Mostrando postagens com marcador Pe. Amorth. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pe. Amorth. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

7 verdades do padre Amorth
sobre a Revolução do diabo contra a Igreja

Madonna del Soccorso  (Nossa Senhora do Socorro), Ascoli Satriano, Itália
Madonna del Soccorso  (Nossa Senhora do Socorro), Ascoli Satriano, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A equipe do site Aleteia fez uma oportuna compilação de sete verdades – que poderiam ser mais, obviamente – do experiente lutador contra Satanás padre Gabriele Amorth, exorcista da cidade dos Papas, Roma, falecido rodeado pela admiração de todos.

Elas poderão ser apreciadas por todos os que acompanham os temas que viemos focando em nosso blog Aparição de La Salette e suas profecias relacionados com a participação do chefe dos infernos na grande Revolução anticristã contra a qual Nossa Senhora quis alertar a Cristandade na montanha de La Salette.

Ei-las:

1. Satanás é o tentador desde o princípio dos tempos:

“Satanás é o tentador desde o princípio e é monótono – ele me confirmou isto: usa o mesmo método para tentar o homem, que é livre; usa as suas fraquezas.

“A ação ordinária é tentar; e a extraordinária, e muito rara, é a possessão diabólica”.

2. O diabo é uma pessoa, não uma simples representação do mal:

“Satanás quer que não falemos dele; ele se esconde. O diabo é uma pessoa. Não é só uma mera representação do mal”, disse o pe. Amorth ao canal TV2000.

Em seu livro O último exorcista, o sacerdote reforçou que “não devemos nos esquecer de que o diabo é mentiroso; por isso é necessário relativizar e, se possível, comprovar as respostas dele.

“É preciso comprovar tudo, especialmente um dado fundamental: a origem da vexação ou possessão, quem é o autor do malefício.

“É preciso comprovar porque o demônio pretende semear ódios e rancores; ele pode dizer que foi a sogra, a irmã, a prima ou a tia, e depois se descobre que não era verdade”.
Pe. Gabriele Amorth R.I.P., foi exorcista de Roma
Pe. Gabriele Amorth R.I.P., foi exorcista de Roma

3. O diabo tem medo de Nossa Senhora:

“O diabo tem medo de Nossa Senhora, porque ela é uma criatura nascida sem pecado, humilde e obediente a Deus desde sempre.

“Uma vez eu perguntei ao diabo: ‘Por que você se sobressalta mais quando invoco a Virgem Maria do que quando invoco Jesus?’.

“E a resposta dele: ‘Porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana do que ser derrotado por Jesus’”.

4. O Estado Islâmico (ISIS) é dirigido por Satanás:

Em 27 de maio de 2015, o exorcista de Roma afirmou, segundo o sacerdote a Fabio Marchese Regona, do Il giornale.it.

“Onde há mal, pequeno ou grande, é sempre o demônio que sugere […]

“Sem dúvida, o ISIS, eu tenho certeza, onde há guerra e destruição está sempre o diabo rindo por trás.

“Deus não permitiria isso jamais, Deus só quer coisas boas.

“E essa gente [do Estado Islâmico] pode também disparar contra o papa sem hesitação…”.

5. O diabo odeia a Igreja católica e adora as seitas:

No livro O último exorcista, o pe. Amorth assegura que as seitas são usadas pelo diabo para atingir os seus objetivos.

“Quando se faz um pacto com Satanás, o próprio diabo reconhece que a única religião verdadeira é a cristã católica, fiel ao papa, e, por isso, as seitas lutam contra ela.

“Toleram a duras penas as outras religiões cristãs, enquanto apoiam religiões falsas.

Madonna del Soccorso (Nossa Senhora do Socorro), Nicolò Alunno (1430 – 1502), Galleria Colonna, Roma
Madonna del Soccorso (Nossa Senhora do Socorro),
Nicolò Alunno (1430 – 1502), Galleria Colonna, Roma
“As seitas costumam se esconder atrás de nomes e objetivos falsos, quase sempre como terapias alternativas à medicina tradicional”.

6. Fé, oração e jejum para combater o diabo:

Em um vídeo de 17 de abril de 2015, voltado aos exorcistas, o pe. Amorth recordou:

“Não valemos nem um centavo se não acreditamos em Jesus”; “a oração e a confissão” são instrumentos irrenunciáveis para um “limpo servidor de Jesus”.

