quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Papa Pio IX se emociona com a mensagem de La Salette

Beato Pio IX
O bispo de Grenoble, diocese onde fica La Salette, Mons. Philibert de Bruillard, lacrou os manuscritos com os relatos dos dois videntes.

Quando Mélanie entregou o seu segredo ao prelado, este retirou-se imediatamente a seu quarto para lê-lo.

“Ele voltou vermelho, em lágrimas, emocionado e o entregou para ser lacrado, sem dizer nada”, narraram testemunhas oculares.

O segredo foi levado ao Vaticano por uma comissão presidida pelo vigário geral honorário da diocese, cônego Pierre-Joseph Rousselot, e pelo cônego Gerin. Eles entregaram pessoalmente os documentos a Pio IX (quadro ao lado).

No Vaticano o Santo Padre discerniu a transcendência da mensagem. Abriu os lacres na presença dos portadores da correspondência.


Começou a ler, e disse: “Aqui há a candura e a simplicidade de uma criança”. Pôs-se de pé e se aproximou da janela, para ler com mais luz e atenção.

Seus lábios se contraíram, suas maçãs do rosto se incharam, visivelmente emocionado.
Terminada a leitura, o Papa disse aos presentes:

“Trata-se de flagelos dos quais a França está ameaçada. Mas ela não é a única culpada. A Alemanha, a Itália, a Europa toda também o são e merecem os castigos. Tenho menos a temer de Proudhon [teórico socialista] que da indiferença religiosa e do respeito humano. Vossos soldados se ajoelham quando me vêem, mas só após olhar à direita e à esquerda, para terem certeza de que não estão sendo vistos por alguém”.

Com o firme tom de voz que lhe era próprio, enquanto levava a mão ao peito, o Bem-aventurado Papa acrescentou: “Não é sem razão que a Igreja é chamada militante, e que vós vedes aqui o seu Capitão”.

O Beato Pio IX (foto ao lado) encaminhou os documentos a Mons. Frattini, promotor da Fé, anexando a eles a opinião de que “estavam bem, que ele estava contente, e que eles exalavam a verdade” . Mons. Frattini pronunciou-se em favor da aparição.

O Cardeal Lambruschini, prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, julgou que os documentos “não deixavam nada a desejar” e aprovou o “edificante e inteiramente louvável rigor” com que agiu Mons. Bruillard.

Os cônegos Rousselot e Gerin foram prevenidos no Vaticano a respeito das manobras anti-La Salette dos católicos liberais, notadamente do Cardeal de Bonald.

Voltaram a Grenoble, satisfeitos por terem cumprido a missão e poderem levar a preciosa aprovação do Papa.





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