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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

O grande flagelo predito pelo Venerável Padre Clausi

O Venerável Pe. Bernardo Maria Clausi (1789-1849), da Ordem dos Mínimos
O Venerável Pe. Bernardo Maria Clausi (1789-1849),
da Ordem dos Mínimos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um amigo e leitor deste blog nos fez chegar um documento interessante a respeito do futuro da Igreja e da civilização que tanto nos preocupam.

Em atenção à fonte – o jornal vaticano “L'Osservatore Romano” – achamos por bem reproduzir a parte central do artigo “Curiosidades proféticas”.

Sobre tudo considerando que dito artigo foi publicado numa época em que o jornal da Santa Sé era referência solidíssima de ortodoxia doutrinal e rigor jornalístico na difusão da verdade. Em concreto, o artigo saiu à luz em 16 de abril de 1943, pág. 3.

O leitor perceberá logo a utilidade espiritual que se pode tirar da leitura destes anúncios do Venerável Padre Bernardo Maria Clausi (1789 - 1849), frade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, nascido na província de Cosenza, no sul da Itália. 

Os textos recolhidos no Vicariato de Roma foram publicados pela Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Veneza Mons. Pietro La Fontaine no longínquo ano de 1886.

A concordância com as mensagens de La Salette – no mesmo século que viveu o santo religioso – e de Fátima no século XX também saltam aos olhos.

Todas essas mensagens de Nossa Senhora e de almas santas dotadas de luzes profética concordam em anunciar um grande castigo regenerador da humanidade pecadora e um esplendoroso e consolador triunfo da Igreja.

Os fatos concretos que estamos vivendo sugerem a iminência dos eventos sobrenaturalmente preanunciados para tempos que há mais de um século pareciam remotos.

“Curiosidades proféticas”


Autor: A. Vardanega, L’Osservatore Romano, 16 de abril de 1943, pág. 3.

A profecia permeia a história da Igreja e é uma de suas prerrogativas. São Gregório Magno define também a função da profecia: iacula quae praevidentur minus feriunt [“os dardos que se preveem ferem menos”], frase que na admonição do antepassado Cacciaguida, Dante traduz assim: “A flechada que foi prevista chega mais lentamente”.

Cardeal Pietro La Fontaine, Patriarca de Veneza, (1860-1935), autor da compilação dos anúncios do Pe Clausi sobre o futuro flagelo divino.
Cardeal Pietro La Fontaine,
Patriarca de Veneza, (1860-1935),
autor da compilação dos anúncios do Pe Clausi
sobre o futuro flagelo divino.
Mas, junto com estes admoestadores e educadores do povo que são os grandes profetas, no seio da Igreja resplandecem outras profecias, difundidas por vezes pela Igreja com toda a autoridade que lhe é própria, surgidas nos silêncios místicos de almas pias, para consolar e admoestar, corrigir e soerguer testemunhos em todas as épocas de vitalidade da Igreja, advertências para quem quer ouvir o significado profundo, fresta aberta para mergulhar no reino da eternidade, apelo feito a todos para a realidade daquele “permanecei atentos” que é o pressuposto fundamental que nos leva a considerar cada instante da vida humana como se fosse o último.

Tais predições são recolhidas avidamente até pelos incrédulos e são por vezes objeto de especulações e interpretações arbitrárias, mas não é o caso de falarmos aqui delas.

Entre os livros do piedoso e grande Patriarca de Veneza Lafontaine [Cardeal Pietro La Fontaine, 1860 – Patriarca de 1915 a 1935], encontra-se um curioso pequeno opúsculo, impresso em 1886 com o imprimatur do cônego Francaro (Pádua 21 de janeiro de 1886) e intitulado “O flagelo predito pelo Venerável Pe. Bernardo Clausi”.

O opúsculo tende a revelar o flagelo que haveria de cair sobre o mundo numa data não definida, mas com detalhes que têm todo o sabor da atualidade.

“Deus, adverte o compilador, já esgotou todos os meios para converter os homens.

“Após tê-los convidado à aproximação com a palavra viva do imortal [Papa Beato] Pio IX, mandou enchentes, terremotos, pragas epidêmicas.

“Mas tudo foi em vão. Agora só nos resta aguardar o grande flagelo predito pelo Venerável Padre Clausi”.

