segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Resistência invicta

Mons Dupanloup tentou subornar a Maximin

Não faltaram incrédulos ou mal intencionados que tentaram pegar os jovens videntes em contradição, ou fazê-los violar dolosamente o dever de guardar o segredo.

Nas respostas das crianças transparecia de tal maneira o sobrenatural, que até os adversários ficavam dominados por um misto de desconcerto e admiração.

Um caso arquetípico deu-se com o Pe. Dupanloup, líder liberal francês.

O eclesiástico posteriormente, como bispo de Orleans, foi um dos chefes da oposição à proclamação do dogma da infalibilidade papal, durante o Concílio Vaticano I.

O Pe. Dupanloup passou alguns dias com Maximin, tentando que o menino lhe confidenciasse o segredo.

Até colocou sobre a mesa uma pilha de moedas de ouro – coisa que deslumbrou a Maximin, pois sendo de família miserável, jamais vira algo assim – e lhas ofereceu em troca da violação do compromisso com Nossa Senhora.


Melanie não temeu ameaça de prisão
O pretexto foi tirar da indigência a ele e sua família.

A reação de Maximin foi de uma tal integridade, que o Pe. Dupanloup saiu confundido:

“Eu senti que a dignidade da criança era maior que a minha”, escreveu ele.

Outro caso deu-se com o juiz da cidade. Ele interrogou as duas crianças separadamente.

Ofereceu-lhes dinheiro para que delatassem o segredo e desmentissem de público o acontecido.

“Guarde seu dinheiro – respondeu Mélanie –, eu não me retrato em nada e eu não quero desvendar o meu segredo”.

Então o juiz ameaçou colocá-la na prisão.

“Eu entrarei na prisão – respondeu Mélanie – mas meu segredo entrará comigo”.

O juiz então insinuou qualquer coisa que soava como ameaça de morte, e ela retrucou: “Sr. juiz, não se morre mais de uma vez”.

O êmulo de Pilatos desistiu da tentativa.



Um comentário:

  1. Nós estamos precisando de Cristãos assim hoje... que gracinha, e crianças..... hoje só pensam em ter brilho ....

    ResponderExcluir