segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Após a aparição em La Salette: comoção no clero e no povo

Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
Hotel de la Poste em Corps: centro de reunião pois lá chegavam as carruagens e os jornais
Os dois videntes narraram o acontecido ao Pe. Jacques Perrin, pároco de La Salette. Este, ouvindo o relato, comoveu-se até o pranto.

Ele batia no peito, exclamando: “Meus filhos, estamos perdidos, Deus vai nos punir. Ah, meu Deus, foi a Santa Virgem que apareceu para vocês”.

Nessa hora o sino tocou para o início da missa. Ele então fez um sermão que emocionou vivamente os paroquianos.


Depois os videntes foram para suas famílias. Mélanie não o fez imediatamente, ficando ainda na casa dos patrões, mas sim Maximin. Separaram-se e não voltaram a se ver durante três meses.

Foi providencial, pois não puderam conversar entre si. Desse modo, familiares e conhecidos puderam comparar o que os dois diziam, independente um do outro, e comprovar que tudo concordava na perfeição, sem possibilidade de uma montagem das crianças.

Os patrões dos videntes os interrogaram no dia seguinte ao da aparição e lavraram um relato. O mesmo fez com Maximin o prefeito de La Salette, Pierre Peytard, dois dias depois do acontecimento.

Estrada rumo a La Salette. A aldeia está já no morro. No local da aparição vê-se uma Cruz bem no alto
Estrada rumo a La Salette. A aldeia está já no morro. No local da aparição vê-se uma Cruz bem no alto
Estes inquéritos foram os primeiros de uma longa série, que os videntes atravessaram airosamente.

Uma comissão da cidade fez mais uma apuração em regra. Cada um dos membros redigiu um relatório do que os videntes disseram individualmente.

Esses relatórios iriam ter um papel imenso na divulgação inicial do ocorrido em La Salette.

A notícia espalhou-se como rastilho de pólvora por grande parte do país. Em pouco tempo toda a França já conhecia o fato sobrenatural e tomava posição a seu respeito. As pessoas disputavam cópias manuscritas dos interrogatórios, especialmente dos relatórios.

Cinco meses depois apareceu em Paris o primeiro livro sobre a aparição, e uma das publicações chegou a atingir 300.000 exemplares.


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