O Venerável Pe Clausi, levava sempre consigo esta imagem a cuja intercessão foram atribuídas muitas graças.
O Venerável Pe Clausi, levava sempre consigo esta imagem
a cuja intercessão foram atribuídas muitas graças.
O Pe. Clausi foi um sacerdote e pregador da Ordem dos Mínimos, nascido em Castello di San Sisto (diocese de Cosenza) em 27 de novembro de 1789, falecido em Paula em 20 de dezembro de 1849 e declarado Venerável pela Igreja.

Eis com quais palavras predisse o flagelo, segundo se depreende de diversos testemunhos recolhidos no Vicariato de Roma em 1861.

“As coisas devem atingir o cúmulo, e quando a mão do homem não puder fazer nada e que tudo parecer perdido, então Deus porá a sua, e tudo se realizará como o raio e será tal a doçura que experimentará cada um no coração, que lhe parecerá degustar as delícias do Paraíso...

“Os próprios ímpios deverão confessar que isso aconteceu pela mão de Deus...

“O flagelo será terrível e concentrado sobre os ímpios; será de um gênero novo e de fato inaudito. O céu e a terra agirão unidos e se converterão grandes pecadores.

“Esse flagelo será geral em todo o mundo, e aqueles que sobreviverão lhes parecerá terem ficado só eles, de tal maneira será terrível”.


Depois afirma que “ele [o Pe. Clausi] já não se encontraria, e que [o flagelo] seria seguido de uma reordenação geral, com grande triunfo da Igreja.

“Bem-aventurados aqueles que se encontrarão naqueles felizes tempos, porque se viverá na verdadeira caridade fraterna.

“Antes que chegue esse flagelo, os males do mundo crescerão de um modo tal que parecerá que saíram os demônios do inferno e os bons viverão num verdadeiro martírio pelas perseguições dos maus...

“Não acrediteis em quem queira definir o tipo de castigo, porque será uma coisa nova que Deus não revelou a ninguém”.

O opúsculo acrescenta também outros testemunhos, como o da venerável Isabel Canori: “Os homens se matarão entre si com uma raiva indescritível”; Sobre as profecias da Beata Isabel Canori a respeito CLIQUE AQUI

ou o de Melânia, a extática de Orla: “Naquele momento acontecerão três dias (dever-se-ia pensar em três anos?) de densas trevas”;

A Beata Anna Maria Taigi, contemporânea do Pe. Clausi, previu que nos dias do flagelo divino “a atmosfera estará empestada pela presença visível dos demônios”
A Beata Anna Maria Taigi, contemporânea do Pe. Clausi,
previu que nos dias do flagelo divino
“a atmosfera estará empestada pela presença visível dos demônios”
e, por fim, o da Venerável Anna Maria Taigi, romana: “A atmosfera estará empestada pela presença visível dos demônios, que se apresentarão sob múltiplas formas”. Sobre as visões e revelações da Beata Taigi a respeito de castigos vindouros CLIQUE AQUI

Para conforto dos bons, o Pe. Clausi repetia diversas vezes que “o flagelo cairá todo sobre os ímpios e será grande, terrível e geral pelo mundo todo, e quem sobreviver a esse flagelo não poderá fazer outra coisa senão rezar...

“Depois desse espantoso caos renascerá a ordem, será feita justiça a todos e o triunfo da Igreja será tal que não terá tido nunca algum outro semelhante”.

“Tudo isso, porém, acrescenta o redator do opúsculo, nós não o damos como simples conjecturas”, e conclui com as fortes palavras do grande Pontífice Pio IX, pronunciadas em 28 de setembro de 1873, e que verdadeiramente têm sabor profético:

“Agora, eu não vos direi que todos estes males passarão dentro de pouco tempo, não vos direi que estamos na véspera da liberação e do triunfo, mas vos direi que Deus se manifestará com certeza, porque Ele é senhor do tempo em que se operará esse prodígio”.


sexta-feira, 9 de junho de 2023

Na festa da Beata Ana Maria Taigi

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A contemplativa da luta entre a Luz e as Trevas


A Beata Anna Taigi (1769-1837) foi uma alma a quem Deus revelou a luta entre a Revolução e a Contra-Revolução, da qual a fez participar através de um especial devotamento ao Papado.

Em 29 de maio de 1769, na poética Siena, num lar popular rico de tradições cristãs, veio ao mundo uma menina sobre a qual pesariam os destinos da Igreja.

Ao invés da tranquilidade e das consolações decorrentes de uma vida ordeira e laboriosa, ela teve em troca cruzes de extraordinário valor sobrenatural.