No mesmo vídeo, ele incentiva o jejum a fim de preparar o corpo para as privações que o diabo pode usar para nos tentar.

7. Uma resposta às ameaças do diabo:

Nosso Senhor, afirma ele, concede aos exorcistas e aos batizados “toda a graça para enfrentar e superar o diabo”.

No livro Deus é mais belo que o diabo, ele atesta que cada um pode responder às ameaças do diabo:

Estou envolto no manto de Maria. Que podes fazer contra mim? Tenho ao meu lado o arcanjo São Miguel. Tenta lutar contra ele.

“Tenho o meu anjo da guarda, que vela para que eu não seja tocado; tu não podes fazer nada”.


Mons. Athanasius Schneider: o diabo existe e os impenitentes acabam no inferno (legendado em português)


Bispo auxiliar de Astana, capital do Cazaquistão, responde sobre a existência do demônio, do inferno e dos que vão para lá eternamente. (legendado em português)


segunda-feira, 3 de julho de 2023

A história do 'Exorcista do Papa': Pe. Gabriele Amorth

O Padre Gabriele Amorth foi exorcista da diocese de Roma durante 30 anos
O Padre Gabriele Amorth foi exorcista da diocese de Roma durante 30 anos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Um filme criado a partir de dois livros do pranteado exorcista de Roma Pe. Gabriele Amorth (1925-2016) — “Um Exorcista Conta” (1990) e “Novos Relatos de Um Exorcista” (1992) —, voltou a suscitar comentários sobre os casos de possessão diabólica que se tornam cada vez mais preocupantes e frequentes nas nossas sociedades que estão abandonando a fé. Confira a longa reportagem da BBCNews.

O Pe. Amorth no livro “O Último Exorcista” (Ecclesiae, 2012) compara o ritual de exorcismo a uma batalha. Sua armadura consiste apenas numa estola roxa que no início do 'combate' apoia sobre a pessoa a ser exorcizada.

O gládio do exorcista é o crucifixo, e o do Pe.Amorth traz a medalha de São Bento. Outras armas são os sacramentais como a água benta e o óleo santo além do sinal da cruz em sua testa.

Uma característica do Pe. Amorth é que foi soldado que lutou na Segunda Guerra Mundial e chegou a ser condecorado com uma medalha por bravura militar. Formado em Direito e Jornalismo decidiu seguir a vocação sacerdotal que batia na sua alma desde que tinha 12 anos, por incentivo do Beato Pe. Tiago Alberione (1884-1971), fundador da Pia Sociedade de São Paulo.

Amorth foi ordenado sacerdote em 24 de janeiro de 1954 e nomeado exorcista no dia 11 de junho de 1986. Ao ser indagado sobre sua decisão, respondeu: “Não decidi nada.”

Padre Gabriele Amorth e Padre Tiago Alberione, o fundador de sua congregação
Padre Gabriele Amorth e Padre Tiago Alberione,
o fundador de sua congregação
Quem decidiu foi o bispo vigário de Roma, o cardeal Ugo Poletti (1914-1997). Os bispos tem o poder de delegar aos padres de suas dioceses o poder conferido por Jesus de expulsar demônios.

Em 1986, o Pe. Amorth visitou o bispo de Roma quem inesperadamente começou a escrever em silencio e lhe entregou um envelope com um sorriso dizendo: “Parabéns!”

A carta dizia: “Eu, cardeal Ugo Poletti, arcebispo vigário de Roma, nomeio o padre Gabriele Amorth, religioso da Pia Sociedade de São Paulo, exorcista da diocese. Ele colaborará com o padre Cândido Amantini enquanto for necessário.”

O Pe. Amorth gaguejou mas o cardeal foi imperativo: “a Igreja tem desesperada necessidade de exorcistas. O senhor fará bem o trabalho. Não tenha medo”.

Ainda pensando “Quem sou eu para combater o príncipe das trevas?”, o Pe. Amorth entregou a carta com a nomeação do bispo ao Pe. Amantini. Esse pegou um exemplar do Rituale Romanum, do Papa Paulo 5º, e o entregou ao Pe. Amorth.

