segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Beato Palau: o comunismo montando o cisma russo prepara a vinda do Anticristo

Revolução Bolchevista, Moscou 1917
Revolução Bolchevista, Moscou 1917
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Pe. Palau: a Rússia cismática é elo central da conspiração contra a Redenção




Príncipe Ivan Sergio Gagarin (1814 -1882) já jesuíta,
foto sem data
Em uma profética página, o padre Gagarin escreve sobre a luta da Igreja contra a Revolução e a Rússia:

“Quanto mais se desce ao fundo das coisas, mais se é levado a concluir que a única luta verdadeira é entre o Catolicismo e a Revolução.

“Quando em 1848 o vulcão revolucionário aterrorizava o mundo com seus rugidos e fazia tremer a sociedade abalada em seus fundamentos, o partido que se dedicou a defender a ordem social e a combater a Revolução não hesitou em inscrever em sua bandeira Religião, Propriedade, Família.

“Está-se em presença de apenas dois princípios: o princípio revolucionário, que é essencialmente anticatólico, e o princípio católico, que é essencialmente contra-revolucionário.

“Apesar de todas as aparências contrárias, só há no mundo dois partidos e duas bandeiras.

“De um lado, a Igreja Católica arvora o estandarte da cruz, que contém o verdadeiro progresso, a verdadeira civilização e a verdadeira liberdade; de outro, apresenta-se a bandeira revolucionária, em torno da qual se agrupa a coalizão de todos os inimigos da Igreja.

“Ora, o que faz a Rússia? (...) Se ela quiser francamente combater a Revolução [N.R.: o padre escreve em tempos do czarismo], tem apenas um partido a tomar: colocar-se sob o estandarte católico e reconciliar-se com a Santa Sé”
(Pe. Ivan Gagarin S.J., La Russie sera-t-elle catholique?, Charles Douniol, Paris 1856, pp. 63-65).


Comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:


É tão grande o poder da Rússia que quase não há meios humanos de sujeitar ao império de um só homem vastidões tão grandes sem que a todo momento haja tentativas de sublevação ou de formar um povo independente.

O Czar não podia acompanhar a execução das obras que ordenava em seu império. Precisava de uma burocracia gigantesca, mas tão grande que fez do Estado uma entidade canhota das duas mãos.

O Estado burocratizado é um Hércules cujas duas mãos são esquerdas.

Quer dizer, quando quer fazer o bem saem coisas tortas. Mas o mal que faz é real. O mal que faz é profundo; o bem é superficial.

Este Estado era obrigado a soluções simplistas que deixam pasmo.

Um Czar das últimas décadas do século XIX, estava discutindo interminamente com os seus ministros a maior estrada de ferro do mundo de Moscou até o Oceano Pacífico.


Ninguém chegava à uma conclusão. Então o Czar se levantou e disse: “eu vou traçar esse plano”.

Colocou uma régua sobre o mapa e traçou uma linha reta de São Petesburgo até o Oceano Pacífico.

E disse: “esta é a estrada de ferro Transiberiana, vai em linha reta e não se discute”.

Quanto acerto! Quanto erro! Quanta bobagem!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Pe. Palau: a Rússia cismática
é elo central da conspiração contra a Redenção

Patriarca cismático de Moscou Kirill.  Fundo: O grande bode, Francisco Goya (1746-1828), Museu do Prado
Patriarca cismático de Moscou Kirill.
Fundo: O grande bode, Francisco Goya (1746-1828), Museu do Prado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Continuação do post anterior: a Rússia gemendo ante o Juízo de Deus se converterá como São Paulo



Nos posts anteriores vimos o Beato Palau com linguagem figurativa mas muito expressiva mostrar os fatores de perdição histórica da Rússia sendo julgados pela Justiça Divina.

E, também, a categórica afirmação de que essa imensa nação se converterá por uma misericórdia de Deus conquistada por almas santas, especialmente polonesas, que rezaram pelo perdão do mundo russo.

O Beato Palau não podia conhecer a promessa da conversão da Rússia que Nossa Senhora fez em Fátima quase meio século depois.


O bem-aventurado espanhol não apelava apenas a uma percepção profética ou sobrenatural para discernir os grandes fatores de perdição da Rússia. Ele raciocinava – e muito – com base na arquitetura da História.

Para ele o império russo cismático é uma das engrenagens do processo do demônio que visa através dos séculos destruir a obra da Redenção que Nosso Senhor conquistou no alto do Calvário.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Beato Palau: a Rússia gemendo ante o Juízo de Deus
se converterá como São Paulo

O tsar Nicolau II abre a primeira sessão da Duma (Parlamento) em São Petersburgo, 1906, com participação dos bispos cismáticos. Por trás das belas aparências se avolumava uma das piores catástrofes da História.
O Czar Nicolau II abre a primeira sessão da Duma (Parlamento) em São Petersburgo, 1906,
com participação dos bispos cismáticos.
Por trás das belas aparências se avolumava uma das piores catástrofes da História.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Continuação do post anterior: A Providência Divina em face da Rússia e dos planos do Anticristo



Sobre a Rússia e sua missão na história divina tínhamos para publicar os escritos proféticos do bem-aventurado carmelita Francisco Palau. As apreciações do profético religioso revelaram profundo acerto em muitas temáticas contemporâneas.

A extensão de seus comentários em verdade nos tirava o fôlego antes mesmo de começar.

Mas repassando outros comentários, desta vez do prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre os escritos proféticos do carmelita espanhol tomamos coragem.

Iniciamos, pois, uma série de posts a respeito de este outro lado da alma russa, achincalhado pelo cisma, pelo comunismo e pela enganosa estratégia de Vladimir Putin.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

2 de fevereiro: Oração a Nossa Senhora do Bom Sucesso e suas profecías




Ó Senhora do Bom Sucesso, que com olhar de predileção considerais o Equador, atentai para a tristeza dos dias que atravessamos, caracterizados pela inteira confusão dos espíritos.

Para onde caminha a Cristandade? Qual será para ela o dia de amanhã? São perguntas que quase ninguém ousa responder.

Essa confusão não só subverte a esfera temporal, desordenando a fundo os campos cultural, político, social e econômico, mas – oh dor! – penetra também na própria esfera espiritual.

Presenciaremos já amanhã a explosão da terrível conflagração que constituirá o desdobramento lógico deste caos?

Ou veremos o mundo ocidental – para obter um simulacro miserável de paz – capitular vergonhosamente ante o inimigo mortal da Civilização Cristã.

Isto é, capitular ante o comunismo, que pareceu morto, durante certo tempo, mas ressurge hoje, por todas as partes, transmudado e agravado por diversas manifestações de terrorismo, com as quais mantém mal veladas relações de cumplicidade?