem e anteontem.

Na rue du Bac, a Ssma Virgem mostrou a Santa Catarina Labouré que o mundo trilhava a via da perdição, anunciou-lhe uma horrível revolução comunista: a sanguinária Comuna de Paris de 1870.

Nossa Senhora apareceu chorando pela Revolução da humanidade,
e como uma rainha destronada
Ao mesmo tempo deu-lhe um sinal de predileção e de vitória para o mundo se corrigir: a Medalha Milagrosa.

Por meio desta medalha, Nossa Senhora nos concede graças e favores incomensuráveis e por isso merece ser chamada de Milagrosa.

Mas, e o mundo... não se pode dizer que tenha melhorado como Ela queria!

Dezoito anos depois, Ela apareceu em La Salette, cuja mensagem integral agora está acessível para todos.

Ali falou mais minuciosamente, como a mãe que vê o filho pouco ligando para o mal que se cerne sobre ele e quer fazê-lo cobrar juízo.

São palavras de uma mãe extremosa mas tão impressionantes que Ela mesma pediu para só serem reveladas doze anos depois.

Exatamente em 1858. Por quê 1858? Na hora ninguém sabia. Ela sabia.

Em 1858, Ela apareceu em Lourdes a Santa Bernadette Soubirous e abriu na famosa gruta a torrente de graças e milagres que atrai hoje as multidões.

Durante as visões, Santa Bernadette repetia as palavras que ouvia da Virgem: “Penitência, penitência, penitência”.

Entretanto, a humanidade seguiu pelo caminho que seguiu. Não fez penitência.

Nossa Senhora insistiu mais uma vez em Fátima. E anunciou com palavras breves, tal vez as derradeiras, o castigo em que o mundo incorreria se não fizesse, por fim!, penitência.

E, encorajadoramente, profetizou a triunfo do seu Imaculado Coração, após tremendas punições.

Em La Salette e Fátima, a mesma Mãe de Deus e nossa, falou as mesmas coisas.

Fátima só se entende bem à luz de La Salette, e La Salette se entende inteiramente à luz de Fátima.

Uma mesma mensagem de uma mesma Rainha e mãe para um mesmo filho transviado.

Em todas, comunicando forças e instrumentos sobrenaturais para se corrigir, fazer penitência e afastar a justa punição de Deus.

Mas em todas falando a mesma verdade: Deus está irado com os pecados do mundo. Se este não se corrigir tremendos castigos virão.

Em La Salette Nossa Senhora falou por extenso. Em Fátima falou curto e grosso, como a mãe que adverte o filho desobediente que depois desse aviso não haverá mais protelações.

Pensemos nisso nestes dias, e pensemos como esses avisos se aplicam à confusão no mundo e no Brasil.

De ali poderemos obter esclarecimentos entender melhor o cerne do mistério de Fátima, e tirar o melhor proveito da mensagem de La Salette.


segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Bispo descreve experiências exorcizando demônios

Mons Andrea Gemma, bispo de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em diversos posts reproduzimos o pensamento do Bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. a respeito da influência do demônio em nossos dias. CONFIRA

Vendo-a descrita como sendo tão grande, poderia se achar que o santo autor foi levado pelo seu fervor e pelo seu temperamento espanhol.

Não teria ele exagerado com boas intenções didáticas ou de oratória?

Para atender à questão, achamos oportuno apresentar o livro “Eu, bispo exorcista”, de Mons. Andrea Gemma, bispo emérito, de Isernia-Venafro, Itália.

Nele o bispo descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado

(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)

D. Andrea Gemma escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiências na prática do exorcismo.

Ele deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.

As palavras de São Mateus, ”as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:

1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se;

2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo;

3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás;

4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio;

5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (pp. 11-12).

Por que não se fala da necessidade de exorcismo?

Voltando à sua diocese, a 170 km de Roma, D. Andrea decidiu pôr em prática o mandato divino “expulsai os demônios” (Mc 16,17).

Porque, explica ele, para o bispo, exorcizar “não é uma escolha, é obrigação” (p. 21).