“Leia as 21 regras que precedem o rito. Decore-as. Sem essas regras, será derrotado”, advertiu.

Os principais sinais de possessão, ensina o livro de 1614, são falar línguas desconhecidas, manifestar fatos ocultos e demonstrar força superior à sua condição física.

Certa vez, durante uma sessão, Amorth viu um menino de 11 anos ser segurado por quatro homens robustos. “O rapazinho os fazia voar”, ilustra. Noutra ocasião, um menino de dez anos levantou uma mesa pesada acima da cabeça. “Jamais teria conseguido sozinho”, atesta.

Mas o sintoma mais grave é a aversão ao sagrado. Caso da pessoa que desmaia quando vai à missa ou espuma de ódio quando vê um padre.

O ritual recomenda que os possuídos sejam exorcizados na igreja ou em outro local religioso, desde que longe das multidões.

Se o possuído estiver doente, pode ser realizado em sua casa. Por medida de segurança, a pessoa que será exorcizada deve ser acomodada numa poltrona, nos casos mais leves, ou numa maca, nos mais graves. Durante o ritual, o exorcista poderá ser ajudado por leigos — poucos e preparados.

Uns o ajudarão a segurar o possuído. Outros, a rezar o rosário e a invocar a intercessão dos santos. Nenhum deles, porém, deve dirigir a palavra ao endemoniado.

O exorcista, prossegue o breviário em latim, não deve se perder em demasiadas palavras ou fazer perguntas desnecessárias. Mais do que um diálogo, o exorcismo é um interrogatório.

“Qual é o teu nome?”, “estás sozinho?” e “quando sairás?” são algumas das perguntas a serem feitas. O objetivo do exorcismo é obrigar o endemoniado a revelar seu nome — Satanás, Lúcifer, Asmodeu...

“Para ele, dizer o nome representa uma grande derrota”, explica Amorth. E, principalmente, ordenar ao demônio, em nome de Jesus, que liberte o possuído.

Padre Cândido Amantini e Padre Gabriele Amorth, exorcistas oficiais da diocese de Roma
Padre Cândido Amantini e Padre Gabriele Amorth,
exorcistas oficiais da diocese de Roma
Gabriele Amorth realizou o primeiro de seus mais de 60 mil exorcismos no dia 21 de fevereiro de 1987. Naquela manhã, padre Cândido Amantini recebera mais um pedido de ajuda. Dessa vez, de um frade franciscano chamado Maximiliano. Um camponês de 25 anos, explicava ao telefone, precisava ser exorcizado.

“Não tenho tempo”, avisou. “Mandarei o Amorth”. “Está certo de que estou pronto?”, perguntou.

“Ninguém nunca está. Mas, você está suficientemente preparado. Toda batalha tem seus riscos. Tem de enfrentá-los um por um”, orientou.

O exorcismo foi realizado na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma. Logo ao chegar, uma surpresa: além do padre e do camponês, uma terceira pessoa.

“Quem é o senhor?”, perguntou Amorth. “O tradutor”, respondeu o homem. “O tradutor?”, repetiu, atônito.

Padre Maximiliano se apressou em explicar: “Quando entra em transe, só fala inglês”. E foi na língua de Shakespeare que o lavrador italiano começou a gritar as primeiras blasfêmias. Não foi a única vez. Noutra ocasião, uma mulher analfabeta proferiu ofensas num idioma que Amorth desconhecia.

“Tive de fazer com que vários sacerdotes participassem dos exorcismos. Até que um deles desvendou o enigma: era aramaico.”

Amorth dedica o segundo capítulo de “O Último Exorcista” ao seu primeiro exorcismo. “Em Minha Primeira Vez Contra Satanás”, descreve o episódio que classifica como aterrorizante.

A certa altura, os olhos do rapaz viraram para dentro e sua cabeça pendeu sobre as costas da cadeira. Pouco depois, a temperatura no aposento caiu horrores e Amorth passou a sentir um frio glacial.

Mais adiante, o possuído começou a levitar. “Meio metro acima da cadeira”, observa Amorth. “Aí, permaneceu imóvel, suspenso no ar por vários minutos.”