O infortúnio financeiro levou seus pais a se mudarem para Roma em busca de melhor sorte. Mas eles logo morreram, deixando Ana Maria órfã numa cidade “estrangeira”, pois Roma e Siena pertenciam na época a países diferentes.

Sem saber ler nem escrever, a jovem foi trabalhar no palácio da nobre família Maccarani, onde conheceu seu futuro marido, Domenico Taigi, pajem no palácio dos príncipes Chigi, na cêntrica Piazza Colonna – hoje sede do primeiro ministro da Itália.

Domenico era trabalhador e sério, mas deu-lhe muita ocasião para praticar a paciência. Tiveram sete filhos, três dos quais morreram em sua primeira infância.

Ana Maria Gesualda Giannetti de Taigi (29/05/1769 – 09/06/1837) foi uma excelente dona de casa, dedicada a todos, apesar de seus exíguos recursos.

Muito piedosa, ingressou na Ordem Terceira da Ordem da Santíssima Trindade – os trinitários – com sede na igreja de San Carlo alle Quattro Fontane.

O sol misterioso

Desde a sua adolescência, Ana Maria foi aquinhoada por Deus com um favor único: o de ter sempre presente diante de seu olho esquerdo um sol, qualificado de “místico”, mas muito voltado para as realidades temporais.

O Pe. Bouffier S.J. nos fala desse sol misterioso onde Deus quis lhe mostrar “os fios secretos dos movimentos do mundo”:
O livro do Pe. Bouffier SJ. Fala-se muito da beata,
mas muitos poucos livros lhe foram dedicados.
E com razão: Deus falou por meio dela coisas graves demais.
“Era uma maravilha ouvir uma boca tão apagada narrar com serena candura as agitações das sociedades, as convulsões dos povos, a derrubada das dinastias, e até nesses grandes acontecimentos da História, os detalhes íntimos e escondidos dos corações que só o olhar de Deus pode penetrar. (...)

“Sob essa luz ela via o estado das consciências, a situação das diversas nações da terra, as revoluções, as guerras, os planos dos governos, as maquinações das sociedades secretas, as armadilhas montadas pelos demônios, os crimes, os pecados, as superstições dos idólatras, os flagelos que Deus havia preparado para punir as prevaricações humanas”.

O sol lhe apareceu pela primeira vez por volta de 1790, quando ela se flagelava em seu pequeno oratório doméstico.

E nunca se afastou de sua vista, acompanhando-a por toda parte, dia e noite, até a sua morte, acontecida 47 anos depois.




Visões da Beata Ana Maria Taigi
concordam com La Salette


Beata Ana Maria Taigi
Após apontar para a decadência moral e o progresso da Revolução anti-crista, no mundo em geral e do clero em particular, Nossa Senhora fez anunciou em La Salette grandes castigos purificadores da terra.

Esses anúncios não são exclusivos de La Salette.

No mesmo século XIX, poucas décadas antes do acontecimento de La Salette, Deus revelou à Beata Ana Maria Taigi esses mesmos castigos.

A comparação é especialmente sugestiva porque não houve contato de nenhuma espécie entre a Beata e os videntes de La Salette.

Mons. Natali anotou as visões em milhares de folhas
Mas, quando haveria de se verificar esse triunfo?

A qual época histórica está reservado saudar esse grandioso acontecimento que tantos fiéis da humanidade toda há muito tempo aguardam?

Eis o misterioso enigma, sobre o qual a Beata Taigi veio deitar, se não me engano, um raio de luz que conforta e tranqüiliza.”

Eis quanto Mons. refere textualmente a respeito dessa profecia:



“Desde os tempos de S.S. o Papa Pio VII, quer dizer no ano 1818, a Serva de Deus descreveu para mim a revolução de Roma e tudo o que aconteceu, e a seguir falou-me muitas vezes, aliás, de um modo muito mais espantoso, dizendo que tinha sido mitigada pelas orações de muitas almas caras a Deus, que se ofereceram a Ele em satisfação da Justiça Divina.

“Porém, ela disse-me que a iniqüidade haveria de avançar triunfante e muitos que se acreditava serem bons teriam tirado a máscara, e que o Senhor queria descobrir a cizânia e que depois Ele teria sabido o que fazer dela.

