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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Hoje, há 180 anos Nossa Senhora apareceu para dar a Medalha Milagrosa e anunciar graves acontecimentos futuros

Altar da apariçao e poltrona onde Nossa Senhora sentou
Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

Santa Catarina Labouré aos pés de Nossa Senhor
“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.

“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda. Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.


“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo. E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ....

“Por fim, chegou a hora. O menino mo preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.

“Eu ouvi como um frufru de vestido de seda, que vinha do lado da tribuna, perto do quadro de São José, e que pousava sobre os degraus do altar, do lado do Evangelho, sobre uma cadeira igual à de Sant'Ana ...

“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem...


“Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: .... ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão. Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus ... Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações...

“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).

Veja vídeo
Corpo incorrupto de
Santa Catarina Labouré

“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas... sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem... O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.

“Minha filha, eu gosto de derramar graças sobre a comunidade em particular. Eu a aprecio muito. Sofro porque há grandes abusos na regularidade. As Regras não são observadas. Há grande relaxamento nas duas comunidades.

“Dizei-o àquele que está encarregado de uma maneira particular da comunidade. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para repor a regra em vigor. Dizei-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas...

Corpo de Santa Catarina Labouré na Capela da rue du Bac, Paris

“Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas não se dará o mesmo com outras congregações.

“Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Para o Clero de Paris haverá vítimas: Monsenhor, o Arcebispo (a esta palavra, lágrimas de novo).

“Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue.

“Monsenhor, o Arcebispo será despojado de suas vestes (aqui Santíssima Virgem não podia mais falar o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha – me dizia ela – o mundo todo estará na tristeza. A estas palavras, pensei quando isto se daria. Eu compreendi muito bem: quarenta anos”.

Rue du Bac, Capela das Aparições

Quatro meses depois da primeira aparição, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:

“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo. Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.

“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...

“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros. Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés... Nesse momento em que estava a contemplá-La, a Santíssima Virgem baixou os olhos, fitando-me. Uma Voz se fez ouvir, dizendo-me estas palavras:

“A esfera que vedes representa o mundo inteiro, particularmente a França... e cada pessoa em particular...

“Aqui eu não sei exprimir o que senti e o que vi, a beleza e o fulgor, os raios tão belos...

“’É o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’, fazendo-me compreender quanto é agradável rezar à Santíssima Virgem e quanto Ela é generosa para com as pessoas que a Ela rezam, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, que alegria Ela sente concedendo-as...

“Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro ... Então, uma voz se fez ouvir, que me disse:

‘Fazei, fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança...’

“Nesse instante, o quadro me pareceu se voltar, onde vi o reverso da medalha. Preocupada em saber o que era preciso pôr do lado reverso da medalha, após muitas orações, um dia, na meditação, pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: ‘O M e os dois Corações dizem o suficiente’”.

Medalha Milagrosa: primeiros prodígios

Não foi fácil fazer a Medalha. Santa Catarina sofreu muitas resistências e oposições. “Nossa Senhora quer..., Nossa Senhora está descontente..., é preciso cunhar a medalha”, insistia ela.

Por fim, em 1832 foram encomendadas as primeiras 20.000 medalhas. No mesmo ano começaram a fazer milagres durante uma epidemia de cólera havida na França, em 1832.

Promessas e perspectivas

Santa Catarina Labouré partiu para o Céu em 31 de dezembro de 1876. Naquela data a Medalha Milagrosa já girava pelo mundo todo, com um extraordinário cortejo de milagres e graças para os que a portavam com devoção.

Veja vídeo
Capela das aparições.
Rue du Bac, Paris

As aparições da Medalha Milagrosa, as de La Salette, Lourdes e Fátima, abriram uma esplêndida perspectiva marial para o futuro, malgrado as ameaças em meio às quais presentemente nos encontramos.

“Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante” (Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, maio de 1967).

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mais almas santas devotas de La Salette

Leão Papin-Dupont (1797-1876), aristocrata francês conhecido como “o santo homem de Tours”, promoveu na França cruzadas de reparação das blasfêmias. Entre elas figura a construção da basílica que custodia o túmulo do padroeiro do país, São Martinho de Tours.

A antiga basílica fora devastada pelos protestantes, depois a Revolução Francesa a demoliu e fez passar uma rua por cima do túmulo do padroeiro nacional, para garantir que seria esquecido definitivamente.

A Sagrada Congregação para a Causa dos Santos proclamou a heroicidade das virtudes do Venerável Leão Dupont em 21-3-1983. No decreto, a aparição de La Salette figura como um dos acontecimentos que levaram o Venerável Leão Dupont a crescer em virtude e se engajar no apostolado.

Assim que soube da aparição, o venerável instou o pároco de Corps a lhe enviar mais e mais notícias dela. “Nossa misericordiosa mãe – escreveu ele – apresentou-se. Ai de nos! Ela encontrará corações mais duros que a pedra de La Salette. É o que se precisa temer, quando se conhece onde está o século. Mas é necessário estar certo, ao mesmo tempo, de que grande número de almas vai re-encontrar a luz”.