A primeira batalha de Amorth chegou ao fim cinco meses após iniciada, ou seja, no dia 21 de junho de 1987, às 15h. Foram necessárias 20 sessões, uma por semana.

“Libertar um possuído em tão poucas sessões é um milagre”, admite. O exorcismo mais curto de seu ministério durou inacreditáveis dez minutos. O mais longo? Quase 30 anos! “Já fico satisfeito quando um caso se resolve em quatro ou cinco anos”, dizia.

'Nunca encontrei um diabo ateu'


Um exorcismo nunca é igual ao outro. Às vezes, o possesso salta de uma parede para outra como se fosse um macaco ou rasteja pelo chão como uma serpente. Outras vezes, o endemoniado ruge como um leão, uiva como um lobo ou mia como um gatinho.

Houve uma ocasião em que Sabrina, como se fosse a coisa mais natural do mundo, começou a caminhar pela parede, subindo rumo ao teto.

Volta e meia, Amorth ganhava um presentinho: um empurrão aqui, um soco ali, uma mordida acolá...

“Certa vez, um chute que não me pareceu tão forte me deixou com a perna engessada quarenta dias”, relata.

Cusparadas? Nem se lembra mais quantas levou. Quando exorcizou uma religiosa italiana chamada Gisella, viu ela cuspir objetos de ferro, como pregos, parafusos e tesouras. Sim, padres, freiras e religiosos não estão imunes à possessão.

“Amorth saiu de algumas batalhas com hematomas pelo corpo. É impressionante como o diabo empresta força extraordinária a seres fisicamente fracos. Felizmente, alguns dos fenômenos que ele testemunhou ao longo de seu ministério são bastante raros. Como foram raros também os casos em que Amorth conseguiu libertar o possesso com uma única sessão. Apenas dois em mais de 60 mil!”, revela Tosatti.

Certa ocasião, um padre dos EUA chamado Andrew perguntou a Amorth se ele tinha medo de Satanás.

“Não sou eu que tem medo dele. Ele é que deve ter medo de mim. De mim e de todos que vivem em Jesus Cristo”, respondeu Amorth.

O bom humor era um de seus traços marcantes. Quando alguém lhe dizia que “acreditava em Deus, mas não era praticante”, fingia concordar: “Ah, sim! Os diabos também... Creem em Deus, mas não são praticantes. Aliás, nunca encontrei um diabo ateu”, disparava, sarcástico como sempre.

'Satanás não dorme nunca'


Em 1991, Gabriele Amorth teve a ideia de fundar uma associação de exorcistas.

E, na condição de exorcista da diocese de Roma, quis comunicar sua decisão a um determinado cardeal, que ele preferiu não divulgar o nome.

“Nós dois sabemos que Satanás não existe, não é verdade?”, observou Sua Eminência, com uma piscadela marota.

“O que quer dizer com 'sabemos que não existe?”, perguntou Amorth.

“O senhor sabe melhor do que eu que tudo isso é uma superstição”, continuou o cardeal. “Não quer me fazer acreditar que crê nessas coisas, não é?”.

“Bem, o senhor deveria ler um livro que talvez possa ajudá-lo”, sugeriu o padre. “Ah, sim? Qual livro, padre Amorth?”, perguntou o cardeal.

“O Evangelho!”, respondeu, para o espanto do cardeal. “É o Evangelho que nos diz que Jesus expulsa os demônios. Então, o Evangelho também é uma superstição?”.


“Os bispos que não nomeiam exorcistas, apesar da necessidade de suas dioceses, estão em pecado mortal”, afirma Amorth.

“A Igreja Católica dorme. Mas deveria saber que Satanás não dorme nunca. Está sempre acordado, preparado para atacar”.

A Associação Internacional dos Exorcistas (AIE) foi reconhecida pela Igreja Católica no dia 13 de junho de 2014.

Hoje, fazem parte dela cerca de 500 exorcistas. O Monsenhor Rubens Miraglia Zani, da Paróquia Nossa Senhora do Líbano, em Bauru (SP), é um dos 20 brasileiros.

Nomeado exorcista em 2013, conheceu o Padre Amorth um ano antes, durante o curso de formação para exorcistas, promovido pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, em Roma.

“Era uma pessoa culta, alegre e inteligente”, descreve. “Seu senso de humor era agudo, mas não ferino.”

