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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cumprem-se os sinais de advertência de Nossa Senhora

La Salette, vitral del santuário, quebra da safra de trigo
A violação do repouso dominical com atividades manuais e comerciais, o vício da maldição e da blasfêmia estavam profundamente arraigados na sociedade francesa.

O relaxamento religioso tinha permitido essa decadência. Nada parecia conter esses maus costumes, e não eram os únicos.

Não estranha que se cumprissem as primeiras dolorosas advertências de Nossa Senhora.
As batatas e os vinhedos apodreceram, o trigo se desfazia atingido por estranha doença. A quebra das colheitas trouxe a fome.


“Dá pena ver os habitantes da região – escrevia a mulher do prefeito de Aspres-les-Corps – quase todos carecem de pão e batatas. Todos os dias eles percorrem os campos para colher cardos e outras ervas selvagens para fazer uma sopa, que na maior parte dos casos é comida sem manteiga, e no máximo com um pouco de leite. Nossas casas são rodeadas de gente que acha que deveríamos ter de tudo. E cada dia nos é necessário distribuir dinheiro, manteiga, pão e trufas a mais de 10, 15 e até 20 mendigos”.
A falta de alimentos açoitou toda a França.

Cumpriu-se também outra terrível advertência de Nossa Senhora: as crianças menores de 7 anos morriam em quantidade muito acima da média. Só em Corps faleceram 39 em 1847, quando o normal nos anos anteriores girava em torno de 4. Nos cantões vizinhos a mortalidade infantil quase duplicou.

O Pe. Pierre Melin, pároco de Corps, sempre cauto em seus juízos, observava:
“Dando um golpe de vista sobre a sociedade em nossos dias, não é necessário conceber um grande porvir, ou se colocar muito alto para ver que ela é bem ruim nos seus atos e bem doente nos seus princípios. Nossas cidades em geral oferecem espetáculos bem tristes à religião e a seus ministros. (...) O espírito de Deus retirou-se da sociedade. Ela tornou-se carnal, não procura mais do que pão e não acredita nem mesmo que é Deus quem o dá. Não será que o bom e misericordioso Deus a ameaça precisamente com a fome, para lhe desembaciar os olhos e fazê-la tomar consciência de seu erro?”
Abrir os olhos para a causa do mal, arrepender-se, reformar a vida no sentido oposto ao desses males, é a essência da penitência. E esta penitência é o que Nossa Senhora desejava, permitindo acontecer essas calamidades.

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