Dever grave de instituir exorcistas
E cita o Pe. Gabriele Amorth que foi durante muitos anos exorcista oficial da diocese de Roma:

“Um bispo que não estabelece pelo menos um exorcista na sua diocese não está isento de pecado mortal por grave omissão” (p. 24).

O resultado foi surpreendente. O poder do inferno se lhe revelou em todo o seu horror e em toda a sua extensão.

“Quantas vezes — escreve o bispo —, nos meus colóquios cotidianos, frequentemente difíceis, com os doentes de todo tipo, esta verdade se punha diante de mim:

‘Por que não nos falaram antes destas coisas? Por que não nos alertaram com uma adequada instrução? Por que não nos preservaram a nós, grei de Cristo, da devastação dos lobos famintos?” (p. 113).

“Se todos os bispos fossem como você, estaríamos completamente vencidos, e imediatamente” (p. 12), gritou-lhe um demônio por meio de uma mulher possessa, acrescentando com desdém em uma outra ocasião: “[mas] vocês são poucos” (p. 62).

Poder da promessa de Nossa Senhora em Fátima

Em 1992, o bispo publicou a pastoral As portas do inferno não prevalecerão. Nela, alertava:

“A ação infestante e obscura de Satanás [...] está, acreditai-me, mais difundida e é mais nefasta do que se possa pensar” (p. 15).

Na pastoral, D. Andrea convocou a diocese para “uma luta sem quartel, concertada e eficaz contra o mal e as suas artes” (p. 16).

O bispo promoveu orações públicas que congregavam multidões vindas de muito longe.

O Maligno se externava visivelmente, e aqueles que sofriam alguma ação diabólica eram levados à sacristia para serem objeto de exorcismos específicos.

Mons Andrea Gemma e Nossa Senhora de Fátima
O bispo não imaginava que sua pastoral daria a volta ao mundo.

Ela foi traduzida em várias línguas.

Por meio de cartas ou da imprensa, pessoas de toda Itália e até do exterior, apelaram a seu socorro porque sentiam alguma ação diabólica ou estavam possessas.

Isso lhe mostrou que muitos fiéis estavam esperando algo do gênero, diz no livro.

Nos exorcismos, D. Andrea pôde constatar o enorme poder de Nossa Senhora e da Igreja sobre as potências do abismo:

“Se quero ver o demônio realmente furioso, basta jogar-lhe água benta, pronunciando esta minha doce certeza: ‘por fim, o Coração materno de Maria triunfará’.

“‘Sim!!!’, me responde, sempre rangendo os dentes.

“Mas algumas vezes acrescenta um desafio: ‘neste meio tempo, quantos levaremos conosco’...” (p. 63).

D. Andrea interrogou várias vezes os demônios possuidores:

— ”Vós, que vexais as vossas vítimas, tirais algum proveito ou alívio disso?

— Não, pelo contrário, nós sofremos um maior agravamento das nossas penas.

— E, então, por que o fazeis?

— Por ódio, por ódio, por ódio” (p. 61).


continua no próximo post: D. Gemma: o demônio entra nas almas e nas sociedades pela porta do laicismo


Vídeo: Dom Andrea Gemma fala sobre o exorcismo (em italiano)
Bispo emérito da diocese de Isernia-Venafro, Itália, responde a perguntas sobre o exorcismo. Descreve também exemplos de sua vida de exorcista. (Em italiano)



Nossa Senhora destrói o pacto assinado pelo monge Teófilo com o demônio




















segunda-feira, 10 de junho de 2024

Sinais magnos nos céus pressagiam algo imenso?

Aurora austral na Tasmania, 10 de maio de 2024
Aurora austral na Tasmânia, 10 de maio de 2024
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma sucessão de tempestades solares as mais poderosas vistas em mais de duas décadas atingiram a Terra nos meses de maio e junho resultando em espetaculares auroras polares, boreais e austrais, que ameaçaram o funcionamento de satélites e redes elétricas e digitais do planeta inteiro.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA [NOAA] qualificou a tempestade geomagnética de extrema, a maior desde outubro 2003, quando várias semelhantes provocaram apagões na Suécia e danos na infraestrutura energética na África do Sul.

As auroras de excepcional beleza foram fotografadas em latitudes sul e norte onde normalmente não são visíveis, incluindo localidades mediterrâneas europeias, na Austrália e na Nova Zelândia.