“O maior equívoco é pensar no exorcismo como um ritual de magia: basta que se recite mecanicamente o rito, uma única vez e o demônio é obrigado a ir embora, não importando a fé e a colaboração do possesso, nem a fé e a santidade do exorcista”, pondera Zani, delegado coordenador da Secretaria de Língua Portuguesa da AIE.

“O primeiro exorcista de uma pessoa é a própria pessoa que será exorcizada. Se ela não colabora, rezando o terço, meditando a Palavra de Deus e participando da missa, sua situação se arrasta e o exorcista pouco pode fazer.”

'A grande inimiga de Satanás'


O Beato Palau está na origem do retorno à prática do exorcismo
O Beato Palau está na origem do retorno à prática do exorcismo
Em seus últimos anos de vida, Gabriele Amorth realizava uma média de cinco exorcismos por dia.

Mas houve um tempo em que chegou a praticar de dez a quinze.

Por essa razão, gravou um recado em sua secretária eletrônica, reduzindo os pedidos de exorcismo a uma hora semanal: “Telefonemas para agendamento são aceitos apenas às segundas-feiras, das 18h30 às 19h30. Quem não pertence à diocese de Roma, por favor, dirija-se ao seu bispo.”

Em abril de 2016, Amorth ouviu o recado de William Friedkin. O diretor de “O Exorcista”, clássico do gênero adaptado do romance de William Peter Blatty (1928-2017), solicitava autorização para registrar um exorcismo.

“Sou grato a 'O Exorcista'“, disse Amorth em “Investigação sobre o Demônio”. “Embora um tanto sensacionalista, com cenas irreais, é substancialmente exato. Atingiu um público vastíssimo e divulgou a figura do exorcista.”

Autor do livro que deu origem ao filme e do roteiro que ganhou o Oscar, Blatty inspirou-se na história real de um menino de 14 anos que sofreu uma possessão e foi exorcizado por um padre jesuíta chamado William Bowden. O caso aconteceu em 1949 na cidade de Cottage City, no Estado de Maryland.

Gabriele Amorth pediu a Friedkin alguns dias para pensar. Por fim, autorizou a filmagem.

Mas impôs três condições ao cineasta: ele deveria ir sozinho, levar uma única câmera de vídeo e não interferir no ritual. O resultado do exorcismo de Cristina, uma arquiteta italiana de 46 anos, realizado no dia 1º de maio de 2016, quatro meses antes da morte de Amorth, pode ser conferido em “O Diabo e o Padre Amorth”, disponível na Netflix.

Sabrina, Gisella, Cristina... A cada dez exorcismos que Amorth fazia, nove eram de mulheres. Devoto de Nossa Senhora de Fátima, ele nunca soube explicar bem o motivo. Mas, tinha lá seu palpite: o demônio queria se vingar de Maria.

“Por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora do que quando invoco a Jesus?”, perguntou Amorth, durante uma sessão, em diálogo descrito no livro Novos Relatos de Um Exorcista (Palavra e Prece, 2011).

“Por que me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana do que por Ele”, respondeu Satanás.


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Pe. Amorth: Nossa Senhora pediu consagrar a Rússia. Não foi feito e a punição está em andamento

Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Amorth avisa: a consagração da Rússia não foi feita e a punição pode estar perto
Na véspera do centenário de Fátima, Pe. Gabriele Amorth, exorcista de Roma avisa:
a consagração da Rússia não foi feita, por isso a punição pode estar perto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



LifeSite (edição impressa) entrevistou o Padre Gabriele Amorth, o principal exorcista de Roma, a cidade dos Papas, antes do falecimento do venerado sacerdote.

Ele foi autor de diversos livros sobre o delicado tema. Entre eles: Um Exorcista Conta Sua História e Um Exorcista: Mais histórias.

O Pe. Amorth fundou e liderou a Associação Internacional de Exorcistas, tendo praticado centenas de exorcismos em seus mais de 30 anos nessa função apostólica.

Ele é toda uma autoridade na matéria e conhece de perto as insídias e os artifícios do príncipe das trevas.

Também discerne com acuidade o que o pai da mentira trama contra a Igreja e a Cristandade, para a perdição do maior número de almas.