O Venerável Dupont peregrinou a La Salette e voltou tocadíssimo pelo espetáculo de piedade que ali viu. “Tudo isto é positivo – escreveu a um caro amigo -- e dá margem para pensar que, num porvir muito próximo, será dado um grande golpe contra a impiedade”.

Ele promoveu a criação da Arquiconfraria Reparadora da Blasfêmia e da Profanação do Domingo, canonicamente erigida na diocese de Langres. A associação visava especialmente reparar a Santa Face de Nosso Senhor Jesus Cristo ultrajada, e tirava a inspiração em La Salette.

O Beato Pio IX quis se inscrever ele próprio na arquiconfraria, estimulando sua rápida expansão. Ela chegou a existir em 68 dioceses. Toda a família de Santa Teresinha do Menino Jesus ingressou nela.

Mais santos e beatos

São quase incontáveis os santos, beatos e almas virtuosas que peregrinaram a La Salette ou foram seus devotos.

Entre eles podemos mencionar: São Luís Orione (don Orione) (1872-1940); São Leonardo Murialdo (1828-1900); São Daniel Comboni (1831-1881); Santa Madalena Sofia Barat (1776-1865); Santa Maria Eufrásia Pelletier (1796-1868); Santa Emilia de Rodat (1787-1852); Beato Jacobo Cusmano (1834-1888); Beato Antônio Maria Chevrier (1826-1879); Beato Francisco Spinelli (1853-1913); Beato Eduardo José Rosaz (1830-1903).

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Santo Aníbal Di Francia: testemunha excepcional

Santo Aníbal Maria Di Francia (1851-1927), apóstolo da oração pelas vocações sacerdotais, considerava Mélanie como co-fundadora de suas religiosas, as Filhas do Divino Zelo do Coração de Jesus, conhecidas como rogacionistas.

O santo teve o desejo de que as orações e sacrifícios destas religiosas pelas vocações sacerdotais preparasse a vinda dos apóstolos dos últimos tempos.



Santo Aníbal pronunciou o elogio fúnebre da vidente nas catedrais de Altamura e Messina, na Itália, por ocasião do enterro. Também abriu uma casa das Filhas do Divino Zelo em Altamura, para guardar os restos de Mélanie numa capela da ordem.

Ele preparou o processo diocesano de beatificação da vidente, mas não pôde introduzi-lo, pois foi chamado ao Céu.

O testemunho de Santo Aníbal Di Francia é excepcional, pois foi diretor espiritual e confessor da vidente durante os últimos anos da sua vida. Conheceu muitos segredos de consciência e pôde analisar as qualidades de sua alma.

Santo Aníbal pronunciou um histórico sermão, em 19 de setembro de 1920. A ocasião foi o traslado dos restos mortais de Mélanie ao monumento fúnebre que o santo preparou na igreja da Imaculada, na cidade de Altamura, onde jazem até hoje.

Destacamos alguns tópicos desse sermão:

“Vós não ignorais como, tendo ela atingido a idade de 15 anos, aconteceu sobre a montanha de La Salette, na França, a famosa aparição da Santíssima Virgem Maria (...) Assim que foi conhecida, aquela aparição abalou com um sagrado terror os dois mundos. As ameaçadoras palavras da Mãe de Deus, a forma como apareceu, de Senhora em prantos imersa na maior das tristezas, os flagelos que anunciou, os dois misteriosos segredos que confiou aos dois pastorinhos, tudo contribuiu a impressionar as almas dos fiéis das cinco partes do mundo, a comove-los, a penetrá-los de um salutar temor de Deus. Em pouco tempo surgiram igrejas dedicadas à Santíssima Virgem de La Salette na França, na Itália, na Áustria, na Espanha, em toda a Europa católica e até nas longínquas Américas.

“Foram feitas estações e imagens sacras que a representavam nas três posições: sentada sobre uma pedra, com o rosto entre as palmas das mãos; ereta em pé, falando com os pastorinhos; e elevando-se aos céus para desaparecer numa nuvem de esplendor. Bem cedo formaram-se confrarias com o título de La Salette, foram estabelecidas festas anuais, oratórios sagrados de onde refulgiam as glórias da Dolorosa Senhora dos Alpes franceses. (...)

“Mas, em meio a todo este espetáculo de devoção e amor geral, uma criatura aparecia ante o olhar de todos como um ideal de inocência que se eleva ao céu, uma criatura que se transformava quase num anjo, como refletindo em si os raios sobre-humanos da Rainha do Céu e da Terra: Mélanie! Este nome, que é tão belo, doce e suave de pronunciar, estava nos lábios de todos. Uma pastorinha que ia solitária sobre montanhas inacessíveis dos solitários Alpes da vertente da Sabóia, que guiava tenros cordeirinhos e mansas vacas, foi ali maravilhosamente visitada pela Grande Mãe de Deus, que lhe falou, que lhe confiou um segredo, que a cativou com sua presença, que lhe encravou no seu tão jovem coração um dardo da dor que traspassa a dolorida Mãe de Deus e dos homens. Vêem-na assim os fiéis do mundo inteiro, por meio da comovedora narração daquele sagrado evento. Tudo isso, oh meus senhores, atraía, arrebatava os corações com sentimentos de afeto, de simpatia sagrada, íntima, em nada profana, em relação à privilegiada donzela.