As tempestades também geraram espetáculos de luz deslumbrantes em partes da América Latina, incluindo uma inusual aparição no México.

Aurora boreal sobre o Mont Saint-Michel na noite de 10 a 11 de maio 2024
Aurora boreal sobre o Mont Saint-Michel na noite de 10 a 11 de maio 2024
No Chile, as auroras austrais foram muito fotografadas no céu a cidade de Punta Arenas, extremidade sul da Patagônia pintado de vermelho e magenta. Na Terra do Fogo, Argentina, foram tiradas fotos com tons semelhantes iluminando a cidade de Ushuaia.

Operadores de satélites, companhias aéreas e responsáveis pelas redes elétricas adotaram medidas de precaução contra eventuais perturbações derivadas de mudanças no campo magnético da Terra.

A maior tempestade solar desde que há registros foi o “evento de Carrington”, de 1859. Ele destruiu a rede telegráfica nos EUA, provocou descargas elétricas e foi visível até na América Central. Se fosse hoje paralisaria o planeta.

Também iluminou os céus noturnos de Portugal a passagem de um espetacular meteorito, asteroide segundo alguns,

Milhares de portugueses viram um meteorito ultra-brilhante no céu nocturno de 18 a 19 de junho 2024
Milhares de portugueses viram um meteorito ultra-brilhante no céu noturno
de 18 a 19 de junho 2024
Estes magnos fenômenos atmosféricos levaram muitos a se perguntarem se não envolvem avisos da Providencia da efetivação dos castigos anunciados por Nossa Senhora em Fátima para uma humanidade que positivamente não emendou seus maus costumes.

De fato, Nossa Senhora avisou que uma enorme luz no céu anunciaria o início da II Guerra Mundial. Ela foi vista em 1938 nos céus da Europa.

Não há menção a que estes fenômenos tenham sido sequer mencionados posteriormente, porém a analogia dos fenômenos foi muito sugestiva.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

O grande flagelo predito pelo Venerável Padre Clausi

O Venerável Pe. Bernardo Maria Clausi (1789-1849), da Ordem dos Mínimos
O Venerável Pe. Bernardo Maria Clausi (1789-1849),
da Ordem dos Mínimos
Luis Dufaur
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Um amigo e leitor deste blog nos fez chegar um documento interessante a respeito do futuro da Igreja e da civilização que tanto nos preocupam.

Em atenção à fonte – o jornal vaticano “L'Osservatore Romano” – achamos por bem reproduzir a parte central do artigo “Curiosidades proféticas”.

Sobre tudo considerando que dito artigo foi publicado numa época em que o jornal da Santa Sé era referência solidíssima de ortodoxia doutrinal e rigor jornalístico na difusão da verdade. Em concreto, o artigo saiu à luz em 16 de abril de 1943, pág. 3.

O leitor perceberá logo a utilidade espiritual que se pode tirar da leitura destes anúncios do Venerável Padre Bernardo Maria Clausi (1789 - 1849), frade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, nascido na província de Cosenza, no sul da Itália. 

Os textos recolhidos no Vicariato de Roma foram publicados pela Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Veneza Mons. Pietro La Fontaine no longínquo ano de 1886.

A concordância com as mensagens de La Salette – no mesmo século que viveu o santo religioso – e de Fátima no século XX também saltam aos olhos.

Todas essas mensagens de Nossa Senhora e de almas santas dotadas de luzes profética concordam em anunciar um grande castigo regenerador da humanidade pecadora e um esplendoroso e consolador triunfo da Igreja.

Os fatos concretos que estamos vivendo sugerem a iminência dos eventos sobrenaturalmente preanunciados para tempos que há mais de um século pareciam remotos.

“Curiosidades proféticas”


Autor: A. Vardanega, L’Osservatore Romano, 16 de abril de 1943, pág. 3.

A profecia permeia a história da Igreja e é uma de suas prerrogativas. São Gregório Magno define também a função da profecia: iacula quae praevidentur minus feriunt [“os dardos que se preveem ferem menos”], frase que na admonição do antepassado Cacciaguida, Dante traduz assim: “A flechada que foi prevista chega mais lentamente”.

