segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Meditação sobre Nossa Senhora de La Salette
como foi descrita pela vidente Mélanie


Dia 19 de setembro é a festa da aparição de Nossa Senhora de la Salette.

No livro de Pie Regamey, “Les plus beaux textes sur la Vierge” (Livre De Poche Chrétien, 1962), vem um depoimento feito por Mélanie Calvat que é a menina que viu Nossa Senhora.

Façamos a leitura e depois alguns comentários.
Aparência: A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada. Parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La, Entretanto, Ela permanecia imóvel e inalterável.

“Sua fisionomia era majestosa, imponente, mas não imponente como são as grandes da terra. Ela impunha um temor respeitoso, ao mesmo tempo que Sua majestade impunha respeito entremeado de amor. Ela atraía.

“Ao seu redor, como em Sua pessoa, tudo inspirava majestade, esplendor, magnificência de uma rainha incomparável. Ela parecia bela, clara, imaculada, cristalina, celeste.

“Parecia-me também como uma boa mãe cheia de bondade, amabilidade, amor para conosco, compaixão e misericórdia”.



Era o caso de dizer que essa pastorinha analfabeta merecia entrar na Academia Francesa de Letras por esta descrição. Porque é uma descrição admirável.

Lágrimas: A Santa Virgem chorava durante quase todo tempo que me falou. Suas lágrimas corriam lentamente, uma a uma, até seus joelhos, depois, como fagulhas de luz, elas desapareciam. Eram brilhantes e cheias de amor.

“Eu quisera consolá-la e que Ela não chorasse. Mas parecia-me que precisava mostrar suas lágrimas para melhor mostrar seu amor esquecido pelos homens.

“As lágrimas de nossa terna Mãe, longe de enfraquecer seu ar de majestade de Rainha e Senhora, pareciam, ao contrário, embelezá-la, torná-la mais amável, mais radiante.

Olhos: Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna Mãe, não podem ser descritos por uma língua humana. Para deles falar, seria preciso um serafim, seria preciso a própria linguagem de Deus, de Deus que formou a Virgem Imaculada, obra prima de seu poder.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes e as pedras preciosas. Eram como a porta de Deus por onde se podia ver tudo aquilo que pode encantar a alma.

“Somente seria suficiente para ser o Céu de um bem-aventurado, seria suficiente para fazer uma alma entrar na plenitude das vontades do Altíssimo, entre todos os acontecimentos que sucedem no curso da vida; seria suficiente para impelir uma alma a contínuos atos de louvor, agradecimento, reparação e expiação.



“Somente esta visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta-viva que olha as coisas da terra, mesmo as coisas aparentemente mais sérias, como brinquedos de criança.

“Ela só queria ouvir falar de Deus, daquilo que se refere à Sua glória. O pecado é único mal que Ela vê sobre a Terra e por causa dele ela morreria de dor se Deus não a sustentasse”.

É uma verdadeira beleza cada um dos pontos que diz respeito à aparência de Nossa Senhora.

Entre as ideias que estão simbolizadas na aparência de Nossa Senhora, eu poderia escolher três:

A ideia primeira é de um ente que está inundado de valores sobrenaturais e de graças, como compete Àquela que o anjo chamou de graça personificada. Então, a primeira ideia é do caráter sobrenatural.

A segunda é de uma majestade régia, que não tem nome; que se exprime nEla toda, mas que por outro lado se irradia em torno dEla.

E a terceira ideia, conjugada com a majestade, é uma bondade que não tem nome.

Uma pena, uma misericórdia, uma condescendência, um expandir afavelmente todos os seus dons sobre os outros para fazer os outros participarem desses dons.

Isso que parece contraditório com a majestade, na realidade é o corolário indispensável da majestade: essa efusão incomparável de bondade que está em Nossa Senhora.

Então, todos os traços que estão dados aqui são feitos para simbolizar isso.

Nos próximos posts, veremos uma análise ponto por ponto desses traços de Nossa Senhora, descrito por Mélanie.

(Comentários: Plinio Corrêa de Oliveira, 19/09/66. Sem revisão do autor)


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