“Oh! quantos desejaram vê-la, ouvi-la falar, dar um beijo na franja de seu vestido! Ela me disse um dia, com tanta simplicidade: Foi-me dito uma vez que depois da aparição eu seria transformada num sinal de louvor e admiração, mas não percebi nada!

“Todos acreditaram que foi a aparição da Santíssima Virgem que abriu a mente da humilde filha de Pierre Calvat para o conhecimento das coisas do Céu. E que, por isso mesmo, depois da aparição ela foi aceita e instalada numa escola de freiras para ser instruída. Mas enganam-se.

“Mélanie Calvat, como ela própria escreveu em suas memórias, redigidas por ordem da obediência, texto que transborda a mais estrita veracidade, desde a tenra idade de um ano via o Menino Jesus.

“Ela saía cambaleante, impulsionada por um misterioso instinto, até um bosque vizinho, onde acabava caindo e o Menino Jesus a levantava e a reconduzia à casa. Ela não entendia nada disto. Mas o compreendeu bem quando atingiu a idade de três anos. Expulsa da casa paterna, refugiou-se no bosque e ali permaneceu vinte dias. Numa visão sublime que teve na primeira noite, o Menino Deus lhe mostrou todo seu futuro cheio de espinhos e de cruzes de toda espécie. Foi naquele bosque que o Divino Mestre, chamando-a de irmã, – irmã de meu coração – a alimentava, dando-lhe de comer violetas, e a instruía sobre os rudimentos da Religião cristã, a começar pelo sinal da cruz.

“Foi naquele bosque que Ela a convidava a recolher flores. Foi naquele bosque que uma outra vez – ouvi bem, oh senhores! e ficai pasmos – foi naquele bosque que, não tendo ela completado cinco anos o Menino Jesus apareceu com a mesma idade para Mélanie. Depois de lhe ter narrado sua dolorosa Paixão, depois de ter suscitado nela o mais ardoroso desejo de ser crucificada com Ele, ela disse: Dai-me, dai-me, irmão meu, tuas chagas, teus espinhos. O divino Mestre coroou-a com os espinhos e atravessou suas mãos pequeninas, seus pequenos pés e seu coraçãozinho com os sagrados estigmas. Admirabilíssima, singularíssima, talvez única graça é receber estas feridas de amor na idade de cinco anos incompletos! (...)

“Dois anos antes de lhe aparecer a Santíssima Virgem sobre a montanha de La Salette, ela teve uma maravilhosa visão da Santíssima Trindade, na qual Deus Filho, na presença de Deus Pai e do Espírito Santo, assistido pela Santíssima Virgem Maria e por fileiras de Anjos, de Virgens e de Santas, lhe pôs o anel de esposa. Ela estava nesse momento ajoelhada num campo solitário, onde pastoreava o rebanho de seus patrões.

“Mas a aparição de La Salette a tirou de sua amada solidão e a expôs à vista de todo o mundo. Então abriu-se para ela um novo gênero de vida, cheio de tribulações por um lado, mas também de novos carismas divinos por outro lado. (...)

“Não acreditamos que tenha acabado nossa missão em relação à piedosa Serva do Senhor. Temos tomado o cuidado de proceder à inumação dos restos mortais de Mélanie Calvat com todo o rito requerido pela Santa Igreja para aqueles que morrem em odor de santidade, a fim de que se possa iniciar o processo informativo das virtudes heróicas e dos prodígios da Serva do Senhor.

“E os prodígios não demoraram a aparecer. Parece que Mélanie tenha tido em vida o dom dos milagres, e o tenha tido até depois da morte. Já tem feito um milagre estrepitoso em Taormina, província de Messina onde temos uma casa para órfãos, na pessoa de uma jovem que morria por causa de uma grave úlcera no estômago, e que já tinha recebido o viático e a extrema-unção. Ela lhe apareceu em pessoa, dizendo: Eu sou Mélanie, e venho te curar. Tocou-a e a curou instantaneamente. A súbita e total cura foi atestada pelos dois médicos responsáveis. Existem outras graças prodigiosas. (...)

“Não deixeis no olvido tamanho tesouro. Vinde a este túmulo, aguardai alguma coisa da intercessão da Serva do Senhor. Sabei que a França inteira ficará tomada de uma santa inveja para convosco no dia em que, como queremos esperar, este túmulo será glorificado não mais com o simples concurso vosso, altamuranos e futuras filhas deste pio instituto, mas com o concurso de peregrinos de diversos povos que, além da própria França, aqui virão para prestar honras à afortunada pastorinha de La Salette, quando a Santa Igreja a terá elevado aos altares, rodeada com a luminosa auréola dos Santos!”

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