Cardeal Pietro La Fontaine, Patriarca de Veneza, (1860-1935), autor da compilação dos anúncios do Pe Clausi sobre o futuro flagelo divino.
Cardeal Pietro La Fontaine,
Patriarca de Veneza, (1860-1935),
autor da compilação dos anúncios do Pe Clausi
sobre o futuro flagelo divino.
Mas, junto com estes admoestadores e educadores do povo que são os grandes profetas, no seio da Igreja resplandecem outras profecias, difundidas por vezes pela Igreja com toda a autoridade que lhe é própria, surgidas nos silêncios místicos de almas pias, para consolar e admoestar, corrigir e soerguer testemunhos em todas as épocas de vitalidade da Igreja, advertências para quem quer ouvir o significado profundo, fresta aberta para mergulhar no reino da eternidade, apelo feito a todos para a realidade daquele “permanecei atentos” que é o pressuposto fundamental que nos leva a considerar cada instante da vida humana como se fosse o último.

Tais predições são recolhidas avidamente até pelos incrédulos e são por vezes objeto de especulações e interpretações arbitrárias, mas não é o caso de falarmos aqui delas.

Entre os livros do piedoso e grande Patriarca de Veneza Lafontaine [Cardeal Pietro La Fontaine, 1860 – Patriarca de 1915 a 1935], encontra-se um curioso pequeno opúsculo, impresso em 1886 com o imprimatur do cônego Francaro (Pádua 21 de janeiro de 1886) e intitulado “O flagelo predito pelo Venerável Pe. Bernardo Clausi”.

O opúsculo tende a revelar o flagelo que haveria de cair sobre o mundo numa data não definida, mas com detalhes que têm todo o sabor da atualidade.

“Deus, adverte o compilador, já esgotou todos os meios para converter os homens.

“Após tê-los convidado à aproximação com a palavra viva do imortal [Papa Beato] Pio IX, mandou enchentes, terremotos, pragas epidêmicas.

“Mas tudo foi em vão. Agora só nos resta aguardar o grande flagelo predito pelo Venerável Padre Clausi”.

O Venerável Pe Clausi, levava sempre consigo esta imagem a cuja intercessão foram atribuídas muitas graças.
O Venerável Pe Clausi, levava sempre consigo esta imagem
a cuja intercessão foram atribuídas muitas graças.
O Pe. Clausi foi um sacerdote e pregador da Ordem dos Mínimos, nascido em Castello di San Sisto (diocese de Cosenza) em 27 de novembro de 1789, falecido em Paula em 20 de dezembro de 1849 e declarado Venerável pela Igreja.

Eis com quais palavras predisse o flagelo, segundo se depreende de diversos testemunhos recolhidos no Vicariato de Roma em 1861.

“As coisas devem atingir o cúmulo, e quando a mão do homem não puder fazer nada e que tudo parecer perdido, então Deus porá a sua, e tudo se realizará como o raio e será tal a doçura que experimentará cada um no coração, que lhe parecerá degustar as delícias do Paraíso...

“Os próprios ímpios deverão confessar que isso aconteceu pela mão de Deus...

“O flagelo será terrível e concentrado sobre os ímpios; será de um gênero novo e de fato inaudito. O céu e a terra agirão unidos e se converterão grandes pecadores.

“Esse flagelo será geral em todo o mundo, e aqueles que sobreviverão lhes parecerá terem ficado só eles, de tal maneira será terrível”.


Depois afirma que “ele [o Pe. Clausi] já não se encontraria, e que [o flagelo] seria seguido de uma reordenação geral, com grande triunfo da Igreja.

“Bem-aventurados aqueles que se encontrarão naqueles felizes tempos, porque se viverá na verdadeira caridade fraterna.

“Antes que chegue esse flagelo, os males do mundo crescerão de um modo tal que parecerá que saíram os demônios do inferno e os bons viverão num verdadeiro martírio pelas perseguições dos maus...

“Não acrediteis em quem queira definir o tipo de castigo, porque será uma coisa nova que Deus não revelou a ninguém”.

