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segunda-feira, 9 de março de 2020

Segredo de La Salette: intervenção dos anjos e triunfo inaudito da Igreja

Vitória dos Anjos fiéis, Pieter Bruegel  (1525-1569),
Royal Museums of Fine Arts, Bruselas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: Nosso Senhor mostra a Santa Maria de Jesus Crucificado a conjuração para aniquilar Roma e Paris




Após anunciar os castigos que acarretarão entre outras coisas, a destruição futura de Paris, Marselha e grandes cidades, o Segredo completo de La Salette prossegue anunciado um triunfo inaudito da Igreja:

“Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia.

“E pedirá minha ajuda e intercessão.

“Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que deem morte a todos os seus inimigos.

“De repente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto”.

Na redação de 1851, depois de anunciar a apostasia de três quartos da França, Maximin escreveu:
“Após isso as nações converter-se-ão, a fé se reacenderá por todo lado.

“Mas antes que isto advenha, acontecerão grandes abalos na Igreja e por todo lado”.

Tudo considerado, junto com o aniquilamento dos maus, hão de se completar as conversões dos que serão salvos.

Mas como poderiam acontecer estas conversões em meio a uma humanidade tão pecadora e tão punida?

Mélanie confidenciou ter recebido luzes de Nossa Senhora a respeito. Porém não podia dá-las a conhecer.

Interrogada por que não desvendava isto, respondeu:

“Porque contém tais segredos da misericórdia divina.

“Conhecendo-os, os homens, em lugar de rezar para conjurar os acontecimentos, terão pressa de vê-los chegar a fim de poder gozar mais cedo o triunfo inaudito da Igreja”.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Conversão dos anglicanos III:
o santo cura de Ars e o Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser

Urna com os restos mortais de São João Batista Maria Vianney, Ars, França.
Urna com os restos mortais de São João Batista Maria Vianney, Ars, França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Conversão dos anglicanos II: Santo Eduardo Rei e São Paulo da Cruz, fundador 





São João Maria Batista Vianney e o futuro da Inglaterra

São João Batista Maria Vianney, o famoso cura de Ars, foi um outro santo que previa um futuro católico radioso para uma Inglaterra que retornou ao seio da Igreja Católica.

O Pe. J.-M. Curique nos fala disso na sua coleção de profecias “Voix prophétiques ‒ ou signes, apparitions et prédictions modernes touchant les grands événements de la Chrétienté au XIXème siècle et vers l'approche de la fin des temps”, (Paris, Victor Palmé editor, 1872, tomo II, 4ª edição, 505 p.).

“O bispo de Birmingham – escreve o Pe. Curique – contou num relato publicado recentemente sua romaria a Ars poucos anos antes da morte do santo pároco, e que lhe acendeu a esperança da Inglaterra:

“Eu lhe pedi, escreveu o bispo, orações pela Inglaterra (...) subitamente seus olhos abriram-se e fixando-os sobre mim com um desses olhares luminosos, ele exclamou com uma voz que não esquecerei jamais, como quem quer fazer uma confidência:

“Eu estou certo que a Igreja de Inglaterra recuperará seu antigo esplendor”.(p. 165-166)

O Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser

Poucas almas eleitas tiveram tanta fama pelas suas luzes proféticas quanto o Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser. Este sacerdote foi autor de um comentário do Apocalipse que fundou escola.

No livro “Prophezeiungen, Visionen und Auslegung der Apokalypse”, (“Profecias, visões e interpretação do Apocalipse”), editado por Kreuz-Verlag em Viena (1ª ed, 1972, com autorização eclesiástica), Friedrich R. von Lanna, lemos:

“A partir de Bingen, pouco depois, fez uma visita a Carlos II da Inglaterra (...) quando este parou em Geisenheim de regresso à Inglaterra depois da decapitação de seu antecessor.

“O encontro se deu à meia-noite e foi de longa duração. Holzhauser participou ao rei que há vários anos já sabia, por revelação divina, que Carlos I terminaria sua vida no cadafalso.

Disse que Deus permitira esse fim trágico para castigar aquele monarca por ter recusado o seu reconhecimento ao Chefe visível da Igreja.

“Tranquilizou então o rei quanto ao futuro, e lhe assegurou de que à triste revolução no seu reino seguir-se-ia em breve tranquilidade e ordem.

Acrescentou à profecia de que a Inglaterra algum dia voltará à fé católica, prestando então à religião serviços ainda maiores do que depois de sua primeira conversão.”

Por sua vez, Mons. Wuilleret, autor da mais cotada tradução dos comentários ao Apocalipse do Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser (« Interprétation de l'Apocalypse renfermant l'Histoire des sept âges de l'Eglise Catholique et les grandes scènes de la fin du monde traduit du latin par le chanoine de Wuilleret », Louis Vivès editor, Paris, 1856, 2 volumes) acrescenta:

“Holzhauser desejou muito ir à Inglaterra para iniciar essa obra de conversão, mas seu trabalho com a paróquia e com as escolas que fundara em Bingen o retiveram”.

Pe. Nectoux S. J.

Um caso que requer muita prudência na interpretação é o do sacerdote jesuíta Charles-Auguste-Lazare Nectoux S.J. (1698-1773). Nascido em nobre berço, ingressou na Companhia de Jesus da qual foi o último provincial na Aquitania, França, antes da ordem ser fechada em 1762. Ele previu a dissolução da Companhia de Jesus e o que adviria depois.

Ele também previu um castigo universal sobre a humanidade que Michel Servant retransmite nestes termos:

Apocalipse ilustrado. Ottheinrich-Bibel.
Bayerische Staatsbibliothek Cgm8010
“Haverá então um momento tão espantoso que acreditar-se-á ser o fim do mundo.

O sangue correrá em muitas grandes cidades: os elementos entrarão em convulsão como num pequeno juízo.

“Perecerá nessa catástrofe uma grande multidão de homens, mas os maus não prevalecerão.

Eles terão a intenção de destruir inteiramente a Igreja; mas não lhes será dado tempo.

“Avizinhar-se-á essa catástrofe quando a Inglaterra começar a se abalar. Saber-se-á por este sinal, como se conhece a proximidade do verão quando a figueira começa a brotar.

“Inglaterra, por sua vez, sofrerá uma revolução mais terrível do que a Revolução Francesa, e durará bastante tempo para que a França tenha tempo para se tranqüilizar.

Será a França a ajudar a restabelecer a paz na Inglaterra.

“Durante esse transtorno espantoso que, ao que parece será geral, e não só na França, Paris será inteiramente destruída, não sem que antes apareçam sinais que darão tempo aos bons para fugir.

Sua destruição será tão completa, que vinte anos depois, os país passeando com os filhos sobre as ruínas responderão: ali houve uma grande cidade, porém por causa de seus crimes Deus a destruiu” (M. Servant, p. 309, 341 y 389).