segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mélanie, Maximin e os Apóstolos dos Últimos Tempos

Túmulo de S. Luís Maria Grignion de Montfort, St-Laurent-sur-Sèvre
Dos videntes de La Salette, Mélanie foi quem mais se estendeu sobre os apóstolos dos últimos tempos.

Mélanie teve uma visão sobre tais Apóstolos, e Nossa Senhora também ditou-lhe uma regra para eles. Nota distintiva dos apóstolos dos últimos tempos seria seu espírito de luta contra os males morais verberados por Nossa Senhora em La Salette.

Mélanie relatou:
“Eu vi e compreendi que o bom Deus queria que esta ordem lutasse contra os abusos que levaram à decadência do clero e do estado religioso e à ruína da civilização cristã”.

Houve tentativas, todas elas infrutíferas, por parte de Mélanie e outros, de fundar ou, pelo menos, deixar estabelecidos fundamentos para a instauração do instituto dos apóstolos dos últimos tempos.



Entretanto não há até hoje nenhum instituto que responda ao apelo de Nossa Senhora. Para esta lacuna pesou a perseguição contra La Salette. Porém, chegado o momento de a Providência efetivar seus grandes desígnios, toda oposição humana torna-se estéril e vã.

Maximin deixou anotadas apenas algumas características desses apóstolos dos últimos tempos.

Numa carta de 1858 em que ele afastou as propostas de Mons. Ginoulhiac no sentido de silenciar o segredo de La Salette, sob pena de ser expulso (como acabou acontecendo), do seminário e não ser ordenado sacerdote, escreveu:

“Deus não haveria de me dar uma vocação sacerdotal, diametralmente oposta à vocação que me vem de Maria – a de fazer passar em todo lugar e sempre, de acordo com as circunstâncias, suas advertências a seu povo. Eu não teria outra coisa a fazer senão integrar a nova milícia religiosa que combate voluntariamente e sem entraves, mas também submeter-me a seus riscos e perigos, sem engajar em nada a responsabilidade dos pastores”.




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