O opúsculo acrescenta também outros testemunhos, como o da venerável Isabel Canori: “Os homens se matarão entre si com uma raiva indescritível”; Sobre as profecias da Beata Isabel Canori a respeito CLIQUE AQUI

ou o de Melânia, a extática de Orla: “Naquele momento acontecerão três dias (dever-se-ia pensar em três anos?) de densas trevas”;

A Beata Anna Maria Taigi, contemporânea do Pe. Clausi, previu que nos dias do flagelo divino “a atmosfera estará empestada pela presença visível dos demônios”
A Beata Anna Maria Taigi, contemporânea do Pe. Clausi,
previu que nos dias do flagelo divino
“a atmosfera estará empestada pela presença visível dos demônios”
e, por fim, o da Venerável Anna Maria Taigi, romana: “A atmosfera estará empestada pela presença visível dos demônios, que se apresentarão sob múltiplas formas”. Sobre as visões e revelações da Beata Taigi a respeito de castigos vindouros CLIQUE AQUI

Para conforto dos bons, o Pe. Clausi repetia diversas vezes que “o flagelo cairá todo sobre os ímpios e será grande, terrível e geral pelo mundo todo, e quem sobreviver a esse flagelo não poderá fazer outra coisa senão rezar...

“Depois desse espantoso caos renascerá a ordem, será feita justiça a todos e o triunfo da Igreja será tal que não terá tido nunca algum outro semelhante”.

“Tudo isso, porém, acrescenta o redator do opúsculo, nós não o damos como simples conjecturas”, e conclui com as fortes palavras do grande Pontífice Pio IX, pronunciadas em 28 de setembro de 1873, e que verdadeiramente têm sabor profético:

“Agora, eu não vos direi que todos estes males passarão dentro de pouco tempo, não vos direi que estamos na véspera da liberação e do triunfo, mas vos direi que Deus se manifestará com certeza, porque Ele é senhor do tempo em que se operará esse prodígio”.


segunda-feira, 17 de abril de 2023

Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino

Luis Dufaur
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Nossa Senhora afastou a ideia do fim do mundo na nossa época

São também numerosas as advertências de Nossa Senhora para nosso mundo revolucionário e pecador que, se não fizer penitência, atrairá sobre si grandes calamidades.

Porém, em meio a estas calamidades corretivas, sua misericórdia converterá as almas ainda sensíveis ao apelo à penitência e as conduzirá ao Reino de Maria.


Em La Salette

A Santíssima Virgem foi muito explícita nesse sentido no Segredo de La Salette, comunicado em 1846 e publicado em 1858:
“Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido. (...)

“Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que deem morte a todos os seus inimigos.

“De repente, os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto.

“Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado.

“A caridade florescerá por toda parte. Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo.

“O Evangelho será pregado por toda parte e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os operários de Jesus Cristo e os homens viverão no temor de Deus”.



Em Fátima

No ano de 1917, em Fátima, Nossa Senhora voltou a falar neste sentido de um modo resumido, porém peremptório e definitivo:

“Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará.

“O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”.





Falsas “profecias” sobre o iminente “fim do mundo” são alarmismo danoso

“2012”: Avisos do Céu falam que hoje não vivemos o fim mas o prelúdio de um triunfo divino

Mais santos falam que não vivemos no fim do mundo, mas nas proximidades de um triunfo divino

Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino

A voz dos Papas aponta a vitória da Igreja sobre o Leviatã do caos universal nos dias vindouros


quinta-feira, 3 de março de 2022

A Rússia é do demônio? Mas, no fim, se convertirá!

Nossa Senhora de Fátima. Fundo: Moscou
Luis Dufaur
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“A Rússia será católica?” não é a interrogação de um sonhador.

Em Fátima, Nossa Senhora patenteou predileção por esse país de dimensões imperiais.

Porque Ela deu a entender que a instauração de seu Reino na terra teria como condição a conversão do mundo russo ao catolicismo.

Porque quando Nossa Senhora se manifestou em Fátima, a Rússia estava rompida com a Igreja Católica e era cismática. Pouco depois se tornaria comunista e o flagelo do demônio voltado contra os homens.

terça-feira, 1 de março de 2022

Beata Aiello: a Rússia traz a ruína e a morte para o mundo

Beata Elena Aiello, jovem religiosa
Luis Dufaur
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A Bem-aventurada Elena Emília Aiello é pouco conhecida no Brasil.