Nossa Senhora em Fátima advertiu os videntes a respeito dos artifícios de Satanás para a perdição do mundo.

Também fez uma referência explícita e insistente aos males que, inspirados por Satanás, homicida por excelência, viriam por meio da Rússia se esta não fosse consagrada ao seu Imaculado Coração.

Desde 1917 foram feitas várias consagrações por diferentes Papas. A mais solene foi a de 25 de março de 1984, por João Paulo II e todos os bispos do mundo.

Entretanto, explicou o Padre Gabriele Amorth, essas consagrações não preencheram as condições pedidas por Nossa Senhora e não podem ser consideradas como atendendo ao pedido d’Ela em 1917.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pe. Amorth e exorcismo: como se defender do diabo

Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






APONTAMENTOS COLHIDOS ENQUANTO ASSISTIA AO VÍDEO. NÃO SÃO AO PÉ DA LETRA, MAS TENTAM REGISTRAR OS CONSELHOS ESSENCIAIS.

Pergunta: O que é o diabo?

Pe. Gabriele Amorth: É um puro espírito criado por Deus. Foi submetido a uma prova porque Deus quis que todos os seres inteligentes chegassem à felicidade da visão beatifica com mérito pessoal, nunca pela força.

Os anjos foram submetidos a uma prova de humildade e obediência. Satanás que era o mais esplendoroso deles se rebelou contra Deus e convenceu uma grande quantidade de anjos a se opor.

Foi um ato de orgulho e rebelião feito com uma inteligência e com uma consciência de tal maneira perfeita que dele não se volta atrás.

Pergunta: por que?

Pe. Gabriele Amorth: Uma vez perguntei a um demônio se eles são muitos. E respondeu: somos tantos que se fôssemos visíveis obscureceríamos o sol. Portanto a quantidade é enorme. A quantidade dos anjos é sem dúvida maior.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista,
partiu para a eternidade

O Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
O Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Agência Boa Imprensa – ABIM



Em 16 de setembro [2016], aos 91 anos de idade faleceu o Exorcista da diocese de Roma, que sempre alertou a respeito do perigo da crescente ação diabólica na atualidade.

Em memória do Revmo. Pe. Gabriele Amorth transcrevemos a seguir uma importante entrevista que ele concedeu com exclusividade para a revista Catolicismo e publicada em sua edição Nº 596, de agosto de 2000.

O Padre Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo é muito apreciado por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade apostólica jornalística. Seu programa na Radio Maria peninsular contava com 1.700.000 ouvintes.

O Pe. Amorth tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra Um exorcista conta-nos, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtido várias edições.

A partir de então, a mídia internacional vem focalizando a atuação desse sacerdote, nomeado Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.

Solicitadíssimo por inúmeras pessoas necessitadas de amparo contra as insídias diabólicas, o Pe. Amorth exerce intenso e extenuante trabalho apostólico.

terça-feira, 22 de março de 2016

Exorcista: “Satanás atrás do Estado Islâmico”
Novos e piores demônios irromperam no cenário mundial

Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial da diocese de Roma:
“Satanás impulsiona o Estado Islâmico, com certeza”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Os recentes atentados de Nice e Bruxelas, como os do fim do ano passado em Paris e as tentativas massivas de violação de mulheres em cidades da Alemanha e do norte da Europa no Réveillon obedecem a um objetivo: erradicar o cristianismo do mundo apagando seus últimos restos já tão diminuídos.

Nos casos citados da Europa o caráter estritamente religioso da ofensiva de crimes não aparece tão claramente, pois os atentados visam o comum dos cidadãos indiscriminadamente.

No Oriente Médio, o motor religioso islâmico se mostra por inteiro.

O mosteiro de Santo Elias, o mais antigo do Iraque, foi destruído pelo Estado Islâmico, o grupo terrorista que em nome de Maomé visa extinguir o cristianismo e qualquer vestígio de cultura do passado, inclusive pagão.

O padre católico Paul Thabit Habib, responsável pela igreja, atualmente exilado em Erbil, disse: “nossa história cristã em Mossul está sendo barbaramente aniquilada. Estamos testemunhando uma tentativa de expulsar-nos do Iraque e eliminar nossa existência neste país”, informou o “O Estado de S. Paulo”.