segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma meditação oportuna para Terça-feira Santa

Consumatum est (Jo 19,30), a vítima expirou, o sacrifício foi consumado, opera-se a Redenção e o gênero humano foi salvo.

Nosso Senhor Jesus Cristo já tinha morrido quando a lança de Longinus O perfurou.

O furor dos algozes atravessou o Sagrado Coração, e então foi derramado o último sangue e a última água por nós.

Ó extremo da misericórdia, de bondade e de condescendência!

Meu Deus, quem sabe se às vezes eu cravei no Coração de Jesus a lança de Longinus?

Não é só o pecado mortal. É o velho hábito da tibieza: não se muda, não se progride nem se quer progredir, observa-se os outros progredirem, e o pecador não se incomoda.

Um pouco daquela água com sangue respingou no rosto de Longinus. Ele era catacego, adquiriu a vista, converteu-se e transformou-se, segundo a tradição, num santo.

Quem sabe agora eu recebo também esta graça? Esta graça, meu Senhor, Vos peço pelos méritos de vossa Mãe Santíssima, na hora em que Vós expirastes.


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