Mas bem mereceria sê-lo muito mais. Como na sua Itália natal, onde sua fama de santidade e a benemérita atividade caritativa da Ordem que ela fundou estão sempre crescendo.

A Beata é também famosa pelos dons sobrenaturais com que foi beneficiada pelo Altíssimo. Recebeu os estigmas e numerosas revelações de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nelas, Ele se mostra primordialmente preocupado, e até agoniado – se se pode dizer assim – pela degringolada da ordem política e social dos países até então católicos, em particular da Itália.

Com insistente premência, Ele retoma as palavras de Sua Santíssima Mãe em Fátima, colocando como que uma lente de aumento sobre os males que ameaçam o mundo, a Igreja e o Papado se os homens não fizerem penitência.

Essas mensagens foram especialmente intensas na década de 1950, marcada por um otimismo enganoso que predispôs o ambiente psicológico que penetrou em todas as esferas, inclusive na eclesiástica, e influenciou a fundo as elaborações do Concílio Vaticano II.

Mas essas advertências haviam começado décadas antes. Cabe destacar a correspondência da Bem-aventurada Aiello com a irmã do então líder máximo da Itália, Benito Mussolini, exortando o duce a não se engajar na fatídica II Guerra Mundial. Tratou-se de Edvige Mussolini (1888 – 1952), casada com Michele Mancini.

Benito Mussolini repeliu com orgulhoso desdém a ardorosa advertência da Beata da parte de Nosso Senhor.

A visão profética da Beata cumpriu-se de cheio em relação ao chefe máximo da Itália e um dos mais poderosos homens da política europeia. A Itália perdeu a guerra e o Duce teve uma espantosa morte.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Para pedir a Nossa Senhora de La Salette na pandemia

Nossa Senhora de La Salette, Butacan, Filipinas
Nossa Senhora de La Salette, Butacan, Filipinas
Luis Dufaur
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“A bela Senhora”, como a chamavam os dois pastores videntes, Maximino Giraud e Melanie Calvat, apareceu com profunda tristeza numa montanha de Salette, pedindo oração e penitência, e anunciando que não poderia sustentar o braço de seu Filho, prestes a castigar a humanidade por causa de seus pecados.

O fato ocorreu há muito mais de 100 anos. E foi uma das três aparições de Nossa Senhora que são como três montanhas altas de uma cordilheira.

Nessas três, Nossa Senhora confiou um segredo.

As três manifestações de Nossa Senhora foram reconhecidas pela Igreja. A primeira aconteceu em La Salette em 1846; a segunda em Lourdes em 1858; a terceira em Fátima em 1917.

E, se quiserem, a quarta em Siracusa, que é a mais recente em 1953.

A Igreja aceitou a ortodoxia de todas e as admitiu como festas dEla.

Em Siracusa, o episcopado mandou fazer um exame das lágrimas vertidas por uma imagem de Nossa Senhora numa casa familiar e verificou que eram lágrimas humanas.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Irmã Lúcia: “o demônio está travando
uma batalha decisiva contra a Santíssima Virgem”

A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”




A missão da Irmã Lúcia

“Senhor Padre, eis porque a minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que certamente virão se antes o mundo não rezar e se sacrificar.

“Não! A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder as nossas almas para toda a eternidade, se nos obstinarmos no pecado.”

A urgência da conversão

A Irmã Lúcia também me disse:

“Senhor Padre, não devemos esperar que venha de Roma, da parte do Santo Padre, um apelo ao mundo para que faça penitência.

“Nem devemos esperar que esse apelo à penitência venha dos nossos Bispos, nas nossas Dioceses, nem das congregações religiosas.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”

A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
Luis Dufaur
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Em 26 de Dezembro de 1957 o Padre Agustín Fuentes, que estava a preparar-se para ser postulador das causas da beatificação de Francisco e Jacinta Marto.

Avistou-se com a Irmã Lúcia no seu convento em Coimbra, Portugal; e ali pôde conversar amplamente com a vidente de Fátima.

