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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Bispo descreve experiências exorcizando demônios

Mons Andrea Gemma, bispo de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em diversos posts reproduzimos o pensamento do Bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. a respeito da influência do demônio em nossos dias. CONFIRA

Vendo-a descrita como sendo tão grande, poderia se achar que o santo autor foi levado pelo seu fervor e pelo seu temperamento espanhol.

Não teria ele exagerado com boas intenções didáticas ou de oratória?

Para atender à questão, achamos oportuno apresentar o livro “Eu, bispo exorcista”, de Mons. Andrea Gemma, bispo emérito, de Isernia-Venafro, Itália.

Nele o bispo descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado

(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)

D. Andrea Gemma escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiências na prática do exorcismo.

Ele deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.

As palavras de São Mateus, ”as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:

1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se;

2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo;

3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás;

4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio;

5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (pp. 11-12).

Por que não se fala da necessidade de exorcismo?

Voltando à sua diocese, a 170 km de Roma, D. Andrea decidiu pôr em prática o mandato divino “expulsai os demônios” (Mc 16,17).

Porque, explica ele, para o bispo, exorcizar “não é uma escolha, é obrigação” (p. 21).

Dever grave de instituir exorcistas
E cita o Pe. Gabriele Amorth que foi durante muitos anos exorcista oficial da diocese de Roma:

“Um bispo que não estabelece pelo menos um exorcista na sua diocese não está isento de pecado mortal por grave omissão” (p. 24).

O resultado foi surpreendente. O poder do inferno se lhe revelou em todo o seu horror e em toda a sua extensão.

“Quantas vezes — escreve o bispo —, nos meus colóquios cotidianos, frequentemente difíceis, com os doentes de todo tipo, esta verdade se punha diante de mim:

‘Por que não nos falaram antes destas coisas? Por que não nos alertaram com uma adequada instrução? Por que não nos preservaram a nós, grei de Cristo, da devastação dos lobos famintos?” (p. 113).

“Se todos os bispos fossem como você, estaríamos completamente vencidos, e imediatamente” (p. 12), gritou-lhe um demônio por meio de uma mulher possessa, acrescentando com desdém em uma outra ocasião: “[mas] vocês são poucos” (p. 62).

Poder da promessa de Nossa Senhora em Fátima

Em 1992, o bispo publicou a pastoral As portas do inferno não prevalecerão. Nela, alertava:

“A ação infestante e obscura de Satanás [...] está, acreditai-me, mais difundida e é mais nefasta do que se possa pensar” (p. 15).

Na pastoral, D. Andrea convocou a diocese para “uma luta sem quartel, concertada e eficaz contra o mal e as suas artes” (p. 16).

O bispo promoveu orações públicas que congregavam multidões vindas de muito longe.

O Maligno se externava visivelmente, e aqueles que sofriam alguma ação diabólica eram levados à sacristia para serem objeto de exorcismos específicos.

Mons Andrea Gemma e Nossa Senhora de Fátima
O bispo não imaginava que sua pastoral daria a volta ao mundo.

Ela foi traduzida em várias línguas.

Por meio de cartas ou da imprensa, pessoas de toda Itália e até do exterior, apelaram a seu socorro porque sentiam alguma ação diabólica ou estavam possessas.

Isso lhe mostrou que muitos fiéis estavam esperando algo do gênero, diz no livro.

Nos exorcismos, D. Andrea pôde constatar o enorme poder de Nossa Senhora e da Igreja sobre as potências do abismo:

“Se quero ver o demônio realmente furioso, basta jogar-lhe água benta, pronunciando esta minha doce certeza: ‘por fim, o Coração materno de Maria triunfará’.

“‘Sim!!!’, me responde, sempre rangendo os dentes.

“Mas algumas vezes acrescenta um desafio: ‘neste meio tempo, quantos levaremos conosco’...” (p. 63).

D. Andrea interrogou várias vezes os demônios possuidores:

— ”Vós, que vexais as vossas vítimas, tirais algum proveito ou alívio disso?

— Não, pelo contrário, nós sofremos um maior agravamento das nossas penas.

— E, então, por que o fazeis?

