quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bons efeitos da aparição e mudanças de vida em outras regiões

Os bons efeitos se sentiram logo nas dioceses vizinhas. Assim o testemunhou o bispo de Gap, Mons. Irineu Dépery, em 9 de fevereiro de 1847.
“Eu também tenho recolhido informações, e para mim o fato da aparição parece incontestável. Deus parece confirmá-la com prodígios. (...) A água da fonte devolveu a saúde a diversas pessoas, entre as quais uma de meu conhecimento. O efeito que tem produzido este acontecimento nas populações das vizinhanças, até na minha diocese, é prodigioso. As imprecações e o trabalho no domingo cessaram inteiramente. As igrejas e os sacramentos são freqüentados da maneira mais edificante. É preciso ser ímpio para recusar a Deus o poder e o querer agir desta maneira para atrair o povo para sua lei. As Santas Escrituras estão cheias de fatos semelhantes”.

Em dezembro do ano da aparição chegavam diariamente a La Salette cerca de cento e cinqüenta romeiros. O número não parava de crescer. Os videntes subiam com eles, até duas vezes por dia, ao local em que Nossa Senhora apareceu. E narravam a aparição sempre com a mesma despretensão, seriedade e dedicação.

Desde os primeiros momentos os peregrinos fizeram desaparecer as pedras do “paraíso”. Levavam-nas como relíquias e as dividiam com outros devotos e conhecidos.

O cura de Ars recebeu uma e a partilhou com outros, a quem recomendava a devoção a Nossa Senhora de La Salette. Também levaram a grama sobre a qual Nossa Senhora teria pousado sem a tocar.

Em 31 de maio de 1847 subiram até o local da aparição cinco mil penitentes. No primeiro aniversário da manifestação de Nossa Senhora foram trinta mil, segundo uns, cem mil segundo outros. A multidão protagonizou uma improvisada mas comovedora cerimônia de penitência coletiva, desafiando a chuva e o frio noturno do local até então ermo.

O bispo diocesano resumiu assim a maravilhosa transformação moral ocorrida: “Aquilo que os jubileus precedentes, que as missões, que o zelo dos religiosos não havia podido fazer, a voz de dois pastores em nome da Rainha do Céu o obteve”.

Associações católicas de reparação inspiradas pela aparição de La Salette floresceram em todo o território nacional. Padres e bispos vieram de toda a França e de outros países. Tudo isto em menos de um ano.

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