Ao voltar ao México, o seu país natal, fez uma conferência sobre esse encontro, em que se referiu às palavras da Irmã Lúcia.

O Padre Alonso, que seria mais tarde arquivista oficial de Fátima durante 16 anos, sublinhou que o relato da conferência foi publicado;

“Com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima.”

O Padre Fuentes afirmou que a mensagem vinha “da própria boca da principal vidente.”

O relatório do Padre Fuentes

“Quero falar-lhes da última conversa que tive com a Irmã Lúcia em 26 de Dezembro (de 1956). Encontrei-a no seu convento. Estava muito triste, muito pálida e abatida. Ela disse-me”:

“Ninguém fez caso”

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Pe. Amorth: Nossa Senhora pediu consagrar a Rússia. Não foi feito e a punição está em andamento

Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Amorth avisa: a consagração da Rússia não foi feita e a punição pode estar perto
Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma avisa:
a consagração da Rússia não foi feita, por isso a punição pode estar perto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



LifeSite (edição impressa) entrevistou o Padre Gabriele Amorth, o principal exorcista de Roma, a cidade dos Papas, antes do falecimento do venerado sacerdote.

Ele foi autor de diversos livros sobre o delicado tema. Entre eles: Um Exorcista Conta Sua História e Um Exorcista: Mais histórias.

O Pe. Amorth fundou e liderou a Associação Internacional de Exorcistas, tendo praticado centenas de exorcismos em seus mais de 30 anos nessa função apostólica.

Ele é toda uma autoridade na matéria e conhece de perto as insídias e os artifícios do príncipe das trevas.

Também discerne com acuidade o que o pai da mentira trama contra a Igreja e a Cristandade, para a perdição do maior número de almas.

Nossa Senhora em Fátima advertiu os videntes a respeito dos artifícios de Satanás para a perdição do mundo.

Também fez uma referência explícita e insistente aos males que, inspirados por Satanás, homicida por excelência, viriam por meio da Rússia se esta não fosse consagrada ao seu Imaculado Coração.

Desde 1917 foram feitas várias consagrações por diferentes Papas. A mais solene foi a de 25 de março de 1984, por João Paulo II e todos os bispos do mundo.

Entretanto, explicou o Padre Gabriele Amorth, essas consagrações não preencheram as condições pedidas por Nossa Senhora e não podem ser consideradas como atendendo ao pedido d’Ela em 1917.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Silencia-se a voz de Nossa Senhora em Fátima
Só fala o pai da mentira e a Terra treme

Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse
que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto a humanidade padece as mortes, os sofrimentos e as incertezas decorrentes da epidemia do coronavírus, no “anel de fogo do Pacífico”, o vulcão Anak Krakatoa entrou mais uma vez em aterradora explosão, observou o jornal argentino “La Voz” de Córdoba.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Fátima 13 de maio, e a epidemia em “muitos matrimônios que não são de Deus”

Santa Jacinta Marto: “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”,
Santa Jacinta Marto: “muitos matrimônios não são bons,
não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quando em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora em Fátima veio a alertar o mundo para a necessidade de reverter a decadência dos costumes por meio da penitência, sob pena de grandes castigos, sem dúvida ninguém pensou no coronavírus ou em algo parecido.

Dois anos depois, Jacinta – a mais nova dos videntes, hoje canonizada – disse que “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”, segundo registraram seus historiadores Pe. João de Marchi e William Thomas Walsh. Tampouco havia condições de perceber o que hoje está acontecendo.

Agora há uma coincidência da pandemia com as explosões vulcânicas no “anel de fogo do Pacífico”, onde o vulcão Anak Krakatoa entrou em aterradora convulsão acompanhado por mais 13 vulcões menores da Indonésia e pelos gigantes Popocatéptl do México e o Volcán de Fuego, da Guatemala.

Somou-se as passagens, uma remota outra muito próxima, de inquietantes asteroides e a multiplicação das ameaças recíprocas de usar armas atômicas por parte de Putin e Trump.

Isso fez a algum leitor achar que o contexto universal parece com a abertura dos sete selos de que fala o Apocalipse.