— Por ódio, por ódio, por ódio” (p. 61).


continua no próximo post: D. Gemma: o demônio entra nas almas e nas sociedades pela porta do laicismo


Vídeo: Dom Andrea Gemma fala sobre o exorcismo (em italiano)
Bispo emérito da diocese de Isernia-Venafro, Itália, responde a perguntas sobre o exorcismo. Descreve também exemplos de sua vida de exorcista. (Em italiano)



Nossa Senhora destrói o pacto assinado pelo monge Teófilo com o demônio




















segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A “fumaça de Satanás” na Igreja
e o silêncio do Vaticano II sobre os “erros da Rússia”

O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima
e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Os apóstolos de Fátima resistem diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”



A “guerra dos profetas” gerou nos cinco continentes acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial, revoluções e conflitos civis que encheram a história do século XX e cujo enunciado exigiria uma obra enciclopédica. Seja-nos permitido citar apenas dois episódios-auge desse confronto.

O primeiro é relativo ao Concílio Vaticano II. A Irmã Lúcia, a rogos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, implorou às mais altas autoridades eclesiásticas a publicação da terceira parte do Segredo de Fátima em 1960, portanto antes do evento conciliar.

Ainda se discute apaixonadamente por que esse pedido não foi atendido e as consequências catastróficas que se derivaram dessa omissão.

Mas o fato é que, no clima de otimismo instalado no mundo e na Igreja nas décadas pós-Segunda Guerra Mundial, as vozes dos santos, dos mensageiros divinos e de espíritos de fé clarividentes foram tidas como as de “profetas de desgraças” que não compreendiam a felicidade especial do tempo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os apóstolos de Fátima resistem
diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”

A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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continuação do post anterior: A essência dos males que afligem o mundo está nos “erros da Rússia”



Duas escolas de profetas: a da “alienação” e a da “desalienação”

Os profetas dos “erros da Rússia” implantaram-nos no mundo inteiro.

Eles visam acabar com toda desigualdade entre os homens que eles odeiam e chamam de “alienação”. E instalar o socialismo e o comunismo, regimes despóticos onde reina a igualdade total ou “desalienação”. Um eco fiel do brado de revolta de Satanás no Céu: “não servirei” (Jer 2,20).

Além dos líderes russos como Stalin, Kruschev e Brezhnev, destacaram-se o chinês Mao Tsé-Tung; os italianos Antonio Gramsci, Palmiro Togliatti e Enrico Berlinguer; os franceses Maurice Thorez e Georges Marchais; os espanhóis Dolores Ibarruri, la Pasionaria, e Santiago Carrillo; o brasileiro Luís Carlos Prestes; o cubano Fidel Castro; o argentino Che Guevara, e ainda muitos outros que a exiguidade de espaço não nos permite elencar.

Em sentido contrário, Maria Santíssima inspirou almas seletas que falaram ao mundo com acentos proféticos no sentido da Mensagem de Fátima.

Um exemplo foi São Maximiliano Kolbe O.F.M., alma de fogo e fundador da “Milícia da Imaculada”, de imensa difusão, sobretudo na Europa Oriental.

Em 11 de fevereiro de 1937, durante um Congresso sobre Nossa Senhora de Lourdes, em Roma na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas, ele afirmou:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A essência dos males que nos afligem está nos “erros da Rússia”

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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continuação do post anterior: A chave das profecias no século da “guerra dos profetas” (1917 – 2017)




O que dizem os “erros da Rússia”?

Faltaram pregadores, sacerdotes, teólogos, bispos ou autoridades de condição e conhecimento ainda mais elevados que explicassem para o povo o conteúdo desta “contraprofecia”.

Se esse escuro conteúdo tivesse sido desvendado e condenado pela Igreja, poderia ter sido evitado o afundamento como que irreversível do mundo no caos.

O fato é que, os que sabiam, pouco ou nada ensinaram. E enquanto a humanidade foi durante décadas se deliciando com os prazeres da vida quotidiana, decaindo moralmente, afundando sempre otimista e displicente, o monstro girava em torno de sua casa e entrava pela porta dos fundos.

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja, e hoje tentam o assalto final com as blasfêmias, heresias e profanações mais inauditas.

A maioria dos homens ouve seus uivos assombrada. Alguns tentam reagir, mas não entendem a natureza do mal que os agride. É imprescindível compreendê-lo para saber o que está acontecendo e agir com propriedade.

Para não nos alongarmos, citaremos apenas alguns excertos da petição assinada por 213 Padres Conciliares de 54 países, pedindo ao II Concílio Ecumênico Vaticano a condenação do comunismo.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

D. Gemma: o demônio entra nas almas e nas sociedades
pela porta do laicismo

Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.

Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

No livro, o bispo confirma a espantosa influência que tem no mundo moderno e no andamento da sociedade humana o príncipe das trevas e o poder vitorioso do exorcismo sobre ele.

Ele fornece uma atualizada confirmação de quanto o bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. denunciou ao respeito.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Por que o 3° Segredo de Fátima não foi divulgado em 1960?

Início da 3ª parte do Segredo de Fátima.
Início da 3ª parte do Segredo de Fátima.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora comunicou aos três pequenos videntes de Fátima uma mensagem que não deveriam revelar a ninguém.

Quando interrogados, logo depois da Aparição, sobre o que a Santíssima Virgem lhes tinha dito, responderam que era segredo. De forma que se ficou desde logo sabendo que havia um Segredo na Mensagem de Fátima.

As duas primeiras partes do Segredo foram divulgadas pela Irmã Lúcia na terceira Memória, escrita pela vidente em 31 de agosto de 1941.

Em 3 de janeiro de 1944, a instâncias do Bispo de Leiria, a Irmã Lúcia escreveu a terceira parte do Segredo, que mandou entregar ao Bispo com uma nota de que não poderia ser divulgado antes de 1960.

O Bispo Dom José Alves Correia da Silva colocou o envelope dentro de outro, que por sua vez lacrou e guardou na caixa-forte da Cúria episcopal.

Em princípios de 1957, a Sagrada Congregação do Santo Ofício, atual Congregação para a Doutrina da Fé, pediu que o documento fosse remetido a Roma.

Requisitado por João XXIII no dia 17 de agosto de 1959, o Papa recebeu o documento das mãos de um Comissário do Santo Ofício, abrindo-o alguns dias depois lendo-o com a ajuda do tradutor português da Secretaria de Estado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista,
partiu para a eternidade

O Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
O Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Agência Boa Imprensa – ABIM



Em 16 de setembro [2016], aos 91 anos de idade faleceu o Exorcista da diocese de Roma, que sempre alertou a respeito do perigo da crescente ação diabólica na atualidade.

Em memória do Revmo. Pe. Gabriele Amorth transcrevemos a seguir uma importante entrevista que ele concedeu com exclusividade para a revista Catolicismo e publicada em sua edição Nº 596, de agosto de 2000.

O Padre Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo é muito apreciado por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade apostólica jornalística. Seu programa na Radio Maria peninsular contava com 1.700.000 ouvintes.

O Pe. Amorth tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra Um exorcista conta-nos, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtido várias edições.

A partir de então, a mídia internacional vem focalizando a atuação desse sacerdote, nomeado Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.

Solicitadíssimo por inúmeras pessoas necessitadas de amparo contra as insídias diabólicas, o Pe. Amorth exerce intenso e extenuante trabalho apostólico.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fátima, misterioso e maternal aviso

Pe. David
Francisquini

Sacerdote da Igreja do
Imaculado Coração de Maria
Cardoso Moreira (RJ)




O dia 13 de maio de 2017 — do qual apenas um ano nos separa — revestir-se-á de invulgar importância.

Será o centenário de um acontecimento histórico que marcou profundamente o século XX e continua a marcar o século XXI: uma Senhora de aspecto deslumbrante aparece em Fátima (Portugal) a três crianças na Cova da Iria, e lhes revela uma Mensagem destinada ao mundo inteiro.

Era a Santíssima Virgem, que abria assim ao mundo contemporâneo o caminho da conversão e de radiosas esperanças, o que devia dar-se através da oração, da penitência, da mortificação e da mudança de vida.

Bastou que Nossa Senhora lhes aparecesse para que as crianças levassem a sério o que a Mãe do Céu lhes dissera.


Lúcia, Jacinta e Francisco — assim se chamavam — procuraram meios de se oferecer a Deus como vítimas pelos pecados do mundo, a fim de consolar o Coração Imaculado de Maria.

Caso a humanidade atendesse aos pedidos de Nossa Senhora em Fátima, converter-se-ia a Rússia, evitar-se-iam as duas guerras mundiais, e seria afastada a crise sem precedentes que grassou na Igreja.

Mas, como tal não se deu, a Rússia espalhou seus erros pelo mundo subvertendo a sociedade, sobretudo a família e a religião. A humanidade foi flagelada por duas grandes guerras que ceifaram milhões de vidas.