“Que as coisas estariam de tal maneira convulsionadas que o homem já não seria capaz de as pôr em ordem, mas que Seu braço onipotente haveria de remediar tudo.

“Ela me disse que o flagelo da terra tinha sido mitigado, mas não o do céu que era horrível espantoso e universal.

“Que o Senhor não o tinha dado a conhecer nem às almas por Ele mais amadas nesta terra.

“Que teria chegado inesperadamente e que os ímpios teriam sido destruídos.

“Que antes desse flagelo todas as almas que na sua época tinham fama de santidade deveriam estar todas sepultadas.

“Que numerosos milhões de homens deveriam morrer por obra do ferro, uma parte nas guerras, outra parte em conflitos, e outros milhões de morte imprevista ‒ entenda-se que por todo o mundo.

“Que, em conseqüência, nações inteiras haveriam de voltar à unidade da Igreja Católica, muitos turcos, gentios e hebreus hão de se converter de um modo que surpreenderá aos cristãos que ficarão admirados pelo fervor e observância que mostrarão com sua vida.

“Numa palavra, ela disse-me que o Senhor queria purgar o mundo e Sua Igreja, e para isso ele preparava uma nova safra de almas que, desconhecidas, apareceriam para realizar obras grandes e milagres surpreendentes.

“Ela me disse que depois de que o Senhor tivesse varrido a terra com guerras, revoluções e outras calamidades, haveria de começar o céu e então teria lugar o fim de dito flagelo com uma convulsão geral de fenômenos meteorológicos os mais espantosos e com grande mortalidade.



CLIQUE AQUI e Leia o relato completo na página dedicada exclusivamente à Beata Taigi, famosa por seus dons proféticos


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Profecias e revelações particulares: atitude correta diante delas: equilíbrio, cautela e abertura de alma – 1

Beata Ana Maria Taigi
Beata Ana Maria Taigi




O demônio – pai da mentira – como um moedeiro que normalmente só falsifica moedas de ouro e prata, já tem enganado muita gente mediante falsas aparições. Tornou-se, pois, mais do que nunca necessário saber discernir entre as falsas e as verdadeiras.

O fiel vigilante e bem instruído pode evitar a queda nas armadilhas do demônio, bem como aproveitar os auxílios especiais que a Providência proporciona à humanidade através das autênticas manifestações sobrenaturais.

* * *

Há muitas recentes aparições e revelações particulares atribuídas à Santíssima Virgem, Santos, anjos e fenômenos supostamente sobrenaturais em diversas regiões do Brasil, bem como no Exterior.

Alguns leitores receberam impressos com mensagens que Nossa Senhora teria transmitido a videntes contendo supostas profecias.

O que pensar de tudo isso? –perguntam-nos eles.

Como discernir as revelações autênticas das falsas, evitando as ciladas que o demônio, pai da mentira, pode preparar nesta matéria?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Como saber se uma aparição ou revelação é autêntica e de acordo com a Igreja Católica?

As visões, "sonhos" e revelações de São João Bosco  foram analisados e aprovados pela Santa Sé.  Mas, antes disso houve gente que contestava sua veracidade.  Como agir em caso semelhante ou que parece análogo?
As visões, "sonhos" e revelações de São João Bosco
foram analisados e aprovados pela Santa Sé.
Mas, antes disso houve gente que contestava sua veracidade.
Como agir em caso semelhante ou que parece análogo?
Com frequência nosso blog recebe informações relativas a aparições, revelações e outros fenómenos místicos que estariam acontecendo em nossos dias.

De fato, uma simples busca na Internet apresenta dezenas senão centenas de milhares de sites sobre revelações ou aparições, suspeitas na sua imensa maioria.

De modo não menos frequente recebemos consultas sobre nossa opinião a respeito desta ou daquela aparição, revelação e/ou vidente, ou assemelhado.

A equipe que trabalha no blog é composta exclusivamente de leigos católicos que agem a título pessoal. Por isso nunca emitimos juízos, a não ser que a Igreja Católica se tenha pronunciado sobre o fato. Nesse caso pretendemos agir apenas como eco da Igreja.

Também na publicação de documentos procuramos exclusivamente aqueles que preencham todos os requisitos de autenticidade, só aceitando e de modo inflexível àqueles que passaram pelo crivo da autoridade eclesiástica.

Isto implica em pôr de lado muitos documentos, aguardando por vezes muitos anos algum pronunciamento da autoridade competente.

“O discernimento nas aparições e revelações”