Não ousamos ir tão longe. Mas sim pensamos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima na primeira de suas aparições:

“Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”

E ainda: “Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Imaculada Conceição: “um cavaleiro vai entronizá-la no topo do Kremlin”, previu São Maximiliano Kolbe

Imaculada Conceição, Sevilha. No fundo: o Kremlin na noite
Luis Dufaur
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No segredo de La Salette encontramos uma descrição que parece se aplicar a nossos dias onde campeia o pecado, o crime, a desordem e a impiedade.

Em consequência desse estado de revolução profunda contra a ordem da Criação adviriam imensas calamidades regeneradoras e purificadoras da Igreja e da ordem temporal.

Mensagem de todo análoga encontramos em Fátima, onde Nossa Senhora acrescentou profeticamente que a Rússia espalharia seus erros – quer dizer o comunismo – e se transformaria no flagelo do mundo.

Porém, após colossais eventos que incluiriam a desaparição de nações, a Rússia haveria de se converter e o Imaculado Coração de Nossa Senhora triunfará, e a humanidade será restaurada.

Uma confirmação colateral mas preciosa a estas grandes profecias foi feita pelo Padre Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941). Ele nasceu na Polônia, país onde exerceu o principal de seu apostolado, e foi canonizado em 1982.

Em Roma, no dia 11 de fevereiro de 1937, São Maximiliano Kolbe, durante solene encerramento da Academia da Imaculada, na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas fez profecia que impressionou profundamente aos presentes:

“Aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

A advertência não atendida de Nossa Senhora de Akita
e os terremotos no Japão e na Igreja


Luis Dufaur
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Em 1973, Nossa Senhora se manifestou no Japão à Irmã Agnes Katsuko Sasagawa, que então tinha 42 anos de idade, no convento das Servas da Ssma. Eucaristia na localidade de Yuzawadai, perto de Akita, província de Tohoku.

Quer dizer na região mais atingida pelo terremoto que acaba de causar formidáveis danos no Japão.

Akita fica na mesma latitude do epicentro do colossal abalo sísmico, porém do lado ocidental da ilha, a uma distância de 150 kms de Sendai, a cidade mais atingida, e que fica do outro lado do arquipélago do Sol Nascente.

As fotos das pavorosas ruínas da cidade de Sendai e vizinhanças estão em todos os jornais, TVs e em sites da Internet.


Akita foi atingida pelo terremoto, mas não pelo devastador tsunami. O santuário de Akita não sofreu danos relevantes.

O terremoto e o tsunami trouxeram de volta à memória as solenes advertências de Nossa Senhora ao clero e ao mundo em 1973.

Desde aquela data, a imagem de Nossa Senhora chorou lágrimas, segundo testemunhas, mais de uma centena de vezes e verteu sangue em outras ocasiões, inclusive na presença do diocesano Mons. João Shojiro Ito, Bispo de Niihata.

O fenômeno místico foi analisado pela hierarquia eclesiástica e declarado de procedência sobrenatural pelo bispo diocesano, máxima autoridade na matéria. O Vaticano confirmou a decisão.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

13 de outubro de 1917: última aparição em Fátima.
O milagre do sol

Luis Dufaur
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Como das outras aparições, os videntes notaram o reflexo de uma luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira:

Lúcia: “Que é que Vossemecê me quer?”

Nossa Senhora: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.

Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...”

Nossa Senhora: “Uns sim, outros não (14). É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”. E tomando um aspecto triste: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido” (15).

14. Em carta de 18 de maio de 1941 ao Pe. José Bernardo Gonçalves SJ, a Irmã Lúcia esclarece que, neste ponto, Nossa Senhora disse que concederia algumas dessas graças dentro de um ano, e outras não (cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, p. 442).

15. De Marchi conclui esta aparição da seguinte maneira:

Lúcia: “Não quer mais nada de mim”.
Nossa Senhora: “Não quero mais nada”.
Lúcia: “E eu também não quero mais nada”.
Esse pitoresco colóquio não aparece nas Memórias da Irmã Lúcia. Entretanto, o Pároco de Fátima, em seu interrogatório à vidente logo no dia 16 de outubro, anotou as duas primeiras frases deste diálogo, com pequenas variantes (cfr. Documentação Crítica de Fátima, vol. I, p. 24).